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O livro de Santo Afonso, Glórias de Maria, é riquíssimo em citações. É com palavras de outros que descreve a grande misericórdia, o extraordinário poder.

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3 O livro de Santo Afonso, Glórias de Maria, é riquíssimo em citações. É com palavras de outros que descreve a grande misericórdia, o extraordinário poder de Maria. Como ele mesmo confessa, passou dez anos colhendo citações nos livros de numerosos autores, tirando deles os trechos mais belos, mais tocantes, mais convincentes sobre a Mãe de Deus.

4 Por assim ser, vamos postar alguns trechos para que você possa refletir sobre as glórias de Maria e não deixe de reconhecer como é grande o seu amor e sua misericórdia por nós. "Quando a Santíssima Virgem concebeu o Divino Verbo e deu à luz, obteve metade do reino de Deus, tornou-se a Rainha da Misericórdia e Jesus ficou sendo o Rei da justiça. O Eterno Pai deu ao Filho o ofício de julgar e punir, e a Mãe o ofício de socorrer e aliviar os miseráveis."

5 "Tão misericordiosa é Maria, que não há na terra criatura que deixe de participar- lhe dos favores e das bondades. Assim revelou esta mesma Virgem amabilíssima a Santa Brígida: Eu sou a Rainha dos céus e Mãe da Misericórdia; para os justos sou alegria e para os pecadores sou a porta por onde entram para Deus. Não há no mundo pecador tão perdido que não participe da minha misericórdia; pois, por minha intercessão, todos são menos tentados do que, aliás, haviam de ser."

6 "Os filhos de Maria, escreve Ricardo, imitam-lhe a pureza, a humildade, a mansidão, e a misericórdia.” "A oração na boca do pecador, ainda que não seja especiosa, porque lhe falta a companhia da caridade, contudo é útil e frutuosa para tirá-lo do pecado. Porque, como ensina São Tomás, a oração do pecador na verdade não tem merecimento, mas é muito apta para impetrar a graça do perdão."

7 "Como diz São Roberto Belarmino, Cardeal, esperamos pela sua intercessão obter o que não alcançaríamos só com nossas orações. Invocamo-la, observa Suárez, para que a dignidade da intercessora supra a nossa falta de mérito. De modo que, continua ele, invocar a Virgem com tal esperança não é desconfiar da misericórdia de Deus, senão temer pela própria indignidade."

8 "Cristo, como juiz tem o ofício de punir; a Virgem, como padroeira tão somente tem o de compadecer-se. Quer isso dizer que achamos a salvação mais depressa junto à Mãe que junto ao Filho. Não porque Maria tenha mais poder que Jesus Cristo, nosso único Salvador, o qual com seus méritos nos obteve e ainda obtém a salvação. O motivo, ao contrário, é que em Jesus, vemos também nosso Juiz cujo ofício é castigar os ingratos.

9 Ao recorrermos a Ele, certamente nos pode faltar a confiança. Indo a Maria, cujo ofício outro não é que o de compadecer-se de nós como Mãe da Misericórdia e de proteger-nos como nossa advogada, parece que nossa confiança se torna maior e mais segura.” "Não há dúvida, Jesus é o único medianeiro de justiça entre Deus e os homens, o único que em virtude dos próprios méritos nos pode obter graça e perdão, e de acordo com suas promessas também o quer.

10 Mas como em Jesus Cristo reconhecem e temem os homens a majestade divina, aprouve a Deus dar-nos outra advogada a quem recorrer com maior confiança e menor receio. E temo- la em Maria, fora de quem não acharemos outra nem mais poderosa para a Divina Majestade, nem mais misericordiosa para conosco.” "Os olhos do Senhor estão sobre os justos, já dizia Davi (Sl 33,16). Mas os de nossa Rainha, diz Ricardo de São Lourenço, estão voltados tanto sobre os justos como sobre os pecadores.

11 São olhos de mãe os olhos de Maria, acrescenta ele, e a mãe vela não só para que o filho não caia, senão também para levantá-lo após a queda." "Pelos merecimentos de Jesus Cristo foi concedida a Maria a grande autoridade de ser medianeira de nossa salvação, não de justiça, mas de graça e intercessão, como bem lhe chamou Conrado da Saxônia com o título de: Fidelíssima medianeira de nossa salvação."

12 "Para a glória do martírio, segundo Tomás, basta que uma pessoa leve a obediência ao ponto de oferecer-se à morte. Maria, no sentir do Abade Oger, foi mártir não pelas mãos dos algozes, mas sim pela acerba dor de sua alma. Se não lhe foi o corpo dilacerado pelos golpes do algoz, foi seu bendito coração transpassado pela Paixão de seu Filho. E essa dor foi suficiente para dar-lhe não uma, porém mil mortes. Vemos por aí que Maria não só foi verdadeiramente mártir, mas que seu martírio excedeu a todos os outros por sua duração. Pois que foi sua vida senão um longo e lento martírio?"

13 "A Santa Igreja consagrou à Virgem o sábado, porque nesse dia ela se conservou firme na fé, depois da morte de seu Filho, diz um venerável escritor nas obras de São Bernardo. Não deixam, por isso, os servos de Maria de oferecer-lhe algum obséquio particular, especialmente o jejum (ou qualquer outra mortificação)." Oração de Santa Isabel a Deus para contemplar a mãe do Redentor: Conserva-me os olhos para vê-la, a língua para louvá-la, as mãos e os pés para servir, e os joelhos para adorar em seu seio, o Divino Filho.

14 04/12/2010


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