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DIÓCLES CASTRO DA SILVA CLAÉRCIO CARLOS LARSEN.  O conceito de doença para o alcoolismo já fora manifestado pelo Dr Benjamin Rush, renomado médico na.

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1 DIÓCLES CASTRO DA SILVA CLAÉRCIO CARLOS LARSEN

2  O conceito de doença para o alcoolismo já fora manifestado pelo Dr Benjamin Rush, renomado médico na Pennsylvania ( ) que dizia: "Beber inicia-se num ato de liberdade, caminha para o hábito e, finalmente, afunda na necessidade".  Também o Dr. Thomas Trotter, médico da Marinha Britânica ( ) em graduação na Universidade de Edimburgh, em 1.788, estabeleceu o critério do alcoolismo como uma doença primária.

3  A partir do final da década de 30 os estudos foram sistematizados e formalizados nos Estados Unidos.  Essa idéia revigorou-se, entretanto, quando constituiu um dos fundamentos básicos da filosofia de Alcoólicos Anônimos, irmandade nascida na década de trinta do século passado.  Para estudar esse assunto, em 1950 a O M S instituiu uma comissão de especialistas em Higiene Mental assessorada pelo Prof. E. M. Jellinek, americano simpatizante de AA.

4  Essa comissão apresentou um relatório (N°42 da Série de Informes Técnicos da OMS) recomendando a postura do conceito-doença para o alcoolismo, relatório re-publicado em Julho de 1953 pela Oficina Sanitária Panamericana (N°1 da série de Publicações Científicas dessa Organização).

5  Em 1956 a "American Medical Association" declarou o alcoolismo como doença primária tratável.  Em 1965 o alcoolismo foi classificado como doença pela Oitava Conferência de Revisão convocada pela OMS, reunida em Genebra, de 06 a 12 de Julho desse ano, tendo como critério de classificação de doenças, sempre que possível, a sua etiologia, ao invés de uma manifestação particular.

6 O alcoolismo constitui uma síndrome complexa que acomete múltiplos órgãos e tem um efeito muitas vezes devastador sobre as relações familiares. Tem como características a negação – eu não tenho problemas; a projeção – eu bebo porque minha mulher, meu patrão...; a mentira, a culpa, insegurança, minimização – um traguinho, cervejinha, exagero às vezes, mas; justificativas, manipulação, racionalização, vergonha e baixa auto-estima.

7  Fala-se em doença física, mental, social e espiritual.  Do ponto de vista prático, entender que o comportamento desorganizado é devido a uma doença e não à falha de caráter ajuda o familiar e o próprio alcoólico, tirando o julgamento moral e minorando a culpa que dificulta a recuperação e leva a recaídas.

8  Para Griffit Edwards o tratamento seria “ a cutucada em direção a uma maneira mais positiva de ver as coisas, o encorajamento da auto-realização e da auto-eficácia, a ajuda na escolha de um objetivo apropriado e a aliança entre a intervenção terapêutica e os processos naturais de mudança”.  É preciso cuidar da vida espiritual, sem dúvida, encorajá-lo na busca de novos caminhos, enfrentar as raivas e ressentimentos acumulados e transformar o sofrimento em aprendizado e em acolhimento.

9  É preciso mudar a atitude em relação a ele e ajudá-lo no caminho da independência e responsabilidade, encorajando-o a procurar Alcoólicos Anônimos e tratamentos especializados, enquanto a família, que adoece junto, busca o seu tratamento em Al-Anon.

10 CODEPENDÊNCIA - FAMILIA  Intrigante e até misteriosa, é a aparente perseverança com que alguns familiares, normalmente cônjuges e companheiros(as), se dedicam aos parentes com problemas de alcoolismo.  Difícil entender como e porque essas pessoas suportam heroicamente todo tipo de comportamento problemático, ou até atitudes sociopáticas dos companheiros(as), como se assumissem uma espécie de desígnio ou “carma”, para o qual fossem condenados para todo o sempre.

11  Não se consegue compreender porque essas pessoas abrem mão da possibilidade de ser feliz ou de diminuir o sofrimento, permanecendo atreladas à pessoa problemática, suportando toda a tirania de sua anormalidade, como se esse fosse o único papel reservado pelo destino.  Os profissionais com prática no exercício da clínica psiquiátrica sabem das dificuldades existenciais dessas pessoas codependentes, ou seja, “dependentes” dos companheiros(as) problemáticos, quando estes deixam o vício.

12  Parece que os codependentes ficaram órfãos, de uma hora para outra, perdidos e sem propósito de vida.  Não é raro que passem elas, as pessoas codependentes, a apresentar problemas semelhantes àqueles dos antigos dependentes que cuidavam.  Codependência é um transtorno emocional definido e conceituado por volta das décadas de 70 e 80, relacionada aos familiares dos dependentes químicos, e atualmente estendido também aos casos de alcoolismo e outros problemas sérios da personalidade.

13  O que parece ficar claro é que os codependentes vivem tentando ajudar a outra pessoa, esquecendo, na maior parte do tempo, de cuidar de sua própria vida, auto- anulando sua própria pessoa em função do outro e dos comportamentos insanos desse outro.  Essa atitude patológica costuma acometer mães (e pais), esposas (e maridos) e namoradas(os) de alcoolistas e outros dependentes químicos.

14  O Codependente é Atado na pessoa problema  Uma expressão que representa bem a maneira como o codependente adere à pessoa problemática é atadura emocional.  Dizemos que existe atadura emocional quando uma pessoa se encontra atrelada emocionalmente a coisas negativas ou patológicas de alguém que o rodeia; seja esposo, filho, parente, companheiro de trabalho, etc.

15  A Codependência se manifesta de duas maneiras: como um intrometimento em todas as coisas da pessoa problema, incluindo horário de tomar banho, alimentação, vestuário, enfim, tudo o que diz respeito à vida do outro.  Em segundo, tomando para si as responsabilidades do outra pessoa. Evidentemente, ambas atitudes propiciam um comportamento mais irresponsável ainda por parte da pessoa problemática.

16  Por causa do envolvimento de toda a família nos problemas do alcoolista, considera-se que o alcoolismo é uma doença que afeta não apenas o dependente, mas também a família.  Como se nota, o problema do codependente é muito mais dele próprio do que da pessoa problemática.

17  Sintomas da Codependência  A Codependência se caracteriza por uma série de sintomas e atitudes mais ou menos teatrais, e cheias de Mecanismos de Defesa, tais como:  1. - Dificuldade para estabelecer e manter relações íntimas sadias e normais, sem que grude muito ou dependa muito do outro

18  2. - Congelamento emocional. Mesmo diante dos absurdos cometidos pela pessoa problemática o codependente mantém-se com a serenidade própria dos mártires.  3. - Perfeccionismo. Da boca para fora, ou seja, ele professa um perfeccionismo que, na realidade ele queria que a pessoa problemática tivesse.

19  4. - Necessidade obsessiva de controlar a conduta de outros. Palpites, recomendações, preocupações, gentilezas quase exageradas fazem com que o codependente esteja sempre super solícito com quase todos (assim ele justificaria que sua solicitude não é apenas com a pessoa problemática).  5. - Condutas pseudo-compulsivas. Se o codependente paga as dívidas da pessoa problemática ele “nunca sabe bem porque fez isso”, diz que não consegue se controlar.

20  6. – Sentir-se responsável pelas condutas de outros. Na realidade ele se sente mesmo responsável pela conduta da pessoa problemática, mas para que isso não motive críticas, ele aparenta ser responsável também pela conduta dos outros.  7. - Profundos sentimentos de incapacidade. Nunca tudo aquilo que fez ou está fazendo pela pessoa problemática parece ser satisfatório.

21  8. – Constante sentimento de vergonha, como se a conduta extremamente inadequada da pessoa problemática fosse, de fato, sua.  9. – Baixa autoestima.  Dependência da aprovação externa, até por uma questão da própria auto-estima.  Dores de cabeça e das costas crônicas que aparecem como somatização da ansiedade.

22  Gastrite e diarréia crônicas, como envolvimento psicossomático da angústia e conflito.  Depressão. Resultado final  Este impacto pode ser descrito através de quatro estágios pelos quais a família progressivamente passa sob a influência das drogas e álcool:

23  1. Na primeira etapa, é preponderantemente o Mecanismo de Negação. Ocorre tensão e desentendimento e as pessoas deixam de falar sobre o que realmente pensam e sentem. 2. Em um segundo momento, a família demonstra muita preocupação com essa questão, tentando controlar o uso da droga, bem como as suas conseqüências físicas, emocionais, no campo do trabalho e no convívio social.

24  3. Na terceira fase, a desorganização da família é enorme. Seus membros assumem papéis rígidos e previsíveis, servindo de facilitadores. As famílias assumem responsabilidades de atos que não são seus, e assim o dependente químico perde a oportunidade de perceber as conseqüências do abuso de álcool e drogas. É comum ocorrer uma inversão de papéis e funções, como por exemplo, a esposa que passa a assumir todas as responsabilidades de casa em decorrência o alcoolismo do marido, ou a filha mais velha que passa a cuidar dos irmãos em conseqüência do uso de drogas da mãe.

25  4. O quarto estágio é caracterizado pela exaustão emocional, podendo surgir graves distúrbios de comportamento e de saúde em todos os membros. A situação fica insustentável, levando ao afastamento entre os membros gerando desestruturação familiar

26  O que é espiritualidade?  Certa vez fizeram esta pergunta ao Dalai- Lama e ele deu uma resposta extremamente simples “Espiritualidade é aquilo que produz no ser humano uma mudança interior”.  Não entendendo direito, alguém perguntou novamente: mas se eu praticar a religião e observar as tradições, isso não é espiritualidade? O Dalai-Lama respondeu. Pode ser espiritualidade, mas, se não produzir em você uma transformação, não é espiritualidade.

27  Parece-me que o principal a ser retido desse pequeno diálogo com o Dalai-Lama, é que espiritualidade é aquilo que produz dentro de nós uma mudança. O ser humano é um ser de mudanças, pois nunca está pronto, está sempre se fazendo, física, psíquica, social e culturalmente.  Mas há mudanças e mudanças. Há mudanças que não transformam nossa estrutura de base. São superficiais e exteriores, ou meramente quantitativas.

28  Já a Espiritualidade em A.A., é algo muito sublime, o prazer de viver é o tema e a ação sua palavra chave, o meio de que A.A. dispõe em nosso preparo para a recepção dessa dádiva, está na prática dos Doze Passos de nosso programa.  Portanto, procedamos a um rápido levantamento do que temos tentado fazer até aqui.

29  O Primeiro Passo nos revelou um fato surpreendentemente paradoxal: descobrimos que éramos totalmente incapazes de nos livrar da obsessão pelo álcool até que admitíssemos nossa impotência diante dele.  No Segundo Passo vimos que já não éramos capazes de, pôr nossos próprios meios, retornar à sanidade, e que algum Poder Superior teria que fazê-lo pôr nós, para que pudéssemos sobreviver.

30  Em conseqüência, no Terceiro Passo, entregamos nossa vontade e nosso destino aos cuidados de Deus, na forma em que o concebemos, a título provisório, aqueles de nós que eram ateus ou agnósticos descobriram que o nosso Grupo ou AA no todo, poderia atuar como Poder Superior.  A partir do Quarto Passo começamos a procurar dentro de nós as coisas que nos haviam levado à bancarrota física, moral e espiritual e fizemos um corajoso e profundo inventário moral.

31  Em face do Quinto Passo decidimos que apenas fazer um inventário não seria suficiente, sabíamos que era necessário abandonar nosso funesto isolamento com nossos conflitos e, honestamente, confiá-los a Deus e a outro ser humano.  No Sexto Passo, muitos dentre nós recuaram pela simples razão de que não desejavam a pronta remoção de alguns defeitos de caráter dos quais ainda gostavam muito, sabíamos, porém, todos, da necessidade de nos ajustar ao princípio fundamental deste passo, portanto decidimos que embora tivéssemos alguns defeitos de caráter que ainda não podíamos expulsar, devíamos de todos os modos abandonar nossa obstinada e revoltante dependência deles.

32  Então no Sétimo Passo, rogamos humildemente a Deus que, de acordo com as condições reinantes no dia do pedido e se esta fosse a Sua vontade, nos libertasse de nossas imperfeições.  No Oitavo Passo, continuamos a limpeza de nosso interior, pois sabíamos que não só estávamos em conflito conosco, como também com pessoas e fatos do mundo em que vivíamos, precisávamos começar a restabelecer relações amistosas e, para esse fim, relacionando as pessoas que havíamos ofendido, nos propusemos, com disposição, a remediar os males que praticamos.

33  Prosseguimos nesse desígnio no Nono Passo, reparando diretamente junto às pessoas atingidas, os danos que causamos, salvo quando disso resultassem prejuízos para elas ou outros.  No Décimo Passo, havíamos iniciado o estabelecimento de uma base para a vida cotidiana, conhecendo claramente que seria necessário fazer de maneira contínua o inventário pessoal, admitindo prontamente os erros que fôssemos encontrando.

34  No Décimo Primeiro Passo, vimos que se um Poder Superior nos havia devolvido à sanidade e permitido que vivêssemos com relativa paz de espírito num mundo conturbado, ficamos sabendo que o uso persistente da oração e da meditação abria, de fato, o canal para que, no lugar onde havia existido um fio de água, corresse um caudaloso rio que levava em direção ao indiscutível poder e a orientação segura de Deus, tal como estávamos podendo conhecê- lo, cada vez melhor.

35  Assim praticando esses passos, experimentamos um despertar espiritual e a espiritualidade em AA sobre o qual não nos restava a menor dúvida, e agora, o que diremos do Décimo Segundo Passo?

36  A energia maravilhosa que ele desencadeia e a ação pronta pela qual leva nossa mensagem ao próximo alcoólico sofredor, e que finalmente convertem os Doze Passos em ação sobre todas as nossas atividades é a recompensa.  A magnífica realidade de Alcoólicos Anônimos, é comum em quase todos os membros de A.A. a afirmação de que nenhuma satisfação é mais profunda e nenhuma alegria é mais intensa e duradoura do que um décimo segundo passo bem executado.

37  O alcoólico sendo recebido alegremente em sua comunidade como cidadão respeitável, e acima de tudo, ver estas pessoas despertadas para a presença de um Deus amantíssimo em suas vidas, são fatos que constituem a essência do bem que nos invade, quando levamos a mensagem de AA ao irmão sofredor, isto é espiritualidade em AA.  Agora, a maior pergunta que já fizemos: o que dizer da prática destes princípios em todas as nossa atividades?

38  Temos condições para amar a vida em todos os seus aspectos com tanto entusiasmo quanto amamos aquela pequena parcela que descobrimos, quando tentamos ajudar outros alcoólicos a alcançar a sobriedade?  Somos capazes de levar às nossas vidas em família, pôr vezes bastante complicadas, o mesmo espírito de amor e tolerância com que tratamos nossos companheiros do grupo de AA?

39  As pessoas de nossa família que foram envolvidas e até marcadas pela nossa doença, merecem de nós o mesmo grau de confiança e fé que temos em nossos padrinhos?  Estamos prontos para arcar com as novas e reconhecidas responsabilidades que nos cercam?  Além do mais, como podemos nos ajustar à derrota ou ao êxito aparentes?

40  Podemos aceitar e nos adaptar a ambos sem desespero ou orgulho?  Podemos aceitar a pobreza, a doença, a solidão e o luto com coragem e serenidade?  Estamos provocando mudanças permanentes em nossas atitudes, comportamentos e atos?  Estamos efetivamente procurando agir/atuar e amar nossos familiares com nosso novo “modo de vida”? 

41  Ou, às vezes, comportamo-nos como um “bêbado seco”?  NÓS SOMOS RESPONSÁVEIS AGORA POR TUDO AQUILO QUE FIZERMOS, COMO E PORQUE, SEMPRE COM NOSSA FAMÍLIA (ESTEJA ELA COM NÓS OU JÁ DIVIDIDA)!!!!!  ELA, A FAMÍLIA, VAI REALIZAR O TRABALHANDO COM OUTROS POR NÓS!!!! ELA VAI FALAR DA NOSSA RECUPERAÇÃO EM A A À OUTRAS FAMÍLIAS COM OS PROBLEMAS PELOS QUAIS JÁ PASSARAM!!  QUE O PODER SUPERIOR DE CADA UM DE NÓS NOS ABENÇOE!! OBRIGADO


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