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Conceitos. FRASES DE ALUNOS  “Cabe ao advogado representar seu cliente perante um tribunal ou qualquer causa que lhe seja dada; seu poder de argumentação.

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1 Conceitos

2 FRASES DE ALUNOS  “Cabe ao advogado representar seu cliente perante um tribunal ou qualquer causa que lhe seja dada; seu poder de argumentação pode interferir tanto para o bem como para o mal no futuro de uma pessoa.”

3  “Para manter a ordem foram criadas as leis e para interpretá-las, os advogados. Independente da situação – em casa, no trabalho ou no convívio social -, são eles que permitem que o respeito e a liberdade andem juntas, em harmonia.”  “O advogado é essencial para que haja justiça em uma sociedade.  Ele estuda, aprende e luta para o benefício do próximo, garantindo, assim, uma tranquilidade para seu cliente.”

4 Introdução  O ser humano sofre compulsão natural de se agrupar em sociedade, razão por que é denominado ens sociale.  Assim, a propensão inata do homem em colocar o seu em comum com o próximo. Colocar em comum é comunicar-se, é a comunicação.

5 A Comunicação Jurídica  Porque o homem é um ser essencialmente político, a comunicação só pode ser um ato político, uma prática social básica. Nesta prática social é que se assentam as raízes do Direito, conjunto de normas reguladoras da vida social.  Assim, se o Direito desempenha papel político, função social, pode-se dizer que suas características fundamentais são a generalidade (que não se confunde com neutralidade) e a alteridade (bilateralidade ).

6 Comunicação não verbal  Linguagem corporal: expressão do olhar, linguagem gestual, mímica, transpiração, palidez, movimento palpebral.  Linguagem do vestuário: túnicas brancas, toga, vestir-se de preto. Há uma ligação entre o ser e o vestir-se.

7 O calar-se  Calar-se também é um ato de comunicação. Eugênio Coseriu considera o calar-se como o “ter deixado de falar” ou “o não falar ainda”. É, pois, determinação negativa de falar, o que constitui, também, uma prerrogativa do ser humano.  Tanto é que pelo menos até a época clássica, tinham dois verbos para o ato de calar-se: silere, para os seres irracionais, e tacere, para os seres racionais.  No Direito, fala-se em “tácita aceitação”, “tácita recondução”, “renúncia tácita”, “confissão tácita”. Magalhães Noronha (1969:115) diz que o silêncio do denunciado pode ser interpretado contra ele.

8 Elementos da comunicação  Interlocutores: receptor e emissor  Objeto da comunicação: mensagem  Conteúdo: referente  Canal: elemento de transmissão  Código: língua utilizada  Fundamental: não há comunicação unilateral. A comunicação é, basicamente, um ato de partilha, o que implica, no mínimo, bilateralidade.

9 Funções da Linguagem  Linguagem marcadamente subjetiva, carregada dos pronomes eu, me, mim, minha, enfatizando o emissor: função emotiva  Informação precisa, objetiva, denotativa: função referencial.  Preocupação com a sonoridade e ritmo das palavras, valorizando a forma da comunicação: função poética.  Comunicação centrada no código: função metalingüística.  Texto dirigido ao receptor, persuasório: função conativa.

10 Língua Oral e Língua Escrita  Ninguém fala como escreve ou vice-versa.  A língua falada é mais espontânea, mais viva, mais concreta, menos preocupada com a gramática.  Na língua escrita o contato entre os interlocutores é indireto; daí ser ela mais abstrata, mas refletida. Exige permanente esforço de elaboração e está mais sujeita aos preceitos gramaticais.

11 Níveis de Linguagem  Situações diferentes exigem variações quanto ao uso da linguagem: são os níveis de linguagem.  1. Linguagem Culta: utilizado nas classes intelectuais, na forma escrita, discursos, sermões, tratados jurídicos e sessões do tribunal.  2. Linguagem Familiar: menos formal, cotidiana. Linguagem dos meios de comunicação de massa.  3. Linguagem Popular: pouca escolaridade. Linguagem das pessoas simples.

12 Ato Comunicativo Jurídico  Ocorre quando há cooperação entre os interlocutores.  Interlocutor 1 Interlocutor 2  pensamento e expressão verbal  expressão verbal e  propósito de compreensão

13  No mundo jurídico, o ato comunicativo deve se previnir contra o problema da diversidade lingüística. O Direito é uma ciência que disciplina a conduta das pessoas, portanto, o comportamento exterior e objetivo, e o faz por meio de uma linguagem prescritiva e descritiva  Age-se no Direito sempre a partir de uma lide = polêmica. Nela, a linguagem torna- se mais persuasiva por perseguir o convencimento do julgador.

14  O ato comunicativo jurídico exige a construção de um discurso que possa convencer o julgador da veracidade do “real” que pretende provar. Em razão disso, a linguagem jurídica vale-se dos princípios da lógica clássica para organização do pensamento.  O mundo jurídico prestigia o vocabulário especializado, para que o excesso de palavras plurissignificativas não dificulte a representação simbólica da linguagem.  O discurso jurídico constrói uma linguagem própria que, no dizer de Miguel Reale, é uma linguagem científica.

15  Roteiro Onomasiológico  A) Quem sou eu, o interlocutor 1?  B) O que dizer?  C) Para quem?  D) Qual a finalidade?  E) Qual o meio?

16 Práticas de Comunicação Escrita  1.Imagine as situações abaixo e, para cada uma delas, crie um roteiro onomasiológico adequado:  a) correção incorreta de questão em uma prova e consequente necessidade de revisão de nota;  B) retirada de faltas registradas incorretamente pelo professor por não ouvir resposta do aluno a chamada.


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