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Língua e Linguagem – fundamentos teóricos e bases de análise Profa. Dra. Marilene Garcia.

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1 Língua e Linguagem – fundamentos teóricos e bases de análise Profa. Dra. Marilene Garcia

2 Língua e Linguagem

3 Língua É familiar, pois a falamos, a contruímos, lidamos com ela o tempo todo. É difícil exercício do distanciamento, a fim de entendê-la sob outra perspectiva. Exige sair do senso-comum e chegar ao apuro científico.

4 Língua, Fala & Linguagem A língua é um código que possibilita a comunicação. Trata-se de um sistema de signos, combinações de sons, de caráter abstrato, utilizado na fala. A fala é regida pelo uso consensual que os falantes fazem dos elementos do sistema. Trata-se de um ato individual. Linguagem é o meio que se usa para exprimir idéias, desejos e sentimentos. A comunicação estabelece-se mediante o uso da linguagem verbal (uso de palavras) e não-verbal, uso de sinais, imagens, expressão corporal, mímica).

5 Língua X Linguagem A l inguagem tem caráter universal. A língua é um sistema de signos, conjunto de potencialidades dos atos de fala. A língua pertence a uma instituição social, a uma comunidade. A língua tem caráter abstrato e dispõe de um sistema de sons. É sistematizada. (Medeiros, 2001)

6 Usos da linguagem- variantes Segundo Vanoye (1985), há duas variantes principais da língua portuguesa: o português falado e o português escrito. Variante falada: é criativa, espontânea; contato direto com os falantes; vocabulário reduzido; incorpora recursos extralingüísticos. Variante escrita: presa a regras gramaticais, ao padrão culto; mais elaborada; contato indireto com os leitores; mais conservadora; mais abstrata.

7 Língua falada X língua escrita Língua falada : é criativa, espontânea; emprega gírias, uso de onomatopéias; ausência de rigor na colocação pronominal, supressão de pronomes relativos, sobretudo cujo, frases feitas; clichês, chavões, provérbios; frases inacabadas; predomínio de orações coordenativas; vocabulário mais reduzido; Língua escrita : presa a regras gramaticais, ao padrão culto; mais elaborada; vocabulário amplo e variado; emprego de termos técnicos; uso de vocábulos eruditos e abstratos; rigor na colocação pronominal, emprego de pronomes relativos; uso criativo de frases, sintaxe elaborada, frases construídas com rigor gramatical, clareza na redação, sem omissões e ambigüidades,

8 Diversidade lingüística Segundo Carvalho (1967), a diversidade provém: –Ou de fatores de ordem geográfica (ou local); –Ou de fatores de ordem social e cultural.

9 Variantes extralingüísticas Fatores que promovem as variantes extralingüísticas: Sociológicos : idade, sexo, profissão, nível de estudo, classe social e raça. Geográficos : indivíduos de diferentes regiões, que utilizam expressões idiomáticas; Contextuais : assunto, tipo de interlocutor, lugar em que a comunicação ocorre, relações que aproximam os interlocutores.

10 Níveis de linguagem Nível culto – caracteriza-se como uma linguagem que se utiliza da língua- padrão, desfruta de prestígio, é utilizada em situação formais e os falantes são altamente escolarizados. Utilizada pela literatura. Nível comum/coloquial – intermediária entre o nível culto e popular, linguagem espontânea, coloquial e familiar. Nível popular/vulgar – subpadrão lingüístico, ausência de prestígio, vocabulário restrito e uso freqüente de gíria. Nível técnico/científico – próximo ao nível culto, vocabulário peculiar, usado por comunidades específicas; alto grau de abstração, pretensiosamente neutra, vocabulário preciso, rigor e ausência de emoção.

11 Exercício – Níveis de linguaguem Cerimônia de casamento. A noiva diz “não”: Quais comentários são feitos por: 1) Pai da noiva 2) convidado advogado 3) empregada da casa do noivo 4) padre 5) mulher – feminista – 35 anos 6) Porteiro do prédio da noiva 7) Tia solteira da noiva

12 Comunicação A palavra comunicar vem do latim communicare Significa: pôr algo em comum. Homem em Sociedade – vivência em grupos – necessidade de se comunicar; de trocar idéias, sentimentos e conhecimentos.

13 Comunicação não-verbal Comunicação não-verbal: sons, gestos, sinais, símbolos, imagens, artes; –Categoria dos sons: código morse, tambor das tribos, o sinal do telefone, sirene, apitos etc. –Categoria dos gestos: convencionais ou codificados, como o alfabeto dos surdos-mudos; –Categoria das imagens/símbolos/artes: cartazes, pinturas, imagens em movimento, outdoors, televisão, cinema, sinais de trânsito – placas indicativas, semáforos etc.

14 O corpo comunica ao mundo Vestimentas Cumprimentos Gestos Postura Comunicam sobre a cultura local. O significado depende do contexto. São formas de linguagens. Estes elementos podem revelar traços individuais da personalidade ou apresentar significados comuns a diferentes povos: sorriso, aperto de mão, olhar, uso do polegar etc

15 O mundo, você e o outro O que leva você a se aproximar do outro é a comunicação: Comunicação interpessoal – ser humano + ser humano

16 Elementos da Comunicação Ato de comunicação : processo que tem por objetivo a transmissão de uma mensagem. Roman Jakobson, um dos fundadores do Circulo Lingüístico de Praga, elaborou a definição do ato de comunicação verbal: Processo que abrange 6 elementos: referente, emissor, canal de comunicação, mensagem,receptor e código.

17 Referente Código EmissorReceptor Canal de Comunicação Mensagem ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO

18 Elementos da Comunicação Emissor ou destinador- é quem transmite a mensagem. Pode ser um indivíduo, uma figura ou um órgão difusor. Receptor - é o receptor das mensagens. Pode ser um indivíduo, um animal ou uma máquina- computador/gravador Canal – é o meio físico pelo qual a mensagem transita. Há meios sonoros: ondas sonoras, voz e meios visuais: excitação luminosa, percepção da retina. Mensagem – é o objeto da comunicação. Toda mensagem é transmitida por um canal.

19 Mensagens e meios Mensagens são transmitidas por diferentes meios: visuais, sonoros, táteis e olfativos. Meios sonoros : sons, palavras, música; Meios visuais : –Mensagens icônicas: imagens, desenhos,fotografia –Mensagens simbólicas: escrita ortográfica Meios táteis : choques, pressões, trepidações; Meios olfativos : odores, perfumes;

20 Código/Referente Código: conjunto de signos e suas regras de comunicação. Cada tipo de comunicação tem seu código próprio: verbal/não-verbal. Referente: é o assunto da mensagem, o seu conteúdo.

21 Elementos de comunicação determinam funções da linguagem Fatores da Comunicação Determinam Funções da Linguagem: Destinador Função Emotiva Destinatário Função Apelativa Mensagem Função Poética Contexto Função Referencial Canal Função Fática Código Função Metalingüística

22 Funções » Referencial Emotiva Poética apelativa » Fática » Metalingüística Em uma única mensagem, praticamente todas as funções se combinam. Cada mensagem, possui uma natureza distinguível, e o que possibilita isso é a ordem hierárquica em que as funções se encontram em determinada mensagem.

23 Emotiva, referencial e apelativa Função emotiva (ou expressiva) centralizada no emissor, revelando sua opinião, sua emoção. Nela prevalece a 1ª pessoa do singular, interjeições e exclamações. É a linguagem das biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor. Função referencial (ou denotativa) centralizada no referente, quando o emissor procura oferecer informações da realidade. Objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular. Linguagem usada nas notícias de jornal e livros científicos. Função apelativa (ou conativa) centraliza-se no receptor; o emissor procura influenciar o comportamento do receptor. Usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor.

24 Fática, poética e metalingüística Função fática centralizada no canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato com o receptor, ou testar a eficiência do canal. Linguagem das falas telefônicas, saudações e similares. Função poética centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. É afetiva, sugestiva e metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações. É a linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas propagandas etc. Função metalingüística centralizada no código, usando a linguagem para falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Principalmente os verbetes de dicionários são repositórios de metalinguagem.

25 Ruído na comunicação Como? O que você disse? Eu formei em inglês em Minas. O povo deu o mandado ao deputado. O deputado foi caçado pelos seus colegas de plenário.

26 Sure, we go on! Xi,num tô intendendu nada! RUÍDO NO CÓDIGO

27 O QUE É RUÍDO NO CÓDIGO? Ruído no código é

28 "Isso é um castelo de areia" Ilusão? Sonho? ?

29 Linguagem concebida de diversas maneiras: Como representação – “espelho” do mundo e do pensamento (concepção mais antiga); Como instrumento – “ferramenta” de comunicação (transmissão de informação); Como forma – “lugar” de ação e interação (jogo da interlocução).

30 Teorias da linguagem Teoria da enunciação – Bakthin Linguagem – atividade social Enunciado – intenção – sob certas condições – objetivo – conseqüências – resultado. Interlocutor/ locutor – ouvinte/leitor – não são receptores passivos Sentido construído – na interlocução


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