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O PRIMO BASÍLIO EÇA DE QUEIRÓS. POSICIONAMENTO DO AUTOR REALISMO & NATURALISMO X REALIDADE.

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Apresentação em tema: "O PRIMO BASÍLIO EÇA DE QUEIRÓS. POSICIONAMENTO DO AUTOR REALISMO & NATURALISMO X REALIDADE."— Transcrição da apresentação:

1 O PRIMO BASÍLIO EÇA DE QUEIRÓS

2 POSICIONAMENTO DO AUTOR REALISMO & NATURALISMO X REALIDADE

3 Eça de Queirós fez parte de uma geração de jovens intelectuais, centrada em Coimbra, que reagiu contra o atraso do país. Eles criticavam o Romantismo como um sinônimo desse atraso. E com seus Realismo e Naturalismo pretendiam incorporar à Literatura os métodos científicos próprios das ciências naturais.

4 O autor disseca as deformações da sociedade lusitana (em O Primo Basílio) e explica sua fonte de pesquisa e inspiração neste trecho de uma carta enviada a Teófilo Braga:

5 Carta a Teófilo Braga... mas eu não ataco a família (instituição) – ataco a família lisboeta, - a família lisboeta produto do namoro, reunião desagradável de egoísmos que se contradizem, e mais tarde ou mais cedo centro de bambochata (pequeno quadro de costumes pitorescos)...

6 Carta a Teófilo Braga... No Primo Basílio que apresenta, sobretudo, um pequeno quadro doméstico, extremamente familiar a quem conhece bem a burguesia de Lisboa; - a senhora sentimental, mal-educada, nem espiritual (porque cristianismo já o não tem; sanção moral da justiça, não sabe o que isso é), arrasada de romance, lírica, sobreexcitada no temperamento pela ociosidade e pelo...

7 Carta a Teófilo Braga... mesmo fim do casamento peninsular que é ordinariamente a luxúria, nervosa pela falta de exercício e disciplina moral, etc., etc., - enfim a burguesinha da Baixa (Lisboa); por outro lado o amante – um maroto, sem paixão nem a justificação da sua tirania, que o que pretende é a vaidadezinha de uma aventura, e o amor grátis; do outro lado a criada,...

8 Carta a Teófilo Braga... em revolta secreta contra a sua condição, ávida de desforra; por outro lado a sociedade que cerca estes personagens – o formalismo oficial (Acácio), a beatice parva de temperamento irritado (D. Felicidade), a literaturinha acéfala (Ernestinho), o descontentamento azedo, e o tédio de profissão (Julião) e às vezes...

9 Carta a Teófilo Braga... Quando calha, um pobre bom rapaz (Sebastião). Um grupo social, em Lisboa, compõe-se, com pequenas modificações, destes elementos dominantes (...) Uma sociedade sobre estas bases, não está na verdade: atacá-las é um dever.

10 O PRIMO BASÍLIO REALISMO & CRÍTICA SOCIAL

11 O Primo Basílio apresentava-se como uma lente de aumento sobre a intimidade das famílias "de bem" de Lisboa da metade do século XIX. Representa um dos primeiros momentos de reflexão sobre o atraso da sociedade portuguesa em um mundo profundamente transformado pela Revolução Industrial e pelo desenvolvimento tecnológico.

12 O PRIMO BASÍLIO PERSONAGENS

13 LUÍSA = Na descrição que o próprio Eça de Queiroz faz na carta a Teófilo Braga, Luísa é "a burguezinha da Baixa" (Lisboa, Cidade Baixa): uma senhora sentimental, sem valores espirituais ou senso de justiça. É lírica e romântica, ociosa e nervosa pela falta de exercício e disciplina moral". Luísa é esposa de Jorge, engenheiro de minas que ela conheceu após o abandono e rompimento (por carta) do noivado com o primo Basílio...

14 ... Sua vida tranqüila de leitora de folhetins é alterada pela viagem do marido e o retorno do primo a Portugal.O motivo que a leva a se entregar a Basílio, de acordo com as reflexões de Eça, nem ela sabia. Uma mescla da falta do que fazer com a "curiosidade mórbida em ter um amante, mil vaidadezinhas inflamadas, um certo desejo físico..."

15 BASÍLIO = O primo e ex-noivo que retorna a Portugal, na ausência do marido de Luísa, é, para Eça de Queirós, "um maroto, sem paixão nem a justificação de sua tirania, que o que pretende é a vaidadezinha de uma aventura e o amor grátis"...

16 ... Malicioso e cheio de truques para atrair a amante, explorando a sua vaidade fútil, Basílio compara a fidelidade conjugal a uma demonstração de atraso das mulheres de Lisboa frente aos hábitos supostamente liberais e modernos das senhoras de Paris - todas com seus amantes, conforme assegurava o primo...

17 ... Em momentos de maior dramaticidade (morte de Luísa), quando começam a enfrentar as conseqüências do adultério, o cinismo de Basílio fica mais evidente: ele pensa apenas que teria sido mais vantajoso trazer consigo uma amante de Paris.

18 JULIANA = A criada Juliana faz desmoronar o mundo de Luísa ao chantageá-la com cartas roubadas. É a figura que aparece com alguma intensidade interior, destoando um pouco das razões fúteis que movimentam os demais personagens...

19 ...Ela se conduz pela revolta (não suporta sua condição de serviçal), pela frustração (fracassou na tentativa de mudar de vida), pelo ódio rancoroso contra a patroa (ódio, na verdade, contra todas as patroas que a escravizaram por 20 anos)...

20 ... Assim como Basílio, Juliana tentará tirar proveito circunstâncias, reunindo provas do adultério para fazer chantagem. Mas ela pretende mais do que dinheiro - que exige sem sucesso de Luísa; ela quer a desforra. E os recursos que utiliza levarão o definhamento físico e emocional da patroa, até o desfecho da história.

21 JORGE = Com aparições, no romance, sua presença se faz sentir pelo papel social que representa: é o marido. E a forma como poderá reagir à infidelidade, é especulada pelo narrador através, de outro personagem, Ernestinho Ledesma, autor medíocre que prepara uma peça teatral sobre um caso de adultério, pede a Jorge uma opinião sobre o final de sua obra. Um marido deve matar a mulher adúltera? (Sua posição é ambígua).

22 O PRIMO BASÍLIO PERSONAGENS SECUNDÁRIOS

23 Os personagens secundários completam o quadro social lisboeta. O Conselheiro Acácio, freqüentador do círculo próximo de Luísa, um dos mais citado e conhecidos personagens de Eça, é o intelectual vazio. Sua habilidade em dizer o óbvio com empáfia deu origem à expressão "verdades acacianas". Joana é a cozinheira que enfrenta Juliana por dedicação à Patroa; Dona Felicidade é a "beatice parva de temperamento irritado". E também há, Sebastião (o bom rapaz), que se propõe a recuperar as cartas tomadas pela criada.

24 A polêmica crítica de Machado de Assis AO PRIMO BASÍLIO DE EÇA DE QUEIRÓS

25 Crítica de Machado de Assis Em 16 de abril de 1878, em texto publicado no semanal O Cruzeiro, Machado de Assis tece sua crítica sobre os aspectos realistas de O Primo Basílio, de Eça de Queirós (publicado igualmente em 1878). Machado questiona o ar de cliché da obra porque, segundo ele, o realismo da patologia sem terapêutica, de influência...

26 Crítica de Machado de Assis... francesa, ainda que carregado nas tintas, enfastia e assusta.(...) Machado discordava do realismo de Eça, que visava a um fim moral, corrigindo e ensinando, através da crítica dos temperamentos e dos costumes, tornando-se um instrumento auxiliar da ciência e da consciência.

27 Crítica de Machado de Assis No seu processo de negação de O Primo Basílio, Machado intriga-se com a personagem Luísa, considerando-a um mero títere, um caráter negativo, sem possibilidades de paixões e remorsos, sem capacidade de consciência, o que esvaziava por si só as propostas naturalistas de Eça e muito mais os seus desejos realistas.

28 Crítica de Machado de Assis Para Machado, Eça substituiu o principal pelo acessório por ter transplantado a ação dos caracteres e dos sentimentos para o incidente, para o fortuito. E, maldosamente (no bom sentido), põe-se a imaginar o que teria acontecido se as cartas que Luísa escreveu a Basílio não tivessem sido descobertas por Juliana: estava acabado o romance, porque o primo...

29 Crítica de Machado de Assis... enfastiado seguiria para a França, e Jorge regressaria do Alentejo; os dois esposos voltam à vida exterior.Ou seja, em suas próprias palavras: a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada. E não presta porque, ao substituir o acessório, está a substituir a responsabilidade moral pelo acidente circunstancial.

30 Crítica de Machado de Assis Negando a força do enredo proposto por Eça, para Machado, que acreditava ser o estilo mais importante do que a trama, a sucessão de tantos insucessos seria a irrefutável fragilidade do livro. O que ele desejava eram resultados: uma outra linguagem pra descrever a situação ou, quem sabe, uma Luísa rebelde ou...

31 Crítica de Machado de Assis... arrependida, que permitisse aos leitores a sua condenação ou o inevitável perdão, mas que não tivesse apenas piedade de uma mulher com medo. Reconhece na criada, e não em Luísa e Basílio, o caráter mais completo e verdadeiro do livro. Mas não percebe a sutileza de Eça nesta armação: o lado realista da dissimulação de Juliana e a sua capacidade de inverter os papéis e subverter as relações do romance.

32 Crítica de Machado de Assis Voltando a personagem Luísa, para Machado ela é um títere, um personagem destituído de qualquer estofo moral, que para decidir se deve ver o amante após uma briga recorre ao artifício de jogar moedas ao ar, deixando seu destino à mercê do acaso de um jogo de cara e coroa.

33 Crítica de Machado de Assis Preconceito ou visão aguda?


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