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A família de asteróides Baptistina Por Luiz Henrique.

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Apresentação em tema: "A família de asteróides Baptistina Por Luiz Henrique."— Transcrição da apresentação:

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3 A família de asteróides Baptistina Por Luiz Henrique

4 Primeiramente: o que são asteróides? Asteróides são como montanhas que orbitam em torno do Sol, assim como a Terra. São todos menores que ela, rochosos como ela e muitas vezes (note que Ceres é uma exceção) sem uma forma bem definida, ao contrário da Terra, que é esférica. Kilometers = Quilômetros O que são asteróides?

5 Comentários Encontramos asteróides na região do cinturão principal, localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter, mas também aquém (dentro da órbita da Terra) e além (fora da órbita de Saturno) destas órbitas: entre estes temos Pallas, Juno, Vesta, etc. Há também os asteróides transnetunianos, entre os quais Sedna, Quaoar, etc., localizados na região da órbita de Netuno e mais além. Todos os asteróides são menores do que a Lua, e muitos deles não possuem uma forma bem definida. Poucos já foram estudados por sondas: Mathilde, Eros, Gaspra, Ida, Itokawa, etc. Alguns cruzam a órbita da Terra, e podem já ter colidido com ela, conforme falarei.

6 A formação dos asteróides Os asteróides teriam nascido juntamente com o sistema solar, a partir de uma grande nuvem, chamada genericamente de nebulosa - 5 bilhões de anos atrás. A formação dos asteróides

7 Comentários O sistema solar teria se desenvolvido a partir do condensamento de uma nuvem de gás, uma nebulosa. A maior massa desta nebulosa teria ficado com o Sol, a única estrela de nosso sistema; uma outra parte considerável ficou com Júpiter, o mais massivo dos planetas. Outros corpos, além de uma estrela e planetas teriam se formado: satélites, cometas e asteróides, p.ex. O nosso maior interesse, aqui, está na formação destes últimos, formação esta diferente da dos demais.

8 Comprovação visual Exemplo: a estrela Beta Pictoris (constelação do pintor). Imagem em cores falsas História do nascimento do Baptistina

9 O "planeta-mãe" dos asteróides A lei de Bode influenciou a teoria de um planeta ancestral (mostrado na ILUSTRAÇÃO acima)

10 Acreção de massa Partículas pequenas se juntaram para dar origem a corpos maiores. Estes, se juntaram para originar corpos ainda maiores, e assim sucessivamente. A formação dos asteróides

11 Comentários Os asteróides podem ter se formado a partir de grãos minúsculos, formados, inicialmente, por um núcleo de silicatos, um manto de material orgânico e uma camada mais externa de gelo, que em determinado momento derreteu, devido ao aquecimento do ambiente. A colisão entre estes grãos, sem a camada externa de gelo, teria originado corpos maiores. O ajuntamento entre estes corpos teria originado planetesimais, corpos de pequenas dimensões, que originariam os planetase também os planetas.

12 Crescimento impedido A presença de Júpiter teria atrapalhado o crescimento dos asteróides, devido à sua grande massa. A formação dos asteróides

13 Comentários Um mecanismo pelo qual Júpiter teria impedido a formação de um corpo maior entre a sua órbita e a de Marte foi: alterando a órbita de alguns deles, os asteróides, Júpiter fez com que uns colidissem com os outros, e isso os teria fragmentado. Para dar maior importância a presença de Júpiter, saiba que ele possui aproximadamente 71% da massa planetária.

14 As famílias de asteróides Famílias de asteróides são um conjunto de asteróides que têm várias características em comum. Eles possuem, por exemplo, órbitas bem parecidas. As famílias de asteróides

15 Comentários A família Baptistina é uma das famílias de asteróides, da qual o principal membro é 298 Baptistina, que nomeia a família. Esta família possui em torno de 247 membros numerados. As famílias de asteróides são formadas pelos astrônomos por parâmetros orbitais (excentricidade e tamanho - semi-eixo maior - da órbita, p.ex.) e de composição (tipo C ou S, p.ex.). Outras famílias são as de: 24 Themis (tipo C), 221 Eos (S), 158 Koronis, 170 Maria (S) e 8 Flora.

16 A família do asteróide 298 Baptistina As famílias de asteróides recebem o nome do membro mais importante. No caso da família Baptistina, este é 298 Baptistina (REPRESENTADO acima), descoberto em 1890 por Auguste Charlois. A família do asteróide Baptistina

17 Comentários O membro mais importanto da família Baptistina possui um diâmetro de 17 km e uma mag. 15. Foi descoberto por Auguste Charlois. Está localizado no cinturão principal de asteróides. Ele foi descoberto em 9 de setembro de 1890, no observatório de Nice, França, e possui a nemeração 298, ou seja, espera-se que apenas 297 asteróides foram descobertos antes dele. Seu nome é de origem desconhecida.

18 O ancestral do asteróide Baptistina ( 170 km de diâmetro) teria sido atingido por outro asteróide ( 60 km), há 165 milhões de anos atrás. Formação da família Baptistina Formação da família Baptistina: impacto

19 O impacto originou a família Baptistina, que incluía originalmente mais de 300 corpos maiores que 10 km e mais de maiores que 1 km. Formação da família Baptistina Formação da família Baptistina: fragmentação

20 Comentários O choque do ancestral do planeta Baptistina com um outro asteróide com um terço do seu diâmetro o teria fragmentado em milhares de outros asteróides, há 165 mi de anos, gerando a família Baptistina. A atual família seria o resultado da evolução da anterior.

21 Representação artística do evento História do impacto com a Terra

22 (1) Em seguida ao choque, os recém formados asteróides começaram a vagar pelo espaço. (2) Com o tempo, alguns deles escaparam do cinturão de asteróides, (3) eventualmente chegando muito próximo à órbita da Terra e a de outros planetas. Evolução da família Baptistina Passeio pelo sistema solar interior

23 Comentários As órbitas dos recém formados asteróides não eram estáveis, e eles foram migrando para fora do cinturão de asteróides, por efeito de forças termais, ao absorver luz solar e emitir calor. 20% dos maiores teria entrado mais no sistema solar.

24 É provável que um grande fragmento se chocou com a Lua milhões de anos atrás. Evolução da família Baptistina Choque com a Lua

25 (Foto da cratera Tycho (lado visível, 43˚S, 11˚W): o umbigo da Lua.) Evolução da família Baptistina Formação de cratera lunar

26 e é ainda mais provável que outro tenha se chocado com a Terra, gerando a cratera Chicxulub - 65 milhões de anos atrás. Evolução da família Baptistina Choque com a Terra

27 Comentários 2% dos corpos que entraram mais no sistema solar teria se chocado com a Terra e uma porcentagem menor, com a Lua. Há 70% de probabilidade que a cratera Tycho (85 km de diâmetro), na Lua, tenha sido gerada por um destes impactos, e 90% de probabilidade para a cratera Chicxulub (180 km), na Terra.

28 Formação de cratera na Terra Mapa gravimétrico (que mostra elevações e vales) da cratera de Chicxulub, México, à esq., e Hiroshima, à dir. - idade da cratera: 65 milhões de anos. Evolução da família Baptistina

29 Comentários A cratera de Chicxulub está localizada na península de Yucatã, no México. A energia liberada no impacto foi maior do que milhões de vezes a energia da bomba atômica que destrui 90% da cidade de Hiroshima, na segunda guerra mundial.

30 Imagens da Península de Yucatán Extinção dos grandes répteis

31 Representação artística do evento História do impacto com a Terra

32 (Como chegamos a estas conclusões?: coleta de dados) Os telescópios são instrumentos essências na coleta de dados astronômicos. Como chegamos a estas conclusões?

33 (Como chegamos a estas conclusões?: leis físicas) As leis físicas nos dizem como age a natureza: a partir de dados, "podemos conhecer o passado". Como chegamos a estas conclusões?

34 (Como chegamos a estas conclusões?: simulações por computadores) Com computadores, através de simulações, podemos formular e avaliar teorias, a partir de dados e de leis físicas. Como chegamos a estas conclusões?

35 Comentários Inicialmente, para formularmos conclusões, precisamos conhecer bem o estado em que as coisas se encontram. Depois, a partir de certos métodos, fazemos as conclusões. Podemos fazê-las, ou testá- las, com algum modelo do que se passou.

36 Consequência do choque com a Terra: extinção dos dinossauros Escavações comprovam que um processo repentino extinguiu grande parte da vida na Terra - 65 milhões de anos atrás. O choque com a Terra

37 Comentários Como consequência do impacto temos a extinção dos dinossauros e de várias outros grupos de animais. O processo de extinção pode não ter sido imediato ao impacto: desequilíbrios ambientais e da biosfera, causados por ele, podem ter sido os responsáveis.

38 Evidência geológica de um impacto No mundo todo, encontra-se uma faixa subterrânea de irídio, elemento abundante em asteróides, mas escasso na Terra. O choque com a Terra

39 Comentários Uma boa evidência do choque com um asteróide é dada por encontrarmos, em toda a Terra, uma camada de irídio, elemento concentrado em asteróides e cometas, mas raro na Terra.

40 Uma das teorias a respeito da extinção dos dinossauros O choque com um meteorito de grandes dimensões teria dado início à extinção de várias espécies da Terra Extinção dos grandes répteis

41 Outras consequências da formação da família Baptistina 20% dos asteróides que cruzam atualmente a órbita da Terra seriam pertencentes à família Baptistina. A órbita da Terra está mostrada em vermelho; em azul, temos as órbitas de outros planetas e, em laranja, a de alguns asteróides. Outras consequências...

42 Comentários Atualmente, restam ainda asteróides na região orbital da Terra que são originários da destruição do ancestral do asteróide Baptistina, juntos com outros. Há ainda a ameaça de novos impactos com membros da família Baptistina, embora o auge para estes eventos já tenha passado.

43 Outras consequências da formação da família Baptistina A extinção dos grandes répteis favoreceu o domínio atual dos mamíferos. Entre eles, encontram-se nós, humanos. Outras consequências...

44 Comentários Talvez, se não fosse a extinção dos dinossauros, nós, humanos, não existiríamos. Desta forma, a colisão que teria ocorrido há 65 mi de anos atrás é mais influente em nossas vidas do que pensamos.

45 Bibliografia 1.AUDOUZE, Jean & ISRAEL, Guy (editores). The Cambridge atlas of Astronomy. Terceira edição. 2.MACIEL, W. J. (editor). Astronomia e Astrofísica. São Paulo, IAG/USP, ZEILIK, Michael. Astronomy: The evolving universe. Oitava edição. John Wiley & Sons, Inc. 4.MOURÃO, Ronaldo R. de Freitas. Dicionário enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, Astronomy Brasil, vol.1, números 2 e 4. 6.Reportagens diversas a respeito de: evolução do sistema solar, impacto de um membro da família do asteróide Baptistina com a Terra, extinção dos dinossauros, etc. 7.Programas: Cellestia e Google Earth.

46 O asteróide Baptistina Por Luiz Henrique Vale Silva Monitor do CDA e aluno do curso de bacharelado em Física do IFSC - USP São Carlos, outubro de


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