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Concordância verbal e nominal Concordância verbal Concordância é a igualdade de gênero e número entre o substantivo e adjetivo, artigo, numeral, pronome.

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2 Concordância verbal e nominal

3 Concordância verbal Concordância é a igualdade de gênero e número entre o substantivo e adjetivo, artigo, numeral, pronome e igualdade de número e pessoa entre o verbo e o sujeito A concordância é verbal quando o verbo se flexiona para concordar com seu sujeito.

4 Assumo meus inúmeros erros. Assumimos nossos inúmeros erros. Toda pessoa sensata assume os próprios erros. (EU) (NÓS) Sujeito de 3ª pessoa do singular Verbo concorda com 3ª p. do sing.

5 Regra básica: verbo concorda com o sujeito Cornetas insuportáveis serão mantidas na Copa das Confederações. Governo decide manter redução de IPI para veículos

6 Sujeito composto anteposto ao verbo Pai e filho conversaram longamente. Pais e filhos devem conversar com frequência.

7 Devido ao uso limitado das formas verbais de segunda pessoa do plural (vós) no português atual, tem surgido com bastante frequência a concordância: Tu e teus colegas formarão um belo time de futebol. Já aceita por grande parte dos gramáticos como legítima.

8 Sujeito composto posposto ao verbo Duas possibilidades de concordância Faltaram coragem e competência. Faltou coragem e competência. Pouco falaram o presidente e os ministros. Pouco falou o presidente e os ministros. O presidente e os ministros falaram pouco.

9 Quando há reciprocidade, no entanto, a concordância deve ser feita no plural. Agrediram-se o deputado e o senador. (isto é, agrediram um ao outro) Ofenderam-se o jogador e o árbitro. (isto é, ofenderam um ao outro)

10 Casos de concordância com sujeito simples

11 Expressões partitivas Parte de, uma porção de, o grosso de, metade de, a maioria de, a maior parte de... Duas possibilidades de concordância A maioria dos jornalistas aprovou a idéia. A maioria dos jornalistas aprovaram a idéia.

12 Expressões que indicam quantidade aproximada Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (cerca de..., mais de..., menos de..., perto de...) seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo concorda com o substantivo. Cerca de vinte corpos foram resgatados dos escombros. Perto de quinhentas pessoas compareceram à cerimônia. Mais de um atleta estabeleceu novo recordo nas últimas Olimpíadas.

13 Quando a expressão mais de um se associar a verbos que exprimem reciprocidade ou for repetida, o plural é obrigatório: Mais de um parlamentar se ofenderam na tumultuada sessão de ontem. (=ofenderam um ao outro). Mais de um casal, mais de uma família já perderam qualquer esperança num futuro melhor.

14 Quais de nós / quais de vós Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos, muitos, quaisquer, vários) seguido de de (ou dentre) nós (ou vós), o verbo pode concordar com o primeiro pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o pronome pessoal. Quais de nós são / somos capazes? Vários de nós propuseram / propusemos sugestões inovadoras.

15 Observe que a opção por uma ou por outra forma indica a exclusão ou inclusão de quem fala ou escreve. Quando alguém estabelece a concordânciaMuitos de nós sabíamos de tudo e nada fizemos, está-se incluindo num grupo de omissos, o que não ocorre com a concordância: Muitos de nós sabiam de tudo e nada fizeram, que soa como uma denúncia.

16 Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver no singular, o verbo ficará no singular: Qual de nós sabia de tudo? Algum de vós fez isso.

17 Plural aparente Quando o sujeito é um plural aparente, ou seja, é uma palavra ou expressão com forma de plural, mas sentido de singular, o verbo concorda no singular. Flores não recebe mais acento. Nós é um pronome pessoal do caso reto.

18 Nomes próprios A concordância deve ser feita levando-se em conta a ausência ou presença de artigo. Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira. As Minas Gerais são inesquecíveis.

19 Porcentagens Quando o sujeito for indicação de uma porcentagem seguida de substantivo, o verbo pode concordar com o numeral ou com o substantivo. 25%do orçamento do país deve destinar-se/devem destinar-se à educação. 85% dos entrevistados declararam sua insatisfação com o prefeito. 1% da classe recusou-se a colaborar. 1% dos alunos recusou-se/recusaram- se a colaborar.

20 Pronome relativo QUE Quando o sujeito é o pronome relativo que, a concordância em número e pessoa é feita com o antecedente desse pronome. Fui eu que paguei a conta. Fomos nós que pintamos o muro.

21 Expressão um dos que Plural Se você é um dos que admiram o escritor, certamente lerá seu novo romance. (Há muitos gramáticos que consideram aceitável também a concordância no singular)

22 Pronome relativo quem Duas opções: verbo na terceira pessoa ou em concordância com o antecedente do pronome. Fui eu quem pagou a conta. Fui eu quem paguei a conta. Fomos nós quem pintou o muro. Fomos nós quem pintamos o muro.

23 Casos de concordância com sujeito composto

24 Núcleos sinônimos Quando os núcleos do sujeito composto são sinônimos ou quase sinônimos ou estabelecem uma gradação, o verbo pode concordar no singular: O desalento e a tristeza minou-lhe/minaram-lhe as forças. Um acento, um gesto, uma palavra, um estímulo faria/ fariam muito por ele.

25 Núcleos unidos por ou ou nem Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por ou ou nem, o verbo no plural indica que a declaração contida no predicado pode ser atribuída conjuntamente a todos os núcleos: Um sorriso ou uma lágrima o tirariam daquela incerteza. Nem poder, nem dinheiro o corrompiam.

26 O verbo no singular com esse tipo de sujeito indica alternância ou mútua exclusão. Milão ou Berlim sediará a próxima Olimpíada. Nem você nem ele será o novo representante da classe. Com a expressão um outro e nem um outro, a concordância costuma ser feita no singular, embora plural também seja praticado. Com a locução um e outro, o plural é mais frequente, embora também se use o singular. Não há uniformidade no tratamento dado a essas expressões por gramáticos e escritores. Em todos esses caos, parece razoável adotar o mesmo procedimento usado com outros sujeitos unidos por e, ou e nem.

27 Núcleos unidos por com Quando os núcleos do sujeito são unidos por com, a forma plural do verbo indica que esses núcleos recebem o mesmo grau de importância. Com, nesses casos, tem sentido muito próximo ao de e: O professor com o aluno montaram o equipamento. O presidente com seus ministros reuniram-se hoje à tarde. O verbo no singular dá destaque ao primeiro elemento: O velho patriarca, com sua mulher e filhos, fazia-se notar pela elegância do porte. Nesse caso, não se tem propriamente o sujeito composto, e sim um sujeito simples acompanhado de um adjunto adverbial de companhia.

28 Expressões correlativas Quando os núcleos do sujeito são unidos por expressões correlativas como não só... mas/como também..., não só/somente)... mas ainda..., não apenas... mas também..., tanto... quanto... o verbo concorda de preferência no plural: Não só a seca mas também o descaso assolam o Nordeste. Tanto o pai quanto o filho costumavam passar por ali.

29 Aposto recapitulativo Quando os elementos de um sujeito composto são seguidos de um aposto recapitulativo, a concordância é feita com esse termo resumidor: Carros, casa, prédios, viadutos, pontes, tudo foi destruído pelo terremoto. Luxo, riqueza, dinheiro, nada o tentava.

30 Concordância de alguns verbos e estruturas verbais

31 O verbo e a palavra se Quando atua como índice de indeterminação do sujeito, se acompanha verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação que devem obrigatoriamente estar na 3ª pessoa do singular: Aos domingos, ia-se sempre à praça. Aos domingos, costumava-se ir à praça. Assistiu-se a cenas deprimentes naquele dia. Era-se mais feliz no passado. Quando se é consciente, luta-se pelo bem-estar social.

32 O verbo e a palavra se Quando atua como pronome apassivador, se acompanha verbos transitivos diretos e transitivos indiretos na formação da voz passiva sindética. Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração: Construiu-se uma nova praça no bairro. Construíram-se novas praças no bairro. Entregaram-se novas bibliotecas à população. Não se devem poupar esforços para despoluir o rio.

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34 Haver e fazer HAVER: quando indica existência ou acontecimento, é IMPESSOAL. Permanece sempre na 3ª pessoa do singular. Há graves problemas sociais no país. Havia graves problemas... Parece haver graves problemas... Deve ter havido graves problemas...

35 Haver e fazer Haver e fazer são IMPESSOAIS quando indicam idéia de tempo. Há anos não o procuro. Faz anos que não o procuro. Fazem 3 meses que estudo na Unioeste.

36 Ser A concordância do verbo ser é muito rica em detalhes. Em muitas situações, esse verbo deixa de concordar com o sujeito para concordar com o predicativo. Em outras, pode concordar com um ou com outro, de acordo com o termo que se quer enfatizar.

37 quando colocado em um substantivo comum no singular e outro no plural, o verbo ser tende a ir para o plural. Poderá ficar no singular por motivo de ênfase: A sua paixão eram os filmes de terror. Aquele amor é apenas cacos de um passado.

38 quando colocado entre um nome próprio e um substantivo comum, o verbo tende a concordar com um nome próprio. Entre um pronome pessoal e um substantivo comum ou próprio, o verbo concorda com o pronome: Garrincha foi as maravilhas do drible. O responsável pela expedição sou eu. Eu sou José da Silva. José da Silva sou eu.

39 quando colocado entre um pronome não pessoal e um substantivo, o verbo ser tende a concordar com o substantivo: Tudo eram alegrias naquela noite. Isso são manias de um ocioso. Quem são os vencedores? Que são idéias? Nos dois primeiros casos, há gramáticos que consideram possível também a concordância com o pronome.

40 nas expressões que indicam quantidade (medida, peso, preço, valor), o verbo ser é invariável: Dois quilos é pouco. Vinte mil cruzeiros é demais. Dez minutos é mais do que eu preciso para ir daqui até lá. Um milhão de cruzeiros já foi muito, hoje é pouco, é bem menos do que eu estou precisando.

41 nas indicações de tempo, o verbo ser concorda com a expressão numérica que o acompanha: É uma hora. São duas horas. São três e vinte. Já é mais deu ma hora. Já são mais de duas horas. São cinco para uma. Hoje são vinte de setembro. Hoje é dia vinte de setembro.

42 Uso do infinitivo

43 O infinitivo exprime o processo verbal sem indicação de tempo. Em português, apresenta duas modalidades: a impessoal, em que se considera apenas o processo verbal; e a pessoal, em que se atribui a esse processo verbal um agente. É proibido fumar. (impessoal) É bom fazermos algo. (pessoal, sujeito/agente nós).

44 Nem sempre a modalidade pessoal do infinitivo vem flexionada: há casos em que se deve determinar o sujeito pelo contexto. Fiquemos quietos para surpreendermos quem entrar. Fiquemos quietos para surpreender quem entrar. Em ambas as frases, o sujeito de surpreender é nós. As duas frases estão de acordo com a norma culta; a primeira é mais enfática. (Opção estilística, em muitos casos).

45 Infinitivo: forma não- flexionada Usa-se a forma não-flexionada: Quando o verbo é empregado indeterminadamente, assumindo valor substantivo: Agir é tudo. Atacar é a melhor defesa. Quando o infinitivo tem valor imperativo: Direita, volver! Apressar o passo! Apressar o passo!

46 Infinitivo: forma não- flexionada Usa-se a forma não-flexionada: Quanto o infinitivo, regido de preposição de, assume sentido passivo como complemento de um adjetivo: Seus constantes desaforos eram ossos duros de roer. (=de serem roídos) Passei por momentos difíceis de esquecer. (=de serem esquecidos) Quando o infinitivo vem como verbo principal de uma locução verbal: Não podíamos prever o que os outros iriam fazer. Eles acabam de confirmar sua participação nos jogos. Estão a brincar comigo?

47 Infinitivo: forma não- flexionada Usa-se a forma não-flexionada: Quanto o infinitivo ocorre numa oração substantiva reduzida que complementa um auxiliar causativo (deixar, mandar, fazer) ou sensitivo (ver, sentir, ouvir, perceber) e tem como sujeito um pronome oblíquo: Deixe-os falar. Mandaram-se sair dali. Viram-te passar na rua.

48 Infinitivo: forma flexionada A forma flexionada deve ser usada obrigatoriamente quando tem sujeito próprio, diferente do sujeito da oração principal. Isso ocorre também quando o sujeito do infinitivo é indeterminado, e o da oração principal não é. Existe muita gente que diz sermos nós um tanto sonhadores. Lembrei-me da recomendação médica de tomares sol todas as manhãs. É hora de vocês passarem à ação. Senti apalparem-me o braço.

49 Infinitivo: outros casos Podemos usar a forma flexionada ou não-flexionada quando o infinitivo da oração reduzida que complementa um auxiliar causativo ou sensitivo apresentar como sujeito um substantivo ou quando quisermos enfatizar o agente do processo verbal nas orações subordinadas cujo sujeito é igual ao das orações principais. Deixe os meninos falarem/falar. Ouvi os pássaros cantarem/cantar. Trouxemos nossos produtos para vendermos/vender. Os manifestantes se dirigiram ao palanque para protestarem/protestar contra os oradores.

50 O verbo parecer e o infinitivo O verbo parecer pode relacionar-se de duas maneiras com o infinitivo. Os dias parecem voar. Os dias parece voarem. Na primeira frase, parecer é verbo auxiliar de voar. Na segunda, temos na realidade uma inversão da ordem dos termos, que seria Parece voarem os dias. Parece é o verbo de uma oração principal cujo sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo voarem os dias. Se desenvolvermos essa oração, obteremos Parece que os dias voam.

51 Agora resolva os exercícios disponíveis no site e também os do livro, capítulo 13.


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