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Bibliografia referencial: NBR 6122 – NBR 6484 Fundações Teoria e Prática – ABMS / ABEF Manual de Fundações da ABEF FUNDAÇÕES – MÉTODOS CONSTRUTIVOS Prof.

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1 Bibliografia referencial: NBR 6122 – NBR 6484 Fundações Teoria e Prática – ABMS / ABEF Manual de Fundações da ABEF FUNDAÇÕES – MÉTODOS CONSTRUTIVOS Prof. Dalmo Lúcio Mendes Figueiredo Notas para utilização dos alunos do Curso de Especialização em Construção Civil da EE.UFMG

2 SOLOS - PROPRIEDADES Os solos são constituídos de um conjunto de partículas com água e ar nos espaços intermediários. As partículas de maneira geral se encontram livres para deslocarem.

3 Solos com grãos perceptíveis a olho nu: pedregulhos e areias solos granulares Se 50% é retido na peneira 0,075 solo granular EM UM SOLO CONVIVEM PARTÍCULAS DE TAMANHOS DIVERSOS Tamanhos das partículas Solos com grãos finos: quando molhados transformam-se em pasta solos finos Se 50% passa na peneira 0,075 solo fino

4 Pedregulho:> 4,8 mm Areias:0,06 mm a 4,8 mm Silte:0,005 mm a 0,06 mm Argila:< 0,005 mm Limites das frações de solo pelo tamanho dos grãos Sub-divisão das areias: grossa, média e fina. Solos argilosos Bastante plástico quando misturados com água. Se secos transformam em torrões duros. Solos siltosos São suaves no manuseio quando no manuseio em presença de água. Se seco se esfarelam.

5 Solos residuais Originários da decomposição das rochas que se encontram no mesmo local. Origem dos solos Solo saprolito Mantém a estrutura original da rocha mãe (veios, fissuras, xistosidade), mas perdeu a consistência da rocha. Chamado também de alteração de rocha.

6 Rocha alterada Alteração progrediu ao longo de fraturas, ficando intacto grandes blocos de rocha. Solos coluvionares Fora transportados de outro local pela ação da gravidade. Solos aluvionares Foram transportados de outro local pela ação da água. Solos eólicos Foram transportados de outro local pela ação do vento.

7 *Identificar e classificar as diversas camadas do substrato *Avaliar as propriedades das camadas Investigações geotécnicas Condição básica para elaborar um projeto de fundação: CONHECIMENTO ADEQUADO DO SOLO Ensaios in situ

8 Determinar o tipo do solo atravessado (retira uma amostra a cada metro perfurado) Sondagem de simples reconhecimento a percussão NBR 6484 SPT (Standart Penetration Test) Finalidades: Consiste basicamente na cravação de um amostrador padrão através da queda livre na altura de 75 cm de um peso de 65 kg. Determinar a resistência do solo (N) (pela cravação do amostrador padrão) Determinar a posição do nível de água (durante a perfuração)

9 1 –Monta-se na posição determinada um tripé com roldana no topo onde passa uma corda que servirá para manuseio da hastes e do martelo. Operação em linhas gerais: 2 –Em uma extremidade de uma haste 1 acopla o amostrador padrão com o diâmetro de 2. Este é apoiado no fundo do furo. 3 –Ergue-se o martelo até 75 cm acima do topo da haste e deixa cair.

10 4 –Este procedimento é realizado sucessivamente até que a haste é penetrada 45 cm. Conta-se o número de golpes necessários para a penetração de cada 15 cm. Operação em linhas gerais: 5 –A soma dos golpes para penetrar os últimos 30 cm do amostrador é chamada de N. 6 –Quando é retirado o amostrador do furo a amostra contida em seu bico é recolhida para identificação das características do solo.

11 1 –Próximos aos pontos de projeção. 2 –Pontos de maior concentração de cargas. 3 –Em geral distâncias de 15 a 30 metros. 4 –Evite pontos alinhados. 5 –Evite um único furo. Escolha dos locais da sondagem É comum a variação de resistência e tipos de solos em áreas pequenas

12 Dados geotécnicos PROJETOS DE FUNDAÇÕES Informações Necessárias Dados topográficos Levantamento topográfico (planialtimétrico) Informações sobre taludes e encostas Dados sobre erosões Investigação do subsolo Aerofotogramétrico, mapas e experiência anterior

13 Dados da estrutura Tipo e uso Sistema estrutural Cargas e ações sobre a fundação ações permanentes ações variáveis (variação no uso) ações excepcionais (colisões, terremotos...) Tipos das estruturas e fundações Existência de subsolo Desempenho das fundações Conseqüências da nova obra Dados da vizinhança

14 Segurança quanto ao colapso do solo Aspectos a observar em um Projeto de Fundação Segurança quanto às deformações Segurança quanto ao colapso de elementos estruturais

15 Determina-se as características de compressibilidade e resistência ao cisalhamento do solo. A pressão admissível ( a ) é determinada através de teorias da Mecânica dos Solos. Coeficientes de segurança nunca devem ser inferiores a 3. a = f / F (3) Métodos para determinar a tensão admissível sobre solos Métodos teóricos

16 Ensaio em modelo reduzido de uma sapata Placa de 80 cm é carregada em estágios por macaco hidráulico. Cargas são aplicadas até: ruptura do solo ou dobro da tensão admissível presumida do solo ou para um recalque julgado excessivo. Prova de carga sobre placas – NBR 6489

17 As propriedades dos materiais são estimados com base em correlações. São usadas teorias da Mecânica dos Solos. Métodos semi-empíricos Chega-se à pressão admissível com base na descrição do terreno (SPT) Utiliza-se para cargas inferiores a KN. Tensão admissível a = 0,02 N (Mpa) p / 5 N 20. Métodos empíricos

18 Estimativa de N médio

19 Prova de Carga sobre Placas

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21 muito mole mole média(o) rija(o) dura(o) Estados de compacidade e de consistência Índice de resistência à penetração (N) areias e siltes arenosos N 4 5 a 8 9 a a 40 > 40 fofa(o) pouco compacta(o) medianamente compacta(o) compacta(o) muito compacta(o) argilas e siltes argilosos N 2 3 a 5 6 a a 19 N > 19 SoloDesignação

22 Tensões básicas segundo NBR 6122/94 ClasseDescriçãoValores (MP a ) 1Rocha sã, maciça, sem laminações ou sinal de decomposição3,0 2Rochas laminadas, com pequenas fissuras, estratificadas1,5 3Rochas alteradas ou em decomposiçãover nota (c) 4Solos granulares concrecionados, conglomerados1,0 5Solos pedregulhosos compactos a muito compactos0,6 6Solos predregulhosos fofos0,3 7Areias muito compactas0,5 8Areias compactas0,4 9Areias medianamente compactas0,2 10Argilas duras0,3 11Argilas rijas0,2 12Argilas médias0,1 13Siltes duros (muito compactos)0,3 14Siltes rijos (compactos)0,2 15Siltes médios (medianamente compactos)0,1 Notas:a)Para a descrição dos diferentes tipos de solo, deve-se seguir as definições da NBR b)No caso de calcário ou qualquer outra rocha cárstica, devem ser feitos estudos especiais. c)Para rochas alteradas, ou em decomposição, tem que se levar em conta a natureza da rocha matriz e o grau de decomposição ou alteração.

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24 Aquelas cujas cargas da estrutura são transmitidas diretamente às fundações sem elementos intermediários. Aquelas cujo mecanismo de ruptura de base atinge a superfície (ruptura atinge até duas vezes a menor dimensão da base) – Limitadas a três metros. Tipos de Fundações Dois grandes grupos: Fundações superficiais (ou direta ou rasa)

25 Fundações profundas Aquelas cujas cargas da estrutura são transmitidas às fundações através de elementos intermediários. Aquelas cujas bases estão assentadas em profundidade acima de duas vezes sua menor dimensão e pelo menos a três metros.

26 b)Sapata – elemento de concreto armado cujas armaduras combatem os esforços de tração. Fundações Superficiais a)Bloco – elemento em concreto simples onde as tensões de tração são resistidas pelo próprio concreto.

27 c)Viga de fundação – elemento que recebe pilares alinhados. Podem ser armados ou sem armação (baldrames). Se recebem carga distribuída linear recebem o nome de sapata corrida.

28 d)Radier – elemento tipo placa de concreto armado monolítica que recebe todos pilares da obra e/ou cargas lineares. e)Sapata associada – elemento que recebe vários pilares que não estejam alinhados. Conhecido também por radier parcial.

29 Fundações Profundas Estacas Transmitem as cargas ao terreno pela base (resistência de ponta), por sua superfície lateral (resistência de fuste) ou pela combinação das duas. Tubulão Elemento executado por equipamentos ou ferramentas não ocorrendo a descida de operário durante a sua execução. Elemento de forma cilíndrica que na sua execução ocorre a descida de operário. Pode ser executado com ou sem revestimento e a céu aberto ou sob ar comprimido.

30 Estacas a)Metálica b)Pré-moldada de concreto vibrado c)Pré-moldada de concreto centrifugado d)Tipo Franki e tipo Strauss e)Tipo raiz f)Escavadas Alguns tipos de fundações profundas

31 g)A céu aberto, sem revestimento h)A céu aberto, com revestimento de concreto i)A céu aberto, com revestimento de aço Tubulões Alguns tipos de fundações profundas

32 Tubulões São elementos estruturais de fundação profunda constituídos da concretagem de um poço usualmente de forma cilíndrica, escavado em um terreno, geralmente dotado de uma base alargada. exeqüível somente acima do NA altura da basenão deve ser superior a 2,00 m concretagem da base não deve ultrapassar 24h após escavação fuste geralmente de forma circula - Ø > 70 cm despreza o atrito lateral entre o fuste e o terreno não recebem armação quando as cargas são somente verticais área da base = carga atuante: taxa do terreno Tubulões a céu aberto

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34 volume da base

35 Tubulões a ar comprimido (pneumático) altura limitada a 34 m – pressão de 3,4 atm equipe de socorro médico disponível câmara de descompressão na obra manter compressores e reservatório de ar reserva renovação de ar garantida São indicados quando as escavações são abaixo do lenço freático e não se consiga esgotar a água por perigo de desmoronamento. Atualmente tem sido utilizado somente com camisa de concreto e em obras de arte especiais.

36 Tubulão com camisa de concreto

37 Principais tipos de estacas considerando o método executivo 1 – Grandes deslocamentos (cravadas) Concretopré-moldadascravadas a percussão cravadas por prensagem moldadas in situ tipo Franki tubo de ponta fechada Madeira Aço

38 Perfis de aço 2 – Pequenos deslocamentos Concreto moldadas in situ com pré-furo tipo Strauss tipo raiz pré-moldada com pré-furo 3 – Sem deslocamentos (escavadas) ConcretoFerramentas rotativas sem suporte com uso de lama com revestimento diafragmadora com uso de lama

39 Após fazer a escolha considerando: No estudo de fundações deve-se analisar, desde que possível, mais de uma opção. Deve-se considerar: volumes de escavação e aterro quantidade de concreto e aço dos blocos facilidades executivas menor custo menor prazo

40 argilas muito moles não utilizar estaca de concreto moldadas in situ solos resistentes (compactos ou pedregulho) não utilizar estacas de concreto pré-moldadas solo com matacão não utilizar estacas cravadas de qualquer tipo NA elevado não utilizar estacas de concreto moldadas in situ sem revestimento aterro recente possibilidade de atrito negativo utilizar estacas com superfície mais lisa ou com tratamento betuminoso Na escolha do tipo de estaca deve-se observar: 1 – Características do subsolo

41 topografia local que pode dificultar acesso dos equipamentos limitações de altura dificultando acesso dos equipamentos distância que onera o transporte dos equipamentos interferência com serviços públicos possibilidade de ocorrer erosões 2 – Esforços nas fundações nível de carga dos pilares outras solicitações além das compressões (trações, torções etc.) 3 – Características do local

42 4 – Características das edificações vizinhas profundidade e tipo das fundações existência de subsolo sensibilidade a vibrações problemas já existentes nas edificações existência de contenções nas divisas

43 Estacas moldadas no local Tipo Franki Origem Edgard Frankignoul (Bélgica – início do século XX). Patente de domínio público a partir de Idéia Cravar um tubo no solo através de golpes de um pilão, em queda livre, numa bucha de concreto seco colocada na extremidade inferior do tubo. Características gerais estacas de carga elevada necessário equipamento específico necessário mão-de-obra especializada

44 Bate-estaca típico

45 Tipos de bate-estacas Categoria / CaracterísticaTipo 1Tipo 2Tipo 3 torre (m) guincho (kN)70 a a tubos (cm)30 a 5230 a 60 profundidades da estaca (m)15 a 1820 a 2530 Tubos e pilões diâmetro do tubo (cm) peso do tubo (kN/m) pilão (kN) diâmetro do pilão (cm)

46 Método executivo 1 –Posicionamento do tubo de revestimento 2 –Formação da bucha (brita e areia) dentro do tubo 3 –Compacta-se a bucha com o pilão de maneira a fazê- la aderir ao tubo altura da bucha: 1,5 a 2,0 vezes o diâmetro do tubo 4 –Crava-se o tubo no terreno através do impacto do pilão na bucha 5 –A profundidade é definida pela nega do tubo p/ queda de 1,0 m no pilão (10 golpes): nega entre 5 e 20 mm p/ queda de 5,0 m (1 golpe): nega entre 5 e 20 mm 6 –Prende-se o tubo na torre

47 7 –Expulsa-se a bucha para iniciar a base alargada 8 –Alarga-se a base pelo apiloamento de pequenas quantidades de concreto quase seco 9 –Coloca-se a armação e compacta-se volume adicional de concreto para fixá-la 10 –Inicia-se a concretagem do fuste com pequenas quantidades de concreto concreto Fck > 20 MPa, baixo fator água/cimento e slump zero 11 –Recupera-se o tubo à medida que o concreto é apiloado 12 –Marcações no cabo do pilão controlam a altura das camadas de concreto

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49 Quando há problema para a penetração do tubo tais como ocorrência de matacões ou camadas de solo muito resistente pode-se utilizar tubo aberto na cravação. Neste caso utiliza-se bate-estaca adequado e ferramentas especiais como piteira (sonda), pilão e trépano. Alternativa na cravação

50 Fases de execução da estaca tipo Franki usando cravação com tubo aberto

51 A cravação com ponta fechada isola o tubo evitando a entrada de água do subsolo A base alargada dá maior resistência de ponta Em solos arenosos o apiloamento da base os compacta e aumenta o diâmetro da base Em solos argilosos o apiloamento expele a água que é absorvida pelo concreto seco O apiloamento do concreto do fuste compacta o solo e aumenta o atrito lateral O comprimento da estaca pode ser facilmente ajustado durante a cravação Características executivas que diferenciam a estaca

52 Estaca escavada com o emprego de uma sonda, revestida por uma camisa metálica recuperada que é cravada em toda sua profundidade. O revestimento garante a estabilidade da perfuração e permite que não ocorra mistura com o solo durante a concretagem. Estacas moldadas no local Strauss

53 Guincho com motor acoplado Chassi de madeira (para movimentar a máquina) Tripé metálico com carretilha no topo Guincho manual para levantamento dos tubos Tubos de aço de 2,5 m com roscas macho e fêmea Sonda, piteira ou soquete com lastro de chumbo > 300 Kg (possui válvula mecânica que permite a entrada da escavação) Equipamentos Utilizados

54 1 –Inicia-se com um pré-furo feito com a sonda 2 –Posiciona-se o primeiro tubo com extremidade inferior dentada 3 –Posiciona-se a sonda internamente ao tubo 4 –A sonda é manobrada para cima e para baixo cortando o terreno 5 –É jogado água internamente e externamente ao tubo 6 –A sonda é retirada e o material escavado é descarregado pelas janelas 7 –Tendo escavado o comprimento de um tubo, inicia-se manobra conjunta tubo/sonda. Coloca-se uma haste de aço na seção superior do tubo. Com a sonda ele é percutido para dentro do furo escavado 8 –Rosqueia-se novo tubo e continua o procedimento Método Executivo Perfuração

55 Concretagem da estaca 1 –Lava-se o tubo internamente retirando-se lama/água com a sonda 2 –O soquete é lavado e posicionado 3 –O concreto é lançado através de funil. Fck > 15 Mpa – slump > 8 cm. Consumo de cimento > 300 kg/m3 4 –Apiloa-se o concreto com o soquete formando-se um bulbo na base 5 –Na concretagem do fuste vai-se retirando o tubo à medida que o concreto é socado. Cada camada de concreto deve ter 1,0 m 6 –Deve-se manter uma coluna de seis metros de concreto a fim de evitar solapamentos e mistura com solo 7 –Coloca-se no topo a ferragem de espera Obs.: A estaca pode ser armada

56 Vantagens 1 –Equipamento leve e econômico – adapta-se em terrenos pequenos 2 –Ausência de vibrações 3 –Possibilidade de executar a estaca do tamanho projetado 4 –Possibilidade de verificar corpos estranhos no solo 5 –Possibilidade de verificar a natureza do solo 6 –Possibilidade de executar a estaca próximo a divisas 7 –Estacas econômicas para cargas leves

57 Limitações 1 –Com elevada vazão não se consegue esgotar a água com a sonda. Não é recomendada nestes casos 2 –Em argilas moles ou areias submersas o risco de seccionamento é muito grande. Não é recomendada nestes casos 3 –Deve-se ter um controle rigoroso na concretagem (falhas) e na retirada do tubo 4 –Indicadas para comprimentos máximos de 25,0 m

58 É executada por meio de escavação com um trado contínuo e injeção de concreto, sob pressão controlada, através da haste central do trado simultaneamente à sua retirada do terreno. Estacas Escavadas Hélice Contínua Originária nos EUA e aplicada na Europa e Japão na década de No Brasil desde 1987.

59 Método Executivo Perfuração 1 –Posiciona-se a hélice espiral que na parte inferior possui dentes que facilitam a escavação 2 –Crava-se a hélice por meio de uma mesa rotativa 3 –O tubo central é vedado na parte inferior, com uma tampa de proteção, para evitar a entrada do solo 4 –A perfuração é contínua para não permitir alívio significativo das tensões do terreno. Isto torna a execução possível em solos coesivos e arenosos, na presença ou não do lenço freático

60 Vantagens 1 –Elevada produtividade 2 –Adaptável à maioria dos terrenos. Exceto rocha e matacões 3 –Não causa vibrações e descompressão no terreno 4 –Não usa lama betonítica 5 –Cargas leves ou pesadas Limitações 1 –Equipamento de grande porte, necessita de áreas planas 2 –Necessita de pá carregadeira para remoção do material escavado 3 –Custo de mobilização elevado. Número mínimo de estacas 4 –Limitadas a 24 metros de profundidade

61 Concretagem 1 –Atingida a profundidade determinada inicia-se a concretagem através do tubo central. 2 –À medida que vai bombeando o concreto a hélice vai sendo retirada. O tampão é expulso pelo concreto. 3 –Concreto Fck 20 MPa – slump 200 mm – consumo de cimento 350 a 450 kg/m 3.

62 Armação 1 –As estacas submetidas somente a esforços de compressão normalmente não são armadas. 2 –A armação, quando necessária, é colocada após a concretagem, com as dificuldades inerentes. 3 –As gaiolas são com barras de grosso diâmetro e estribos na forma helicoidal soldados nas barras.

63 Monitoramento As estacas hélice contínua são monitoradas por sistema de computador alimentado por baterias. O operador monitora da cabine, através de mostradores digitais, diversos parâmetros da estaca, tais como: profundidade, velocidade de rotação da mesa, torque, inclinação da estaca, pressão e volumes do concreto etc. Para cada estaca é emitido um relatório com o seu perfil provável.

64 Estacas cravadas de concreto Tipo de estacaDimensãoCarga usual (tf)Carga máx. (tf)Obs. Pré-moldada vibrada Quadrada = 60 a 90 kgf/cm 2 20 x x x x Disponíveis até 8 m Podem ser emendadas Pré-moldada vibrada Circular = 90 a 110 kgf/cm Disponíveis até 10 m Podem ser emendadas Podem ter furo central Pré-moldada protendida Circular = 100 a 140 kgf/cm Disponíveis até 12 m Podem ser emendadas Com furo central (ocas) Pré-moldada centrifugada = 90 a 11 kgf/cm Disponíveis até 12 m Podem ser emendadas Com furo central (ocas) e paredes de 6 a 12 cm Tipo Franki = 60 a 100 kgf/cm Tubos até 25 m (podem ser emendados) Cargas maiores requerem armaduras/bases especiais

65 Estacas moldadas in situ com pré-escavação Tipo de estacaDimensão (cm) Carga usual (tf) Carga máx. (tf) Obs. Tipo Strauss = 40 kgf/cm 2 25 cm 32 cm 38 cm 45 cm – Não são indicadas na ocorrência de argilas muito moles Tipo raiz = 100 kgf/cm diâmetro acabado 20 cm diâmetro acabado 25 cm diâmetro acabado 30 cm diâmetro acabado 35 cm

66 Estacas escavadas Tipo de estaca Dimensão (cm) Carga usual (tf) Carga máx. (tf) Obs. Tipo broca = 40 a 40 kgf/cm Executadas até o NA Escavadas circulares = 30 a 50 kgf/cm Escavação estabilizada com lama ou camisa de aço Estacas diafragmas ou barretes = 30 a 50 kgf/cm 2 40 x x x x Escavação estabilizada com lama

67 Estacas de aço cravadas Tipo de estacaTipo / Dimensão Carga máx. (tf) Peso / Metro (kgt/m) Trilhos usados = 800 kgf/cm 2 TR 25 TR 32 TR 37 TR 45 TR 50 2 TR 32 2 TR 37 3 TR 32 3 TR ,6 32,0 37,1 44,6 5-,3 64,0 74,2 96,0 111,3 Perfis I e H = 800 kgf/cm 2 (correto: descontar 1,5 mm para corrosão e aplicar = kgf/cm 2 ) H 6 I 8 I 10 I 12 2 I 10 2 I ,1 27,3 37,7 60,6 75,4 121,2

68 Estacas Escavadas Injetadas – Tipo Raiz A técnica de estacas injetadas foi originalmente desenvolvida para reforço de fundações e melhoramentos das características mecânicas de solos. A patente italiana data de 1952 e com o domínio público na década de 1970 iniciou-se a comercialização de estacas similares por diversas empresas. Inicialmente eram denominadas estacas de pequeno diâmetro ou micro estaca.

69 Método Executivo 1 –A perfuração é realizada por meio de perfuratriz rotativa com a descida de tubo de revestimento. Em terrenos resistentes utiliza-se brocas de três asas ou coroa diamantada. 2 –Em solos a perfuração é auxiliada por circulação de água. 3 –A armadura é montada na forma de gaiola. 4 –Após o término da escavação mantém-se a circulação de água até a limpeza completa do tubo. 5 –Coloca-se tubo 11/2 internamente, procedendo a injeção de argamassa de baixo para cima. Consumo mínio de 600 kg/m 3. 6 –Rosqueia-se na parte superior um tampão e aplica-se golpes de ar comprimido que, auxiliado por macaco hidráulico, retira o revestimento. Completa-se o nível de argamassa.

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71 Cargas admissíveis máximas de estacas-raiz

72 Estacas Pré-moldadas Caracterizam-se por serem cravadas no terreno por percussão, prensagem ou vibração. São constituídas por um único elemento estrutural (madeira, aço ou concreto) ou pela associação de dois destes elementos (estacas mistas).

73 Estacas de madeira Em obras definitivas deve-se usar madeira de lei. Abaixo do lenço freático a sua duração é ilimitada. Atualmente a sua utilização é limitada em razão da dificuldade em obter boas estacas. Para evitar danos durante a cravação, as cabeças devem ser protegidas por anel de aço. 20 cm 150 KN 30 cm 300 KN KN

74 Estacas metálicas São utilizados perfis de aço I ou H tubos e trilhos (usados). Podem ser cravadas em terrenos resistentes sem risco de levantar estacas vizinhas. Estando coberta por solo a corrosão é praticamente inexistente. Custo elevado devido ao material e pela diferença de comprimento em relação a outras estacas.

75 Estacas de concreto São confeccionadas com concreto armado ou protendido e adensadas por centrifugação ou vibração. As seções são quadradas, circulares maciças ou vazadas. Comprimento da peça de 12 m devendo ser emendadas através de anéis soldados (tração). A carga máxima é indicada pelos fabricantes, porém deve-se observar se o comprimento é compatível com a transferência de carga para o solo.

76 Cálculo da nega R =cinco vezes a carga admissível da estaca S -nega (penetração permanente da estaca devido a um golpe) (medido em dez golpes) S = W. P. h R (W + P) (fórmula de Brix) P – peso da estaca W – peso do pilão H – altura de queda R – resistência do solo à penetração

77 FUNDAÇÕES (Resumo) Bloco Sapata Radier Fundações diretas -tubulão a céu aberto -tubulão a ar comprimido Fundações profundas Tubulões

78 Fundações profundas Estacas -Sem deslocamento (escavadas) -Grandes deslocamentos Madeira Pré-moldada de concreto Franki Aço com ponta fechada -Pequenos deslocamentos Perfis de aço Strauss Raiz Pré-moldada com pré-furo Com rotativa Diafragma trado hélice contínua raiz

79 Argila muito mole – não usar estaca de concreto moldada no local Solos resistentes compactos e pedregulho – não usar estacas de concreto pré-moldadas Solo com matacão – não usar estacas cravadas NA elevado – não usar estaca de concreto moldada in situ e tubulão e céu aberto Camadas de areia ou aterro mole – não usar tubulão a céu aberto

80 APLICAÇÕES Raiz todo tipo de solo até 150 T usada para cargas mais baixas Madeira usada somente abaixo do NA até 50 T Strauss não usada com argila mole ou areia submersa até 65 T

81 usada em solos coesivos e arenosos com ou sem presença de água Hélice contínua Tipo broca (trado) Franki até 280 T restrições em casos particulares de espessas camadas de solo mole produz altas vibrações não usada abaixo do NA e terrenos arenosos até 20 T APLICAÇÕES


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