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VIII 8. Modernização conservadora e revolução industrial na Alemanha (1740-1914)

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Apresentação em tema: "VIII 8. Modernização conservadora e revolução industrial na Alemanha (1740-1914)"— Transcrição da apresentação:

1 VIII 8. Modernização conservadora e revolução industrial na Alemanha ( )

2 1. A industrialização alemã como um processo reativo

3 Processo reativo inserido em um projeto de modernização e fortalecimento internacional Transformações econômicas, sociais e geopolíticas na Europa conduziram a elite aristocrática prussiana à formulação de um programa de modernização econômica do país Em grande medida, é industrialização a partir de pressões militares e diplomáticas Aristocracia junker: utilizar o progresso industrial como instrumento de pressão internacional e de expansão de seus interesses, tendo como alvo a Inglaterra.

4 1. A industrialização alemã como um processo reativo Projeto foi iniciado sob influência do despotismo esclarecido de Frederico II, eleitor do Brandenburgo e Rei da Prússia ( ), e herdado pelo Segundo Reich. * Fusão entre a ciência da administração pública, da economia e das finanças * Gestão do comércio e das artes como parte de algo maior, de uma nova ciência do Estado. * Avanços econômicos empreendidos a partir dos interesses materiais do Estado.

5 2. A industrialização como uma revolução do alto

6 Subordinação da industrialização a um projeto de poder conduzido a partir do alto. Neste projeto de modernização, as estruturas de dominação tradicionais precisavam ser preservadas Convivência entre estruturas sociais tradicionais, ligadas ao passado agrário e feudal, e instituições ditas modernas, ligadas ao mundo burguês e iluminista, foi uma constante na formação das sociedades industriais européias

7 2. A industrialização como uma revolução do alto Na Alemanha, contudo, o peso relativo assumido pelo componente tradicional nesta balança caracterizou profundamente a industrialização alemã * Preserva-se o poder político da aristocracia junker mesmo após formação do Estado alemão * Combate-se a expansão de princípios liberais que não sejam funcionais para o sucesso da industrialização * Preserva-se em grande medida a estrutura fundiária e as relações sociais tradicionais no campo

8 3. Ingresso na modernidade industrial através da modernização conservadora

9 Por que sociedade industrial não é acompanhada do fortalecimento do liberalismo e da democratização, a longo prazo, do regime político? Problema camponês não foi resolvido na sociedade germânica Surgimento da agricultura comercial se deu mantendo-se intacta a sociedade camponesa pré-existente.

10 3. Ingresso na modernidade industrial através da modernização conservadora Antes da eclosão das transformações industriais no século XIX, houve pouco impulso comercial por parte do campesinato Velha aristocracia feudal passa a aderir relutantemente à mercantilização da agricultura. Não há enclousures nem revoluções agrícolas, e sim a intensificação da servidão e da exploração feudal com fins de comercialização do excedente

11 4. Aliança aristocrático-burguesa pela manutenção da sociedade tradicional

12 4. Aliança aristocrático-burguesa pela manutenção da sociedade tradicional Para manter a sociedade camponesa em funcionamento e permitir a extorsão cada vez maior de excedente econômico, surge a demanda de construção de um amplo aparato repressivo a partir do Estado. Utilizam-se mecanismos políticos, por um lado, e mercantis, de outro, para coagir a mão-de-obra ao trabalho O contexto pré-industrial alemão é marcado, assim, pela expansão de sistemas repressivos de mão-de-obra: sistemas nos quais a liberdade de contrato seja mínima, e nos quais ainda vigore, em níveis relevantes, a troca de trabalho e produção por justiça e proteção.

13 4. Aliança aristocrático-burguesa pela manutenção da sociedade tradicional Necessidade de utilizar o Estado contra o campesinato leva a aristocracia a buscar sua colaboração, e não entrar em choque com ele. A burguesia comercial e industrial atinge as vantagens sociais que deseja sem que seja preciso o assalto ao Estado, a revolução social e o exercício direto do poder; Torna-se sócia menor no consórcio de poder gerenciado pela aristocracia (junker) e a burocracia estatal. O liberalismo político e a democracia, considerados pela burguesia como mal necessário naquelas sociedades onde a tomada do poder foi requerida, nas sociedades de modernização conservadora são simplesmente elementos descartáveis para as classes comerciais e industriais.

14 5. A formação do Estado alemão e sua relação com a industrialização

15 5. A formação do Estado alemão e sua relação com a industrialização Associação entre a aceleração do processo de industrialização alemão e o sucesso da unificação política com os desdobramentos da Guerra Franco- Prussiana ( ). Novo Estado alemão cumprira importante papel funcional na substituição de pré-condições para a industrialização, atuando pesadamente no campo do planejamento e do financiamento A presença do Estado não excluía o papel da iniciativa privada Parceria entre Estado e mercado era vista como indispensável, atuando o poder público na criação de condições propícias para o desenvolvimento das empresas

16 6. A industrialização alemã como expressão da fragilidade da classe empresarial

17 Confiança da aristocracia feudal junker em seus parceiros burgueses escondia evidente submissão política dos segundos aos primeiros. Burguesia atuou nos limites previamente definidos por um projeto político sobre o qual tinha pouca influência 1848: fracasso do Parlamento de Frankfurt * Parte significativa da burguesia germânica, em especial prussiana, abandona militância liberal-revolucionária

18 6. A industrialização alemã como expressão da fragilidade da classe empresarial Adesão ao projeto de poder junker: trocam o exercício do poder político pela proteção paternalista do Estado forte * garante lucros * garante propriedade burguesa * evita ameaças provenientes da concorrência externa * evita ameaça representada pelo movimento operário. Defesa do liberalismo – e eventualmente da democracia – como estratégia de assalto ao Estado por parte da classe burguesa perdeu parte significativa de seu sentido na Alemanha imperial

19 7. A industrialização alemã e os investimento público em ciência e educação

20 Pesados investimentos em educação, especialmente focada em escolas técnicas e tecnológicas, com o objetivo de formar mão-de-obra especializada para os novos ramos da indústria de ponta. Viabilizou mover industrialização a partir de uma pequena base de acumulação prévia, com capacidade de inovação e dinamismo próprios da segunda Revolução Industrial

21 7. A industrialização alemã e os investimento público em ciência e educação * Os investimentos em educação foram indispensáveis para que a economia alemã saísse na frente nos campos da indústria química e elétrica. * Tintas e fármacos, com particular destaque para a firma Bayer. * Setor elétrico e de transportes eletrificados: 90% da oferta de bondes na Europa, exceto na Inglaterra ( ). * Formação técnica e tecnológica indispensável para o seu desenvolvimento, ao contrário do ocorrido nos setores tradicionais da primeira revolução industrial

22 7. A industrialização alemã e os investimento público em ciência e educação Fomento através do sistema educacional, de virtudes cívicas, da moral e da ética prussianas, de forma a promover uma verdadeira criação de cidadãos Ao final do século XIX a Alemanha já detinha capital social básico mais produtivo que na Inglaterra. Busca descompromissada de conhecimento nos centros de pesquisa, fomentando-se investigações em ciências básicas, sem aplicações práticas imediatas. * Promove elevado padrão de pesquisa científica * Conduz a descobertas que seriam aplicadas a fins práticos posteriormente

23 8. O Estado e os investimentos ferroviários

24 Expansão da malha ferroviária era entendida como estratégica para o projeto de poder junker Mobilidade das forças armadas de terra alemãs Situação geopolítica alemã: * Situada no centro da Europa * França na fronteira oeste, revanchista desde a derrota de 1871 * Rússia, a leste, era foco de constantes perturbações no equilíbrio bismarckiano, dados seus interesses geo-estratégicos na Península Balcânica.

25 8. O Estado e os investimentos ferroviários Sistema ferroviário foi nacionalizado por Bismarck ao final dos anos 1870 pelas seguintes razões: * Evitar o estabelecimento arbitrário de tarifas por parte do setor privado, o que poderia prejudicar a integração entre as regiões tradicionalmente fragmentadas da Alemanha recém-unificada * Levar a um desenvolvimento industrial e comercial desequilibrado no espaço econômico nacional

26 9. O Estado e a indústria bélica

27 Auxiliada pelo Estado alemão por meio de crédito público e socorro às empresas em dificuldades financeiras. Política de preferência, por parte das forças armadas alemãs, de compra de material bélico junto aos fornecedores nacionais, entre os quais se destacaram os empreendimentos da família Krupp

28 10. Urbanização antes da revolução industrial

29 Processos de urbanização retardatários geralmente acontecem antes (e à revelia da) expansão industrial Origem: gradual abolição da servidão e liberação jurídica dos trabalhadores rurais desde o impacto das Jornadas de 1848 Já havia um contexto urbano não-industrializado apto a ser inserido em uma economia industrial tão logo os investimentos do Estado entrassem em jogo.

30 11. Industrialização e urbanização sem revolução agrícola

31 11. Industrialização e urbanização sem revolução agrícola Agricultura germânica é marcada por um processo invertido se comparada à experiência pioneira britânica. Abertura de oportunidades industriais que cria pressão pelo abandono do campo. Modernização do setor agrícola e formação de exército industrial de reserva a partir do êxodo campo-cidade não antecede industrialização Industrialização germânica teve início sem pressionar as estruturas sociais e laborais tradicionais vigentes no agro alemão.

32 12. Pressão de demanda sobre mão-de- obra rural a partir de 1870

33 12. Pressão de demanda sobre mão-de-obra rural a partir de 1870 Pressão de demanda por mão-de-obra industrial Pressão exercida pelas oportunidades na América, Êxodo rural começou a tornar-se um problema para a preservação das estruturas tradicionais.

34 12. Pressão de demanda sobre mão-de- obra rural a partir de 1870

35 12. Pressão de demanda sobre mão-de-obra rural a partir de 1870 Pressão de demanda por mão-de-obra industrial Pressão exercida pelas oportunidades na América, Êxodo rural começou a tornar-se um problema para a preservação das estruturas tradicionais.

36 13. Aristocracia pressiona o Estado para conter expansão da mercantilização agrícola

37 Carência de força de trabalho: pressão pela elevação dos salários Proprietários rurais pressionam governo para a concessão de proteção tarifária * Compensar a perda de competitividade da agricultura alemã dados os altos salários

38 13. Aristocracia pressiona o Estado para conter expansão da mercantilização agrícola Estratégia dos produtores rurais diante da modernização: saída para trás Pressionar o Estado a conter a integração do mercado agrícola nacional Iniciativas foram tomadas para isolar os vários mercados agrícolas regionais da concorrência entre si * Pressão no Reichstag contra projetos de comunicações intra-regionais, que permitissem elevar a oferta de bens agrícolas em áreas cuja demanda fosse intensa.

39 14. Estado compensa indústria pelos gargalos impostos à oferta agrícola

40 14. Estado compensa indústria pelos gargalos impostos à oferta agrícola Estado gerencia pressões e contra-pressões a favor dos interesses industriais e agrícolas Se a indústria perde em competitividade com a manutenção dos preços dos alimentos, ganha com o protecionismo em com os investimentos públicos Se a agricultura perde com a proteção à indústria do aço, por exemplo (o que encarece a compra de maquinário agrícola), por outro, é preservada pela limitação da concorrência interna e manutenção dos preços dos bens agrícolas.

41 15. O protecionismo como reação e como resultado de problemas monetários

42 Assinatura do Tratado de Frankfurt (1871) Dívida de guerra imposta ao Estado francês Serviço da dívida resultou em entradas significativas de prata no sistema econômico alemão Permitiu aos estados germânicos saldarem suas próprias dívidas com credores privados. Esta situação provoca entradas amplas de capital no circuito financeiro privado, o que leva a um boom especulativo

43 15. O protecionismo como reação e como resultado de problemas monetários Entra em circulação o Goldmark em * Nova moeda do Império Alemão, alinhada com o padrão-ouro internacional (2790 Goldmarks equivalia a 1 kg de ouro puro). * Nova moeda somente teve curso legal e forçado a partir de 1878; * Até então, o Goldmark conviveu com as antigas moedas pré- unificação, alinhadas ao Vereinsthaler, padrão monetário baseado na prata,

44 15. O protecionismo como reação e como resultado de problemas monetários Introdução do Goldmark não foi acompanhada de drenagem de liquidez antiga Ampliação excessiva da base monetária pressiona elevação do nível de preços. * A desvalorização relativa do Goldmark provocou fugas de capitais * Dificuldades de exportação provocadas pela Depressão de * Pressão sobre o balanço de pagamentos Bismarck passa a apoiar então o chamado Partido Protecionista no Reichstag.

45 16. Protecionismo como política ostensiva

46 As políticas protecionistas em vigor a partir de maio de 1879, não visavam a proteção de um setor exclusivo Visavam garantir condições para que a competição interna não fosse ameaçada pela pressão externa, decorrente da formação de estoques imposta pela Depressão de Acabaram propiciando a cartelização e a ampliação do papel dos bancos na gestão das empresas industriais, especialmente nos setores do carvão, do ferro e do aço. Neste contexto, evitar a competição interna desenfreada, controlar preços e volumes de produção de modo a evitar estoques provou ser uma estratégia crucial e necessária para a preservação do poder econômico relativo da Alemanha

47 BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA BRAGA, José Carlos de Souza. Alemanha: império, barbárie e capitalismo avançado. IN: FIORI, José Luis (org). Estados e Moedas no Desenvolvimento das Nações. 2ª ed. Petrópolis, Vozes, 1999, pp CURY, Vania Maria. História da Industrialização no Século XX. Rio de Janeiro, Editora da UFRJ, MOORE Jr., Barrington. Origens Sociais da Ditadura e da Democracia: senhores e camponeses na construção do mundo moderno. Trad. Maria Ludovina F. Couto. São Paulo, Martins Fontes, 1983.


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