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Distribuição geográfica das espécies dos caramujos transmissores de Schistosoma mansoni no Estado de São Paulo, Brasil. Horacio Manuel Santana Teles Pesquisador.

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1 Distribuição geográfica das espécies dos caramujos transmissores de Schistosoma mansoni no Estado de São Paulo, Brasil. Horacio Manuel Santana Teles Pesquisador Científico do Laboratório de Malacologia da Superintendência de Controle de Endemias - SUCEN

2 Introdução O primeiro estudo da distribuição geográfica das espécies dos caramujos transmissores de Schistosoma mansoni realizado em território paulista, divulgado em 1972, aconteceu à época da Campanha de Combate à Esquistossomose (CACEsq) e ficou conhecido como Carta Planorbídica. Em 1982, a descrição de Biomphalaria occidentalis, espécie então confundida por Biomphalaria tenagophila e naturalmente resistente ao parasita, ensejou a realização de um novo inquérito malacológico, encerrado em meados de Em 1988, a descrição detalhada de Biomphalaria kuhniana, motivou uma nova a revisão dos dados de ocorrência Biomphalaria straminea, que a exemplo de B. occidentalis, além de semelhante a B. straminea, também se mostrou experimentalmente resistente à transmissão de S. mansoni.

3 Implicações epidemiológicas No geral, a descoberta de exemplares eliminando cercárias de S. mansoni é um indicador da existência de casos autóctones na localidade. A detecção sistemática de exemplares infectados é própria de áreas endêmicas, muito raramente acontecendo em localidades isoladas. A continuidade da transmissão é mais comum em localidades ou regiões de grande disponibilidade e compactação de criadouros, de áreas modificadas e conurbadas, e densamente ocupadas pela homem. A simples ocorrência de espécies naturalmente suscetíveis numa localidade não é um condicionante suficiente para a formação e permanência de focos do parasita. B. glabrata e B. tenagophila apresentam notável capacidade de ocupação de ambientes periurbanos ou da periferia de localidades com aglomerados de residências. Em São Paulo, B. tenagophila permanece uma espécie de potencial epidemiológico superior ao de B. glabrata, embora a segunda espécie apresente suscetibilidade experimental superior. Nas atuais circunstâncias o papel epidemiológico de B. straminea é secundário, seja por questões associadas à capacidade transmissora, como do nível de ocupação territorial.

4 Metodologia A atualização dos dados de ocorrência das espécies dos caramujos transmissores exigiu a verificação das amostras de Biomphalaria preservadas em coleção mantida no Laboratório de Malacologia da SUCEN. Durante o levantamento de base para a formação da coleção as coletas de caramujos aconteceram em 2 a 8 coleções hídricas distintas a cada 100 km 2. As identificações das espécies presentes em cada amostra, demandaram observações da morfologia das conchas e de órgãos do sistema genital. Na seqüência, o desenvolvimento das atividades de rotina do controle e vigilância epidemiológica da esquistossomose proporciono a incorporação de novas amostras à coleção, sempre que observadas ocorrências desconhecidas anteriormente.

5 Amostras e exemplares Espécies Amostras (%) Exemplares (%) B. glabrata 225 (6,0) 8002 (7,4) B. tenagophila 3402 (91,7) (81,4) B. straminea 85 (2,3) (11,2) Total 3712 (100,0) (100,00)

6 Distribuição dos criadouros de B. tenagophila

7 Distribuição dos criadouros de B. straminea

8 Distribuição dos criadouros de B. glabrata

9 Resultados Das 10 espécies de Biomphalaria reportadas no Brasil, apenas B. kuhniana ainda não foi detectada nos ambientes hídricos paulistas; desse elenco destacam-se as ocorrências de B. glabrata, B. tenagophila e B. straminea, naturalmente suscetíveis ao parasita, além de B. peregrina, espécie cuja capacidade de transmissão de S. mansoni está demonstrada experimentalmente. As pesquisas de campo e os exames de laboratório indicaram a ocorrência de criadouros de B. glabrata em 24 municípios, de B. tenagophila em 231 e de B. straminea em 50. O levantamento dos registros de focos indicou a descoberta da transmissão de S. mansoni por B. glabrata e B. tenagophila respectivamente em 5 e 46 municípios; a descoberta de exemplares de B. straminea eliminando cercárias só foi assinalada uma vez. B. glabrata e B. tenagophila concentra-se em áreas muito conurbadas, enquanto B. straminea apresenta distribuição ao acaso, espraiada por ambientes quase sempre rurais. B. tenagophila consiste a espécie mais abundante e freqüente; predominam as ocorrências na porção leste do estado, nas áreas endêmicas. A par de algumas ocorrências isoladas, a distribuição de B. glabrata permanece limitada ao trecho intermediário da bacia hidrográfica do Rio Paranapanema.


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