A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

ECONOMIA SOLIDÁRIA: ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO Roberto Marinho Alves da Silva.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "ECONOMIA SOLIDÁRIA: ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO Roberto Marinho Alves da Silva."— Transcrição da apresentação:

1 ECONOMIA SOLIDÁRIA: ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO Roberto Marinho Alves da Silva

2 I - A QUESTÃO DO DESENVOLVIMENTO

3 Desenvolvimento Ação Cultural. Dinâmica Transformadora. Construção Societária. Satisfação de Necessidades e Melhoria das Condições de Vida. Se o desenvolvimento funda-se na realização das capacidades humanas, é natural que se empreste a esta idéia um sentido positivo. As sociedades são desenvolvidas na medida em que nelas mais cabalmente o homem logra satisfazer suas necessidades e renovar suas aspirações (Celso Furtado, 1980)

4 Qual desenvolvimento? Concepção reducionista: progresso material - crescimento econômico –Produção de riquezas –Progresso técnico-científico –Consumo de bens Contradições: –Desigualdades sociais e territoriais –Destruição da vida, da natureza

5 Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem. Manuel Bandeira

6 Retrocesso social num mundo de fome de comida e de justiça! CRISE ALIMENTAR? especulação agrofinanceira, fatores climáticos adversos, consumo e desperdício obscenos, agricultura intensiva e asfixia da agricultura familiar, entre outros. FAMINTOS: aumentam de 800 milhões para 1,5 BILHÃO de pessoas. GUERRAS DA FOME: entre 2007 e 2008 ocorreram protestos públicos motivados pela disparada dos preços alimentares em 50 países.

7 Crise Econômica! Quem paga a conta? CRISE FINANCEIRA E DESEMPREGO: O número de desempregados, trabalhadores pobres e de empregos vulneráveis aumentará consideravelmente devido à crise econômica mundial. O desemprego no mundo pode aumentar além de 50 milhões de pessoas. Cerca de 200 milhões de trabalhadores, sobretudo nas economias em desenvolvimento, poderiam passar a integrar as filas da pobreza extrema. (Organização Internacional do Trabalho – OIT).

8 Fonte: IPCC WGI Imagens de cenários utilizados por Carlos A. Nobre – Instituto de Pesquisas Espaciais no I Simpósio sobre Mudanças Climáticas e Desertificação no Semi-Árido Brasileiro. Embrapa/CPTASA, Cenários globais: variam de aumento de 1,8 a 6,4 graus na temperatura. TERRA EM TRANSE: Mudanças Climáticas Globais

9 Concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso aumentaram significativamente. Solo ameaçado: 16% da superfície agrícola útil da terra em estado de degradação. Hoje há 500 milhões de pessoas vivendo em regiões de escassez crônica de água: em 2050 serão 4 bilhões

10 Insustentabilidade O estilo de vida criado pelo capitalismo industrial sempre será o privilégio de uma minoria. O custo em termos de depredação do mundo físico, desse estilo de vida é de tal forma elevado que toda tentativa de generalizá-lo levaria inexoravelmente ao colapso de toda uma civilização, pondo em risco a sobrevivência da espécie humana (O Mito do Crescimento Econômico - Celso Furtado, 1974)

11 Sustentabilidade Reconhecimento da unidade da vida na terra Equilíbrio entre as dimensões: ambiental, social, cultural, política e econômica. Solidariedade Inclusão nos benefícios do desenvolvimento como cidadania. Cooperação e autogestão: responsabilidade coletiva e compartilhada em favor de uma ordem econômica, social, política e cultural mais justa Respeito às diversidades e superação das desigualdades sociais, étnicas, de gênero, geração.... Novos paradigmas de desenvolvimento? Territorialidade Projeto nacional a partir de estratégias territoriais de desenvolvimento, com identidades, limites e soluções partilhadas entre Estado e sociedade

12 II - A ECONOMIA SOLIDÁRIA COMO ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO

13 Territórios de Desenvolvimento ESPAÇO FÍSICO GEOGRAFICAMENTE DEFINIDO, geralmente contínuo, compreendendo cidades e campos, CARACTERIZADO POR CRITÉRIOS MULTIDIMENSIONAIS, tais como o ambiente, a economia, a sociedade, a cultura, a política e as instituições, e uma POPULAÇÃO COM GRUPOS SOCIAIS RELATIVAMENTE DISTINTOS, que se relacionam interna e externamente por meio de processos específicos, onde se pode distinguir um ou mais ELEMENTOS QUE INDICAM IDENTIDADE E COESÃO SOCIAL, CULTURAL E TERRITORIAL (CONDRAF/NEAD, 2003).

14 Desenvolvimento Territorial Solidário e Sustentável PROCESSO ENDÓGENO (a partir do local) de MOBILIZAÇÃO das FORÇAS SOCIAIS e das POTENCIALIDADES ECONÔMICAS e CULTURAIS com a FINALIDADE de promover: MUDANÇAS que proporcionem a ELEVAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE VIDA da população local em HARMONIA COM O MEIO AMBIENTE e com a PARTICIPAÇÃO ATIVA E SOLIDÁRIA da comunidade na AUTOGESTÃO do seus DESENVOLVIMENTO.

15 O conjunto de atividades econômicas – de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito – organizadas e realizadas solidariamente de forma coletiva e autogestionária. Compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, empresas autogestionárias, redes de cooperação, complexos cooperativos, entre outros. Economia Solidária:

16 2.934 municípios (52%).

17 Economia Solidária e Desenvolvimento? Um novo modo de organizar a produção, distribuição e consumo com base na cooperação; Práticas fundadas em relações éticas de solidariedade entre as pessoas e com a natureza; Resgate da dignidade do trabalho com base em valores e práticas que colocam o ser humano como sujeito e finalidade da atividade econômica; Privilegia a autogestão no trabalho e nas relações sociais e políticas que se estabelecem na vida em sociedade.

18 Características da Economia Solidária COOPERAÇÃO AÇÃO ECONÔMICA SOLIDARIEDADE SOLIDARIEDADE AUTOGESTÃO

19 1 - Alternativa ao desemprego (46%) 2 - Complemento de renda (44%) 3 - Melhores ganhos com ação associativa (36%) 4 - Possibilidade de gestão coletiva (27%) 5 – Condição para acesso a crédito (25%) Questão de múltiplas respostas PRINCIPAIS MOTIVOS DE CRIAÇÃO DOS EES FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DOS EES AssociaçõesInformaisCooperativasOutras 52%36,5%10%1,5%

20 ATIVIDADES ECONÔMICAS PRODUTOS AGRUPADOS POR TIPO DE ATIVIDADE % EES AGROPECUÁRIA, EXTRATIVISMO E PESCA 41% ALIMENTOS E BEBIDAS 17% ARTEFATOS ARTESANAIS 17% TÊXTIL E CONFECÇÕES 10% SERVIÇOS (DIVERSOS) 7% ATIVIDADES INDUSTRIAIS (DIVERSAS) 2% COLETA E RECICLAGEM DE MATERIAIS 2% FITOTERÁPICOS, LIMPEZA E HIGIENE 2% CRÉDITO E FINANÇAS SOLIDÁRIAS 1% OUTROS (PRODUÇÃO E SERVIÇOS) 2% TOTAL 100%

21 FATURAMENTO MÉDIO MENSAL DOS EES FATURAMENTO MENSALEES%TOTALMÉDIA Até R$ 1.000,362824,0R$ ,R$ 520, R$ 1.001, a 5.000,541235,5R$ ,R$ 2.492, R$ , a ,278918,5R$ ,R$ , R$ 5.001, a ,203113,5R$ ,R$ 7.164, R$ , a ,5223,5R$ ,R$ , Mais de R$ ,7235,0R$ ,R$ , TOTAL R$ ,R$ , Obs. 1: EES (30%) informaram faturamento mensal igual a R$ 0,00 e 275 EES não responderam. Obs. 2: 8,5% dos EES geram 86% do Faturamento Mensal da Economia Solidária RESULTADO DA ATIVIDADE ECONÔMICA DOS EES - ÚLTIMO ANO SuperávitEquilíbrioDéficitSem Resposta 38%34%15%13%

22 Economia Solidária e Desenvolvimento? Privilegia o desenvolvimento comunitário, a justiça social, o cuidado com o meio ambiente e a responsabilidade com as gerações futuras; Apropriação solidária (da coletividade) e sustentável das potencialidades econômicas; Valorização da produção, dos produtos e do mercado consumidor local/territorial; Articulação de cadeias produtivas em redes de produção, comercialização e consumo solidário.

23 COMPROMISSO AMBIENTAL

24 COMPROMISSO SOCIAL E POLÍTICO

25 DESAFIOS

26 III – POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO

27 1.É parte da construção de um Estado Republicano e Democrático que reconhece a existência de sujeitos sociais historicamente organizados, porém excluídos; 2.Um direito de cidadania, de acesso a novas formas de produção, reprodução e distribuição social; 3.Possibilita o acesso a bens e recursos públicos para o desenvolvimento, tal qual permite a outros segmentos sociais. 4.Uma política de desenvolvimento sustentável, com participação democrática comunitária e popular; 5.Não relegada às políticas de corte assistencial ou compensatório, e sim, integrada a estas, como alavanca emancipatória. POLÍTICAS PÚBLICAS DE ECONOMIA SOLIDÁRIA PARA O DESENVOVIMENTO LOCAL

28 Prioridades da Economia Solidária Comercialização Fomento e Assistência tecnológica Finanças Solidárias Redes de Economia Solidária Formação e Conhecimento Reconhecimento Jurídico e institucional SECRETARIA NACIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA - SENAES

29 Fomento e incubação de empreendimentos econômicos solidários - EES; Infra-estrutura para organização e qualificação da produção, beneficiamento e agregação de valor aos produtos locais; Desenvolvimento e disseminação de tecnologias sociais apropriadas ao local; Bases de serviços de apoio e assessoria tecnológica e organizativa para as iniciativas econômicas solidárias locais; Fomento à Economia Solidária como estratégia emancipatória integrada aos programas sociais. FOMENTO, INCUBAÇÃO E APOIO TECNOLÓGICO E ORGANIZATIVO

30 Fomento e incentivo ao associativismo comunitário, à cooperação e a autogestão para promover o desenvolvimento local. Mapeamento de arranjos e cadeias produtivas solidárias locais e territoriais; Incubação de redes de cooperação de produção, comercialização, consumo e serviços com os empreendimentos econômicos solidários - EES; Criação e valorização de marcas de produtos locais e territoriais. FOMENTO E APOIO A REDES DE COOPERAÇÃO EM CADEIAS PRODUTIVAS SOLIDÁRIAS

31 CADEIA DA FRUTICULTURA Sucos de Frutas, Pastas, Polpas de Frutas, Geléias, Compotas, Doces, Doces cristalizados, Salada de Frutas, Licor de Frutas e Rapaduras de Frutas. Açúcar Açúcar mascavo Embalagem FRUTAS DIVERSAS: Abacaxi, Umbu, Acerola, Maracujá, Banana, Cacau, Caju, Coco, Goiaba, Graviola, Laranja, limão, Mamão, Manga, Melão, Melancia... Sementes Adubos Mudas de Plantas Unidades de Comercialização Consumidor Resíduos

32 Valorização do mercado local e territorial, aproximando produção e consumo; Criação de mecanismos e estruturas de acesso a outros mercados consumidores; Acesso às compras governamentais de produtos e serviços da Economia Solidária; Criação de Bases de Serviço de Apoio à Comercialização Solidária. Implantação e multiplicação de espaços de comercialização solidária: Feiras populares e agroecológicas; Entrepostos e centrais de comercialização. ORGANIZAÇÃO E APOIO A PROCESSOS DE COMERCIALIZAÇÃO SOLIDÁRIA

33 CARACTERÍSTICAS GERAIS DA COMERCIALIZAÇÃO NA ECONOMIA SOLIDÁRIA: 60% dos EES realizam comercialização coletiva de produtos ou serviços. Abrangência Comercial dos EES% Comunitária53,7 Municipal26,3 Micro-regional10,0 Estadual6,6 Nacional2,8 Internacional0,6

34 Forma de comercialização% Venda direta ao consumidor66,3 Venda a revendedores26,3 Venda a órgão governamental2,3 Troca com outros EES0,5 Venda a outros EES1,0 Outro3,6 Espaços de Comercialização% Lojas ou espaços próprios19,3 Espaços de venda coletivos5,3 Feiras livres23,1 Feiras e exposição eventuais6,6 Entrega direta a clientes40,8 Outro.4,9

35 Formação sistemática para a vivência da cidadania, da autogestão e para viabilidade de Empreendimentos Econômicos Solidários; Qualificação social e profissional apropriada às características e demandas locais; Elevação da escolaridade de trabalhadores/as (da alfabetização ao ensino superior); Inserção das práticas, princípios e valores da Economia Solidária no ensino formal; Produção de conhecimentos (pesquisas e tecnologias) para o desenvolvimento local; Campanhas educativas de disseminação de valores e práticas sustentáveis e solidárias. FORMAÇÃO E CONHECIMENTOS PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL

36 Promoção do acesso ao crédito produtivo orientado e apropriado às características, diversidades e necessidades locais; Criação de Fundos Públicos de financiamento do Desenvolvimento Local e da Economia Solidária; Apoio e assessoria na constituição e fortalecimento de organizações comunitárias de finanças solidárias: –Bancos comunitários –Fundos rotativos solidários –Cooperativas de crédito APOIO ÀS FINANÇAS SOLIDÁRIAS: MECANISMOS LOCAIS DE FINANCIAMENTO

37 Reconhecimento legal, facilitando o registro de Empreendimentos Econômicos Solidários com regime tributário adequado; Criação e fortalecimento dos mecanismos de participação e controle social (conselhos de gestão social, conferências, etc.); Implantação de planos, programas, projetos e ações de Desenvolvimento Local; Fortalecimento das organizações da sociedade civil (fóruns e redes) de Desenvolvimento Local e da Economia Solidária. RECONHECIMENTO LEGAL E FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL

38 Uma Boa Leitura!


Carregar ppt "ECONOMIA SOLIDÁRIA: ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO Roberto Marinho Alves da Silva."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google