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De Palavra em Palavra: Proposição de Método para o Estudo comparado da Codificação Kardequiana com a obra Os Quatro Evangelhos II Congresso Roustaing Goiânia,

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1 De Palavra em Palavra: Proposição de Método para o Estudo comparado da Codificação Kardequiana com a obra Os Quatro Evangelhos II Congresso Roustaing Goiânia, Junho de 2006 Julio Damasceno Casa de Recuperação e Benefícios Bezerra de Menezes - RJ

2 Pergunta-Chave: Como reverter a imagem negativa atribuída à obra Os Quatro Evangelhos durante tanto tempo?

3 Tudo se reduz a explicar ainda melhor, cada vez mais clara e evidentemente, até que se compreenda. A única dificuldade que pode surgir como causa de dissensões, é não se haver explicado bastante. O remédio diante de qualquer condenação é o de insistir, explicando sempre mais claramente. O problema não é de modificar, mas de ser compreendido. (Pietro Ubaldi – O Sistema – Prefácio).

4 Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade (Allan Kardec)

5 Voltando ao começo... Revista Espírita, Julho de 1866

6 Voltando ao começo... (cont.) Essa obra compreende a explicação e a interpretação dos Evangelhos, artigo por artigo, com a ajuda de comunicações ditadas pelos Espíritos. É um trabalho considerável e que tem, para os Espíritas, o mérito de não estar, em nenhum ponto, em contradição com a doutrina ensinada pelo Livro dos Espíritos e o dos Médiuns. As partes correspondentes às que tratamos no Evangelho Segundo o Espiritismo o são em sentido análogo. (Kardec, RS, Julho de 1866)

7 Voltando ao Começo... (cont.) 1.Concordâncias (LE, LM, ESE – 100%)

8 Voltando ao começo... (cont.) Em vez de proceder por gradação, (o autor deta nova obra) (...) tratou certas questões que não tínhamos julgado oportuno abordar ainda e das quais, por conseqüência, lhe deixamos a responsabilidade, como aos Espíritos que as comentaram. Conseqüente com o nosso princípio, que consiste em regular a nossa marcha pelo desenvolvimento da opinião, até nova ordem não daremos às suas teorias nem aprovação nem desaprovação, deixando ao tempo o trabalho de as sancionar ou as contraditar. Convém, pois, considerar essas explicações como opiniões pessoais dos Espíritos que as formularam, opiniões que podem ser justas ou falsas e que, em todo o caso, necessitam da sanção do controle universal, e, até mais ampla confirmação, não poderiam ser consideradas como partes integrantes da doutrina espírita.

9 Voltando ao Começo... (cont.) 1.Concordâncias (LE, LM, ESE – 100%) 2.Antecipações

10 Voltando ao Começo... (cont.) Dissemos que o livro do Sr. Roustaing não se afasta dos princípios do Livro dos Espíritos e do dos médiuns. Nossas observações são feitas sobre a aplicação desses mesmos princípios à interpretação de certos fatos. É assim, por exemplo, que dá ao Cristo, em vez de um corpo carnal, um corpo fluídico concretizado, com todas as aparências da materialidade e de fato um agênere. (...) Assim seria explicado o mistério de seu nascimento. Maria teria tido apenas as aparências da gravidez. Posto como premissa e pedra angular, este ponto é a base em que se apoia para a explicação de todos os fatos extraordinários ou miraculosos da vida de Jesus.

11 Voltando ao Começo... (cont.) (Sobre o corpo fluídico de Jesus) Nisso nada há de materialmente impossível para quem quer que conheça as propriedades do envoltório perispirital. Sem nos pronunciarmos pró ou contra essa teoria, diremos que ela é, pelo menos, hipotética, e que se um dia fosse reconhecida errada, em falta de base todo o edifício desabaria. Esperamos, pois, os numerosos comentários que ela não deixará de provocar da parte dos Espíritos, e que contribuirão para elucidar a questão. Sem a prejulgar, diremos que já foram feitas objeções sérias a essa teoria e que, em nossa opinião, os fatos podem perfeitamente ser explicados sem sair das condições da humanidade corporal.

12 Voltando ao Começo... (cont.) Essas observações, subordinadas à sanção do futuro, em nada diminuem a importância da obra que, ao lado de coisas duvidosas, em nosso ponto de vista, encerra outras incontestavelmente boas e verdadeiras, e será consultada com fruto pelos Espíritas sérios.

13 Voltando ao Começo... (cont.) 1.Concordâncias (LE, LM, ESE – 100%) 2.Antecipações (Quais?) 3.Hipótese:Corpo Fluídico de Jesus

14 Voltando ao Começo... (cont.) 1.Concordâncias (LE, LM, ESE – 100%) 2.Antecipações Unidade da Substância (Fluido Cósmico Univ.) Evolução A Queda e a origem da encarnação... 3.Hipótese:Corpo Fluídico de Jesus

15 De palavra em palavra... O Livro dos Espíritos Parte Primeira – Das causas primárias De Deus Dos elementos gerais do Universo Da Criação Do Princípio Vital Parte Segunda – Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos Dos Espíritos Da encarnação dos Espíritos Da volta do Espírito, extinta a vida corpórea, à vida espiritual Da pluralidade das existências Da vida espírita Da volta do Espírito à vida corporal Da emancipação da alma Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal Das ocupações e missões dos Espíritos Dos três reinos

16 De palavra em palavra... (cont.) O Livro dos Espíritos Parte Primeira – Das causas primárias De Deus Dos elementos gerais do Universo Da Criação Do Princípio Vital Parte Segunda – Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos Dos Espíritos Da encarnação dos Espíritos Da volta do Espírito, extinta a vida corpórea, à vida espiritual Da pluralidade das existências Da vida espírita Da volta do Espírito à vida corporal Da emancipação da alma Da intervenção dos Espíritos no mundo corporal Das ocupações e missões dos Espíritos Dos três reinos

17 De palavra em palavra... (cont.) O Livro dos Espíritos Parte Terceira – Das Leis Morais Da lei divina ou natural Da lei de adoração Da lei do trabalho Da lei de reprodução Da lei de conservação Da lei de destruição Da lei de sociedade Da lei do progresso Da lei de igualdade Da lei de liberdade Da lei de justiça, de amor e caridade Da perfeição moral Parte Quarta – Das Esperanças e Consolações Das penas e gozos terrenos Das penas e gozos futuros

18 De palavra em palavra (cont.) O Livro dos Médiuns Parte Primeira – Noções Preliminares Há Espíritos? Do maravilhoso e do sobrenatural Do método Dos sistemas Parte Segunda – Das Manifestações Espíritas Da ação dos Espíritos sobre a matéria Das manifestações físicas – mesas girantes Das manifestações inteligentes Da teoria das manifestações físicas

19 De palavra em palavra (cont.) O Livro dos Médiuns Parte Segunda – Das Manifestações Espíritas Da ação dos Espíritos sobre a matéria Das manifestações físicas – mesas girantes Das manifestações inteligentes Da teoria das manifestações físicas Das manifestações físicas expontâneas Das manifestações visuais Da bicorporiedade e da transfiguração Do laboratório do mundo invisível Dos lugares assombrados Da natureza das comunicações Da sematologia e da tiptologia Da pneumatografia ou escrita direta. Da pneumatofonia.

20 De palavra em palavra (cont.) O Livro dos Médiuns Parte Segunda – Das Manifestações Espíritas (cont.) Da psicografia Dos Médiuns Dos médiuns escreventes ou psicógrafos Dos médiuns especiais Da formação de médiuns Dos inconvenientes e perigos da mediunidade Do papel dos médiuns nas comunicações espíritas Da influência moral do médium Da influência do meio Da mediunidade nos animais Da obsessão Da identidade dos Espíritos

21 De palavra em palavra (cont.) O Livro dos Médiuns Parte Segunda – Das Manifestações Espíritas (cont.) Das evocações Das perguntas que se podem fazer aos Espíritos Das contradições e das mistificações Do charlatanismo e do embuste Das reuniões e das Sociedades Espíritas

22 De palavra em palavra (cont.) O Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo I – Não vim destruir a Lei ESE: Mt.5:17-18 QE: Tomo I, item 77, pág. 414 Capítulo II – Meu reino não é deste mundo ESE: Jo.18:33,36-37 QE: Tomo IV, item 58, págs

23 O Livro dos Espíritos Parte Primeira, Capítulo I: Deus 1.Conceito 2.Compreensão da Divindade 3.Visão da Divindade 4.Atributos 5.Provas da Existência 6.Relacionamento do homem c/ o Criador 7.Ação de Deus sobre a natureza

24 Etapas do processo 1.Listagem 2.Filtragem 3.Comparação

25 Palavras-Chave Deus Criador Pai Senhor Divindade Ele/Dele/Nele Seu Lo/Lhe

26 Base de Dados (números provisórios) LE: 763 LM: 180 ESE: 972 QE-I: 432* QE-II: 371* QE-III:524* QE-IV: 1020* * Somente a palavra Deus Total acumulado de citações, excluindo-se Referências evangélicas.

27 Comparação experimental Tema: LE, Parte I, Capítulo 1: Deus

28 1. Deus: Conceito (cont.) Q.01. Que é Deus? Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. "Deus (...) é o soberano indulgente e benigno que reina sobre todas as coisas, inteligência suprema que dirige tudo o que é, no universo, na imensidade, no infinito". (...) Essa causa primária, inefável, se acha tão acima de qualquer inteligência, que só os que dela estão próximos a podem compreender. (QE, Tomo IV, págs.225/231)

29 1.Deus: Conceito Panteísmo 14. Deus é um ser distinto, ou será, como opinam alguns, a resultante de todas as forças e de todas as inteligências do Universo reunidas? Se fosse assim, Deus não existiria, porquanto seria efeito e não causa. Ele não pode ser ao mesmo tempo uma e outra coisa. 15. Que se deve pensar da opinião segundo a qual todos os corpos da Natureza, todos os seres, todos os globos do Universo seriam partes da Divindade e constituiriam, em conjunto, a própria Divindade, ou, por outra, que se deve pensar da doutrina panteísta? Não podendo fazer-se Deus, o homem quer ao menos ser uma parte de Deus. 16. Pretendem os que professam esta doutrina achar nela a demonstração de alguns dos atributos de Deus: Sendo infinitos os mundos, Deus é, por isso mesmo, infinito; não havendo o vazio, ou o nada em parte alguma, Deus está por toda parte; estando Deus em toda parte, pois que tudo é parte integrante de Deus, Ele dá a todos os fenômenos da Natureza uma razão de ser inteligente. Que se pode opor a este raciocínio? A razão. Refleti maduramente e não vos será difícil reconhecer-lhe o absurdo. (LE)

30 1. Deus: Conceito Panteísmo (cont.) Homens, que se dizem filósofos e que acreditam haver penetrado o segredo do principio de todas as coisas, sustentam e ensinam que Deus É o todo universal; que constitui uma ingenuidade pretender-se que o criador incriado seja pessoal e distinto da natureza, de tudo o que É na ordem da criação. (...) Deus, criador incriado, é pessoal e distinto da criação, como a causa é pessoal e distinta do efeito, se bem que este decorra dela e lhe permaneça ligado. (QE, Tomo IV, págs.225/231)

31 2. Compreensão da Divindade 10. Pode o homem compreender a natureza íntima de Deus? Não; falta-lhe para isso o sentido. Para procurardes compreender o que, dada a vossa natureza, vos é agora incompreensível, esperai que tenhais saído das faixas infantis que ainda vos envolvem. (...) Muito limitados são ainda as vossas inteligências e os vossos meios de comunicação para compreenderdes Deus em sua essência e na sua maneira de obrar como criador incriado. (QE, Tomo IV, págs.225/231)

32 2. Compreensão da Divindade 11. Será dado um dia ao homem compreender o mistério da Divindade? Quando não mais tiver o espírito obscurecido pela matéria. Quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus, ele o verá e compreenderá. 12. Embora não possamos compreender a natureza íntima de Deus, podemos formar idéia de algumas de Suas perfeições? De algumas, sim. O homem as compreende melhor à proporção que se eleva acima da matéria. Entrevê-as pelo pensamento. (LE) Aguardai que vos tenhais purificado, para poderdes compreender. (...). (QE, Tomo IV, págs. 225/231) O homem, como sabeis, nasce e morre muitas vezes, antes de chegar ao estado de perfeição no qual gozará, em toda a plenitude, das faculdades espirituais, isto é, em que possuirá a caridade e o amor perfeitos, o conhecimento de Deus e de suas obras,(...). Tal sucede quando o Espírito atingiu a culminância da perfeição.... (QE, Tomo I, p.133/34)

33 3. Visão da Divindade 11. Será dado um dia ao homem compreender o mistério da Divindade? Quando não mais tiver o espírito obscurecido pela matéria. Quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus, ele o verá e compreenderá. (LE) 244. Os Espíritos vêem a Deus? Só os Espíritos superiores o vêem e compreendem. Os inferiores o sentem e adivinham. Para ver a Deus é preciso ter chegado a um grau de pureza tal como o da dos messias, dos grandes Espíritos, únicos que dele podem aproximar-se. (...) Só o Espírito que haja atingido o estado de pureza perfeita, que se haja tornado um puro Espírito, pode ver a Deus. Ver a Deus é aproximar-se sem nenhum véu do centro da onipotência; é compreender a sua própria essência; é poder receber diretamente, sem intermediário, a ação da vontade divina, para a transmitir, através dos diversos graus da escala da pureza, até ao nível em que vos encontrais e até a níveis ainda mais baixos (QE, Tomo IV, págs.145/146)

34 4. Atributos 13. Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único,onipotente, soberanamente justo e bom, temos idéia completa de Seus atributos? Do vosso ponto de vista, sim, porque credes abranger tudo. Sabei, porém, que há coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente, as quais a vossa linguagem, restrita às vossas idéias e sensações, não tem meios de exprimir. A razão, com efeito, vos diz que Deus deve possuir em grau supremo essas perfeições, porquanto, se uma Lhe faltasse, ou não fosse infinita, já Ele não seria superior a tudo, não seria, por conseguinte, Deus. Para estar acima de todas as coisas, Deus tem que se achar isento de qualquer vicissitude e de qualquer das imperfeições que a imaginação possa conceber. (LE) Como explicar-vos, a vós que não podeis fazer idéia da imensidade sem limites, o que sejam Deus, seus atributos e grandeza? (...) Linguagem humana, qual poder é o teu para exprimir pela palavra - Deus - o ideal, o imenso, o infinito, o eterno!? (QE,Tomo I, págs. 216/217) Estudai com o coração tudo que ela encerra de amor, de reconhecimento e de submissão àquele que, desde toda a eternidade, foi, é e será Deus de bondade, de perfeições absolutas e infinitas. (QE, Tomo I, pág. 449)

35 4. Atributos Deus é eterno... Deus é eterno. Se tivesse tido princípio, teria saído do nada, ou, então, também teria sido criado, por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade. (LE, q.13) É eterna a lei de Deus? Eterna e imutável como o próprio Deus. (LE, q.615) Somente Deus é eterno (LE, q.1009) A única eternidade existente, que se possa citar, é Deus. (QE, Tomo II, pág.181) As leis naturais são imutáveis, como imutável é a vontade de Deus que as formulou desde toda a eternidade. (QE, Tomo III, pág.499)

36 4. Atributos Deus é infinito Que se deve entender por infinito? O que não tem começo nem fim: o desconhecido; tudo que é desconhecido é infinito. 3. Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito? Definição incompleta. Pobreza da linguagem humana, insuficiente para definir o que está acima da linguagem dos homens. Deus é infinito em Suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa pela coisa mesma... (LE) Substantivo x Adjetivo

37 4. Atributos Deus é infinito... (cont.) Deus é. Sua essência enche o espaço ilimitado; o universo infinito é a sua morada. Não há limites, nem medidas que o possam explicar (...).(QE, Tomo IV, págs.223/224) Não podendo definir um ideal dessa ordem, alguns homens, cujas idéias ultrapassavam as do vulgo, quiseram fazer Deus tão grande que lhe aniquilaram a personalidade. Outros, confinados na estreiteza de seus cérebros, o fizeram tão pequeno que as igrejas que lhe edificaram são vastas demais para o conterem. Adotai o termo médio entre estas duas hipóteses: Deus é, na imensidade, o infinito. Espírito de tal modo puro, de tal modo sutil que bem poucos Espíritos podem vê-lo, de tal modo extenso que irradia por todos os lugares sem jamais se dividir, conservando assim a sua individualidade. (QE, Tomo I, págs.216/17)

38 4. Atributos Deus é imutável É imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam. (LE, q.13) Deus, só e único princípio universal, só e única potência criadora, na imensidade, no infinito, é imutável e eterno. (QE, Tomo I, pág. 173) É eterna a lei de Deus? Eterna e imutável como o próprio Deus. (LE, q.615) A vontade imutável de Deus jamais derroga as leis da natureza, que ele próprio formulou desde toda a eternidade. (QE, Tomo I, pág. 207) Imutável só há o que vem de Deus. (Evang. Segundo o Esp, Cap.XXII, p.329) a lei do progresso é imutável, como tudo o que vem de Deus. (QE,Tomo III, págs. 168/169)

39 4. Atributos Deus é imaterial... É imaterial. Quer isto dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria. (LE, q.13) Incapaz, pela sua ignorância, de conceber um ser imaterial, sem forma determinada, atuando sobre a matéria, conferiu-Lhe o homem atributos da natureza corpórea, isto é, uma forma e um aspecto e, desde então tudo o que parecia ultrapassar os limites da inteligência comum era, para ele, uma divindade. (LE, q.667) Deus é. (...) Esta idéia, porém, tão ampla que a vossa inteligência, conquanto mais desenvolvida do que há dois mil anos, ainda não a compreende, estava por demais acima da dos homens a quem Jesus falava. Ser, para eles, era viver, era viver quase como eles viviam. Daí a existência, no espírito da maioria (referimo-nos ao vulgo), da idéia de corporeidade material em Deus, idéia que Jesus combateu, dizendo: "Deus é Espírito e, os que o adoram, em espírito é que o devem adorar." Quis com isto dizer: Deus é inteligência e a inteligência não tem forma palpável. Deus é pensamento e o pensamento não pode ser tocado. Deus é fluido e é, ao mesmo tempo, infinito, por conseguinte não tem corpo que o circunscreva. (QE, Tomo IV, págs. 223/224)

40 4. Atributos Deus é único... É único. Se muitos Deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo. (LE, q.13) A concepção de um Deus único não poderia existir no homem, senão como resultado do desenvolvimento de suas idéias.(...) (LE, Q.667) O bem é sempre o bem, quer feito em nome de Allah, quer em nome de Jeová, visto que um só Deus há para o Universo. (O Livro dos Médiuns, Cap.XXVII, pág. 401, item 301) Já o dissemos e repetimos: Deus é o princípio exclusivo e único de tudo o que é (QE, Tomo IV, págs.225/231) Sim, Deus é a única potência criadora que reina sobre todos os universos. Deus é o único princípio universal (...). Deus é UNO. (QE, Tomo I, pág.168)

41 4. Atributos Deus é onipotente... É onipotente. Ele o é, porque é único. Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas. As que não houvesse feito seriam obra de outro Deus. (LE, q.13) Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. (LE, q.258-a) O que Deus quer se executa. (LE, q.529a) Deus, o Senhor onipotente, é, como sabeis pelo que já vos dissemos, uno, único, indivisível. (QE, Tomo II, págs. 275/277) Não é Deus a bondade infinita, cujo olhar criador, como já o temos dito, envolve, num só golpe de vista, todas as suas criaturas? Não é ele a vontade onipotente que governa o Universo? E tudo o que sucede não sucede com a sua permissão? (QE, Tomo II, pág.203)

42 4. Atributos Deus é soberanamente justo e bom É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus. (LE,q.13) Deus é justo. (LE, q.583-a) Deus é justo em todas as coisas. Fénelon. (Sens, 1861.) (Evang. Segundo o Espiritismo, Cap. V, p.116) Oh! Em verdade vos digo, cessai, cessai de pôr em paralelo, na sua eternidade, o Bem, essência do Criador, com o Mal, essência da criatura. (PAULO, APÓSTOLO) (LE, q.1009) A caridade é, em todos os mundos, a eterna âncora de salvação; é a mais pura emanação do próprio Criador; é a sua própria virtude, dada por ele à criatura. - S. Vicente de Paulo. (Paris, 1858.) (Evang. Segundo o Espiritismo, Cap. XVII, p.223)

43 4. Atributos Deus é soberanamente justo e bom (cont.) Amai o Senhor vosso Deus acima de tudo : a Ele, origem e vida de tudo o que é, a Ele, o pai bondoso e justo de tudo o que vive, o juiz reto de todas as vossas ações. (QE, Tomo III, pág.285) Deus, todo justiça, é incapaz de parcialidade. (QE, Tomo I, p.330) Deus olha igualmente, com paternal carinho, para todos os seus filhos, quaisquer que sejam a pátria onde nasceram, o idioma que falem, o culto que professem. (QE, Tomo III, pág.290) Nenhum há que, purificado, não venha a ser um dia acolhido pelo pai da família, pelo Deus do amor e da misericórdia inesgotáveis. (QE, Tomo II, págs.291/292)

44 5. Provas da existência de Deus 4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus? Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá. Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa. 5. Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem em si, da existência de Deus? A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base? É ainda uma conseqüência do princípio - não há efeito sem causa. 6. O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não poderia ser fruto da educação, resultado de idéias adquiridas? Se assim fosse, por que existiria nos vossos selvagens esse sentimento?

45 5. Provas da Existência de Deus (cont.) 7. Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da formação das coisas? Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? É indispensável sempre uma causa primária. Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porquanto essas propriedades são, também elas, um efeito que há de ter uma causa. Deus é a causa de todas as causas (QE, Tomo IV, págs.225/231)

46 5. Provas da Existência de Deus (cont.) 8. Que se deve pensar da opinião dos que atribuem a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso? Outro absurdo! Que homem de bom-senso pode considerar o acaso um ser inteligente? E, demais, que é o acaso? Nada. As palavras humanas acaso" e "milagre" não têm, para Deus, sentido. Deveis considerá-las apenas como exprimindo a ignorância dos homens quanto às verdadeiras causas dos fenômenos e dos fatos, devidos sempre a uma aplicação das leis universais, naturais e imutáveis... (QE, Tomo I, pág.173) Eles dirão: natureza, leis universais, acaso. Mas, a causa, a causa primária, o tronco, onde o encontrarão? A natureza, como fonte primitiva e geratriz, o acaso, a harmonia universal não são apenas, na boca desses homens orgulhosos e impotentes para compreender e explicar, meras palavras com que disfarçam o pensamento profundo que só o termo Deus pode traduzir? (QE,Tomo IV, págs.225/231)

47 5. Provas da Existência de Deus (cont.) Sim, nada pode ser sem uma causa primária. Deus é, aos vossos olhos, "a causa genérica de todas as causas primárias". Dizemos genérica, no sentido de princípio criador de toda a geração em todos os reinos. Perguntai a esses sábios, que não passam de pobres cegos a disputar sobre cores, qual a nascente desse todo universal, donde eles tiram todas as coisas. Que respondam, que o expliquem sem Deus, criador incriado, inteligência, pensamento, fluido; sem Deus, de quem parte e com quem confina o fluido universal, que, como instrumento e meio de todas as criações, de ordem espiritual, de ordem fluídica, de ordem material, comanda tudo o que de Deus deriva, mediante leis eternas, imutáveis, como imutável é a vontade daquele de quem elas emanam; mediante a aplicação, a apropriação e o funcionamento, sob a ação espírita universal, dessas leis, que participam da essência mesma de Deus. (QE,Tomo IV, págs.225/231)

48 6. Relacionamento do homem com o Criador Deus só se comunica com os homens por intermédio dos Espíritos puros, que são os incumbidos de lhe transmitir as vontades. (Evang. Segundo o Esp.,p.47) Deus não se comunica diretamente com os homens. Por mais puro que seja o Espírito encarnado, o invólucro carnal ergue intransponível barreira entre ele e a divindade. (QE, Tomo I, pág.262) Os Espíritos puros são os intermediários entre a essência eterna de vida, a inteligência suprema, criador incriado, causa primária onisciente e onipotente – Deus - e os Espíritos superiores, ministros das vontades divinas, os quais, segundo a escala hierárquica, por intermédio dos bons Espíritos, as fazem chegar até vós. (QE, Tomo I, págs. 328/329)

49 6. Relacionamento do homem com o Criador – A prece As boas ações são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras. (LE, q.661) A oração agradável a Deus é o trabalho: trabalho da inteligência, trabalho do corpo. (QE, Tomo I, p.186)

50 7. Ação de Deus sobre a Natureza Deus não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos. (LE, q.536b) A ciência humana, se lhe fora possível, anularia a existência de Deus, dizendo: "Previmos as tempestades, logo, elas se desencadearam porque assim devia acontecer". De tal sorte, os fenômenos da natureza seriam apenas o resultado da ação de uma força cega e necessária e não obra de uma inteligência suprema e providencial, que age por intermédio de Espíritos ativos e devotados, aos quais incumbem o uso, o emprego, o funcionamento, a aplicação e a execução das leis naturais e imutáveis que ela estabeleceu desde toda a eternidade. (...) Prevendo-lhes e observando-lhes o uso, a aplicação, os efeitos e a execução, essas leis são reconhecidas por aqueles mesmos que negam, porque não os vêem, o legislador que as promulgou e os agentes a quem incumbiu de as aplicar, de as fazer produzir seus efeitos, de as executar, nas condições e segundo as regras e os meios que lhes pôs nas mãos e se acham estabelecidos nas próprias leis. O legislador é Deus; os agentes são os Espíritos puros, aqueles que se podem aproximar do foco da onipotência e que, por sua vez, têm, como agentes submissos e devotados, conformemente à hierarquia espírita, os Espíritos superiores e os bons Espíritos. (QE, Tomo II, págs. 107/108)

51 De palavra em palavra (cont.) O Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo I – Não vim destruir a Lei ESE: Mt.5:17-18 QE: Tomo I, item 77, pág. 414 Capítulo II – Meu reino não é deste mundo ESE: Jo.18:33,36-37 QE: Tomo IV, item 58, págs

52 Evangelho segundo o Espiritismo Cap. I – Não vim destruir a lei 1.Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas: não os vim destruir, mas cumpri-los: - porquanto, em verdade vos digo que o céu e a Terra não passarão, sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto. (ESE, MATEUS, cap. V, vv. 17 e 18.) 2.MATEUS: V. 17. Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas: não os vim destruir, mas cumprir Porque em verdade vos digo que, enquanto o céu e a terra não passarem, nem um só iota, nem um só ápice da lei passarão, sem que esteja cumprido. (QE, Tomo I, item 77)

53 Instruções dos Espíritos Assim como o Cristo disse: "Não vim destruir a lei, porém cumpri-la", também o Espiritismo diz: "Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução." Nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo; mas, desenvolve, completa e explica, em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica. Vem cumprir, nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar a realização das coisas futuras. Ele é, pois, obra do Cristo, que preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o reino de Deus na Terra. (ESE, Cap. I, pág.57)

54 Instruções dos Espíritos Os Espíritos do Senhor vêm trazer aos homens a nova revelação, a que podeis chamar, como já vos dissemos, "revelação da revelação", e, por meio dela, clarear e desenvolver as inteligências, purificar os corações no crisol da ciência, da caridade e do amor. Eles vos dizem, como disse Jesus outrora: "Não penseis que tenhamos vindo destruir a lei e os profetas". Não; nada do que está na lei passará, porquanto a lei é o amor, que há de continuamente crescer, até que vos tenha levado ao trono eterno do Pai. Vimos lembrar, explicar, tornar compreensível em espírito e verdade - a doutrina moral, simples e sublime, do Mestre, os ensinos velados que ele transmitiu aos homens, as profecias veladas que fez durante a sua missão terrena. Não vimos destruir a lei e sim cumpri-la, escoimando a do Cristo das adições que lhe introduziram, das tradições que lhe tomaram o lugar, dos dogmas que, oriundos das interpretações humanas, lhe alteraram ou falsearam o sentido e a aplicação. Vimos reintegrá-la na verdade, estabelecer na Terra a unidade das crenças, convidar-vos e conduzir-vos a todos, abstraindo dos cultos exteriores que ainda vos dividem e separam, à fraternidade, pela prática da justiça, da caridade e do amor recíprocos e solidários.(QE, Tomo I, item 77)

55 Conclusão É, parece que o Codificador estava correto em relação à concordância de Os Quatro Evangelhos com relação aos três primeiros volumes da Codificação. Pelo menos em relação ao tema Deus. Vejamos o próximo item...

56 Tudo se reduz a explicar ainda melhor, cada vez mais clara e evidentemente, até que se compreenda. A única dificuldade que pode surgir como causa de dissensões, é não se haver explicado bastante. O remédio diante de qualquer condenação é o de insistir, explicando sempre mais claramente. O problema não é de modificar, mas de ser compreendido. (Pietro Ubaldi – O Sistema – Prefácio)


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