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Profa. Carolina Nassau Ribeiro. No artigo A dissolução do complexo de Édipo (1924), Freud apresenta, ainda de forma incipiente, a distinção do conflito.

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1 Profa. Carolina Nassau Ribeiro

2 No artigo A dissolução do complexo de Édipo (1924), Freud apresenta, ainda de forma incipiente, a distinção do conflito edípico dos meninos em relação às meninas. Pergunta principal: o que ocasiona a sua destruição? A experiência de desapontamentos penosos; A menina gosta de considerar-se como aquilo que seu pai ama acima de tudo o mais, porém chega a ocasião em que tem de sofrer da parte dele uma dura punição e é atirada para fora de seu paraíso ingênuo. O menino encara a mãe como sua propriedade, mas um dia descobre que ela transferiu seu amor e sua solicitude para um recém chegado (FREUD, 1924, p. 27); Resolução – ausência da satisfação esperada; A filogênese repete a ontogênese;

3 Primazia do falo para ambos sexos; De acordo com suas premissas, durante a fase fálica, os meninos manifestam orgulho de seus órgãos genitais e, com frequência, os manipulam. Junto a esse período de júbilo com o seu órgão, a criança está no período edípico, no qual todo seu afeto está investido na mãe, seu primeiro objeto de amor. Aos poucos, o menino perceberá que esse comportamento onanista não é aprovado pelos adultos, que lhe proferirão ameaças tanto de cortarem o órgão manipulado como de lhe cortarem a mão que o manipula. De acordo com Freud: Geralmente, é de mulheres que emana a ameaça [...](Ibid., p. 219); Enurese noturna: expressão da excitação dos órgãos genitais; Para Freud, é a ameça de castração que ocasiona a destruição da organização fálica – mediante a ocorrência de uma nova experiência;

4 Essa ameaça só adquirirá relevância para a criança quando ela se deparar com a visão dos órgãos genitais femininos e sentir o que Freud nomeia como sendo equivalente a uma ameaça de castração. Se a satisfação do amor no campo do Complexo de Édipo deve custar à criança o pênis, está fadado a surgir um conflito entre seu interesse narcísico nessa parte de seu corpo e a catexia libidinal de seus objetos parentais. Nesse conflito, triunfa normalmente a primeira desses forças: o ego da criança volta as costas ao complexo de Édipo (Ibid.; p. 221); Nos meninos, portanto, o complexo de Édipo é dissolvido pela constatação da castração; seus investimentos libidinais são, assim, substituídos por identificações e a autoridade paterna é assimilada e introjetada para dar origem à instância psíquica supereu. As tendências libidinais – são em parte dessexualizadas e sublimadas e, em parte, inibidas em seu objetivo e transformadas em impulsos de afeição; Entrada no período de latência e recalcamento do complexo de Édipo, além de sua destruição e abolição;

5 Não vejo razão para negar o nome repressão (recalcamento) ao afastamento do ego diante do complexo de Édipo, embora repressões posteriores ocorram pela maior parte com a participação do superego que, nesse caso, está apenas sendo formado. O processo que descrevemos é, porém, mais que uma repressão. Equivale, se for idealmente levado a cabo, a uma destruição e abolição do complexo de Édipo. Plausivelmente podemos supor que chegamos à linha fronteiriça – nunca bem nitidamente traçada – entre o normal e o patológico. Se o ego, na realidade, não conseguiu muito mais que uma repressão do complexo, este persiste em estado inconsciente no Id e manifestará mais tarde seu efeito patogênico. (Ibid., p. 221)

6 Como se realiza o desenvolvimento correspondente nas meninas? A anatomia é o destino: a distinção morfológica está fadada a encontrar expressão em diferenças de desenvolvimento psíquico (FREUD, 1924, p. 222). Segundo o autor, inicialmente, o clitóris exerceria para a criança do sexo feminino a mesma função do pênis para os meninos. Após a visão dos órgãos genitais deles a menina perceberia que está desprovida do pênis e vivenciaria um sentimento de injustiça; Ela se consolaria pensando que seu pequeno órgão cresceria e teria, no futuro, o mesmo tamanho apresentado pelo órgão dos meninos. Não relaciona a sua falta fálica com a diferença entre os sexos e supõe que as mulheres adultas também possuem pênis.

7 Uma criança do sexo feminino, contudo, não entende sua falta de pênis como sendo um caráter sexual; explica-a presumindo que, em alguma época anterior, possuíra um órgão igualmente grande e depois perdera-o por castração. Ela parece não estender essa inferência de si própria para outras mulheres adultas, e sim, inteiramente segundo as linhas da fase fálica, encará-las como possuindo grandes e completos órgãos genitais isto é, masculinos. Dá-se assim a diferença essencial de que a menina aceita a castração como um fato consumado, ao passo que o menino teme a possibilidade de sua ocorrência. (Ibid., p. 223);

8 Como para a menina a castração é um fato, ela não teria motivos para constituir o supereu e interromper a organização genital infantil; Para Freud, a menina estaria livre do temor da castração, mas outro temor a aprisionaria: o medo da perda de amor por parte daqueles que a amam. A dissolução do complexo de Édipo ocorreria não pelo temor da castração, mas pelas exigências sociais que, se não atendidas, podem ocasionar a perda do amor dos entes queridos. Freud presume que o complexo de Édipo seja muito mais simples nas mulheres do que nos homens. O complexo de Édipo da menina é muito mais simples que o do pequeno portador do pênis; em minha experiência, raramente ele vai além de assumir o lugar da mãe e adotar uma atitude feminina para com o pai. A renúncia ao pênis não é tolerada pela menina sem alguma tentativa de compensação. Ela desliza – ao longo da linha de uma equação simbólica, poder-se-ia dizer – do pênis para o bebê. Seu complexo de Édipo culmina em um desejo, mantido por muito tempo, de receber do pai um bebê como presente dar-lhe um filho. Tem-se a impressão de que o complexo de Édipo é então gradativamente abandonado de vez que esse desejo jamais se realiza. (FREUD, 1923, p.223, grifos nossos)

9 Para Freud Os dois desejos possuir um pênis e um filho permanecem fortemente catexizados no inconsciente e ajudam a preparar a criatura do sexo feminino para seu papel posterior. (Ibidem) Tendências sexuais sádicas – transformam-se em tendências inibidas quanto ao objetivo (tipo afetuoso); Freud admite que seu pressuposto seja ainda insatisfatório, incompleto e vago (FREUD, 1924, p. 224)


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