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CARTOGRAFIA DE SABERES: EXPERIÊNCIAS NO CAMPO DOS ESTUDOS CULTURAIS ELIZABETH TEIXEIRA TANIA REGINA LOBATO DOS SANTOS.

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1 CARTOGRAFIA DE SABERES: EXPERIÊNCIAS NO CAMPO DOS ESTUDOS CULTURAIS ELIZABETH TEIXEIRA TANIA REGINA LOBATO DOS SANTOS

2 PRIMEIRAS CONSIDERAÇÕES Tradicionalmente os modelos de investigação da realidade têm nos ensinado a separar os episódios, a olhar as partes, nos proporcionando, quase sempre, uma visão compartimentada do mundo, o que dificulta a compreensão da diversidade como necessária à manutenção da vida e das culturas.

3 Como fortalecer por meio da pesquisa o saber– fazer dos estudos culturais? Como fazer pesquisa com ênfase no local sem perda de vista das implicações globais e que estabeleça o diálogo entre os saberes? Como podemos mapear os pluralismos e hibridismos culturais da amazônia? Como por em evidência a polifônica local?

4 EXPERIÊNCIAS EM CURSO Temos trabalhado com uma modalidade de pesquisa que integra docentes, estudantes de graduação e pós graduação de diversas áreas de conhecimento, objetivando conhecer as múltiplas e diversas amazônias, a partir dos saberes de educandos e educadores populares sobre as suas práticas sociais cotidianas construídas em múltiplos contextos.

5 A cartografia de saberes é uma abordagem metodológica marcada pelo hibridismo cultural, que implica em uma nova ética do fazer ciência convergente e consciente. Abordagem que se materializou entre fronteiras de saberes pluri-inter- transdisciplinares, e se revelou como uma práxis de pesquisa intercultural, um caminho investigativo para dar conta da inter-multiculturalidade.

6 Primeira Experiência Inter-multiculturalidade rural-ribeirinha entre alfabetizandos amazônidas de São Domingos do Capim ( )

7 Foram produzidos mapas sobre o lugar (formação histórica e geográfico-espacial), o trabalho na terra e as doenças do trabalho, os saberes da terra, da mata e das águas, os valores do cotidiano, as falas e as poéticas, os usos do ambiente, identidades e tradições, Tais mapas traçam rotas da cultura popular e (de) marcam trilhas de uma pedagogia do cotidiano, que se organiza por meio da educação do cuidar (ancorada na cultura de conversa) e educação como estudo (pautada na cultura escolar).

8 A pororoca de idéias foi formando-se nos encontros e entrecruzamentos dos múltiplos saberes da equipe pesquisadora. Assim como a pororoca se define pelo encontro entre duas diferentes forças a do mar e a do rio, no plano simbólico, caracteriza-se pelo encontro entre diferentes forças de saberes, que se transformam em uma onda de idéias, que avança de forma avassaladora no processo de construção do conhecimento. Esse arrastar as idéias tem na natureza e na cultura amazônica o eixo de formação de seu movimento (OLIVEIRA, 2004, p.17).

9 A pesquisa revelou também conflitos entre o ethos da vida ribeirinha e o da cidade e entre os saberes das gerações idosas e dos jovens, demarcando áreas de fronteiras culturais. Destaca-se, assim, no processo educacional a importância de se escutar os atores educacionais, conhecer os saberes, imaginários, as experiências, as histórias de vida e o contexto social dos educandos, para reinventar uma educação que se quer popular e emancipadora.

10 Segunda Experiência Saberes presentes nas práticas cotidianas pedagógicas de alfabetizandos das comunidades hospitalares, periféricas e rurais-ribeirinhas do NEP-CCSE-UEPA, com ênfase nas manifestações da cultura amazônica.

11 Comunidades hospitalares, periféricas e rurais-ribeirinhas

12 Problemática Como crianças, jovens, adultos e idosos,que não possuem conhecimento da leitura e da escrita da palavra expressam as manifestações da cultura amazônica nas suas múltiplas relações sociais e de que forma influenciam no processo educacional?

13 Nas atividades educativas realizadas pelo NEP os educadores encontram representações sobre a cultura amazônica e suas manifestações nos textos, nos desenhos e nas falas dos alfabetizandos e debatem em classe sobre essa temática. Nas comunidades rurais-ribeirinhas a cultura amazônica, além do espaço escolar, é expressa na «cultura da conversa», oralidade dos mais antigos, que muitas vezes não dominam a escrita e a leitura da palavra, mas que se utilizam dos espaços comunitários e religiosos para a transmissão dos saberes, dos valores e da tradição social das populações locais, configurando a cultura amazônica como fundamental no processo de formação social dessas comunidades.

14 Sistematização e análise dos dados A sistematização e análise dos dados foram efetivadas por meio de temáticas construídas em torno de quatro questões norteadoras: O que representam sobre a cultura amazônica? Como manifestam a cultura amazônica nas práticas sociais e educacionais? A que saberes as representações sobre cultura amazônica estão relacionados? Quais os efeitos dessas representações no ambiente social e educativo? Essas questões pautam-se no pressuposto de que o conteúdo cognitivo das representações expressas pelos sujeitos está relacionado às condições socioculturais e ao estatuto epistemológico das representações sociais (JODELET 1989 apud SÁ, 1998).

15 Indicadores Operacionais No estudo das representações dos sujeitos da pesquisa sobre cultura amazônica utilizamos como indicadores operacionais: As práticas sociais (as festas, as narrativas mítico-lendárias, a culinária, o vocabulário, a música, a dança e a medicina popular) As práticas educacionais (educação do cuidar, cultura de conversa e educação popular do NEP).

16 Categorias de Análise Os saberes culturais da Amazônia mapeados também foram utilizados como referenciais de análise e sistematizados por temáticas na organização dos capítulos: (1) lendas, mitos e religiosidade popular; (2) fauna, flora e medicina popular; (3) culinária e (4) vocabulário e músicas. As categorias de análise «Cultura», «Cultura Amazônica», «Imaginário», «Representação Social» e «Cultura de Conversa» foram construídas no decorrer da pesquisa, tendo como suporte Brandão (2002a; 2002b), Freire (1981), Geertz (1978), Loureiro (1995) Castoriadis (1982), Moscovici (1998) e Oliveira e Mota Neto (2004), entre outros.

17 Organização da Pesquisa Cultura, Cultura Popular Amazônica e a Construção Imaginária da Realidade» - analisamos o significado social da cultura, a relação da cultura amazônica com as questões da diversidade e da globalização cultural. Saberes Culturais, Religiosidade e Mitologia Amazônica» - os saberes e manifestações culturais referentes à religiosidade e mitologia amazônica. Saberes do Cuidar, Hibridismo Cultural no Processo de viver humano – hibridismo cultural no processo de viver humano, tendo como referência o saber do cuidar de alfabetizandos e educadores do NEP. Vivências Cotidianas da Cultura Amazônica: Culinária – da culinária amazônica vivenciados e manifestos em suas práticas sociais e educacionais. Vivências Cotidianas da Cultura Amazônica: Vocabulário e Música – vocabulário e das músicas da Amazônia vivenciados e manifestos pelos educadores e educandos em suas práticas sociais e educacionais. Cultura Amazônica em Práticas Pedagógicas de Educadores Populares – refletimos sobre como os educadores do NEP trabalham pedagogicamente as representações dos alfabetizandos sobre a cultura amazônica e qual a influência da formação do NEP na prática dos educadores face às manifestações culturais dos alfabetizandos.

18 CONSIDERAÇÕES FINAIS Na primeira experiência o ponto de convergência do estudo dos saberes sobre a vida ribeirinha foi o sujeito e sua cultura, proveniente da relação com o rio, a terra e a mata Se gerou um conjunto de categorias que podem ser aplicadas nesse contexto como eixos geradores dos processos educativos locais.

19 Na segunda experiência a cultura amazônica está presente na vida dos sujeitos da pesquisa repassada pela cultura de conversa, nos ambientes familiares e comunitários, cujo aprendizado, também, está presente nas atividades educativas; Os saberes interagem com os saberes escolares, não existindo ruptura entre os saberes da cultura popular e os saberes da cultura erudita; Existe uma consciência que a cultura amazônica é híbrida, multicultural.


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