Um estudo sobre a gestão da Demanda

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Transcrição da apresentação:

Um estudo sobre a gestão da Demanda Grupo 14 A Um estudo sobre a gestão da Demanda

A EMPRESA A empresa a ser estudada chama-se Serralheria D’Aqui do Lago e atua na praça do Distrito Federal, mas suas atividades concentram-se especificamente no Lago Norte e Asa Norte; Presta serviços e produz esquadrias, portões, grades, entre outros produtos e utilizando-se basicamente do ferro, bens de capital e força de trabalho humano.

METODOLOGIA A pesquisa teve início no processo logístico, com foco na Gestão da Demanda, como a aquisição dos insumos e o abastecimento do estoque da empresa. Também pesquisamos a forma de armazenamento dos insumos e do produto semi-acabado e, por fim, a distribuição do produto acabado ao consumidor final.

TÉCNICAS UTILIZADAS Just-in-time; Gestão da Demanda (Produção Puxada): Cada processo deve ser suprido com os itens certos, no momento certo, na quantidade certa e no local certo. O objetivo do JIT é identificar, localizar e eliminar as perdas, garantindo um fluxo contínuo de produção. Gestão da Demanda (Produção Puxada): O cliente passa a puxar e como conseqüência ordena a produção conforme sua necessidade; Permite realizar o Controle Visual da Produtividade e dos Fluxos de Informação e de Materiais; Procura satisfazer o cliente aperfeiçoando a Qualidade, Custo e Entrega.

DESENVOLVIMENTO Empresa foco utiliza como insumo básico, na prestação de serviço e principalmente na linha de produção, o ferro; É de grande relevância o estudo e mapeamento da cadeia de suprimentos, para que através da análise e compreensão da mesma, possam ser identificados os pontos críticos, oportunidades de melhorias, aproveitamento de sinergias, com vistas a uma maior eficiência na utilização de recursos, e de forma a possibilitar menores custos e maior lucratividade;

DESENVOLVIMENTO A cadeia de suprimentos se inicia na extração e aquisição de matérias-primas e se estende até o consumidor final de produtos acabados, suportando todas as operações logísticas de trocas de materiais e informações e interligando diversas empresas, sejam fornecedores de materiais ou serviços, produtores, distribuidores ou consumidores;

ROTEIRO Dia 16/11 (Domingo) – Agendamento da entrevista com o proprietário da serralheria para o dia 17/11, às 14h. O grupo decide fazer a visita na parte da manhã para pegar o proprietário e os funcionários desprevenidos e para presenciar o trabalho da forma como funciona no dia-a-dia da empresa, tentando evitar que nossa presença alterasse a rotina padrão.

ROTEIRO Dia 17/11 (Segunda feira) 11h - 11h40h – Visita à Serralheria Vidraçaria D’Aqui do Lago. Atividades: Fotos das redondezas da serralheria; da parte da frente; da entrada pelos fundos; do prédio onde fica a serralheria; do comércio local; do interior da empresa – escritório, subsolo, materiais, sucatas, mão-de-obra, estoque.

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ROTEIRO 11h40 - 11h55h – Entrevista com o proprietário da Serralheria D’Aqui do Lago – Ricardo Silveira A entrevista tratou dos seguintes assuntos: Logística; Gestão da Cadeia de Suprimentos; aquisição do insumo básico (ferro); relação entre a serralheria e os seus fornecedores; relação entre a serralheria e os seus clientes; gerenciamento de informações contábeis; e precificação do produto final.

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ROTEIRO Logística – No entendimento do proprietário, Logística é o local de trabalho dos funcionários da empresa, é o local onde ocorre a transformação do produto. “Logística é o local onde os funcionários trabalham dentro da empresa. Eu acho que é isso. É o local de trabalho mesmo onde passa o serviço.”

ROTEIRO Gestão da Cadeia de Suprimentos – O proprietário confessa não ter conhecimento algum sobre o tema. Depois que o grupo explica o conceito, ele dá a sua opinião. “Não entendo nada. (Explicação sobre o termo) Isso é fundamental. Tanto meu relacionamento com o cliente quanto com o fornecedor. Tem até a questão da lucratividade, quando se tem uma boa relação com cliente e fornecedor. Você dá o desconto, dependendo do cliente a gente pode fazer um preço diferenciado. Em contrapartida, o cliente amigo indica o nosso serviço pra outras pessoas também.“

ROTEIRO Aquisição do insumo básico (ferro) – Segundo o proprietário, o procedimento de adquirir insumos depende da quantidade de ferro que ele pretende comprar. “Quando é grande quantidade, eles (os fornecedores) vêm deixar. Quando não é, nós temos dois carros para transportar. Temos vários fornecedores. Quando quero comprar ferro em grande quantidade, compro na Gravia, que fica no SIA e é mais barato. Quando é servicinho rápido, pouca coisa, nós compramos aqui no Lago Norte mesmo, porque é mais rápido, mais perto.”

ROTEIRO Relação entre a empresa e seus fornecedores – Para Ricardo, a relação com os fornecedores é muito boa e, algumas vezes, de amizade. “Uma relação muito boa e tranqüila, uma amizade mais profunda. Eu sei como funcionam os processos lá. Eu inclusive freqüento a casa de um dos fornecedores.”

ROTEIRO Relação entre a empresa e os clientes – O proprietário diz que a maior parte da clientela é amiga ou indicações de amigos. “70% dos meus clientes são indicados por outros clientes ou são amigos. Então, o relacionamento de serviço entre as duas partes fica até mais fácil.”

ROTEIRO Gerenciamento da informação contábil – Ricardo confessa que não se preocupa com o gerenciamento desses dados. Pra ele, isso não tem importância alguma. “Não tenho noção de nada. A gente tem o lucro, eu pago todas as contas e sobra dinheiro para pagar as prestações, deixar um pouquinho no banco, pagar os funcionários. Mas, na ponta do lápis, não se sabe quanto que é. Eu estou nesse negócio há vinte e poucos anos e pra mim nunca fez diferença não.”

ROTEIRO Precificação do produto final – Ricardo diz que não há tabela de preços. O único critério utilizado, segundo ele, é o poder aquisitivo do cliente. “Depende muito do cliente. Para cada cliente é um preço. Eu não tenho uma tabela específica, a gente tem uma tabela do mínimo. Aí vai do mínimo pra cima. Se o cliente tiver o poder aquisitivo maior, a gente cobra mais. Se tiver um poder aquisitivo menor, a gente cobra menos, pode até cobrar o preço de custo, pra poder ajudar o cliente.”

ROTEIRO 11h55 – 12h – Breve entrevista com a funcionária Sara. Ela dá a sua opinião sobre a importância do gerenciamento das informações contábeis. “É importante. A gente deve ter uma noção básica do quanto a gente está lucrando e do quanto a gente está perdendo.”

ROTEIRO 12h05 – 12h15 – O grupo vai até uma casa no Lago Norte onde os funcionários da serralheria estão prestando serviço de manutenção de trilho de portão. Atividades: Rápido bate-papo com os funcionários, que já estavam de saída para o almoço. Eles deram uma esticada no horário de trabalho para conversarem com a gente e posarem para algumas fotos.

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ROTEIRO 13h40 – 14h30 – Visita a um dos fornecedores da serralheria – Perfilago Atividades: Fotos do interior da empresa e dos estoques e entrevista com o funcionário Israel Zago. A entrevista tratou dos seguintes assuntos: Logística; Gestão da Cadeia de Suprimentos; aquisição do insumo básico (ferro); estoques; relação com fornecedores; e relação com clientes.

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ROTEIRO Logística – O funcionário se enrola na hora de definir o termo. “Logística metalúrgica”. A gente procura dar o melhor da gente para atender o cliente bem, pra ser reconhecido, pra ter nome. Acho que Logística é mais por esse lado mesmo. Acho que Logística tem a ver com a boa administração.”

ROTEIRO Gestão da Cadeia de Suprimentos – O funcionário não tem muito conhecimento sobre o tema mas, depois da explicação, ele afirma achar importante gerir a cadeia de suprimentos. “Você fala Cadeia e a gente já lembra de prisão. (Explicação do termo) É muito importante, com certeza. A gente deve saber de onde vem o nosso ferro e o que a gente paga de custo pra que ele chegue aqui. Esse processo deve ser o mais econômico possível para a gente poder oferecer um preço melhor ao cliente.”

ROTEIRO Aquisição do insumo básico – “Nós fazemos o primeiro contato com o fornecedor por telefone ou e-mail.” Estoques – Israel descreve o processo de abastecimento dos estoques da empresa. A produção é empurrada. “Aqui a gente não trabalha por encomenda. Temos um estoque que é alimentado de acordo com as necessidades dos clientes aqui em volta, de acordo com as vendas, a gente tenta abastecer as redondezas.” Relação com fornecedores – “A relação é ótima”

ROTEIRO Relação com clientes – Segundo Israel, a relação é de confiança e amizade, até mesmo por uma questão de necessidade. “Existem várias políticas de bom relacionamento. A gente trata os clientes como amigos aqui. A maioria de nós já conhece os clientes. Eu trabalho no ramo há cinco anos. Então, os clientes já me conhecem, já existe uma amizade. Final de semana a gente marca pra jogar uma bola. E tem que ser assim porque a gente trabalha muito com serralheiros e serralheiros pegam muitos cheques de terceiros. E cheque de terceiro é cheque de cliente, se voltar, dá problema. Então a gente tem que saber com quais serralheiros a gente pode trabalhar. Quando chega um cliente novo, ele faz um cadastro. Não tem as mesmas regalias que têm os outros, mas com o tempo a gente também vai construindo uma amizade.”

ROTEIRO Durante essa entrevista, ainda encontramos a concorrência da Serralheria D’Aqui do Lago. A Serralheria Metálica também atua na região do Lago Norte.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS O grupo entende que a proposta do projeto foi um desafio. Afinal nenhum dos componentes, que participaram da pesquisa, ate então, nunca tiveram nenhuma experiência parecida, de gerar conhecimento, identificação pratica em ambiente natural a respeito de processo logístico e cadeia de suprimentos através de entrevistas e coleta de dados. Nosso desafio ficou ainda mais excitante quando escolhemos uma empresa onde sua forma de gestão retrata a maior parte das empresas do mercado brasileiro, uma empresa informal

CONSIDERAÇÕES FINAIS Acompanhamos o processo de produção, fizemos entrevistas e também por meio de coleta de dados observamos que a empresa Serralheria D’Aqui do Lago trabalha em um sistema de Gestão da Demanda (PRODUÇÃO PUXADA), serviço por encomenda. A técnica que o proprietário utiliza é a de Just- in Time com máxima redução de estoques, sempre próximo a zero. Sua preocupação com a distribuição ou entrega do produto final é minimizada já que sua linha de produção opera muitas vezes direto no destino do produto manufaturado.

PATICIPANTES