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Superando Dificuldades na Educação Ambiental

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Apresentação em tema: "Superando Dificuldades na Educação Ambiental"— Transcrição da apresentação:

1 Superando Dificuldades na Educação Ambiental
Todos sabemos que nos deparamos com diversas dificuldades para a consolidação da Educação Ambiental (EA) em diferentes contextos: educacional, social, cultural, empresarial. Desde que estas dificuldades, bem identificadas, se transformem em desafios, elas acabam por impulsionar a busca de alternativas para sua superação. Minha experiência com a EA circula em diferentes universos, a partir de projetos desenvolvidos principalmente pela internet: Site Projeto Apoema - EA (www.apoema.com.br), Grupo de Educação Ambiental da Internet (GEAI) e revista eletrônica Educação Ambiental em Ação, além de algumas ações locais como o Programa Experimental de Capacitação Apoema para professoras da Educação Infantil e Séries iniciais do Ensino Fundamental, realizado entre 2006 e A EA empresarial também faz parte deste universo de atuação de forma mais tímida, a partir da elaboração da monografia “Um Olhar Pedagógico sobre a EA nas Empresas”, elaborada em 2005, quando busquei delinear um perfil das necessidades pedagógicas que envolviam a EA no contexto empresarial. Berenice Gehlen Adams I Encontro Metropolitano de Educação Ambiental Martim-pescador 27, 28 e 29 de maio de 2008 Mesa Redonda IV – Quinta-feira, 29 de maio

2 Apresentação Diferentes experiências de Educação Ambiental(EA) apontaram para algumas dificuldades que serão rapidamente pontuadas, a fim de que sirvam para impulsionar e motivar a reflexão e a busca da superação, destacando o que foi percebido especificamente: 1 - no Programa Experimental de Capacitação Apoema - em EA, para professoras da educação básica (EI e EF); 2 - na EA Empresarial e, 3 - em algumas entrevistas da revista eletrônica Educação Ambiental em Ação.

3 1 - Programa Experimental de Capacitação Apoema
1- Do PECA - De 2006 a 2007 foi desenvolvido um programa experimental de capacitação, em Novo Hamburgo/RS. O programa atendeu a oito docentes da Educação Infantil à 3a. Série do Ensino Fundamental e pretendeu suprir uma lacuna existente quanto à formação em EA desses educadores. O programa iniciado em fevereiro de 2006 e concluído em agosto de 2007 contou com encontros presenciais, atividades à distância – internet – atividades práticas nas escolas e realização de dois eventos. No curso foram apresentados documentos como a Lei Federal 9795, a Carta da Terra e o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, foram realizadas atividades de sensibilização, dinâmicas de grupo e sugestões de propostas metodológicas.

4 “É muito difícil encontrar um curso voltado para professores das
Falta de programas, cursos e disciplinas de EA na formação de docentes: “É muito difícil encontrar um curso voltado para professores das séries iniciais, principalmente de Educação Ambiental”. Livros caros e linguagem difícil: Participantes alegaram que muitos professores se atualizam através de livros “caros”, e consideram que, mesmo através de livros, é complicado atualizar-se, pois a linguagem acadêmica é de difícil compreensão. “Tenho que ler um parágrafo pelo menos três vezes para conseguir entender o que o autor quer dizer”. “Mal um conceito é assimilado e já vem outro para substituir, pois o anterior já estava virando ‘jargão’”. Principais Dificuldades Sistema de ensino fragmentado: Apresentaram dificuldades em aplicar práticas educativas interdisciplinares num sistema de ensino fragmentado, compartimentado e separado.

5 Encarar dificuldades como desafios!
O que fazer? - Buscar alternativas que valorizem processos de mudança na escola. - Sem incluir a percepção e a sensibilização ambiental no sistema educacional, a educação é “míope”. - Enquanto a função da escola for a de dar continuidade a uma sociedade capitalista, desumana e consumista, a consolidação da Educação Ambiental será muito superficial. - O maior desafio é o de oportunizar o desenvolvimento de atividades sensibilizadoras e reflexivas para professores (as), capacitando-os (as) a um repensar, reaprender e reavaliar desde a sua forma de viver até a sua forma de educar. Encarar dificuldades como desafios!

6 2 - Um olhar pedagógico sobre a
Educação Ambiental nas Empresas Monografia / Feevale

7 Falta de referencial teórico e metodológico nos programas
de Educação Ambiental de 17 empresas pesquisadas. Falta de autores referência de EA que sinaliza uma ausência significativa da sua compreensão teórica. Pouca valorização para as ações de EA nas empresas ao considerarem a “parada” como “improdutiva”, ou seja, parar o trabalho para realizar atividades de EA causa transtornos relacionados com o programa de produção. Principais Dificuldades Inexistência de profissionais graduados em Ciências Humanas, que contam com uma bagagem teórico/prática apropriada para a implementação de toda e qualquer ação educativa que ocorre no seio das empresas, principalmente a EA.

8 Encarar dificuldades como desafios!
O que fazer? - Buscar alternativas que promovam mudança nas ações educativas da empresa. - Incluir a Educação Ambiental no programa global da empresa, promovendo, além da percepção e da sensibilização ambiental, o acesso a informações referentes a legislação ambiental e a aspectos pedagógicos, didáticos e metodológicos. - Inserir a Educação Ambiental em todas as atividades de treinamentos, reuniões, capacitações, etc. - Incrementar os processos pedagógicos e didáticos das ações de Educação Ambiental nas empresas fundamentando-os nos principais documentos referência de EA. O maior desafio é o de oportunizar um programa sistêmico e continuado de EA para toda equipe empresarial. Incluir no quadro de funcionários profissionais graduados em Ciências Humanas. Encarar dificuldades como desafios!

9 3 - Algumas dificuldades apontadas em entrevistas
realizadas para a revista eletrônica Educação Ambiental em Ação

10 Entrevistados entre 2003 e 2007, que relataram algumas de suas expectativas e dificuldades:
Antonio Fernando S. Guerra, Ellen Regina Mayhé Nunes, Ana Lúcia Tostes de Aquino Leite, Lara Lutzenberger, Marcelo Gleiser, Flavio Pohlmann Livi, Patrícia Mousinho, Michèle Sato, Vilmar Berna, Genebaldo Freire Dias , Fernando Jaeger Soares e Alexandre Pedrini As entrevistas estão à disposição, na íntegra, em

11 Antônio Fernando Guerra - “As dificuldades da EA são aquelas de todo
o professor(a): salário miserável, falta de reconhecimento, trabalhar em duas ou três escolas”... Professor da Universidade do Vale do Itajaí – SC. Facilitador da Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental – REASul Ellen Nunes Meyer - “Eu sempre achei que a maior dificuldade era lidar com as contradições inerentes ao discurso e a prática da educação ambiental”... Professora da PUCRS, autora do livro Alfabetização Ecológica Guerra - Para ele, o que nós professores(as) precisamos, é de mais ousadia, menos medo. GUERRA aponta que por falta de ter com quem discutir, e pela falta de clareza sobre os princípios, as práticas e a história da EA, muitos projetos e ações de EA carecem de uma fundamentação, principalmente os realizados em algumas escolas que se resume apenas a comemorações de datas festivas (dia da árvore, Semana do Meio Ambiente) e campanhas equivocadas de reciclagem para ganhar materiais e equipamentos sem se darem conta que estão produzindo mais lixo e enriquecendo algumas minorias. Guerra também aponta para o problema da própria formação de docentes, nas universidades, pois o diálogo interdisciplinar raramente se efetiva. Ellen - principalmente o viés preservacionista, o que só enfatizava a defesa da natureza, e indiretamente exclui o ser humano do processo. Segundo ela, é muito difícil falar no problema da escassez, da poluição e da conservação da água para pessoas sem saneamento básico. Assim como falar do problema do lixo com pessoas para as quais o lixo representa uma oportunidade de trabalho e renda e na sua contribuição para a alimentação de um número representativo de pessoas. Para Ellen, o maior desafio da EA é mostrar as contradições existentes num modelo de desenvolvimento que é imediatista, injusto e insatisfatório.

12 Ana Lúcia Tostes de Aquino Leite
“A EA é uma dimensão da educação, ainda em construção, com muitos olhares, e percepções diferentes, e sua consolidação não tem sido fácil”. Ex Diretora do PNEA do MMA - Consultora de Educação Ambiental Lara Lutzemberger “Vejo a necessidade de desenvolvermos iniciativas de educação ambiental junto à todos os setores da sociedade, de forma interdisciplinar e transversal”. Lara está a frente da Fundação Gaia/RS Ana Lucia - As diferentes correntes da EA, muitas vezes competitivas ou contraditórias entre si, ainda precisam de muita reflexão. Lara - Ela ressalta que o terror e o pesadelo paralisam e levam a reações intempestivas e geralmente inadequadas e nos convida a sonhar com um futuro positivo para agir de forma consistente e coerente

13 Marcelo Gleiser “Os cientistas têm de
educar a população quanto aos riscos ambientais. Uma população educada cientificamente estará mais preparada para tomar as decisões certas”... Marcelo Gleiser, um cientista brasileiro de renome internacional Flavio Pohlmann Livi “Acredito que realmente há um despreparo dos educadores em trabalhar a Educação Ambiental e que é necessário fazer algo para minimizá-lo”. Professor universitário aposentado (Instituto de Física da UFRGS) Participa em pesquisas e cursos de Pós-Graduação e Extensão Marcelo - Para Marcelo, os grandes problemas são os industriais e os políticos que controlam a legislação ambiental e destaca que os efeitos das ações degradantes são gradativos e não imediatos. Ele lamenta que, o homem só reage quando está sob pressão. Flavio - Ele sugere uma ação de maior efeito de alavancamento para o aperfeiçoamento de professores. Para ele, a EA deve ocorrer dentro de um contexto porque necessita utilizar todo um vocabulário técnico referente a questões de biologia, química, física, ecologia, etc. É impossível uma clareza conceitual sem que haja uma real compreensão das informações transmitidas.

14 Patrícia Mousinho “Pouco avançamos se ficarmos apenas no diagnóstico do problema, concentrados no que existe de errado, afundando entre queixas e reclamações. Não se caminha, não se constrói deste modo. É preciso levantar os olhos em busca de soluções. ”. Atua na ONG Ecomarapendi Fundadora e facilitadora da Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro (REARJ) Michèle Sato “Não acredito no aprisionamento da EA como uma ilha paradisíaca fora do continente”. Professora Doutora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Consultora do Ministério do Meio Ambiente (MMA ) Para Patrícia, investir na formação é fundamental para que a EA possa ser trabalhada em toda sua plenitude, numa visão crítica e emancipatória. Reconhecendo as dificuldades de trabalhar um tema transversal nas estruturas de ensino hoje existentes, mas cientes de que este é o desafio que precisamos encarar para fazer nas escolas uma EA que de fato trabalhe para uma transformação da sociedade. Diz ela “Falar é fácil, criticar é fácil. Difícil é fazer, contribuir, ser Michèle - Os desafios da EA são enormes, desde a ausência de tempo para flexibilizar currículos e promover formação dos sujeitos, passando pela ausência de financiamento em projetos comunitários, até o próprio enfoque desenvolvimentista que acarreta a injustiça ambiental. Geração de lixo, poluição de qualquer tipo, desmatamento, energia tradicional, usinas hidrelétricas, perda da biodiversidade, emissão de gases que causam o aquecimento global e danificam a camada de ozônio, ausência de formação dos sujeitos, currículo inflexível, escolas e universidades tradicionais. Governos insensíveis, segmentos sociais alienados, pobreza e miséria, entre tantos outros dilemas do mundo que inevitavelmente refletem na EA

15 Vilmar Berna “A distância entre a boa intenção
ambiental e o gesto concreto são as maiores dificuldades enfrentadas nesta prática”. Jornalista e Editor da Revista do Meio Ambiente e do Portal do Meio Ambiente Genebaldo Freire Dias “Nas escolas, molda-se o processo educativo em função de vestibular, de conteúdos. Uma falácia. A escola deve preparar a pessoa para a vida, para ser interdisiciplinar, interativo,cooperativo, emotivo ”. Genebaldo Freire Dias, Biólogo, Mestre e Doutor em Ecologia, autor de diversos livros de Educação Ambiental Segundo Vilmar, o comportamento dos cidadãos em relação ao seu meio ambiente, é indissociável do exercício da cidadania. Na base da falta de participação não está a ausência da consciência ambiental, mas de cidadania. Se queremos uma natureza preservada, devemos começar mudando nossos hábitos, comportamentos e atitudes com o planeta, os animais, as plantas, o meio ambiente e, principalmente, com o nosso próximo, pois não há coerência em quem ama os animais e as plantas mas explora, humilha, discrimina, odeia seus semelhantes. Genebaldo acredita que as pessoas ainda não mudaram o suficiente - em qualidade e quantidade - para produzir mudanças em prováveis rotas de colisão com a insustentabilidade. Essa é a grande luta.

16 Fernando Jaeger Soares “Ao nível global acho que a EA ainda
não está bem definida, ainda que estejam bem definidos os seus objetivos”. Licenciado em Ciências Biológicas (UNISINOS), Mestra em Educação em Ciências para o Desenvolvimento Sustentável (ULBRA). Alexandre Pedrini “Eu creio que os docentes não se sentem estimulados nem capacitados para realizarem atividades de EA formal”. Professor da UERJ, Doutor pela UFRJ e Analista em C&T da CNEN. Tem diversos livros publicados, como organizador e autor. Fernando indica que, na prática o que podemos fazer é focalizar esforços educativos para deixar a educação mais crítica e consciente de seu lugar no universo humano, social, e libertar o educando para pensar por si mesmo. Ele acredita que um bom pensador considerará as necessidades da vida, orgânica e do ambiente no seu agir e acha que mais importante do que qualquer outra preocupação nesta área é acabar de uma vez por todas com a visão de que a Educação Ambiental é educação pró-ambiente.

17 André Trigueiro “Estou convencido de que
não basta a cada um de nós fazer a sua parte. A ordem de grandeza da atual crise ambiental - sem precedentes na história - exige que façamos mais”. Jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental COPPE/UFRJ, Professor e Criador do curso de Jornalismo Ambiental PUC/RJ, Autor do livro Mundo Sustentável - "Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação" Coordenador Editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI" Aloísio Ruscheinsky “Muitas vezes os debates interessantes sobre o meio ambiente no trabalho, no bairro, nas escolas e até mesmo nas universidades são relegados a plano secundário”. Doutor em Sociologia, Professor da UNISINOS - autor de vários livros sobre a temática Educação Ambiental André - Contentar-se com apenas separar o lixo sem se dar conta de que o volume de resíduos é resultado do maior ou menor nível de consumo, não basta. E reciclar o lixo sem deixar a visão consumista é no mínimo contraditório. André aponta que esse é apenas um exemplo das contradições que vemos por aí e que sustentabilidade deve ser por nós incorporada como filosofia de vida. A educação, para ele, continua sendo a forma mais eficiente de promover uma nova cultura, que precisa vir rápido. Para Aloísio a EA não é apenas defender o meio ambiente, acima disto trata-se de socializar atitudes, conhecimentos, diálogos e a compreensão do íntimo nexo entre todos os elementos que compõe o ecossistema. Tendo este pressuposto em vista, segundo Aloísio, será possível elaborar planos de ação que possam recuperar o meio ambiente degradado, conscientizar o círculo de relações no cotidiano, vislumbrando uma sociedade sustentável. Para ele, sem uma visão de conjunto - sociedade, ser humano enquanto agente e meio ambiente - não existe EA, portanto todos os ambientes são passíveis da ação educativa.

18 Considerações Finais:
Constatar dificuldades e reconhecer as limitações é fundamental para a superação dos obstáculos que se apresentam diante da Educação Ambiental. Que cada dificuldade se transforme em um novo desafio a ser vencido por toda sociedade, em todos os segmentos, para que todos nos tornemos pessoas melhores, que respeitem a vida em seu amplo contexto, que respeitem o ambiente que sempre nos acolheu.


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