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I Professor atento: da surdez racial para o ético saber étnico. II Currículo escolar e ERER: incompatíveis ou imprescindíveis?

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1 I Professor atento: da surdez racial para o ético saber étnico. II Currículo escolar e ERER: incompatíveis ou imprescindíveis?

2 I Professor atento: Da surdez racial para o ético saber étnico.

3 Políticas Públicas Ações Afirmativas Implantação da Lei /2003, TROPEÇA: Gestão do Sistema de Educação e das Escolas A LEI 10639/2003, SE INSCREVE NUM CONTEXTO DE INCORPORAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS QUE INDISCUTÍVELMENTE TRAZ DESAFIOS PARA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA, QUANTO AOS PROCESSOS DE CONHECIMENTOS E A LÓGICA DA ORGANIZAÇÃO DO SITEMA EDUCACIONAL. FALAMOS DA LEI NÃO PARA ENFATIZAR O CARÁTER LEGALISTA, É PORQUE, NUM ESTADO DEMOCRÁTICO, ENTENDEMOS A LEI COMO UMA GARANTIA. DE DIREITO. DENTRO DO DIREITO À EDUCAÇÃO. O DIREITO A IGUALDADE RACIAL, A DIFERENÇA E À DIVERSIDADE.

4 Políticas públicas indispensáveis para implementação da ERER: A execução das políticas publicas devem acontecer no campo macro e no campo micro; As (os) professoras (es) tem pautado à temática mais que os órgãos de decisão e de poder; Papel do MEC:Indutor da Lei (recursos públicos, políticas educacionais, cobrar investimentos dos entes federados, recursos financeiros para as secretarias, materiais pedagógicos regionalizados, pautar nos indicadores sociais a ERER (Prova Brasil, Provinha Brasil, ENEN, SARESP, SAEB e outras); Condições de Trabalho (as secretarias de educação (estaduais, municipais) garantir condições para o aprimoramento profissional dos trabalhadores em educação; Formação Inicial e Continuada( para todos os atores envolvidos na educação);

5 E nraizamento da temática: Secretarias estaduais e Municipais ( no sistema de ensino, na gestão educacional, na gestão das escolas de educação básica, nas universidades, nas licenciaturas, nos cursos de pedagogia, nos currículo e outros). A Lei traz desafios para a Educação Brasileira: Mudança na concepção de Educação; Incorporação na agenda educacional; Adoção Políticas Públicas de Ações Afirmativas; Organização do Sistema Educacional; Financiamento para execução das políticas da ERER.

6 Pobre menino preto Brincando com a turma: Se imagina mocinho Não cola Os mocinhos são brancos Como os outros Se imagina tarzã Se pendura no galho Não cola Porque eles o imaginam Chita Macaco Chimpanzé Orangotango Não pode brincar de Zumbi Ou Toussaint-Louverture Porque são heróis de verdade Que ninguém conhece Nem ele mesmo nunca ouviu falar (autor desconhecido) publicado no Jornegro em Extraído da dissertação de Gisele Karin de Moraes, 2009

7 DA (IN)DIFERENÇA PARA A DIVERSIDADE: EDUCANDO SEM DISCRIMINAÇÃO ALTERIDADE CONHECIMENTO RECONHECIMENTO RESPEITO VALORIZAÇÃO IDENTIFICAÇÃO EDUCAÇÃO

8 II Currículo escolar e ERER: ncompatíveis ou imprescindíveis?

9 Códigos e linguagens

10 Língua Portuguesa Idiomas africanos na formação da língua portuguesa no Brasil. Expressões idiomáticas advindas da África O negro nos romances do século XIX. Machado de Assis, Monteiro Lobato, Lima Barreto Literatura Marginal /Periférica Escritores africanos da atualidade : Mia Couto, Andaluza, Cadernos Negros e poetas como Solano Trindade A existência de dicionários de Língua Banto e Iorubá Os sotaques brasileiros e seus elementos lingüísticos africanos Novo acordo ortográfico dos países Lusófonos. O Hip-hop e sua linguagem O idioma do Quilombo Cafundó como forma viva e dinâmica de resistência.

11 Inglês A participação das línguas africanas na formação da língua inglesa nos EUA. Os nomes dos artistas afro-americanos como elemento da identidade africana O discurso de Martin Luther King e sua trajetória de vida A influência afro nos ritmos musicais americano: Blues, Jazz, Gospel, Rock O movimento Black Power O Hip Hop, Rhythm & Blues e Pop. Os sotaques do Sul e Norte dos EUA Literatura afro –americana

12 Arte Arte sacra afro-brasileira O corpo, a oralidade e circularidade. A teatralidade dos rituais religiosos A reprodução imagética das religiosidades A influência africana nas artes como no Cubismo As produções do Teatro Experimental do Negro A concepção de Balé africano. A música clássica brasileira e sua africanidade. A arte contemporânea dos países africanos.

13 Educação Física A formação esportiva dos jovens africanos O papel disciplinador e estimulador do esporte na África. A dieta africana para a prática esportiva. Os equívocos acerca das aptidões inerentes. A presença e ausência de negros em determinados esportes. Os atletas afro brasileiros, africanos e diaspóricos Danças e modalidades de lutas e jogos de origem africana

14 Ciências da Natureza

15 FÍSICA O conceito de tempo e espaço africano. O domínio das forças naturais: água,luz,calor,terra. O conhecimento da física para navegações. Influência no estudo de densidade, volume, massa. Técnicas de construção sustentável. Conhecimentos ancestrais em astronomia e astrologia Produção de energias alternativas em África.

16 QUÍMICA Identificação dos recursos minerais no continente africano, A descoberta e o uso do C 14 para datar indícios da humanidade em África. O conhecimento ancestral em minérios e metalurgia ( fundição férrea e barro) Os processos químicos de embalsamento e mumificação dos egípcios Processos de conservação alimentar por salga e secagem. As características do petróleo e sua formação em território africanos A composição química dos alimentos votivos. A poluição causada por uso de território africano como descarte químico. A alimentação africana e seus nutrientes

17 BIOLOGIA O surgimento da espécie humana moderna em África. Genótipo e fenótipo africano e as diferenças físicas humanas. O pluralidade de espécies do reino animal e vegetal em solo africano. Os saberes medicinais de plantas e raízes Equívocos quanto as aptidões inatas dos negros à força física. Os conhecimentos da biologia marinha, biomedicina A descoberta de importantes fósseis no continente africano Doenças que acometem mais a população negra e suas causas sociais. Os cruzamentos genéticos e a miscigenação. Desmistificação do conceito de Raça biológica.

18 MATEMÁTICA

19 Etnomatemática Menção ao pioneirismo africano em estudos matemáticos Números Arábicos eram conhecidos e utilizados antes do ocidente. Ênfase na vanguarda dos estudos geométricos ( pirâmides, símbolos) Reprodução de símbolos africanos no estudo das figuras geométricas Estatísticas das diferenças raciais no Brasil. Cálculos e medidas usadas na antropometria para legitimar racismo

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21 GEOGRAFIA O processo populacional na África A pluralidade étnica e lingüística na África Cartografia africana: Relevo, Clima, Solo, População, Rios O tráfico de pessoas: características de sistemas de escravidão Formação do espaço geográfico antes e pós-colonização Diáspora negra O processo de descolonização e a geopolítica africana atual. Os quilombos urbanos e a noção de periferia Estudo da concentração da população afro-brasileira As implicações raciais na distribuição de renda e pobreza. As contribuições do geógrafo Milton Santos à Ciência.

22 FILOSOFIA O eurocentrismo e etnocentrismo. A idéia de História de Hegel que exclui a África. As noções de Belo e Bom, A Ética e a concepção de Bem e Mal. Elementos da Cosmologia e Cosmogonia africana Mitologias africanas e sua repercussão na filosofia brasileira. Filósofas africanas como Marie Pauline Eboh, Sophie B. Oluwode e Fatma Haddad-Chamakh.

23 SOCIOLOGIA Precursores ou primitivos? O surgimento do ser social em África. Cultura: a identidade étnica dos grupos nas sociedades. Coisificação do outro: processos de discriminação às diferenças. Cultura e Comunicação de Massa. A representação do Negro na Mídia. O mundo do trabalho e o desemprego : fatores raciais e econômicos. O racismo como forma de violência. Percurso social do racismo. Direitos Humanos e Cidadania. Existe exclusão racial? Ação política dos movimentos negros para a Democracia Políticas de ações afirmativas. Reparação ou direito humano? Sociedade civil organizada, ONGs e Estado.

24 HISTÓRIA O professor de História precisa construir um novo olhar sobre a história nacional e regional/local, ressaltando a contribuição dos africanos e afrodescendentes na constituição da nação brasileira. Algumas visões equivocadas sobre o negro e o continente africano devem ser desmitificadas, entre elas: a do negro visto como escravo: não se pode naturalizar a situação do negro como escravo. Os negros não eram escravos, foram escravizados. A África não é uma terra de escravos. Os povos africanos eram portadores de história, de saberes, conhecimentos, na maioria das vezes transmitidos pela oralidade;

25 a da África como um continente primitivo: a imagem de que o continente africano é povoado por tribos primitivas em imensas florestas está presente no imaginário da maioria das pessoas. Imagem construída pelos meios de comunicação e pelos próprios livros didáticos. Na África tivemos grandes nações e impérios (como por exemplo o Egito Antigo). Muito das tecnologias utilizadas no Brasil, no cultivo da cana-de-açúcar e na mineração, foram trazidos pelos negros oriundos da África;

26 dos remanescentes de quilombos, sua cultura material e imaterial; da Frente Negra Brasileira, no início dos anos 30, criada em São Paulo; do significado da data 20 de novembro, repensando o 13 de maio.

27 Sugere-se, ainda para a disciplina de História, entre outros, o trabalho com os seguintes temas: Estudo... dos grandes reinos africanos, as organizações culturais, políticas e sociais de Mali, do Congo, do Zimbabwe, do Egito, entre outros; dos povos escravizados trazidos para o Brasil pelo tráfico negreiro e as consequências da Diáspora Africana; das resistências do povo negro (Quilombos, Revolta dos Malês, Canudos, Revolta da Chibata e todas as formas de negociação e conflito); da promulgação da Lei de Terras e do fim do tráfico negreiro(1850) e o impacto das ideologias de branqueamento (darwinismo social) sobre o processo de imigração européia;

28 HISTÓRIA A existência de História na e da África A biblioteca de Alexandria e as formas de registros. O Egito como civilização negra africana e demais reinos Rotas comerciais, Fluxos e refluxos migratórios da escravidão A concepção de famílias nucleares na escravidão brasileira A noção de Raça na História e o processo de diáspora negra. A imprensa negra no Brasil, a formação da classe média negra. Zumbi e o Quilombo de Palmares. Os conflitos territoriais. Agentes históricos negros no processo de abolição e pós-abolição Presos e desaparecidos políticos da Ditadura Militar. Perseguições e criminalização dos religiões afro-brasileiras.

29 a de que o negro foi escravizado porque era mais dócil, menos rebelde que os indígenas: Esta idéia está presente em boa parte dos livros didáticos. Omite-se que a história dos africanos escravizados está inserida num contexto de acumulação de bens de capital, ocorrida entre os séculos XVI e XIX, envolvendo África, Europa e Américas. No Brasil há uma história de organização e resistência, desde as vindas nos navios negreiros, as fugas individuais e coletivas para os quilombos, a organização em irmandades, a resistência da cultura nas manifestações religiosas dos batuques e terreiros, até as formas de negociação para a conquista da liberdade; a da democracia racial: que se forjou na sociedade brasileira, mascarando o tratamento desigual destinado aos afrodescendentes.

30 TEMAS E CONTEÚDOS POR SÉRIE

31 6º ano volume 2 Tema: África, O berço da humanidade e um lugar de diversidade. Conteúdo: Pré-história africana, sociedades coletoras, desenvolvimento da agricultura, diferentes artefatos pré-históricos Situação de Aprendizagem 3, CP, p.26 7º Ano- volume 4 Tema: Tráfico negreiro e escravismo no Brasil Conteúdos: Quilombos, resistência africana, engenhos coloniais, bandeirantes, Palmares, Zumbi, Ambrósio, identidade Situação de Aprendizagem 1, CP, p. 10

32 8º Ano – volume 4 Tema: Formas de resistência e o fim do tráfico e da escravidão; Conteúdos: Trabalho escravo, trabalho livre, abolição e quilombo. Situação de Aprendizagem 2, CP, p. 14 9º Ano – volume 1 Tema: Imperialismo e Neocolonialismo no século XIX Conteúdos: Imperialismo; Neocolonialismo; segunda Revolução Industrial; Capitalismo Financeiro; Capitalismo Monopolista; Darwinismo Social e Conferência de Berlim. Situação de Aprendizagem 1, CP, p. 10

33 2ª série EM – volume 1 Tema: Encontro entre europeus e as civilizações da África, Ásia e América Situação de Aprendizagem 4, CP, p.36 3ª série EM – volume 1 Tema: Imperialismos Situação de Aprendizagem 1, CP, p. 12

34 MATERIAIS UTILIZADOS POR EXPOSITORES EM ORIENTAÇÕES TÉCNICAS OFERTADAS PELO NÚCLEO DE INCLUSÃO EDUCACIONAL DA SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO. Fonte:


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