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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS CIDADE DE CASTELO BRANCO_2ºCiclo.

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Apresentação em tema: "AGRUPAMENTO DE ESCOLAS CIDADE DE CASTELO BRANCO_2ºCiclo."— Transcrição da apresentação:

1 AGRUPAMENTO DE ESCOLAS CIDADE DE CASTELO BRANCO_2ºCiclo

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3 Já passaram muitos anos mas continuo a lembrar-me daquele dia como se tivesse sido ontem… Eu tinha 10 anos e estava no Terreiro do Paço com os meus pais para ver a família real chegar de umas férias em Vila Viçosa. Nada sabia das crises políticas e dos conflitos que opunham os republicanos aos defensores da realeza. O tempo, para mim, era de brincar.

4 Naquela tarde do dia 1 de Fevereiro de 1908 havia muita gente de olhos postos no rio Tejo à espera de ver chegar o rei D. Carlos, a rainha D. Amélia e o seu filho mais velho, D. Luís Filipe. Em Lisboa tinha ficado D. Manuel, o filho mais novo, que aguardava a chegada da família no Terreiro do Paço.

5 - É uma família bonita. Só espero que Deus os proteja – disse uma senhora de meia-idade, levando a mão à cabeça para evitar que um golpe de vento lhe levasse o chapéu escuro.

6 Depois do desembarque, dos cumprimentos oficiais e honras militares, a família real subiu para a carruagem e dirigiu-se para o palácio. Lembro-me de ouvir dois senhores a comentar: É pouco prudente da parte do rei fazer esta viagem numa carruagem aberta. A população não está contente, os ânimos estão exaltados…

7 De repente, ouviram-se tiros… Instalou-se a confusão, a carruagem parou. A multidão gritava e corria em todas as direcções. O meu pai puxou-me para um lugar seguro, cobriu-me com o sobretudo e só consegui ouvir: Que desgraça! Que tragédia! Mataram o rei D. Carlos!!! E o príncipe D. Luís também está morto!

8 Tudo aconteceu em segundos, mas foi como se durasse uma eternidade…

9 A notícia correu o país e a Europa. A partir deste dia, muitas coisas mudaram em Portugal. A monarquia estava em crise…

10 D. Manuel II, filho mais novo de D. Carlos, torna-se rei de Portugal. Mas o país estava em crise, a população andava assustada e o rei não conseguia tomar decisões. Sentia-se pressionado…

11 Os monárquicos e os republicanos viviam de costas voltadas… O meu pai explicou-me que … … os monárquicos apoiavam o rei e a monarquia… …e os republicanos queriam um novo regime. Apontavam a implantação da República como solução para todos os males de Portugal.

12 E, dois anos mais tarde, no dia 4 de Outubro, o meu pai trouxe a notícia: Ontem à noite os republicanos ocuparam algumas unidades do exército e da marinha. Começaram os combates entre monárquicos e republicanos… Ouvem-se os bombardeamentos nas ruas de Lisboa!!!

13 Fiquei muito curioso, queria ver o que estava a acontecer. No dia 5, pela manhã, espreitei à janela e vi tudo…

14 O povo aderiu à revolução e ajudou a vencer a fraca oposição das forças fiéis à monarquia.

15 Os republicanos subiram à varanda da Câmara Municipal de Lisboa e proclamaram a REPÚBLICA

16 Se me perguntarem o que mudou em Portugal a partir desse dia, digo-vos que quase tudo.

17 Hoje já posso sonhar … em continuar a estudar e tornar-me engenheiro para construir pontes e escolas. Antes da República, o meu destino seria ser moço de recados numa drogaria do meu bairro pois a continuação dos estudos estava reservada aos filhos das famílias mais ricas. Agora tudo será diferente…

18 Já passaram muitos anos, mas ainda dou por mim muitas vezes a sonhar com o que aconteceu naquele dia. Naquela época eu era já muito dado a leituras, mas na minha casa havia poucos livros para ler, porque eram caros e não abundava o dinheiro para os comprar. Talvez por isso lhes dei sempre tanto valor ao longo da vida. - O que eu gostava mesmo era de ser escritor e de poder escrever um livro a contar como tudo aconteceu – confidenciei ao meu pai.

19 Hoje, ainda ecoam na minha memória estas palavras que se tornaram históricas: - Mataram o rei! Mataram o rei! Eu estava lá, eu vi, e foi por isso que decidi contar-vos o que testemunhei naquele dia, sem falar de maus nem de bons, de heróis ou de assassinos. Cada um que decida por si, sem nunca esquecer que os acontecimentos devem ser vistos à luz da sua época e dos valores que são de todos os tempos.

20 A bandeira Verde Símbolo da esperança Vermelho Símbolo da conquista, do sangue e da vitória Esfera armilar Símbolo dos descobrimentos portugueses Escudo com as cinco quinas Homenagem à bravura dos portugueses Faixa com os sete castelos Representa a independência nacional

21 O Hino A Portuguesa Heróis do mar, nobre povo, Nação valente, imortal, Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, Ó Pátria sente-se a voz Dos teus egrégios avós, Que há-de guiar-te à vitória! Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar! Música: Alfredo Keil Texto: Henrique Lopes de Mendonça.

22 Esta apresentação foi adaptada e elaborada a partir das obras: BIBLIOTECA ESCOLAR ACCB Título: O Fim da Monarquia – 5 de Outubro de 1910 Autor: Paula Cardoso Almeida Ilustrador: Carla Nazareth Título: O dia em que mataram o rei Autor: José Jorge Letria Ilustrador: Afonso Cruz


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