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O que é ler? um texto uma imagem uma música Ler O QUÊ? « …ler também é recolher sinais, criar hipóteses e, no fim, captar o sentido de uma mensagem, quer.

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Apresentação em tema: "O que é ler? um texto uma imagem uma música Ler O QUÊ? « …ler também é recolher sinais, criar hipóteses e, no fim, captar o sentido de uma mensagem, quer."— Transcrição da apresentação:

1 O que é ler? um texto uma imagem uma música Ler O QUÊ? « …ler também é recolher sinais, criar hipóteses e, no fim, captar o sentido de uma mensagem, quer seja linguística, icónica ou sonora». L. HAMM, Pág.9 Decidiu-se abordar o texto, a imagem, a música… sob a perspectiva do significado e da compreensão, não da emoção ou do prazer estético. Nota:

2 «Ainda que as coisas não tenham sido sempre formuladas deste modo, pode-se afirmar, hoje em dia, que abordar ou estudar certos fenómenos à luz da sua componente semiótica significa considerar o seu modo de produção de sentido; noutros termos, a forma como eles provocam significados (ou seja, interpretações). Na realidade, um símbolo só o é se «exprimir uma ou várias idéias», e se desencadear no espírito daquele ou daqueles que o detectam, uma acção interpretativa». O nosso esquema de trabalho (Martine Joly, Introdução à análise da imagem, Págs )

3 Algumas leituras interessantes! Para aprofundar : « Le monde est un livre! » Dois extractos de Alberto MANGUEL: « Quest-ce que lire ?» Dois pequenos extractos de Hubert Nyssen, para nos chamar a atenção. Diferença entre semiótica e semiologia: Ferdinand de Saussure e Charles Sanders Peirce. Extractos de Martine Joly, Introdução à análise da imagem, Págs Podem ser escolhidas para leitura imediata ou a curto prazo! Elas serão propostas de novo no final deste documento.

4 Textos, imagens e música utilizam símbolos… Que devem ser descodificados!!

5 Comparemo-los brevemente Do ponto de vista da sua natureza (o código) Do ponto de vista do leitor (o descodificador) Comecemos por comparar textos, imagens e música do ponto de vista da sua natureza, isto é, do código:

6 = Composição, entrelaçamento, recolha, reunião,… Não deixados à sorte realizados por qualquer pessoa. Para dizer/comunicar qualquer coisa Dispostos e combinados de acordo com regras que podemos aprender a conhecer. A desencriptar por mais alguém que lhe dê sentido, Palavras Sem caracteres analógicos (caracteres arbitrários) Alcançáveis de forma linear « Objectos » sonoros Sem caracteres analógicos Alcançável linearmente Cores, formas, grafismos… Caracteres frequentemente analógicos Alcançável simultaneamente Utilisando um código composto de símbolos. MúsicaTextosImagens

7 Autor (para um texto) Autor (para uma imagem) isto é: desenhador, pintor, ilustrador, grafista,… Compositor (para uma música) chamado Écrire (« escrever ») photographier, dessiner, représenter, illustrer,… (« Fotografar, desenhar, representar, ilustrar ») Composer (« compôr ») = LER Verbos utilizados em Francês ver, ouvir, percorrer,… para dizer/comunicar alguma coisa a mais alguém, que vai descodificar e criar sentido através de um acto de leitura Alguém…constrói uma mensagem, utilisando um código… = Aprofundemos agora o ponto de vista do leitor…

8 - Se se quiser ler um texto escrito, deve conhecer-se a fundo o código escrito. - Oralmente, não se deve conhecer o código escrito para compreender um texto lido por uma outra pessoa (algo que acontece desde tenra infância) e menos ainda para produzir um discurso (em língua materna). Para se ler uma imagem, não deve conhecer-se o código icónico: as imagens estão omnipresentes à nossa volta e, como elas são frequentemente analógicas, podem ser vistas e lidas sem qualquer tipo de aprendizagem específico. Imagem: não pode ser oralizada como tal. Oralizá-la implica forçosamente o início de uma interpretação! Pelo contrário, para serem lidas na totalidade ou para serem produzidas com êxito, não devemos conhecer o código icónico (para nos convencermos disso, ver em anexo algumas linhas de L. Hamm, « Lire des images »). Texto:

9 - Se for tocada por alguém, podemos ouvi-la sem termos necessidade de aprender o código musical. Ela está igualmente presente em nosso redor. - Se for tocada por alguém, podemos compreendê-la melhor se estivermos de posse dos elementos que constituem o seu código, analisá-la ou apreciá-la (tal como se faz com a imagem!). - Se ela for escrita, para que nós próprios a possamos ler, devemos conhecer o código musical. Música:

10 Ler = descodificar e interpretar estes símbolos (e daí, não agir indiscriminadamente), de acordo com a sua própria subjectividade e o seu contexto cultural, com o intuito de lhe atribuir um sentido. Ler permite intervir Um leitor Uma mensagem Num contexto um texto uma imagem uma música

11 O que é um símbolo? O que fazer ou como agir para o descodificar? « Um símbolo tem uma materialidade da qual nos apercebemos com um ou mais dos nossos sentidos. Podemos vê-lo (um objecto, uma cor, um gesto), ouvi-lo (linguagem articulada, grito, música, barulho), senti-lo (odores diversos: perfumes, fumo), tocar-lhe, ou ainda, saboreá-lo. Em suma: Vejamos o que diz sobre o assunto Martine JOLY, no seu livro « Introduction à lanalyse de limage »… ?

12 Isto de que nós nos apercebemos substitui algo mais. É esta a particularidade essencial do signo linguístico: estar lá, estar presente, para designar ou significar outra coisa, ausente ou não, concreta ou abstracta. A vermelhidão ou a palidez podem ser sinais de doença ou de emoção; os sons da língua dos quais me apercebo são símbolos dos conceitos que aprendi a associar; o fumo que sinto é sinal de fogo; (…) também posso acreditar que a visão de um gato negro é sinal de infelicidade; um semáforo vermelho, num cruzamento, é sinal de proibição para uma viatura e seu condutor e por aí adiante. Vemos, assim, que tudo pode ser um símbolo, a partir do momento em que deduzo um significado que depende da minha cultura, bem como do contexto em que o signo/símbolo apareceu. (…) Para Peirce, um símbolo é «qualquer coisa que substitui algo mais para alguém, sob qualquer ponto de vista, sob um qualquer pretexto». Martine Joly, Pág. 25

13 Um símbolo mantem uma relação solidária entre três pólos : O Significante O Referente O Significado O significado (que depende do contexto e do aparecimento do símbolo, bem como da espera do receptor). O referente (ou seja, o objecto, o que é representado, aquilo que ele significa); O significante (isto é, a face perceptível do signo); Exemplos na página seguinte!

14 Exemplos :Oiço ou leio a palavra « camelo»… O significante O referente O significado A palavra ouvida ou lida. Este som ouvido ou esta palavra lida remete- -nos para o conceito bem conhecido do « mamífero ». Partindo do princípio de que eu sou um europeu, virado sobretudo para o Grande Norte, ou um europeu amador em desertos, ou um Tuareg nómada no Sahara vivendo do comércio graças aos meus camelos, ou extremamente aborrecido com alguém desagradável ou insuportável que se me atravessa no caminho, o mesmo significante terá significados bem diferenciados.

15 Outro exemplo.Vejo esta imagem… O significante O referente O significado Un dessin, une image en couleurs, informatisée Deux personnages stylisés portent chacun un gros paquet avec emballage cadeau. Em períodos de fim de ano e em países ricos, a imagem ao lado representará presentes, festas, um novo ano… A meio do ano, ela poderia fazer lembrar um aniversário, o nascimento de alguém, uma reforma recém- chegada para um idoso… Imagine-se o que ela poderia significar para um grafista, uma criança de 4 anos, uma pessoa de idade muito doente, etc. E para pessoas de países pobres, ela poderia fazer referência a riqueza, exploração de pessoas, arrogância, etc.

16 (Martine Joly, Pág. 25) A exemplo do que Jocelyne Giasson descreve para os textos, podemos (por conseguinte) dizer que LER é um: Processo activo Processo indivisível (todas as aptidões ao mesmo tempo) Processo de construção de sentido Processo de comunicação Processo interactivo Para mais pormenores, ver J. Giasson, La lecture, De la théorie à la pratique, capítulo1. Processo de linguagem « Observe-se com atenção que um objecto real num é um signo linguístico daquilo que ele é, mas poderá ser um símbolo de qualquer outra coisa. »

17 As palavras (ditas ou escritas) são um meio privilegiado de comunicação, de aprendizagem, de entrada nas imagens e na música, de análise… Atribui-se, desta forma, uma grande importância à leitura de textos (em primeiro lugar) e de imagens (logo de seguida). Para a música, preferiu-se remeter para documentos existentes, como por exemplo, «Leçons de musique» de Jean-François Zygel, que são verdadeiramente notáveis. Algumas foram filmadas (Chopin, Fauré, Bartok, Debussy, Chostakovitch e muitas outras) e posteriormente editadas em DVD. Eis a razão pela qual se apresenta em jeito de resumo, o conjunto da obra de J. Giasson sobre a compreensão na leitura (consultar um outro documento em formato ppt).

18 «Le monde est un livre!» Dois extractos de Alberto MANGUEL: « Quest-ce que lire? » Dois pequenos extractos de Hubert Nyssen para nos chamar a atenção. Diferença entre semiótica e semiologia: Ferdinand de Saussure e Charles Sanders Peirce. Extractos de Martine Joly, Introdução à análise da imagem, Págs Como indicado no início deste documento, eis algumas leituras interessantes a descobrir e aprofundar! Documento realizado por Hélène Delvaux e Anne Moinet da IF Bélgica e passada para Microsoft PowerPoint 2003 por Hélène Delvaux. Para o Projecto Europeu Signes et sens 2009

19 Alberto Manguel, na sua Histoire de la lecture (ed. Actes Sud, 1998), afirma que as metáforas são «um meio autêntico de compreensão de contextos» e mostra que uma das metáforas mais frequentes e mais antigas é a de apresentar o mundo como um livro. Nesta óptica, o livro torna-se um livro sobre um livro (Págs. 207 e 209). Metáforas da leitura (...) Dizer que um autor é um leitor e um leitor um autor, considerar um livro como um ser humano ou um ser humano como um livro, descrever o mundo como um texto ou um texto como o mundo, são múltiplas formas de nos referirmos à arte do leitor. Dizer que lemos - o mundo, um livro, um corpo - não é suficiente. A metáfora da leitura exige, por sua vez, uma outra metáfora: exige ser explicada em imagens situadas fora da biblioteca do leitor e, no entanto, no interior do seu corpo, associa- se a função de leitura às outras funções essenciais do nosso ser. A leitura – como já vimos - serve de veículo metafórico, mas para que possa ser compreendida, ela própria deve ser reconhecida através de metáforas. Tal como os escritores falam de resumir uma história, de rever um texto, de deixar germinar uma ideia, de apimentr uma cena ou de preencher o esqueleto de um argumento, de temperar um pedaço de vida de alusões, oferecendo aos leitores algo para lhes aguçar o apetite.

20 Falamos, nós os leitores, de saborear um livro, de o considerar um alimento para a alma, de o devorar de uma só vez, de digerir uma passagem, de ter na ponta da língua os versos de um poeta, de fazer uma festa de poesia ou de seguir um regime de romances policiais. Num estudo sobre a arte de estudar, o intelectual francês do Século XVI, Francis Bacon, definiu o processo: «É preciso degustar certos livros, engolir outros, mastigar e digerir alguns.» (...)Seja qual for a forma como os leitores se apropriam dos livros, livro e leitor, no final, são apenas um. O mundo que se constitui como um livro, é devorado por um leitor que é uma letra no texto do mundo; assim nasce uma metáfora circular do Infinito da leitura. Nós somos o que lemos.

21 Alberto Manguel, Une histoire de la lecture, ed. Actes Sud, 1998, Págs.19 e 20 Os leitores de livros (…) desenvolvem ou acumulam uma função que nos é comum a todos. Ler letras numa página é, apenas, um de muitos adornos. O astrónomo que lê um mapa de estrelas desaparecidas; o arquitecto japonês que lê o terreno sobre o qual se deverá construir uma casa de modo a protegê-la das intempéries; o biólogo que lê os excrementos dos animais na floresta; o jogador que lê a expressão do seu parceiro numa partida de cartas, antes de jogar a carta vencedora; o bailarino que lê as indicações do coreógrafo e o público que lê as indicações do bailarino no palco; o tecelão que lê os complexos desenhos num tapete em pleno processo de tecelagem; o organista que lê várias linhas musicais simultaneamente orquestradas na pauta; os pais que lêem no rosto do seu bebé os sinais de alegria, de medo e de espanto; o adivinho chinês que lê os relevos antigos na carapaça da tartaruga; o amante que lê às cegas o corpo amado e a noite, sob os lençóis; o psiquiatra que ajuda oseus pacientes a ler os seus sonhos enigmáticos; o pescador havaiano que lê as correntes marinhas submergindo uma mão na água; o agricultor que lê no céu o tempo que vai fazer.

22 E, no entanto, em cada um destes casos, é o leitor que lê: é o leitor que confere ou reconhece a um objecto, um lugar ou um acontecimento uma certa possibilidade de leitura; cabe ao leitor atribuir sentido a um sistema de símbolos e depois decifrá-lo. Todos nós, lemo-nos a nós próprios e lemos o mundo que nos rodeia a fim de nos apercebermos do que somos e onde nos encontramos. Lemos para compreender ou para começar a compreender. Não temos outro remédio a não ser ler. Ler, quase tanto como respirar, é uma função essencial para nós. – todos partilham com o leitor de livros a arte de decifrar e de traduzir signos linguísticos. Algumas destas leituras são coloridas pela noção de que o objecto lido foi creado com essa finalidade específica por outros seres humanos – a música, por exemplo, ou os sinais de trânsito – ou, por desígnios divinos – a carapaça da tartaruga, o céu nocturno. Os outros surgem por mero acaso.

23 Hubert NYSSEN, Lerá bem quem ler por último- carta libertina sobre a leitura (ed. Labor/ ed. Espace de libertés, 2004) Pág. 43 « …não chega saber ler para poder ler (…) se não se tiver sido preparado por uma educação, tenha ela sido privada ou pública, não se encontrará na leitura senão decepção, ou pior ainda, um pouco de hostilidade. Dar a ler a quem não sabe ler terá, como consequência, desviar alguém dos livros por muito tempo, ou mesmo para sempre.» Pág. 44 «… nunca confundir o dar-a-ler com o aprender a ler, a mobilização para a leitura com a alfabetização.»

24 «Precisemos primeiro a etimologia de «Semiótica », bem como de «Semiologia», termo igualmente empregue com frequência. Refira-se rapidamente, ainda que a coisa seja mais complexa, que os dois termos não são porém, sinónimos: o primeiro, de origem americana, é o termo canónico que designa a semiótica como filosofia das linguagens. O uso do segundo, de origem europeia, é entendido por seu lado como o estudo de linguagens específicas (imagem, língua gestual, teatro, etc.). Estes dois nomes são construídos a partir da palavra grega séméion, que quer dizer «signo/símbolo(…)». A ideia de elaborar uma ciência dos signos/símbolos, baptizada assim, na origem, Semiologia ou Semiótica, e que consistiria em estudar os diferentes tipos de sinais que nós interpretamos, em se revestir de uma tipologia, em encontrar as leis de funcionamento das diferentes categorias de sinais, é uma ideia recente et remonta, portanto, ao início do nosso Século XX. Os seus grandes precursores são o linguista suiço Ferdinand de Saussure, na Europa, e o cientista Charles Sanders Peirce, nos Estados Unidos ». Na origem M. Joly, Introduction à lanalyse de limage, Págs

25 « (…) A televisão, a publicidade, os cartazes, a banda desenhada, os filmes, as imagens de qualquer origem e de todos os tipos acompanham-nos (aos alunos) desde os seus primeiros passos, sem que lhes seja proposto um qualquer esforço de reflexão e análise para virem em seu auxílio, para transformar em saber estruturado e controlado uma acumulação caótica de impressões vagas ou, na melhor das hipóteses, um conjunto de conhecimentos mais ou menos superficiais.» « Não existe certamente aquilo a que poderíamos chamar de « analfabetos da imagem ». Mesmo a criança na mais tenra idade já tem da imagem um conhecimento totalmente intuitivo, uma vez que não vê nela um simples pedaço de papel, mas antes uma autêntica representação.» Liliane Hamm, Ler imagens, 1986 (Pág. 9)

26 Grande poderia ser, então, a tentação de nos apoiarmos exclusivamente nestes saberes globais e intuitivos e em práticas puramente imitadoras, para levar os alunos a produzir algo de muito ambicioso e pleno de materiais sofisticados, mas que amiúde se ficam pelas intenções, depois de ultrapassada a paixão pela novidade. Video-gravadores e câmaras de filmar podem, então, ficar relegadas para segundo plano, por não terem permitido alcançar os resultados esperados, e tudo devido à ausência de um domínio razoável da imagem, da sua linguagem e dos seus códigos, dos quais ela só se pode apropriar gradualmente, habitualmente com meios bem mais modestos. Liliane Hamm, Ler des imagens, 1986 (Pág. 9)


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