A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

COMUNIDADE DE COMUNIDADES: UMA NOVA PARÓQUIA Tema central da 54ª Assembleia da CNBB Pe. Aluísio Ramos Novembro 2013.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "COMUNIDADE DE COMUNIDADES: UMA NOVA PARÓQUIA Tema central da 54ª Assembleia da CNBB Pe. Aluísio Ramos Novembro 2013."— Transcrição da apresentação:

1 COMUNIDADE DE COMUNIDADES: UMA NOVA PARÓQUIA Tema central da 54ª Assembleia da CNBB Pe. Aluísio Ramos Novembro 2013

2 Pressuposto: Opção pela paróquia Fidelização ao Concílio Vaticano II e retorno à raiz evangélica. Fidelização ao Concílio Vaticano II e retorno à raiz evangélica. Aparecida e Santo Domingo : clara opção pela paróquia e pela sua revitalização Aparecida e Santo Domingo : clara opção pela paróquia e pela sua revitalização DGAE : papel fundamental das paróquias na evangelização. DGAE : papel fundamental das paróquias na evangelização. Transformar a estrutura da paróquia numa comunidade de comunidades. Transformar a estrutura da paróquia numa comunidade de comunidades.

3 Estrutura do texto 1. Bíblia: Referência a vida e a prática de Jesus 1. Bíblia: Referência a vida e a prática de Jesus 2. Tradição Cristã: teologia da paróquia 2. Tradição Cristã: teologia da paróquia 3. Desafios da realidade 3. Desafios da realidade 4. Propostas pastorais 4. Propostas pastorais

4 Metodologia Partir de Jesus Cristo Partir de Jesus Cristo DGAE ( ) DGAE ( ) Diálogo com a realidade social e pastoral Diálogo com a realidade social e pastoral Acolhida das experiências da prática eclesial Acolhida das experiências da prática eclesial Suscitar reflexões, debates e revisões da prática pastoral Suscitar reflexões, debates e revisões da prática pastoral

5 Capítulo I – Perspectiva Bíblica 1.1 Recuperar a comunidade 1.1 Recuperar a comunidade Antigo Israel, a comunidade era a base da convivência social Antigo Israel, a comunidade era a base da convivência social Tempo de Jesus : a Vida comunitária estava se desintegrando (pax romana) 1.2 A nova experiência de Deus Revelada por Jesus: bondade, misericórdia, ternura e acolhida (Lc 15) 1.2 A nova experiência de Deus Revelada por Jesus: bondade, misericórdia, ternura e acolhida (Lc 15)

6 Capítulo I – Perspectiva Bíblica 1.3 A missão do Messias 1.3 A missão do Messias Boa nova do Reino é para todos. O Messias é o servo da humanidade (Jo 13) 1.4 A novidade do Reino 1.4 A novidade do Reino Todos são irmãos e irmãs 1.5 Um novo estilo de vida comunitária 1.5 Um novo estilo de vida comunitária Doutrina dos Apóstolos, oração, fração do Pão e solidariedade. (At 2, 42)

7 Capítulo I – Perspectiva Bíblica 1.6 O novo modo de ser pastor: Convive com todos respeitosamente recuperando a dimensão caseira da fé. (Mt 10) 1.6 O novo modo de ser pastor: Convive com todos respeitosamente recuperando a dimensão caseira da fé. (Mt 10) 1.7 Um ensinamento novo: Ligado ao cotidiano da vida, com interatividade (parábolas); parte de sua experiência com o Pai. 1.7 Um ensinamento novo: Ligado ao cotidiano da vida, com interatividade (parábolas); parte de sua experiência com o Pai. 1.8 Nova páscoa: manhã da ressurreição faz nascer a nova comunidade de discípulos missionários do crucificado-ressuscitado. O encontro com o ressuscitado implica no anuncio da Boa Notícia: Eu vi o Senhor(Jo 20, 18) 1.8 Nova páscoa: manhã da ressurreição faz nascer a nova comunidade de discípulos missionários do crucificado-ressuscitado. O encontro com o ressuscitado implica no anuncio da Boa Notícia: Eu vi o Senhor(Jo 20, 18)

8 Capítulo I – Perspectiva Bíblica 1.9 Pentecostes: o novo povo de Deus: o Espírito forma discípulos missionários para fazerem todos os povos irmãos do ressuscitado. (Mt 28, 19) 1.9 Pentecostes: o novo povo de Deus: o Espírito forma discípulos missionários para fazerem todos os povos irmãos do ressuscitado. (Mt 28, 19) 1.10 A nova esperança: a comunidade eterna a caminho da Pátria Trinitária, comunidade perfeita no amor A nova esperança: a comunidade eterna a caminho da Pátria Trinitária, comunidade perfeita no amor.

9 Capítulo II – Perspectiva Teológica A vida comunitária é fundamental na Igreja e se inspira na Trindade. Sem comunidade não há como viver autenticamente a experiência cristã. A vida comunitária é fundamental na Igreja e se inspira na Trindade. Sem comunidade não há como viver autenticamente a experiência cristã. A vivência comunitária da fé cristã conheceu diferentes formas de se concretizar historicamente: da igreja doméstica à paróquia de hoje. A vivência comunitária da fé cristã conheceu diferentes formas de se concretizar historicamente: da igreja doméstica à paróquia de hoje.

10 Capítulo II – Perspectiva Teológica 2.1 PARÓQUIA: grego 2.1 PARÓQUIA: grego substantivo: paroikía, significa estrangeiro, migrante. verbo: paroikein, viver junto a, habitar nas proximidades, viver em casa alheia (Rt 2,1ss) ou em peregrinação. Novo Testamento: os cristãos identificados como peregrinos, seguidores do Caminho (At 16, 17)

11 Capítulo II – Perspectiva Teológica A paróquia, assim é uma estação onde se vive de forma provisória, pois o cristão é caminheiro. Ele segue um Caminho: Cristo (At 16, 17) A paróquia, assim é uma estação onde se vive de forma provisória, pois o cristão é caminheiro. Ele segue um Caminho: Cristo (At 16, 17) São Paulo prefere usar a expressão Igreja Doméstica indicando que as comunidades se reuniam nas casas dos cristãos. São Paulo prefere usar a expressão Igreja Doméstica indicando que as comunidades se reuniam nas casas dos cristãos. 2.1 A Igreja Doméstica

12 Capítulo II – Perspectiva Teológica Paulo funda comunidades nas cidades mais importantes do império Paulo funda comunidades nas cidades mais importantes do império Entra na nova organização social que emergia Entra na nova organização social que emergia Modifica o estilo predominantemente rural de ser comunidade à partir da experiência da Palestina (Pastoral Urbana). Modifica o estilo predominantemente rural de ser comunidade à partir da experiência da Palestina (Pastoral Urbana). Enquanto as comunidades do cristianismo palestinense eram profundamente itinerantes, a proposta de Paulo passa a um cristianismo fixo e sedentário. Enquanto as comunidades do cristianismo palestinense eram profundamente itinerantes, a proposta de Paulo passa a um cristianismo fixo e sedentário. 2.1 A Igreja Doméstica – Comunidades Paulinas

13 Capítulo II – Perspectiva Teológica Roma: o cristianismo adquiriu a forma de uma organização central. Cresceu o número de cristãos e as igrejas domésticas ficaram abaladas. Roma: o cristianismo adquiriu a forma de uma organização central. Cresceu o número de cristãos e as igrejas domésticas ficaram abaladas. As Assembleias cristãs tornaram-se cada vez mais massivas e anônimas As Assembleias cristãs tornaram-se cada vez mais massivas e anônimas Desapareceram as fronteiras entre comunidade eclesial e sociedade civil e se identifica a paróquia como a igreja paroquial, caracterizada pelo local de reunião ou templo. A diocese emerge como expansão das comunidades eclesiais urbanas (séc. IV) Desapareceram as fronteiras entre comunidade eclesial e sociedade civil e se identifica a paróquia como a igreja paroquial, caracterizada pelo local de reunião ou templo. A diocese emerge como expansão das comunidades eclesiais urbanas (séc. IV) 2.2 O surgimento das paróquias

14 Capítulo II – Perspectiva Teológica Surgiram da expansão missionária da igreja nos pequenos povoados que rodeavam as cidades e passará a ser essencialmente a igreja estalada na cidade para cuidar dos convertidos. Surgiram da expansão missionária da igreja nos pequenos povoados que rodeavam as cidades e passará a ser essencialmente a igreja estalada na cidade para cuidar dos convertidos. CONCÍLIO DE TRENTO (séc XVI): Não modifica o perfil estrutural da paróquia, insiste que o pároco resida na paróquia, estabeleceu os critérios de territorialidade e propôs a criação de novas paróquias para responder ao problema do crescimento populacional. Delineou o modelo MODERNO de paróquia que chegou aos nossos dias (sessão 23ª, cap V, cap XVIII) CONCÍLIO DE TRENTO (séc XVI): Não modifica o perfil estrutural da paróquia, insiste que o pároco resida na paróquia, estabeleceu os critérios de territorialidade e propôs a criação de novas paróquias para responder ao problema do crescimento populacional. Delineou o modelo MODERNO de paróquia que chegou aos nossos dias (sessão 23ª, cap V, cap XVIII) 2.2 Paróquias

15 Capítulo II – Perspectiva Teológica 1917 – Paróquia: menor circunscrição local, pastoral e administrativa. (Canon 215ss) 1917 – Paróquia: menor circunscrição local, pastoral e administrativa. (Canon 215ss) 1983 – As paróquias são: Comunidade de fiéis, constituída de maneira estável e confiada aos cuidados pastorais de um pároco, como seu pastor próprio. (Canon 515) Territoriais, ou seja, abrangem todos os fiéis de determinado território. (Canon 518) 2.2 Direito Canônico

16 Capítulo II – Perspectiva Teológica A Igreja de Cristo está presente na Igreja Particular, esta Igreja de Cristo está verdadeiramente presente em todas as legítimas comunidades locais de fiéis, que unidas com seus pastores, são também elas, no Novo Testamento, chamadas de igrejas. (LG 26) A Igreja de Cristo está presente na Igreja Particular, esta Igreja de Cristo está verdadeiramente presente em todas as legítimas comunidades locais de fiéis, que unidas com seus pastores, são também elas, no Novo Testamento, chamadas de igrejas. (LG 26) A paróquia, porém, não é a Igreja Particular no sentido estrito, pois ela está em rede com as demais paróquias que formam a diocese, que é a Igreja Particular. Para o Concílio Vaticano II, portanto, a paróquia só pode ser compreendida a partir da Diocese. A paróquia, porém, não é a Igreja Particular no sentido estrito, pois ela está em rede com as demais paróquias que formam a diocese, que é a Igreja Particular. Para o Concílio Vaticano II, portanto, a paróquia só pode ser compreendida a partir da Diocese. 2.3 Concílio vaticano II

17 Capítulo II – Perspectiva Teológica A passagem : Do territorial para o comunitário Do territorial para o comunitário Do princípio único do pároco a uma comunidade toda ministerial Do princípio único do pároco a uma comunidade toda ministerial Da dimensão cultual para a totalidade das dimensões da comunhão e missão da Igreja no mundo Da dimensão cultual para a totalidade das dimensões da comunhão e missão da Igreja no mundo 2.3 Síntese do Vaticano II sobre a paróquia

18 Capítulo II – Perspectiva Teológica Em seus documentos, principalmente Lumen Gentium e Gaudium et Spes, o Concilio evita a falar de Paróquias. A Doutrina Conciliar não está interessada em falar da instituição. Para indicar a Igreja visível, o Concílio usa a palavra COMUNIDADE.

19 Capítulo II – Perspectiva Teológica Puebla : paróquia lugar de encontro, de fraterna comunicação de pessoas e de bens, de articulação de uma rede de comunidades, tornando-se responsável pelo elo dessas comunidades entre si, com as demais paróquias e com a diocese. (DP 644) Puebla : paróquia lugar de encontro, de fraterna comunicação de pessoas e de bens, de articulação de uma rede de comunidades, tornando-se responsável pelo elo dessas comunidades entre si, com as demais paróquias e com a diocese. (DP 644) 2.4 A renovação paroquial na América Latina e no Caribe

20 Capítulo II – Perspectiva Teológica Santo Domingo : A paróquia, comunidade de comunidades e movimentos, acolhe as angustias e esperanças das pessoas, anima e orienta a comunhão, participação e missão (SD 58) Santo Domingo : A paróquia, comunidade de comunidades e movimentos, acolhe as angustias e esperanças das pessoas, anima e orienta a comunhão, participação e missão (SD 58) Aparecida : A multiplicação das comunidades menores e a nova pastoral urbana (DAp 170) Aparecida : A multiplicação das comunidades menores e a nova pastoral urbana (DAp 170) 2.4 América Latina e Caribe

21 Capítulo II – Perspectiva Teológica Paróquias se transformem cada vez mais em comunidade de comunidades Paróquias se transformem cada vez mais em comunidade de comunidades A renovação das paróquias no início do terceiro milênio exige a reformulação de suas estruturas para que seja um rede de comunidades e grupos capaz de articular, conseguindo que os participantes se sintam realmente discípulos missionários de Cristo em comunhão (DAp, ns. 99, 179 e 309) A renovação das paróquias no início do terceiro milênio exige a reformulação de suas estruturas para que seja um rede de comunidades e grupos capaz de articular, conseguindo que os participantes se sintam realmente discípulos missionários de Cristo em comunhão (DAp, ns. 99, 179 e 309) 2.4 Aparecida

22 Capítulo II – Perspectiva Teológica As paróquias tem um importante papel na vivência da fé. Para a maioria de nossos fiéis elas são espaço de inserção na Igreja. Na maioria das vezes, a relação se restringe aos chamados serviços paroquiais, deixando insatisfeito um bom número de pessoas que buscam formas mais comunitárias de viver sua fé. Por isso, independente das inúmeras dificuldades, é urgente que a paróquia se torne, cada vez mais, comunidade de comunidades vivas e dinâmicas de discípulos missionários de Jesus Cristo. (DGAE 99) As paróquias tem um importante papel na vivência da fé. Para a maioria de nossos fiéis elas são espaço de inserção na Igreja. Na maioria das vezes, a relação se restringe aos chamados serviços paroquiais, deixando insatisfeito um bom número de pessoas que buscam formas mais comunitárias de viver sua fé. Por isso, independente das inúmeras dificuldades, é urgente que a paróquia se torne, cada vez mais, comunidade de comunidades vivas e dinâmicas de discípulos missionários de Jesus Cristo. (DGAE 99) 2.4 A CNBB

23 Capítulo II – Perspectiva Teológica N o sentido teológico-pastoral, é a Igreja que está onde as pessoas se encontram, independentemente dos vínculos de território, moradia ou pertença geográfica. N o sentido teológico-pastoral, é a Igreja que está onde as pessoas se encontram, independentemente dos vínculos de território, moradia ou pertença geográfica. É a casa-comunidade onde as pessoas se encontram. Isso nem sempre fará referencia a um espaço determinado. A paróquia pode ser não territorial, mas ambiental ou de acordo com a escolha da pessoa. É a casa-comunidade onde as pessoas se encontram. Isso nem sempre fará referencia a um espaço determinado. A paróquia pode ser não territorial, mas ambiental ou de acordo com a escolha da pessoa. 2.5 A paróquia como casa

24 Capítulo II – Perspectiva Teológica Casa da palavra : comunidade atraída pela voz do seu Senhor, que acolhe, vive e anuncia a Palavra Casa da palavra : comunidade atraída pela voz do seu Senhor, que acolhe, vive e anuncia a Palavra Casa do Pão – Liturgia. Na liturgia se estabelecem as novas relações que o Evangelho propõe através da filiação divina que o cristão recebe do pai em Cristo. Essas relações são celebradas especialmente na Eucaristia. Casa do Pão – Liturgia. Na liturgia se estabelecem as novas relações que o Evangelho propõe através da filiação divina que o cristão recebe do pai em Cristo. Essas relações são celebradas especialmente na Eucaristia. 2.5 A Casa

25 Capítulo II – Perspectiva Teológica Casa da caridade: Casa da caridade: Serviço alegre e por amor a todos (Jo 13,15; 15,13) 2.5 A Casa

26 Capítulo III – Novos Contextos desafios à paróquia DIFERENTES REALIDADES DIFERENTES REALIDADES Há paróquias que não assumiram a renovação proposta pelo Concílio Vaticano II e continuam a concentrar suas atividades principais na liturgia sacramental e nas devoções (Casa do Pão). Há paróquias que não assumiram a renovação proposta pelo Concílio Vaticano II e continuam a concentrar suas atividades principais na liturgia sacramental e nas devoções (Casa do Pão). Por outro lado, há comunidades preocupadas com a evangelização, mas falta ampliar a ação evangelizadora fortalecendo pequenas comunidades em comunhão. Por outro lado, há comunidades preocupadas com a evangelização, mas falta ampliar a ação evangelizadora fortalecendo pequenas comunidades em comunhão.

27 Capítulo III – Novos Contextos desafios à paróquia Desafios 3.1 âmbito da pessoa: intimismo religioso, mudanças na família 3.1 âmbito da pessoa: intimismo religioso, mudanças na família 3.2 Âmbito da comunidade: a nova territorialidade (do físico ao ambiental); estruturas obsoletas na pastoral; entre o relativismo e o fundamentalismo 3.2 Âmbito da comunidade: a nova territorialidade (do físico ao ambiental); estruturas obsoletas na pastoral; entre o relativismo e o fundamentalismo 3.3 Âmbito da sociedade: pós moderna, pós cristã, pluralismo cultural. 3.3 Âmbito da sociedade: pós moderna, pós cristã, pluralismo cultural.

28 Capítulo III – Novos Contextos desafios à paróquia 3.4 A urgência da renovação paroquial 3.4 A urgência da renovação paroquial As grandes cidades desafiam o atendimento pastoral especialmente nas áreas distantes do centro As grandes cidades desafiam o atendimento pastoral especialmente nas áreas distantes do centro Aumentam as estatísticas daqueles que se declaram sem religião mas não sem fé Aumentam as estatísticas daqueles que se declaram sem religião mas não sem fé Está em crise o sentimento de pertença a comunidade Está em crise o sentimento de pertença a comunidade

29

30 Capítulo IV- Perspectivas pastorais 4.1 Recuperar as bases da comunidade cristã 4.1 Recuperar as bases da comunidade cristã Há critérios para reconhecer uma comunidade seguidora de Jesus Cristo Há critérios para reconhecer uma comunidade seguidora de Jesus Cristo 1. A Palavra como fonte 1. A Palavra como fonte 2. A Liturgia que celebra a vida 2. A Liturgia que celebra a vida 3. A solidariedade com os vulneráveis 3. A solidariedade com os vulneráveis

31 Capítulo IV- Perspectivas pastorais 4.2 recuperar as bases da comunidade 4.2 recuperar as bases da comunidade A) Viver a Palavra : as novas gerações tem necessidade de ser introduzidas na leitura e no conhecimento da palavra de Deus. Evitar o risco de uma abordagem individualista, tendo presente que a Palavra é de Deus. A) Viver a Palavra : as novas gerações tem necessidade de ser introduzidas na leitura e no conhecimento da palavra de Deus. Evitar o risco de uma abordagem individualista, tendo presente que a Palavra é de Deus. Insistir na catequese centrada na Palavra de Deus Insistir na catequese centrada na Palavra de Deus Aprofundar a relação com a Palavra de Deus através da leitura orante Aprofundar a relação com a Palavra de Deus através da leitura orante

32 Capítulo IV- Perspectivas pastorais B) Viver a Eucaristia B) Viver a Eucaristia A Eucaristia é o lugar privilegiado do encontro celebrativo dos discípulos e discípulas com o seu Senhor. A Eucaristia é o lugar privilegiado do encontro celebrativo dos discípulos e discípulas com o seu Senhor. Onde não há Eucaristia celebre-se a Palavra que faz presente o mistério pascal no amor que congrega (Jo 3, 14) e na oração comunitária (Mt 18,20) Onde não há Eucaristia celebre-se a Palavra que faz presente o mistério pascal no amor que congrega (Jo 3, 14) e na oração comunitária (Mt 18,20)

33 Capítulo IV- Perspectivas pastorais C) Viver a caridade C) Viver a caridade A Igreja é a comunidade da caridade A Igreja é a comunidade da caridade O amor ao próximo, radicado no amor a Deus, é um dever de toda comunidade cristã O amor ao próximo, radicado no amor a Deus, é um dever de toda comunidade cristã A caridade cristã é a marca concreta do discípulo que encontrou o seu Senhor nas situações dolorosas da existência (Mt 25,31ss) A caridade cristã é a marca concreta do discípulo que encontrou o seu Senhor nas situações dolorosas da existência (Mt 25,31ss)

34 Capítulo IV- Perspectivas pastorais 4.3 A comunidade de comunidades 4.3 A comunidade de comunidades O reconhecimento da necessidade de formação de comunidades menores é uma tarefa importante no processo de renovação paroquial O reconhecimento da necessidade de formação de comunidades menores é uma tarefa importante no processo de renovação paroquial A) Setorização da paróquia A grande comunidade impossibilita manter os vínculos humanos e sociais. Grupos menores favorecem uma nova forma de partilhar a vida cristã. A) Setorização da paróquia A grande comunidade impossibilita manter os vínculos humanos e sociais. Grupos menores favorecem uma nova forma de partilhar a vida cristã.

35 Capítulo IV- Perspectivas pastorais A setorização é um meio. A formação das lideranças é imprescindível A setorização é um meio. A formação das lideranças é imprescindível B) Integração de comunidades, movimentos e grupos B) Integração de comunidades, movimentos e grupos Num mundo plural, não se pode querer um único modo de ser comunidade. As comunidades ambientais e afetivas, que são diferentes experiências cristãs independem de território e podem constituir uma rede de comunidades.

36 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Comunidades cristãs ambientais ou transterritoriais São formadas por grupos de moradores de ruas, universitários, empresários, artistas, hospitais, escolas, etc. São formadas por grupos de moradores de ruas, universitários, empresários, artistas, hospitais, escolas, etc.

37 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Movimentos Leigos Movimentos Leigos Reúnem casais, jovens e outras pessoas que se propõe seguir o Senhor. Muitos são engajados em comunidades Reúnem casais, jovens e outras pessoas que se propõe seguir o Senhor. Muitos são engajados em comunidades Outros fazem o caminho mais autônomo. Integrá-los é uma missão para tornar a paróquia mais rica em serviços, ministérios e testemunho. Outros fazem o caminho mais autônomo. Integrá-los é uma missão para tornar a paróquia mais rica em serviços, ministérios e testemunho.

38 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Novas Comunidades de vida e aliança Novas Comunidades de vida e aliança Geralmente estão ligadas ao bispo diocesano e precisam estar vinculadas a diocese e ao plano pastoral. Geralmente estão ligadas ao bispo diocesano e precisam estar vinculadas a diocese e ao plano pastoral. É importante integrá-las a paróquia e oferecer oportunidades para crescer na comunhão e missão de toda a Igreja atenção ao perigo de fechamento. É importante integrá-las a paróquia e oferecer oportunidades para crescer na comunhão e missão de toda a Igreja atenção ao perigo de fechamento.

39 Capítulo IV- Perspectivas pastorais C) Revitalização da Comunidade C) Revitalização da Comunidade Estabelecer relações interpessoais que vençam o anonimato e a solidão Estabelecer relações interpessoais que vençam o anonimato e a solidão Abertura para que as pessoas vivam a experiência do encontro com Jesus Abertura para que as pessoas vivam a experiência do encontro com Jesus Evitar que as comunidades se tornem individualistas e micro paróquias Evitar que as comunidades se tornem individualistas e micro paróquias

40 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Conversão pastoral Conversão pastoral O centro de toda conversão é Jesus Cristo. Não haverá conversão se não houver encontro com Ele O centro de toda conversão é Jesus Cristo. Não haverá conversão se não houver encontro com Ele Somos desafiados a encontrá-Lo, viver com Ele e conduzir a comunidade a Ele (Tap 226) Somos desafiados a encontrá-Lo, viver com Ele e conduzir a comunidade a Ele (Tap 226)

41 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Conversão dos Ministros da Comunidade Jesus se apresentava como bom pastor que acolhia a todos. Seu agir revela um jeito de cuidar das pessoas. Esse é o desafio de todo aquele que é colocado diante de uma comunidade: Bispo, Padre, Diácono Jesus se apresentava como bom pastor que acolhia a todos. Seu agir revela um jeito de cuidar das pessoas. Esse é o desafio de todo aquele que é colocado diante de uma comunidade: Bispo, Padre, Diácono

42 Capítulo IV- Perspectivas pastorais BISPO BISPO É o primeiro a fomentar em toda diocese a revitalização das comunidades que contribui para a renovação paroquial É o primeiro a fomentar em toda diocese a revitalização das comunidades que contribui para a renovação paroquial Primeiro responsável para desencadear o processo de renovação das paróquias, especialmente na missão em direção aos afastados. Primeiro responsável para desencadear o processo de renovação das paróquias, especialmente na missão em direção aos afastados.

43 Capítulo IV- Perspectivas pastorais PRESBÍTERO PRESBÍTERO Não é um mero delegado ou representante, mais um dom de Deus para a comunidade a qual serve Não é um mero delegado ou representante, mais um dom de Deus para a comunidade a qual serve Seja formado para ser o servidor do povo Seja formado para ser o servidor do povo Acolher bem as pessoas, sem distinções, renovando sua espiritualidade para ajudar os que precisam da sua atenção. Acolher bem as pessoas, sem distinções, renovando sua espiritualidade para ajudar os que precisam da sua atenção. Lugar do encontro dos que não são bem acolhidos na sociedade Lugar do encontro dos que não são bem acolhidos na sociedade

44 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Requer uma convivência mais comunitária e respeitosa do ministério presbiteral, garantindo a continuidade da ação evangelizadora, especialmente quando o presbítero é substituído Requer uma convivência mais comunitária e respeitosa do ministério presbiteral, garantindo a continuidade da ação evangelizadora, especialmente quando o presbítero é substituído DIÁCONOS DIÁCONOS Ser presença da caridade de Cristo que acolhe a todos formando os discípulos missionários, celebrando os sacramentos que lhe competem e revelando o Cristo Servo por meio de suas ações Ser presença da caridade de Cristo que acolhe a todos formando os discípulos missionários, celebrando os sacramentos que lhe competem e revelando o Cristo Servo por meio de suas ações

45 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Os párocos e os leigos Os párocos e os leigos Reconhecer as lideranças e multiplicar o número de pessoas que realizam os diversos ministérios na comunidade Reconhecer as lideranças e multiplicar o número de pessoas que realizam os diversos ministérios na comunidade Não raras vezes, quando ocorre transferências, tudo é mudado na comunidade. A caminhada é desrespeitosa muitos leigos não se sentem mais membros da comunidade mais apenas executores de tarefas sobre as quais não podem interferir Não raras vezes, quando ocorre transferências, tudo é mudado na comunidade. A caminhada é desrespeitosa muitos leigos não se sentem mais membros da comunidade mais apenas executores de tarefas sobre as quais não podem interferir

46 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Consagrados Consagrados Desenvolvem seu apostolado nas paróquias comprometidos diretamente na ação pastoral de acordo com seus carismas. Eles também colaboram com obras voltadas para a saúde, educação e o cuidado das pessoas necessitadas Desenvolvem seu apostolado nas paróquias comprometidos diretamente na ação pastoral de acordo com seus carismas. Eles também colaboram com obras voltadas para a saúde, educação e o cuidado das pessoas necessitadas

47 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Protagonismo dos Cristãos leigos Protagonismo dos Cristãos leigos A sua ação dentro das comunidades eclesiais é tão necessária que, sem ela, o próprio apostolado dos pastores não pode conseguir, na maior parte das vezes todo seu efeito (AA, 10) A sua ação dentro das comunidades eclesiais é tão necessária que, sem ela, o próprio apostolado dos pastores não pode conseguir, na maior parte das vezes todo seu efeito (AA, 10) Reconhecer a diversidade de carismas, serviços e ministérios dos leigos, até mesmo confiando-lhes a administração de paróquias, em casos excepcionais, como prevê o código de Direito Canônico (Canôn 517) Reconhecer a diversidade de carismas, serviços e ministérios dos leigos, até mesmo confiando-lhes a administração de paróquias, em casos excepcionais, como prevê o código de Direito Canônico (Canôn 517)

48 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Não considerar o leigo um secretário da hierarquia, mas alguém com uma missão e vocação própria na comunidade Não considerar o leigo um secretário da hierarquia, mas alguém com uma missão e vocação própria na comunidade Cuidar de mais das estruturas e da prática levou-nos a muitas formas de ativismo estéril. A primazia do fazer ofuscou o ser cristão. A muita energia desperdiçada em manter estruturas que não respondem mais as inquietações atuais. Cuidar de mais das estruturas e da prática levou-nos a muitas formas de ativismo estéril. A primazia do fazer ofuscou o ser cristão. A muita energia desperdiçada em manter estruturas que não respondem mais as inquietações atuais.

49 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Para desencadear maior participação dos leigos é preciso estimular o funcionamento dos conselhos comunitários bem como as assembleias paroquial e diocesana. Para isso é preciso superar a mentalidade que prioriza construções e obras materiais e abdica de investir na formação das pessoas (Dap 203) Para desencadear maior participação dos leigos é preciso estimular o funcionamento dos conselhos comunitários bem como as assembleias paroquial e diocesana. Para isso é preciso superar a mentalidade que prioriza construções e obras materiais e abdica de investir na formação das pessoas (Dap 203)

50 Capítulo IV- Perspectivas pastorais A transmissão da fé: Novas Linguagens A transmissão da fé: Novas Linguagens Persistem linguagens pouco significativas para a cultura atual, especialmente para os jovens Persistem linguagens pouco significativas para a cultura atual, especialmente para os jovens Não descuidar da mutações dos códigos de comunicação existentes em nossa sociedade com amplo pluralismo social e cultural. Não descuidar da mutações dos códigos de comunicação existentes em nossa sociedade com amplo pluralismo social e cultural. Buscar novos meios de comunicação, especialmente as redes sociais para dialogar com os jovens é uma tarefa que depende muito da presença da juventude nas comunidades Buscar novos meios de comunicação, especialmente as redes sociais para dialogar com os jovens é uma tarefa que depende muito da presença da juventude nas comunidades

51 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Comunicação mais direta e objetiva Principalmente nas homilias alicerçadas na Palavra de Deus e na vida Principalmente nas homilias alicerçadas na Palavra de Deus e na vida Cuidar do conteúdo e das técnicas de comunicação Cuidar do conteúdo e das técnicas de comunicação As reuniões de pastoral precisam de uma linguagem menos prolixa e de uma metodologia mais clara e envolvente. As reuniões de pastoral precisam de uma linguagem menos prolixa e de uma metodologia mais clara e envolvente.

52 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Acolhida Saber acolher cada pessoa na sua condição religiosa e humana, sem colocar, de imediato, obstáculos doutrinais e morais para sua chegada Saber acolher cada pessoa na sua condição religiosa e humana, sem colocar, de imediato, obstáculos doutrinais e morais para sua chegada Atitude misericordiosa da Igreja para com todos. Durante o caminho da fé, a pessoa será orientada a uma conversão e conhecerá a doutrina e a moral cristãs Atitude misericordiosa da Igreja para com todos. Durante o caminho da fé, a pessoa será orientada a uma conversão e conhecerá a doutrina e a moral cristãs

53 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Nas secretarias paroquiais, superar a burocracia, a frieza, a impessoalidade e estabelecer relações mais personalizadas Nas secretarias paroquiais, superar a burocracia, a frieza, a impessoalidade e estabelecer relações mais personalizadas Oferecer com maior frequência espaços agradáveis para o atendimento para os que procuram o sacramento da reconciliação. Essa missão depende urgentemente da alteração das nossas agendas Oferecer com maior frequência espaços agradáveis para o atendimento para os que procuram o sacramento da reconciliação. Essa missão depende urgentemente da alteração das nossas agendas

54 Capítulo IV- Perspectivas pastorais Ecumenismo É no cotidiano da paróquia que aparecem as dificuldades e as possibilidades para a relação com as diferentes igrejas e religiões. Nas celebrações de batizados, casamentos e exéquias, muitas vezes, se encontram membros de outras igrejas e religiões. Nossa mensagem não pode agredir mas encantar É no cotidiano da paróquia que aparecem as dificuldades e as possibilidades para a relação com as diferentes igrejas e religiões. Nas celebrações de batizados, casamentos e exéquias, muitas vezes, se encontram membros de outras igrejas e religiões. Nossa mensagem não pode agredir mas encantar

55 Conclusão A paróquia precisa de uma renovação urgente A paróquia precisa de uma renovação urgente Uma nova organização, especialmente articulada em pequenas comunidades capazes de estabelecer vínculos entre pessoas que vivem a mesma fé Uma nova organização, especialmente articulada em pequenas comunidades capazes de estabelecer vínculos entre pessoas que vivem a mesma fé Mesmo setorizada, a paróquia depende de uma nova evangelização, de uma ousadia missionária capaz de fortalecer o testemunho e estimular o anúncio Mesmo setorizada, a paróquia depende de uma nova evangelização, de uma ousadia missionária capaz de fortalecer o testemunho e estimular o anúncio

56 Conclusão Isso implica, à luz da Palavra de Deus, renovar o ministério do bispo, do presbítero, do diácono e das lideranças leigas. Isso implica, à luz da Palavra de Deus, renovar o ministério do bispo, do presbítero, do diácono e das lideranças leigas.


Carregar ppt "COMUNIDADE DE COMUNIDADES: UMA NOVA PARÓQUIA Tema central da 54ª Assembleia da CNBB Pe. Aluísio Ramos Novembro 2013."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google