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Dissecção Venosa Venostomia. 2 Procedimento importante quando não é possível o acesso intravenoso por punção percutânea.

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Apresentação em tema: "Dissecção Venosa Venostomia. 2 Procedimento importante quando não é possível o acesso intravenoso por punção percutânea."— Transcrição da apresentação:

1 Dissecção Venosa Venostomia

2 2 Procedimento importante quando não é possível o acesso intravenoso por punção percutânea.

3 3 Venostomia É necessária a exposição do vaso, por incisão direta, e introdução de um cateter.

4 4 Venostomia A veia safena, com localização justamaleolar é o vaso mais freqüentemente escolhido na infância. Outros sítios podem ser utilizados : basílica ou veia cefálica ( fossa antecubital ), femural, facial, entre outras.

5 5 Venostomia Tentar Acesso Venoso Periférico : 3 TENTATIVAS OU 90 SEGUNDOS Drogas Líquidos TT Presente ? Adrenalina Atropina Lidocaína Naloxone Sim < 6 anos de Idade ? Não Infusão Intra-Óssea Sim PCR em Progresso Não Tentar acesso Periférico Não Remover IO após veia funcionante Sucesso Falha SimTrauma Sem Trauma Femural Jugular Externa Femural Safena AHA97/99

6 6 Venostomia Localização Safena Localizada anteriormente ao maleolo medial, cruzando a face medial do terço distal da tíbia, ascendendo até o joelho.

7 7 Venostomia Basílica e Cefálica Basílica : superficial a fascia do terço inferior do braço. É visível no triângulo epicondilar e junto a parte distal medial do bíceps. Cefálica : identificada superficialmente na margem lateral da fossa antecubital. Ascende anteriormente e de forma medial para a face lateral do bíceps.

8 8 Venostomia Femural Está direcionada no ponto médio de uma linha que liga o ponto superior e anterior da crista ilíaca e a tuberosidade do púbis. Em um ponto localizado 1 a 1,5 cm abaixo da marca central da linha, uma incisão transversa de 1 a 2 cm deve ser efetivada de forma paralela ao ligamento inguinal

9 9 Venostomia Facial A interceptação desse vaso encontra-se na borda anterior do esternocleidomastoide, aproximadamente ¼ de distância da apófise mastóide à extremidade anterior da clavícula.

10 10 Venostomia Jugulares A externa é visualizada na medida que a criança é colocada na posição de Tredelenburg. A profunda é acessada na borda anterior do esternocleidomastoideo em sítio de palpação da carótida.

11 11 Venostomia Material para contenção; Solução anti-séptica – tintura de iodo e álcool a 70%; Bisturi e lâmina; Pinça hemostática mosquito curva; Pinça para sutura; Ampola de lidocaína; Agulhas hipodérmicas números 20 e 25 gauge; Seringas de 2 e 10 ml; Cuba de soro; Campos cirúrgicos; Material Necessário

12 12 Venostomia Gases de vários tamanhos; Afastadores teciduais; Pinças retas para fixação da extremidade vascular; Cateteres plásticos de vários tamanhos; Luvas estéreis; Fios de sutura; Torniquete; Solução fisiológica. Material Necessário

13 13 Venostomia Técnica Fixar o membro. Assepsia com tintura de iodo. Usar luvas estéreis. Identificar o local de incisão e infiltrar anestésico, aspirando antes de injetar lidocaína – evitar infusão vascular (cuidado na identificação pois a infiltração modifica a anatomia da região). Colocar campo cirúrgico com 6 a 9 cm 2 de observação. Aplicar um torniquete abaixo do joelho.

14 14 Venostomia Técnica Fazer uma incisão transversa acima e anteriormente ao maleolo medial, transfixando a pele e com um tamanho de 1 a 2 centímetros.

15 15 Venostomia Técnica Limpar a incisão com gaze para manter visualização adequada. Dissecar com uma pinça hemostática curva mosquito em direção paralela ao vaso e inferior a tíbia. A veia é identificada por uma cor azulada. Deve estar totalmente dissecada em sua circunferência.

16 16 Venostomia Técnica Com pinças hemostáticas fazer fixações com fio 5-0 absorvível ou não em suas duas extremidades.

17 17 Venostomia Técnica Selecionar o cateter. Fazer um leve bisel em sua ponta. Introduzir alguns ml de soro no interior do cateter para testar a integridade no fluxo e retirar o ar de seu interior.

18 18 Venostomia Técnica Incisão no vaso com uma tesoura(cuidado coma posição anormal antes do corte). A incisão deve atingir 1/3 da circunferência da veia e não deve exceder ½ da circunferência. Antes do corte tracionar as duas extremidades a partir das fixações com fio de sutura.

19 19 Venostomia Técnica O cateter é seguro a 1 cm da ponta com uma pinça. Estabilizar o vaso com a mão oposta exercendo uma leve tração na região distal da veia pelo guia de sutura. A ponta do cateter é inserida, com o bisel para baixo, junto a incisão em V feita na veia. Introduzir por pelo menos 5 a 8 cm. A partir de então um refluxo de sangue pelo cateter deve existir.

20 20 Venostomia Técnica Remover o torniquete

21 21 Venostomia Técnica Amarrar com o fio de sutura a veia em sua extremidade proximal, segurando o cateter em sua posição ( cuidado com pressão excessiva - obstrução do cateter ). A extremidade distal não precisa ser amarrada.

22 22 Venostomia Técnica Checar a patência do sistema infundindo alguns ml de SF 0,9% com uma seringa acoplada ao cateter. Com uma gentil pressão a infusão deve ocorrer de forma livre. Conectar o cateter no tubo de infusão e regular a infusão. Suturar o cateter a pele e posteriormente aplicar fita adesiva sobre o sítio de dissecção. Evitar excesso de bandagem sobre o local de dissecção.

23 23 Venostomia Incisão da pele incorreta localização da veia pode ser difícil ou impossível. Falência do torniquete. Falência na dissecção de um segmento da safena. Falência em completar a incisão até o interior do vaso. Incisão completa do vaso – existe uma retração imediata do vaso, saindo do campo cirúrgico do operador. ERROS COMUNS

24 24 Venostomia Bisel impróprio no cateter–falso pertuito. Cateter muito largo ou pequeno para a luz do vaso. Ligadura vascular ineficiente – gera extravasamento no sítio de infusão. Fixação imprópria na pele. ERROS COMUNS

25 25 Venostomia Complicações : Cateter Irritação da parede do vaso e vasoespasmo. Ruptura de um cateter friável. Obstrução da luz com fragmentos, coágulos ou uma dobra no tubo. Infecção (septicemia e endocardite) são as principais. fatores de risco : cateterização prolongada, manipulações freqüentes, cateter plástico transparente, técnica imprópria de assepsia, número de orifícios, pele contaminada e localização do cateter.

26 26 Venostomia Complicações : Tromboflebite O trombo pode ser formado na ponta do cateter ou na parede adjacente do vaso. A flebite pode se resolver rapidamente ou pode persistir por semanas ou meses. Duração da infusão é talvez o principal fator etiológico. Dextrose em qualquer concentração é a maior responsável em produzir tromboflebite do que qualquer outra solução. É mais fácil sua ocorrência quando a infusão acontece em membros inferiores do que em partes superiores do corpo.

27 27 Venostomia Complicações : Injeção Acidental em Artéria Uma artéria aberrante em área antecubital pode ser achada em 1 pessoa em cada 10. Conseqüências : dor intensa e imediata irradiada para as mãos; contratura de um ou mais dedos ou necrose dos dedos ou do braço podem ocorrer. Conduta : quando existir dor junto a infusão de drogas ou soluções essa deve ser interrompida e uma avaliação do sítio puncionado deve ocorrer.

28 28 Venostomia Complicações : Isquemia e Gangrena de Extremidade Inferior (veia safena) Um espasmo reflexo venoso, com comprometimento da árvore arterial é uma possível explicação. Outros possíveis fatores contribuintes são : falência cardiovascular, desidratação, prematuridade, caquexia, febre, sepsis, infecção local, trombose oclusiva ou êmbolo ou qualquer distúrbio que interrompa o suprimento arterial para a extremidade.

29 29 Venostomia Complicações : Embolismo Pode ser fatal quando ocorre introdução acidental com aproximadamente 10 ml ou mais de ar. Fatores : sistema permanece vazio de líquido, defeito no sistema de tubo e uma quebra no recipiente de líquido. Antes de iniciar uma infusão, o operador deve retirar todo o ar do sistema e observar o sistema até ter certeza que não existe entrada de ar.

30 30 Venostomia Complicações : Soluções para Infusão Contaminação Bacteriana : Os frascos e tubos para infusão não devem ser utilizados por períodos superiores a 24 horas. É preferível que a troca ocorra a cada 12 horas quando uma infusão prolongada é necessária. Soluções abertas por 30 minutos ou mais devem ser descartadas. Substâncias Pirogênicas : são substâncias não infecciosas. Podem gerar reações alérgicas e febris. Essas substâncias não parecem estar presentes em soluções comercializadas.

31 31 Venostomia Complicações : Soluções para Infusão Irritação do Tecido Vascular : soluções hipertônicas – soluções glicosadas em concentrações superiores a 10% ou 12,5% soluções salinas (menos irritante que a glicose), cloridrato ou gluconato de cálcio (infusões rápidas podem gerar bradicardia, arritmias cardíacas e em altas concentrações podem causar necrose); outras substâncias: contrastes venosos utilizados para radiografia, agentes citotóxicos (mostarda nitrogenada, vincristina, actinomicina D); soluções alcalinas de barbitúricos de ação rápida a 5%.

32 32 Venostomia Complicações : Aumento do Compartimento Fluido Extracelular Falência na observação da freqüência e fluxo no gotejamento ou na entrada de líquido. Isso pode ser evitado passando-se pequenos volumes em frascos com baixa capacidade de armazenamento ou com a utilização de uma bomba de infusão. Para RN e lactentes pequenos não utilizar frascos com capacidades superiores a 100 ml, enquanto para crianças maiores os de 250 ml. Administração de soluções eletrolíticas hipertônicas produzem uma rápida e transitória expansão de volume do intravascular.

33 33 Venostomia Complicações : Administração de Soluções Erradas As soluções administradas devem estar em recipientes identificados por uma anotação simples e fácil de ser lida. É preferido que exista contraste no tamanho, forma e cor, além do tipo de anotação para os vários tipos de solução.

34 34 Venostomia Parada no Gotejamento Estar certo que o gotejamento não tenha sido parado intencionalmente, ou seja, simplesmente não esteja fechado. Checar se não existe uma dobra no equipo ou se não existe a presença de ar no filtro. Examinar o tecido ao redor da agulha. Se estiver edemaciado existiu um dano na parede da veia e o líquido está infiltrando. Nesse caso a agulha deve ser retirada e inserida em outra veia.

35 35 Venostomia Parada no Gotejamento Observar a presença de edema ao redor do sítio de infusão. Se não existir, possivelmente o sangue obstruiu a agulha. Manobras como pressão positiva por uma seringa conectada ao sistema, bombeamento do equipo e outras podem gerar um desprendimento de coágulo. Passar um torniquete em volta da extremidade acima da agulha; Desconectar o equipo do conjunto de scalp ou gelco; Conectar uma seringa cheia pela metade com solução fisiológica ao cateter; Por aspiração tentar aspirar o sangue ou o coágulo para dentro da seringa.

36 36 Venostomia Parada no Gotejamento Observar um gotejamento irregular – bisel da agulha pressionado contra a parede do vaso - remoção da fita adesiva e recolocação sob observação direta do gotejamento. Espasmo da veia (irritação mecânica da agulha, frio local, soluções irritativas ou ainda em estado de choque). A irrritação local pode ser aliviada pela injeção de lidocaína a 1% no tecido que circunda o vaso ou colocando um saco com água morna para aliviar o frio local. O nível do líquido dentro do recipiente de gotejamento deve estar sempre em ponto de visualização para que possamos identificar o ritmo de entrada. Essa situação pode ser corrigida desconcertando o tubo do frasco de soro e reconecção após a queda do nível de soro.


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