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UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO Sífilis. A sífilis congênita é uma infecção causada pela disseminação hematogênica do Treponema pallidum, da gestante infectada.

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1 UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO Sífilis

2 A sífilis congênita é uma infecção causada pela disseminação hematogênica do Treponema pallidum, da gestante infectada para o seu concepto. Sabe-se que: a transmissão materna pode ocorrer em qualquer fase gestacional; a taxa de transmissão vertical da sífilis, em mulheres não tratadas, é de 70 a 100%, durante os primeiros 4 anos de evolução da doença; ocorre morte perinatal em 40% das crianças infectadas.

3 Sífilis Quando a mulher adquire sífilis durante a gravidez, poderá ocorrer abortamento espontâneo, morte fetal, prematuridade, feto hidrópico, recém-nascidos sintomáticos (manifestação clássica), recém-nascidos assintomáticos (apenas sorologia positiva).

4 Sífilis Acreditava-se que a infecção do feto por mãe sifilítica não ocorresse antes do 4º mês de gestação. Entretanto, já se constatou a presença de T. pallidum em dois fetos de 9 a 10 semanas de gestação. As alterações patológicas observadas na mulher grávida são as mesmas que ocorrem naquela não grávida. A sífilis congênita apresenta, da mesma forma que a sífilis adquirida, dois estágios: precoce quando as manifestações clínicas são diagnosticadas até o segundo ano de vida, e tardia, após esse período.

5 Quadro clínico Sífilis congênita precoce Sinais e sintomas surgem até os 2 anos de vida. Os principais são: baixo peso, rinite purulenta/coriza, obstrução nasal, prematuridade, osteocondrite, periostite ou osteíte, choro ao manuseio, pênfigo palmo-plantar, fissura peribucal, hepatomegalia e esplenomegalia, alterações respiratórias/pneumonia, icterícia, anemia severa, hidropisia, edema, pseudoparalisia dos membros, condiloma plano. Lesões cutâneas precoces, quando presentes nas nádegas, podem ser responsáveis por um quadro semelhante ao de "dermatite de fraldas", da qual se diferencia também por não responder a medidas locais, habitualmente eficazes.

6 Quadro clínico Sífilis congênita tardia Os sinais e sintomas surgem a partir dos 2 anos de vida: tíbia em lâmina de sabre, fronte olímpica, nariz em sela, dentes incisivos medianos superiores deformados (dentes de Hutchinson), mandíbula curta, arco palatino elevado, ceratite intersticial, surdez neurológica, dificuldade no aprendizado.

7 Exames VDRL (Venereal Diseases Research Laboratory) e RPR (Rapid Plasma Reagin): Indicados para o diagnóstico e seguimento terapêutico. O teste pode resultar reagente por longos períodos, mesmo após a cura da infecção; porém, apresenta queda progressiva nas titulações, até que se torna não reagente. Recém-nascidos não infectados podem apresentar anticorpos maternos transferidos por intermédio da placenta. Nesses casos, o teste será reagente até aproximadamente o terceiro mês de vida. Por esse motivo, o diagnóstico de sífilis congênita exige a realização de um elenco de exames que permitam a classificação clínica do caso para que a terapia adequada seja instituída.

8 Exames Sorologia treponêmica FTA-Abs (Fluorescent Treponemal Antibody - Absorption): são testes mais específicos, úteis na exclusão de resultados de VDRL falsos positivos. O FTA-ABs/IgG, quando reagente em material do recém-nascido, pode não significar infecção perinatal, pois os anticorpos IgG maternos ultrapassam a barreira placentária. Em geral, os testes treponêmicos permanecem reagentes por toda a vida, mesmo após a cura da infecção.

9 Exames RX de Ossos Longos Demonstram alterações ósseas nas metáfises e /ou epífises. Exame do Líquido Céfalo-Raquidiano (LCR)

10 Exames Na neurossífilis, detectam-se alterações na contagem de linfócitos e na dosagem de proteínas; os testes sorológicos para sífilis podem ser reagentes. Recomenda-se realizar LCR em todos os recém-nascidos que se enquadrem na definição de caso, pois a conduta terapêutica dependerá da confirmação ou não de neurossífilis.

11 Prevenção A medida de controle da sífilis congênita mais efetiva consiste em oferecer a toda gestante uma assistência pré-natal adequada. A sífilis congênita é uma das doenças mais facilmente preveníveis, bastando que a gestante infectada seja detectada, e prontamente tratada, assim como os seus parceiros sexuais.

12 Prevenção No entanto, as medidas de controle devem abranger outros momentos, nos quais há possibilidade da mulher infectar-se, ou, estando infectada, transmitir a doença para o seu filho: antes da gravidez e na admissão à maternidade, seja para a realização do parto ou para curetagem por abortamento..

13 Antes da gravidez Prevenção da sífilis na população em geral: Uso regular de preservativos. Redução do número de parceiros sexuais. Diagnóstico precoce em mulheres em idade reprodutiva e seus parceiros. Realização do teste VDRL em mulheres que manifestem intenção de engravidar. Tratamento imediato dos casos diagnosticados em mulheres e seus parceiros.

14 Tratamento da Sífilis adquirida Sífilis primária (cancro duro): Penicilina G Benzatina UI, IM, dose única; Sífilis secundária (lesões cutâneas não ulceradas) e Sífilis latente recente (com menos de 1 ano de evolução): Penicilina G Benzatina UI, IM, repetindo a mesma dose uma semana depois. Dose total: UI. Sífilis terciária ou sífilis com mais de 1 ano de evolução ou com duração ignorada: Penicilina G Benzatina UI, IM, em 3 aplicações, com intervalo de 1 semana as aplicações. Dose total: UI.

15 Tratamento da Sífilis adquirida Orientar para que os pacientes evitem relações sexuais, até que o seu tratamento (e o do parceiro) se complete. Realizar controle de cura trimestral com a realização do VDRL. Começar a tratar novamente em caso de interrupção do tratamento ou da quadruplicação dos títulos (ex.: de 1/2 para 1/8).

16 Durante a Gravidez Diagnóstico precoce de sífilis materna no pré-natal: Realizar o teste VDRL, ou RPR, no primeiro trimestre da gravidez, ou na primeira consulta, e outro no início do terceiro trimestre da gravidez (para detectar falhas terapêuticas e reinfecções). Na ausência de teste confirmatório, considerar para o diagnóstico as gestantes com VDRL (RPR) reagente, desde que não tratadas anteriormente.

17 Durante a Gravidez Tratamento imediato dos casos diagnosticados em gestantes e seus parceiros (evitando a reinfecção da gestante): Usar as mesmas dosagens apresentadas para a sífilis adquirida. Orientar para que os pacientes evitem relação sexual até que o seu tratamento (e o do parceiro com a doença) se complete. Realizar o controle de cura mensal por meio do VDRL.

18 Durante a Gravidez Começara a tratar novamente em caso de interrupção de tratamento ou quadruplicação dos títulos (ex.: de 1/2 para 1/8). Gestantes comprovadamente alérgicas à Penicilina devem ser tratadas com Estearato de Eritromicina 500 mg, VO, de 6/6 horas, durante 15 dias (sífilis recente) e 30 dias (sífilis tardia). Entretanto, essa gestante não será considerada adequadamente tratada.

19 Gravidez É considerado TRATAMENTO INADEQUADO PARA SÍFILIS MATERNA: todo aquele feito com qualquer medicamento que não seja penicilina; ou tratamento incompleto, mesmo tendo sido feito com penicilina; ou

20 Gravidez NA ADMISSÃO PARA PARTO OU CURETAGEM POR ABORTAMENTO Triagem para sífilis no local do parto: realizar o VDRL ou RPR em toda mulher admitida para parto ou por abortamento.

21 Gravidez Manejo adequado do recém-nascido: realizar VDRL ou RPR em amostra de sangue periférico de todos os RN cujas mães apresentaram VDRL reagente na gestação, ou parto, ou em caso de suspeita clínica de sífilis congênita. Tratamento imediato dos casos detectados de sífilis congênita ou sífilis materna (e seus parceiros).

22 Gravidez Notificação e investigação dos casos detectados, incluindo os natimortos sifilíticos (todo caso de feto morto após 20 semanas de gestação, ou com peso maior que 500 g, cuja mãe, portadora de sífilis, não foi tratada, ou o foi de forma inadequada.

23 No período neonatal Para todos os casos: toda gestante deverá realizar VDRL à admissão hospitalar, ou imediatamente após o parto; e todo recém-nascido cuja mãe tenha sorologia positiva para sífilis, deverá realizar VDRL de sangue periférico (o sangue do cordão umbilical não pode ser utilizado, pelo fato de que neste ocorre mistura com o sangue materno e intensa atividade hemolítica, o que pode alterar o resultado).

24 No período neonatal Nos recém-nascidos de mães com sífilis não tratada, ou inadequadamente tratada, independentemente do resultado do VDRL do recém-nascido, realizar: raio X de ossos longos, punção lombar (na impossibilidade de realizar este exame, tratar o caso como neurossífilis), e outros exames, quando clinicamente indicados.

25 No período neonatal E ainda: se houver alterações clínicas e/ou sorológicas e/ou radiológicas, o tratamento deverá ser feito com Penicilina Cristalina na dose de UI/Kg/dia, EV, 2 vezes por dia (se tiver menos de 1 semana de vida) ou 3 vezes (se tiver mais de 1 semana de vida), por 7 a 10 dias; ou Penicilina G Procaína UI/Kg, IM, por 10 dias;

26 No período neonatal se houver alteração liquórica, o tratamento deverá ser feito com Penicilina G Cristalina, na dose de UI/Kg/dia, EV, em 2 vezes por dia (se tiver menos de 1 semana de vida) ou 3 vezes (se tiver mais de 1 semana de vida), por 14 dias; se não houver alterações clínicas, radiológicas, e/ou liquóricas, e a sorologia for negativa no recém- nascido, dever-se-á proceder ao tratamento com Penicilina G Benzatina, IM, na dose única de UI/Kg. O acompanhamento é desejável, incluindo o seguimento com VDRL sérico com 1 e 3 meses, após conclusão do tratamento.

27 No período neonatal Nos recém-nascidos de mães adequadamente tratadas: realizar o VDRL em amostra de sangue periférico do recém-nascido; se este for reagente, ou na presença de alterações clínicas, realizar raio X de ossos longos e punção lombar.

28 No período neonatal No caso de interrupção por mais de 1 dia de tratamento, o mesmo deverá ser reiniciado. Em todas as crianças sintomáticas, deverá ser efetuado exame oftalmológico (fundo de olho).

29 No período neonatal Seguimento: ambulatorial mensal; realizar VDRL com 1, 3, 6, 12, 18 e 24 meses, interrompendo quando negativar; e diante das elevações de títulos sorológicos, ou da sua não-negativação até os 18 meses, reinvestigar o paciente.


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