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De Escravo – trabalhador a trabalhador Escravo Professora Silvana Barbaric.

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Apresentação em tema: "De Escravo – trabalhador a trabalhador Escravo Professora Silvana Barbaric."— Transcrição da apresentação:

1 De Escravo – trabalhador a trabalhador Escravo Professora Silvana Barbaric

2 A escravidão como forma de acúmulo de capital É denominado Diáspora Africana o fenômeno sociocultural e histórico que aconteceu nos países africanos devido a imigração forçada da população africana a países que tinham como características a existência da mão de obra escrava. Isso se deu no inicio da Idade Moderna e teve uma grande duração até o final do século XVIII.Idade Moderna

3 O fim da escravidão no Brasil Cidade: O Rio de Janeiro foi a maior cidade escravagista do mundo, tinha aproximadamente 170 mil pessoas escravizadas. No Brasil a escravidão foi declarada extinta através da Lei de13 de maio de1888.O que significou apenas o reconhecimento de uma situação que já era insustentável. Não houve nenhuma medida que beneficiasse os escravizados após Não houve uma política habitacional, educacional, de saúde ou de trabalho que tivesse como meta a transformação do antigo escravo em cidadão completo. 350 anos de escravidão de exploração da força de trabalho. Mentalidade da elite brasileira: as elites nacionais temiam a organização da população negra especialmente a Haitinização: referência ao movimento de revolta dos escravos do Haiti em 1791cujo resultado foi a abolição da escravidão e a presidência de um filho de escravo: Toussaint Louverture.

4 Oportunidades para os negros após a escravidão As oportunidades para o ex-escravo eram: 1- optar por permanecer junto àqueles negros que já estavam libertos e trabalhar em condições análogas às anteriores. 2-podia tentar atuar onde havia produtividade, criando condições para a sua efetivação em um verdadeiro mercado de trabalho. Neste caso tinham que concorrer com uma multidão de outros trabalhadores. 3-podia concorrer com a mão –de-obra vinda da Europa, principalmente italiana. 4 – a mulher negra possuía maior flexibilidade através dos empregos domésticos: cozinheira, arrumadeira, passadeira, lavadeira, babá, quituteira, copeira.

5 Para onde ir após a abolição A população negra quando não era mantida nas fazendas, se encaminhava para a periferia das cidades. Havia uma superoferta de mão-de- obra, logo os salários eram baixos e as condições de vida também. A impossibilidade de estudo colaborava para acentuar a pobreza e produzir o estigma da cor. Estigma é uma marca que assinala algo prejudicial ou infamante. A estigmatização do negro o conecta a tudo que não é bom: meliante, malandro, folgado e sem ocupação. Passou a ser reconhecido socialmente como possível marginal sempre visto pela polícia como um possível infrator.

6 A quebra do estigma R esistência: capacidade de perceber, conhecer a própria História. Estabelecer estratégias e objetivos a serem alcançados. Cor x Economia: perceber que a estratégia da racialização ( determinar menor a partir da cor) tem bases econômicas. Logo não é uma questão de cor, é uma estratégia capitalista para exclusão que é justificada pela cor. Exemplo> escravo era negro, logo todo negro tem que ser escravo.

7 Estereótipo Estereótipo é a imagem preconcebida de determinada pessoa, coisa ou situação. São usados principalmente para definir e limitar pessoas ou grupo de pessoas na sociedade. Sua aceitação é ampla e culturalmente difundida no ocidente sendo um grande motivador de preconceito e discriminação.pessoapreconceitodiscriminação Em seu livro Representações sociais: investigações em psicologia social, Serge Moscovici diz Representações, obviamente, não são criadas por um indivíduo isoladamente. Uma vez criadas, contudo, elas adquirem uma vida própria, circulam, se encontram, se atraem e se repelem e dão oportunidade ao nascimento de novas representações, enquanto velhas representações morrem. (Moscovici, 2003)..psicologia socialSerge Moscovici

8 A expansão dos estigmas O que a monocultura latifundiária e escravocrata realizou no sentido de aristocratização, extremando a sociedade brasileira em senhores e escravos...,foi em grande parte contrariado pelos efeitos sociais da miscigenação. A índia e a negra-mina a princípio, depois a mulata, a cabrocha, a quadrarona, a oitavona, tornando- se caseiras, concubinas e até esposas legítimas dos senhores brancos,agiram poderosamente no sentido de democratização social no Brasil (Gilberto Freyre 1993,p.9)

9 A expansão dos estigmas A mestiçagem aparece então como um processo inerentemente civilizatório e democratizante por excelência, mas pode notar-se a progressiva dissolução do elemento negro, dando ênfase a mulata destacando a presença da ideologia do branqueamento, a mulata aparece como referência de sensualidade e mistura de raças e culturas

10 Música do Carnaval de 1932 O teu cabelo não nega mulata O teu cabelo não nega mulata, Porque és mulata na cor, Mas como a cor não pega, mulata, Mulata eu quero o seu amor. (música de Lamartine Babo-Irmãos Valença)

11 Representações As representações, os estereótipos, são ingredientes importantes do caldo sócio-cultural. Segundo esse psicólogo, é extrememente importante que consideremos que as representações sociais são capazes de influenciar o comportamento do indivíduo e, dessa forma, gerar movimentos que englobem uma coletividaderepresentações sociais

12 Brasil colonial-relações de parentesco enquanto forma de controle social Enquanto severas proibições moais em contra de casamentos interraciais asseguravam a integridade do grupo dominante, o comércio sexual entre senhores brancos e escravas negras naturalizava a condição destas últimas em tanto objetos sexuais, cujos corpos não lhes pertenciam. Este processo veio fomentar a sexualidade precoce e perversa dos rapazes de engenho, protegendo desta forma a honra de mulheres brancas presas uma domesticidade puritana, cuja sexualidade era severamente controlada pela elite.

13 Racializar Racializar é o uso da raça associado diretamente ao Estado ou à distribuição de bens e serviços públicos, o que implica a mediação do Estado. Ou seja, quando o Estado faz uso da categoria raça para distribuir direitos, bens e serviços, ele está racializando e, segundo os cientistas sociais citados no parágrafo acima, praticando o racismo, visto que qualquer apelo à racialização seria também uma forma de racismo (Grin, 2004b, p. 337).Grin, 2004b

14 Racializar Para esses autores a racialização ocorre quando a mão visível do Estado orienta formalmente suas políticas públicas utilizando o critério racial para definir quem será beneficiário de tais políticas. Portanto, se não há a mão visível do Estado (por meio de leis, normas ou políticas públicas), mesmo que haja racismo na sociedade, não há o processo de racialização.

15 Algumas questões de base Porém, cabem duas perguntas aqui: 1) existe discriminação racial contra os negros no Brasil? É evidente que sim, como se verá logo abaixo; 2) existe alguma sociedade que discrimina racialmente qualquer um dos seus grupos sociais e que não é racializada? É evidente que não. Então é plausível afirmar que quem discrimina racialmente necessariamente faz uso da raça ou da idéia de raça. Portanto, em termos lógicos, é impossível discriminar racialmente e não fazer uso da idéia de raça. Logo, quem discrimina racialmente, racializa, uma vez que

16 Racialização para Giddens racialização é, segundo o sociólogo Anthony Giddens, o processo pelo qual as concepções de raça são utilizadas para classificar indivíduos ou grupos de pessoas. As distinções raciais são mais do que modos de descrever as diferenças humanas: são fatores importantes na reprodução de padrões de poder e de desigualdade (Giddens, 2005, p. 574).Giddens, 2005

17 Dados/Racialização Os dados divulgados anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (PNAD), ou pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) demonstram como a sociedade brasileira é racializada, ou melhor, como o termo raça é utilizado na sociedade brasileira para depreciar os salários dos(as) trabalhadores(as) negros(as) em relação aos dos trabalhadores(as) brancos(as), entre outras desigualdades raciais.

18 Discriminação Racial A Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Normas de Discriminação Racial da ONU, ratificada pelo Brasil, diz que: "Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e/ou exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública" Art. 1.

19 Estigma Os ex- escravos, apesar de livres, estavam entregues à própria sorte. De um lado, a desvalorização profissional representada pelo aviltamento salarial. Do outro a natureza psicológica, o estigma secular de ter sido escravo por tanto tempo. E ainda as dificuldades de mobilidade social e educacional. Dilema : baixa renda x escolaridade inferior s.

20 Estigma O mercado nos mostra que as ocupações mais modestas com baixa remuneração são exercidas principalmente por pretos e pardos. Consequências: A soma das dificuldades econômicas e educacionais herdadas em virtude da abolição que não cuidou da inclusão cidadã, acabou por fazer crer que os negros são realmente incapazes de trabalhar, de vencer de estudar e de aprender. E o que é pior: essa visão preconceituosa e falsa é mais ou menos generalizada, isto é, os próprios discriminados, na maioria das vezes, creem nela também. O imaginário é coletivo e, portanto, compartilhado por todos

21 Concluindo.... A escravidão no Brasil marca um período de 350 anos de dor, exclusão e violência. Cujo alvo foi o africano escravizado. O Brasil foi o último país do mundo a abolir o tráfico negreiro e a escravidão. O maior de todos os motivos foi o grande lucro que a escravidão gerava e a mentalidade que a elite brasileira possuía: explorar para lucrar. A abolição formal da escravidão legitimou uma situação social já existente –a população escrava a partir de várias estratégias de resistência já havia iniciado seu processo de luta e conquista de sua liberdade.

22 Concluindo..... Após a abolição formal 1888 o ex escravo é reduzido à cor sendo considerado e tratado como um negro e a política social e econômica desenvolvida o marginaliza e exclui. A Primeira República Brasileira não reconhece a mão de obra do ex escravo e sim do imigrante europeu que executa o trabalho a partir das relações assalariadas de produção.

23 Concluindo O trabalho informal passa ser sua única possibilidade, o morro e posteriormente a periferia seu ambiente de luta e permanência. A luta pela identidade e reconhecimento do povo negro inicia- se na diáspora negra e se mantém até hoje. Um dos caminhos possíveis para quebra do trinômio baixa escolaridade x baixa remuneração x baixa visibilidade é a formação intelectual, e o reconhecimento da história econômica do negro no Brasil.


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