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O MITO DA DEMOCRACIA RACIAL. Há décadas, antropólogos, historiadores e outros estudiosos começaram a maquinar e divulgar idéias de que no Brasil brancos.

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1 O MITO DA DEMOCRACIA RACIAL

2 Há décadas, antropólogos, historiadores e outros estudiosos começaram a maquinar e divulgar idéias de que no Brasil brancos e negros conviviam harmoniosamente, mesmo no período do escravismo. Essa foi a fórmula encontrada para suavizar o fato de que o Brasil foi o último país do mundo a abolir o trabalho escravo.

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4 Junto da idéia de paraíso racial de negros e brancos, eles também divulgavam a idéia de inferioridade dos negros. Mas ressaltavam: apesar de os negros serem inferiores, os senhores brancos sempre foram generosos e afetuosos em relação a eles. Esses estudiosos, que historicamente representavam os interesses das classes que estavam no poder – os escravizadores – fizeram um grande esforço para dourar a pílula. Diziam que junto com a escravidão levavam a civilização aos negros, que teriam costumes primitivos. Dessa forma, a religião católica era imposta aos negros logo que desembarcavam no Brasil.

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6 A ESCRAVIDÃO SUAVE DA PRIMEIRA GERAÇÃO DE ESTUDIOSOS Gilberto Freyre, um importante estudioso brasileiro, defendia a idéia de que no Brasil a escravidão teria sido suave, amena, e que os escravos eram dóceis e passivos. Mas de que maneira um regime de escravidão pode ser bom e harmonioso? Criou-se no Brasil, por exemplo, o mito da mãe preta. Diferentes escritores falam romanticamente da importância da mulher negra amamentando a criança branca. Será que em algum momento eles levaram em conta o sentimento dessa mulher, tendo de abandonar seu próprio filho para amamentar o filho de outra? É evidente que não existe suavidade na escravidão! Entretanto, para justificar um ato condenável inventou- se a história de senhores paternalistas e e escravos dóceis e passivos.

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8 A DEFORMAÇÃO DA PERSONALIDADE DOS NEGROS: A SEGUNDA GERAÇÃO DE ESTUDIOSOS Por volta da metade do século XX um novo grupo de estudiosos – dentre eles Florestan Fernandes e Octavio Ianni – foi convidado a estudar as relações entre brancos e negros do Brasil. Esses estudiosos desempenharam um papel importante, pois demonstraram em suas pesquisas que as relações entre negros e brancos jamais haviam sido harmoniosa. Concluíram que, de fato, os negros viviam em situação de desvantagem em relação aos brancos. No entanto, ao tentar explicar as desigualdades, esses estudiosos veicularam uma idéia que necessita ser repensada. Segundo eles, os negros estariam em desvantagem pelo fato de terem sido escravos, o que os deixou despreparados para agirem como trabalhadores livres e ingressarem na indústria nascente após o fim do escravismo. Ainda segundo eles, o escravismo teria deformado a personalidade do negro.

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10 Ora, se escravidão prejudicou a personalidade dos que foram escravos e de seus descendentes, não teria também prejudicado a personalidade dos que foram escravizadores de seus descendentes? O escravizador cometeu injustiças, atos imorais e condenáveis, como estuprar, torturar, apoderar-se do fruto do trabalho alheio. Portanto, não teria sido o escravizador deformado?

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12 A TERCEIRA GERAÇÃO DE ESTUDIOSOS: A DISCRIMINAÇÃO RACIAL NO COTIDIANO Já no período mais recente, temos uma terceira linha de estudos realizados nas áreas da educação, do trabalho, da saúde. Esses estudos, feitos por cientistas negros e brancos, comprovam que a situação de desigualdade do povo negro deve-se à discriminação racial no cotidiano e não exclusivamente ao fato de o negro ter sido escravo e o branco escravizador.

13 AMPLIANDO A DISCUSSÃO 1)Cite as principais características de cada geração de estudiosos das relações raciais no Brasil. 2) Com base na letra da música de Gabriel, o Pensador, faça uma redação sobre o pior tipo de racismo.


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