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OPIÁCEOS DROGAS DERIVADAS DA PAPOULA OU PAPOILA Opio; Morfina; Heroína.

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Apresentação em tema: "OPIÁCEOS DROGAS DERIVADAS DA PAPOULA OU PAPOILA Opio; Morfina; Heroína."— Transcrição da apresentação:

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2 OPIÁCEOS DROGAS DERIVADAS DA PAPOULA OU PAPOILA Opio; Morfina; Heroína.

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4 ÓPIO O ópio (do grego ópion, "suco de papoula", pelo latim opiu) é um suco espesso que se extrai dos frutos imaturos (cápsulas) de várias espécies de papoilas soníferas (gênero Papaver), e que é utilizada como narcótico. O uso do ópio mascado ou fumado, que se espalhou no Oriente, provoca euforia, seguida de um sono onírico; o uso repetido conduz ao hábito, à dependência química, e a seguir a uma decadência física e intelectual, uma vez que é efetivamente um veneno estupefaciente. A medicina o utiliza, assim como os alcalóides que ele contém (morfina e papaverina), como sonífero analgésico. Em vários países subdesenvolvidos do mundo, muitas vezes a falta de opções leva boa parte dos camponeses a trabalhar no cultivo de plantas como a papoila, que está na base da produção industrial do ópio.

5 ÓPIO Os gregos chamaram opion, diminutivo de opós (suco vegetal), ao suco das papoilas, cujo poder hipnótico e euforizante os sumérios já conheciam há seis mil anos e chamavam a papoila planta da alegria. Este nome aparece documentado em latim por Plínio como opium, com o mesmo significado, no século I da nossa era. Homero descreve na Odisseia os efeitos desta planta muito conhecida na Grécia clássica, ainda que seu uso, curiosamente, não tenha se estendido ao resto da Europa a partir dos gregos, mas sim dos árabes, que recolhiam o ópio no Egito, onde era usado amplamente na medicina, e o levavam para vendê-lo tanto no Oriente como no Ocidente. Até o século XIX, a venda dessa droga era livre, pois estava cercada de uma aura de substância benéfica que aliviava dores e sofrimentos.

6 ÓPIO FLOR DA PAPOILA OU PAPOULA

7 ÓPIO Mais conhecida como "papoila" é um suco resinoso, coagulado, o látex leitoso da planta dormideira, extraído por incisão feita na cápsula da planta, depois da floração. O ópio tem um cheiro típico, que é desagradável. Manifesta-se, especialmente, com o calor. Seu sabor é amargo e um pouco acre, sendo castanha a sua cor. Os principais alcalóides do ópio são: a morfina (10%), a codeína, a tebaína, a papaverina, a narcotina e a narceína. Sua ação apresenta-se em duas formas:

8 ÓPIO alcalóide de ação deprimente: morfina, codeína, papaverina. narcotina e narceína. –influência no córtex cerebral - morfina; –influência no sistema respiratório - codeína; antiespasmódicos e paralisantes das fibras musculares dos órgãos de musculatura involuntária (estômago, por exemplo) - papaverina, narcotina e narceína. –alcalóides de ação excitantes - laudanosina e tebaína.

9 ÓPIO EFEITOS De um modo geral. todos os opiáceos e opióides são depressores do SNC (Sistema Nervoso Central), ou seja, diminuem o seu funcionamento, produzindo uma hipnose e uma analgesia, mas, estão diretamente relacionados às doses administradas, pois quando utilizadas em doses maiores que a terapêutica poderão deprimir algumas outras regiões cerebrais, como por exemplo, a freqüência cardíaca, a respiração, pressão sangüínea, etc. Algumas dessas drogas tem efeito farmacológico, quando administradas corretamente, e sob prescrição médica, como é o caso da codeína, muito eficiente como anti-tussígeno (contra a tosse). No caso de uso de substâncias ilícitas ou sem indicação médica flagra-se o que chama-se de abuso, onde o indivíduo estará sujeito à ações indiscriminadas e imprevisíveis da droga.

10 ÓPIO No caso do ópio, quando utilizado, na forma de pó, cápsulas, comprimidos, ou chás seus efeitos, durarão aproximadamente de três à quatro horas e dependerão da quantidade de droga utilizada, da freqüência do uso e das condições físicas e psicológicas do usuário, podem ser agudos ou crônicos, porém, de um modo geral são os seguintes: Físicos Vômitos, náuseas, ansiedade, tonturas, falta de ar, contração acentuada da pupila dos olhos, paralisia do estômago, prisão de ventre, palidez, perda de peso, membros pesados, queda da pressão arterial, alteração da freqüência cardíaca e respiratória, podendo chegar à cianose(cor azulada da pele), com o uso crônico poderá ocorrer intensificação de alguns sintomas, tais como: má digestão e prisão de ventre crônicas e problemas de visão devido à miose.

11 ÓPIO Psíquicos: O uso freqüente do ópio e à longo prazo diminui a atividade cerebral podendo causar: deterioração intelectual, irritabilidade crescente, apatia, mente letárgica, indisposição, declínio dos hábitos sociais, diminuição da capacidade de vigília (provoca o sono), alteram os centros da dor, causam depressão geral do cérebro ocasionando uma perda de contato com a realidade e mente obnubilada (sem rumo). Overdose: Quando ocorre um aumento nas dosagens, os efeitos poderão evoluir para casos de overdose, com sonolência descontrolada, coma e em casos mais graves, a morte por falha respiratória. A overdose ainda poderá ocorrer por mistura da droga com álcool e barbitúricos.

12 ÓPIO TOLERÂNCIA E DEPENDÊNCIA A maioria das drogas inicialmente, parecem inofensivas, trazendo falsas sensações de bem-estar, relaxamento e tranqüilidade momentâneas, diminuição da ansiedade cotidiana, mudança de estados psíquicos, agitação e vivência de experiências e visões totalmente ilusórias. Após esse período, e com o uso freqüente, poderá desenvolver-se a tolerância (que é a busca de doses cada vez mais elevadas para um mesmo resultado). com possível dependência física e psíquica (trata-se de necessitar do entorpecente para sentir-se bem ou até mesmo para viver), que varia de acordo com a substância utilizada.

13 ÓPIO TOLERÂNCIA E DEPENDÊNCIA Igualmente à seus derivados, o ópio provoca no organismo, a tolerância e não pode-se prever o ponto em que o indivíduo torna- se grave dependente. Nesse caso, o usuário deixa de sentir o estupor causado pela droga, porém neste estágio já encontra-se totalmente aprisionado, de uma vez que, normalmente não deixa de consumi-la para escapar da inevitável e terrível síndrome de abstinência, que pode iniciar-se dentro de aproximadamente doze horas e estender-se de um à dez dias, incluindo: cólicas musculares e abdominais, lacrimejamento, dores cruéis, insônia, falta de apetite, inquietação, sudorese, arrepios, diarréias, tremores, instabilidade emocional com crises de choro, vômito,náuseas e vertigens. Além disso o o uso da droga não poderá ser descontinuado abruptamente, ficando o usuário neste caso, sujeito a sua morte.

14 ÓPIO TRATAMENTO Como vimos o ópio e seus derivados são substâncias com grandes possibilidades de causar dependência e mudanças bioquímicas permanentes a nível molecular, ocasionando uma pré-disposição ao uso, que mesmo depois de anos de privação da droga, o ex-dependente poderá retornar ao vício. De qualquer forma, havendo o desejo de descontinuar o seu uso este deverá ter acompanhamento médico com diminuição progressiva da dose de opiáceo com possível inclusão de medicamentos que auxiliam no abandono da droga.

15 ÓPIO O ópio provoca dependência no organismo. O dependente fica magro, com a cor amarela e tem sua resistência às infecções diminuída. Devido a grave dependência que o ópio causa, o usuário pode morrer em razão da síndrome de abstinência. A crise de abstinência inicia-se dentro de doze horas, aproximadamente, apresenta-se de várias formas, ocorrendo desde bocejos até diarréias, passando por rinorréia, lacrimação, suores, falta de apetite, pele com arrepios, tremores, câimbras abdominais, insônia, inquietação e vômitos.

16 MORFINA Morfina é um fármaco narcótico de alto poder analgésico usado para aliviar dores severas. Pertencente ao grupo dos opióides, foi isolado pela primeira vez em 1804 por Friedrich Sertürner, que começou a distribuir a droga em A morfina passou a ser comercializada em 1827 pela Merck, que à época era uma pequena empresa química. A nome da substância tem origem no deus grego dos sonhos, Morfeu (em grego: Μορφεύς). Com a invenção da agulha hipodérmica em 1857, o uso da morfina generalizou-se para o tratamento da dor. Foi utilizada na Guerra Civil Americana, resultando em 400 mil soldados com síndrome de dependência devido ao seu uso impróprio. A heroína, cujo nome científico é diacetilmorfina, foi derivada da morfina em 1874.

17 MORFINA Usos clínicos: Dor crônica: é a primeira escolha no tratamento da dor crónica pós-operativa, no cancro e outras situações. Tem vindo a ser substituída como primeira escolha pelo fentanil. Dor aguda forte: em trauma, dor de cabeça (cefaleia), ou no parto. Não se devem usar nas cólicas biliares (lítiase biliar ou pedra na vesícula) porque provocam espasmos que podem aumentar ainda mais a dor. Não é primeira escolha na dor inflamatória (são usados AINEs). Na anestesia geral como adjuvante a gás anestésico principal.

18 MORFINA Mecanismo de ação: Os opióides são agonistas dos receptores opióides. Estes existem em neurônios de algumas zonas do cérebro, medula espinhal e nos sistemas neuronais do intestino. Os receptores opióides são importantes na regulação normal da sensação da dor. A sua modulação é feita pelos opióides endogenos (fisiológicos), como as endorfinas e as encefalinas, que são neurotransmissores. Existem quatro tipos de receptores opióides: mu, delta, sigma e kappa. Os receptores mu são os mais significativos na acção analgésica, mas os delta e kappa partilham de algumas funções. Cada tipo de receptores é ligeiramente diferente do outro, e apesar de alguns opióides activarem todos de forma indiscriminada, alguns já foram desenvolvidos que activam apenas um subtipo.

19 MORFINA Administração: Via oral, subcutânea, intramuscular ou intravenosa. Epidural, transdérmica, intranasal são menos usadas. É freqüente ser dado ao paciente o controlE de uma bomba, ativada por um botão, que injecta opióide de acordo com o seu desejo. Existe geralmente um mecanismo que previne a injeção de doses elevadas (que podem provocar danos graves), mas na grande maioria dos casos o controle pelo doente reduz a ansiedade e as doses acabam até por ser mais baixas. Nos doentes com dores não existe efeito eufórico, mas há efeito sedativo, portanto o paciente limita-se a carregar no botão quando sente dores, mas de forma a evitar o efeito de sonolência. Metabolizada no figado. Efeito de 4 a 6 horas após administração. Ultrapassa a barreira hemato-encefálica e a placenta. Não deve ser usada na gravidez.

20 MORFINA Efeitos clinicamente úteis: Analgesia central com supressão da dor. Sedação na anestesia. A morfina é um fármaco que alivia dores extremas.

21 MORFINA Efeitos adversos Comuns: Euforia pode conduzir à dependência. Sedação Miose: constrição da pupila do olho Depressão respiratória: em overdose constitui a principal causa de morte. Há alguma diminuição da respiração mesmo em doses terapêuticas. Supressão da tosse: pode ser perigosa se houver infecções pulmonares. Rigidez muscular.

22 MORFINA Vasodilatação com calores na pele. Prurido cutâneo. Ansiedade, alucinações, pesadelos. Vómitos por activação da zona postrema medular centro emético neuronal. -Incomuns: Libertação de hormônio prolactina com possível ginecomastia (crescimento das mamas) nos homens e galactorreia (secreção de leite) nas mulheres. Prolongamento do parto. Redução da função renal.

23 MORFINA Efeitos tóxicos: Os narcóticos sendo usados através de injeções dentro das veias, ou em doses maiores por via oral, podem causar grande depressão respiratória e cardíaca. A pessoa perde a consciência, fica de cor meio azulada porque a respiração muito fraca quase não mais oxigena o sangue e a pressão arterial cai a ponto de o sangue não mais circular direito: é o estado de coma que se não for atendido pode levar à morte. Além disso, como muitas vezes este uso é feito por injeção, com freqüência os dependentes acabam também por pegar infecções como hepatite e mesmo AIDS. Existem vários casos de pessoas com sérios problemas de circulação nos braços por causa disto. Há mesmo descrição de amputação deste membro devido ao uso crônico.

24 MORFINA Outro problema com estas drogas é a facilidade com que elas levam à dependência, ficando as mesmas como o centro da vida das vítimas. E quando estes dependentes, por qualquer motivo, param de tomar a droga, ocorre um violento e doloroso processo de abstinência, com náuseas e vômitos, diarréia, câimbras musculares, cólicas intestinais, lacrimejamento, corrimento nasal, etc, que pode durar até 8-12 dias. Além do mais o organismo humano se torna tolerante a todas estas drogas narcóticas. Ou seja, como o dependente destas não mais consegue se equilibrar sem sentir os seus efeitos ele precisa tomar cada vez doses maiores, se enredando cada vez mais em dificuldades, pois para adquiri-las é preciso cada vez mais dinheiro.

25 MORFINA Contra-indicações: Hipertensão craniana como na meningite. Gravidez Insuficiência renal. Insuficiência hepática Juntamente com outros depressores do SNC, como álcool, benzodiazepinas e barbitúricos. Nem com antipsicóticos ou antidepressivos. Pacientes alérgicos a substâncias providas da papoila

26 MORFINA Enquanto droga de abuso: É mais freqüente ser utilizada o seu derivado, a heroína. Apresenta duas características que a torna droga de abuso particularmente perigosa: produz euforia e bem estar, mas a sua ação necessita de doses cada vez maiores para se manter ao mesmo nível - fenômeno de tolerância medicamentosa. Produz dependência física (universal) e psicológica (subjetiva). A dependência física surge 6-10 horas depois da última dose e caracteriza-se por síndrome do "peru molhado", definido por tremores, ereção dos pêlos ("pele de galinha"), suores abundantes, lacrimeja mento, rinorreia, respiração rápida, temperatura elevada, ansiedade, anorexia, dores musculares, hostilidade, vômitos e diarréia. Um sinal importante é a miose (constrição da pupila do olho). Estes sinais só desaparecem com a administração de um opióide, geralmente de forma instantânea, e são máximos após 2-3 dias, depois do qual desaparecem gradualmente até ao quinto dia. O sofrimento do toxico-dependente é considerável.

27 HEROÍNA Esta droga tem origem na papoila, planta da qual é extraído o ópio. Quando processado, o ópio dá origem à morfina, que em seguida é transformado em heroína. A papoila usada na produção da droga é cultivada principalmente no México, Turquia, China, Índia e também nos países do chamado triângulo Dourado (Birmânia, Laos e Tailândia). É comercializada em pó, geralmente castanho ou branco (quando pura) de sabor amargo. Durante muito tempo foi apenas administrada por via intravenosa, o que já não sucede nos dias de hoje (havendo várias formas de consumo).

28 HEROÍNA A heroína surgiu em 1898 pelas mãos dos laboratórios da Bayer com o intuito de substituir a morfina, um alcalóide natural do ópio que deprime o sistema nervoso central. Esta, foi amplamente utilizada na guerra civil americana para tratar os feridos devido às suas propriedades analgésicas. No final do conflito cerca de 45 mil veteranos encontravam-se viciados em morfina. No entanto, apesar da certeza que a droga era altamente perigosa e causadora de dependência, esta continuou a ser usada nos EUA (para o tratamento de diversas patologias) aumentando assim o número de viciados. Surgiu então, a necessidade de procurar um substituto seguro para a morfina. Na Alemanha surge o que se pensou ser na época o substituto ideal: a diacetilmorfina, uma substância três vezes mais potentes que a morfina.

29 HEROÍNA Após a administração desta droga em dependentes da morfina comprovou-se que a droga aliviava os sintomas de abstinência dos toxicodependentes. Durante cerca de doze anos acreditou-se que a heroína poderia substituir, segura e eficazmente, a morfina. A heroína passou a ser utilizada como remédio para a cura do alcoolismo, além do seu uso nas doenças anteriormente "tratadas" pela morfina. Por ironia, ficou provado que a heroína é ainda mais viciante do que a morfina, podendo criar dependência em apenas algumas semanas de uso.

30 HEROÍNA Em 1912, os Estados Unidos assinaram um tratado internacional visando acabar com o comércio de ópio no mundo inteiro. Dois anos mais tarde, o Congresso norte- americano aprovou uma lei que restringiu o uso de opiáceos, e, na mesma década, criou mecanismos judiciais que tornavam a heroína ilegal. Isso levou a uma situação peculiar: antes de 1914, muitas pessoas tornaram-se viciadas em heroína, consumindo a droga como remédio. A partir desta data os dependentes foram transformados em marginais que para obter a droga com o intuito de aliviar os sintomas de abstinência tinham de recorrer ao mercado negro.

31 HEROÍNA Atualmente a heroína é fabricada em laboratórios clandestinos que se encontram principalmente nos países produtores de ópio. A heroína é obtida por acetilação da morfina com anidrido acético, apresentando-se no final na forma de pó ou de blocos com cor branca, creme ou castanha. Após a acetilação, extrai-se as impurezas fazendo passar o alcalóide em fase orgânica (éter, clorofórmio). À fase onde o alcalóide se encontra dissolvido, junta-se carbonato de sódio, ocorrendo a precipitação da heroína, filtra-se e obtém-se um produto com 15-45% de diacetilmorfina, que é chamado de Brow Sugar (produto de pouca qualidade).

32 HEROÍNA Continua-se a dissolver o produto em álcool e adiciona- se éter e ácido clorídrico a quente. Depois de várias filtrações e desidratações por evaporação obtém-se a heroína com uma percentagem de diacetilmorfina muito elevada (cerce de 60 a 95%). Como todos os opiáceos de venda ilícita, a heroína pode ser adulterada com quinina, lactose, açúcar, bórax e outros fármacos depressores do SNC como barbitúricos e sedantes ou contaminar-se com bactérias, vírus, fungos ou partículas. Há conhecimento de alguns casos de substituição total da heroína por pentazocina e o anti-histamínico tripelenamina.

33 HEROÍNA Durante muito tempo, a heroína foi administrada por via intravenosa. Mas, o aparecimento da SIDA e a sua emergência devastadora entre os heroinómanos explica a tendência atuai dos novos consumidores para fumar ou aspirar o vapor libertado pelo aquecimento da substância. Estudos recentes revelam que as alterações na forma de consumo são também devido à obtenção de maior pureza e ao conceito errado que as outras vias que não a intravenosa não levam a dependência. Hoje sabe-se que a dependência ocorre qualquer que seja o modo de consumo de Heroína, uma vez que na realidade o que torna a droga viciante são os efeitos bioquímicos. A preparação da injeção de heroína transformou-se num ritual: numa colher, ou num objeto semelhante, coloca-se a droga em pó, mistura-se com água e umas gotas de sumo de limão e coloca-se sobre uma fonte de calor para facilitar a dissolução. Sobre a mistura põe-se um pedaço de algodão ou o filtro de cigarro, para assim filtrar as impurezas, antes de introduzir a droga na seringa. Fica então preparada a injeção.

34 HEROÍNA Por outro lado, o processo de fumar ou inalar os vapores libertados torna-se mais fácil e rápido se se puser a heroína num papel de estanho sobre uma fonte de calor. É também muito freqüente o consumo de heroína misturada com outras drogas, por exemplo a cocaína ("speedball"), para prolongar e intensificar os efeitos de ambos os produtos. No entanto, a injeção intravenosa continua a ser a que provoca maior intensidade e produz euforia mais rapidamente.

35 HEROÍNA Absorção e metabolismo É bem absorvida no trato gastrointestinal, nos pulmões, mucosa nasal e por injeção intramuscular ou subcutânea. A diacetilmorfina sofre uma rápida hidrólise e é convertida em 6-monoacetilmorfina que depois é hidrolisada em morfina. A lipossolubilidade (capacidade de penetrar uma membrana biológica) da diacetilmorfina e da 6- monoacetilmorfina é maior que a da morfina e devido a isto, sua capacidade de entrar no cérebro é maior.

36 HEROÍNA Mecanismo de ação Os receptores opióides (classificados em alguns tipos como: kappa, delta e mi) existem em neurónios de algumas zonas do cérebro, medula espinal e nos sistemas neuronais do intestino. A heroína activa (agonista farmacológico) todos os receptores opióides, mas os seus efeitos são largamente devidos à activação do subtipo mi, efetivo na ação analgésica. O mecanismo prazer e bem-estar produzido pelo consumo da heroína não está completamente esclarecido, mas sabe-se que, como o das outras drogas recreativas, é devido a interferência nas vias dopaminérgicas (vias que utilizam o neurotransmissor dopamina) meso-límbicas-meso-corticais.

37 HEROÍNA As vias dopaminérgicas que relacionam o sistema límbico (região das emoções e aprendizagem) e o córtex (região dos mecanismos conscientes) são importantes na produção de prazer. Normalmente, elas só são ativadaS de forma limitada em circunstâncias especificas, ligadas à recompensa da aprendizagem e dos comportamentos bem sucedidos relacionados à obtenção de recursos, conhecimentos ou ligações sociais ou sexuais importantes para o sucesso do indivíduo. No consumo de droga, estas vias são modificadas e pervertidas ("highjacked") e passam a responder de forma positiva apenas ao distúrbio bioquímico cerebral criado pela própria droga. Grande parte da motivação do indivíduo passa assim para a obtenção e consumo da droga, e os interesses sociais, familiares, ambição profissional, aprendizagem e outros fatores não diretamente importantes para a sua obtenção são com o consumo crescente cada vez mais desleixados, sem que muitas vezes o indivíduo tome decisões conscientes nesse sentido.

38 HEROÍNA Excreção Grande parte da heroína é eliminada na urina como morfina (livre e conjugada). 90% da droga é eliminada nas primeiras 24 horas. Interações Enquanto depressor do sistema nervoso central, ela potencia os efeitos de outros depressores, aumentando o risco de overdose. O consumo concomitante de álcool, benzodiazepinas (e.g. Valium), cocaína ou anfetaminas, barbitúricos, antiepilépticos e antipsicóticos aumenta muito o risco de overdose e morte. A heroína é extremamente difícil de controlar, e não são raras as overdoses acidentais por consumidores experientes.

39 HEROÍNA A heroína tem efeito similar aos outros opióides. Logo após o uso, a pessoa fica num estado sonolento, fora da realidade. Os batimentos cardíacos e respiração diminuem, sintoma muito comum no uso de opiáceos, sendo inclusive a causa de morte por overdose, insuficiência respiratória. As primeiras sensações são de euforia e conforto. O dependente de heroína também pode ter problemas sociais e familiares. Ele torna-se apático, desanimado, perdendo o interesse por sua vida profissional e familiar.

40 HEROÍNA Efeitos imediatos Euforia e disforia: São necessárias maiores doses do que antes para causar analgesia. Consiste num sentimento de estar no paraíso. A euforia após um período de tempo de aproximadamente 10 minutos, é substituída pela disforia, um estado de ansiedade desagradável e mal-estar. A euforia produzida pela droga transforma-se em depressão e ansiedade após passarem os efeitos. Analgesia (perda da sensação de dor física e emocional): pode levar à infecção de ferimentos no heroinómano sem que este se dê conta e se afaste do agente agressor, pode levar a um infarto do miocárdio. Sonolência, embotamento mental sem amnésia Disfunção sexual em altos graus. Sensação de tranqüilidade e de diminuição do sentimento de desconfiança.

41 HEROÍNA Maior autoconfiança e indiferença aos outros: comportamentos agressivos. Miose: contracção da pupila. Ao contrário da grande maioria das outras drogas de abuso, como cocaína e anfetaminas (metanfetamina e ecstasy) que produzem midríase (dilatação da pupila). É uma característica importante na distinção clínica da overdose de heroína daquelas produzidas por outras drogas Obstipação ("prisão de ventre") e vómitos. Só são sentidos na primeira semana de consumo continuado, depois o corpo habitua- se e torna-se adicto. Depressão do centro neuronal respiratório. É a principal causa de morte por overdose. Supressão do reflexo da tosse: devido à depressão do centro neuronal cerebral da tosse.

42 HEROÍNA Náuseas e vômitos: podem ocorrer se for ativada os centros quimiorreceptores do cérebro. Espasmos nas vias biliares. Hipotensão, prurido. Os seus efeitos, quando fumada, são sentidos quase imediatamente (cerca de 3 a 8 segundos). Perda do controle humorístico, ou seja, o famoso humor bipolar. Ao ser usada, a droga pode acarretar a mudança de humor bipolar, em um certo período de tempo o usuário está depressivo, sem energia com pensamentos suicidas, um pequeno período de tempo depois por exemplo 1 semana, ele se torna muito alegre, falante, desinibido eufórico tendo um comportamento totalmente diferente do anterior

43 HEROÍNA Efeitos a longo prazo e potencial da dependência Tendência para aumentar a quantidade de heroína auto-administrada, com o fim de conseguir os mesmos efeitos que antes eram conseguidos com doses menores, o que conduz a uma manifesta dependência. Passadas várias horas da última dose, o viciado necessita de uma nova dose para evitar a síndrome de abstinência provocada pela falta dela. Desenvolve tolerância em relação aos efeitos de euforia, de depressão respiratória, analgesia, sedação, vómitos e alterações hormonais. Não há desenvolvimento para a miose nem para a obstipação. Estes efeitos, junto com a diminuição da libido, a insónia e a transpiração, são os sintomas dos consumidores crónicos. Há alguma imunossupressão com maior risco de infecções, principalmente aquelas introduzidas pelas agulhas partilhadas (SIDA/AIDS, Hepatite B) ou por bactérias através da pele quebrada pela agulha. A síndrome de privação pode levar à cegueira, dores, epilepsia, enfarte do miocárdio ou AVCs potencialmente fatais. A longo prazo leva sempre a lesões cerebrais extensas, claramente visíveis macroscópica e microscopicamente em autópsia.AVCs

44 HEROÍNA Bastam apenas 3 dias de consumo continuado desta substância para que, na sua ausência, se comecem a sentir os efeitos da ressaca, que quer dizer que o organismo em 3 dias apenas se habitua de tal forma à presença desta substância que quando se deixa de a administrar o organismo entra num estado de desequilíbrio tal, que o indivíduo vê-se obrigado a procurar de forma frenética satisfazer os pedidos do seu organismo, aumentando sempre a dose consumida. A ressaca traduz-se em primeiro lugar por corrimento lacrimal e nasal, seguida de má disposição a nível estomacal e intestinal, suores frios e afrontamentos, dores de rins lancinantes, e na fase final de ausência de consumo, espasmos musculares e câimbras generalizadas. Existe tolerância cruzada entre todos os agonistas opióides, facto que se aproveita para os tratamentos de desintoxicação e desabituação.

45 HEROÍNA Tratamento da toxico-dependência Muitas opções existem para o tratamento do vício em heroína, que incluem administração medicamentosa e abordagem terapêutica. Os tratamentos com fármacos agonistas baseiam-se na substituição da heroína por opióides de acção prolongada como a metadona, o LAAM (levo-alfa-acetilmetadol) ou a buprenorfina e a diminuição da dosagem moderadamente e ao longo do tempo. A metadona é um fármaco agonista opióide que, em comparação à heroína é bem absorvida oralmente e de forma lenta e tem uma duração de acção muito superior evitando os ciclos rápidos de intoxicação/quadro de abstinência associados à dependência de heroína. Esta substância funciona assim como um substituto com menos efeitos nefastos que a heroína embora provoque maior dependência que esta. Dado ser um opióide de acção prolongada produz sintomas que são menos severos do que os da heroína mas que são mais prolongados no tempo (e que levam muitas vezes a recaídas, não pela intensidade da dor, mas pela sua duração).

46 HEROÍNA O tratamento por metadona objectiva: Melhorar a saúde dos utilizadores de opiáceos providenciando drogas "limpas" em doses adequadas sob supervisão profissional Reduzir os crimes relacionados com drogas de forma livre e legal reduzindo a sua necessidade de roubar para financiar as compras de heroína ilícitas. Melhorar a situação social dos utilizadores de drogas Persuadir os utilizadores de drogas a reduzir a sua dose diária e encaminhar-se gradualmente à abstinência. No entanto, há um objetivo que estes tratamentos por substituição não conseguem atingir: o do efeito psicológico da rebeldia, do risco, da adrenalina associada ao consumo ilícito de drogas.

47 HEROÍNA Estudos recentes parecem por em causa a eficácia deste tipo de tratamentos e parecem por em evidência que a metadona tem maiores riscos de morte (correspondentes a uma taxa de mortalidade mais elevada) do que a heroína e vieram trazer dúvidas à utilização deste opiáceo de substituição. Outro tratamento por substituição que tem sido utilizado envolve buprenorfina que é um agonista parcial opióide. Esta sua natureza faz com que os sintomas do quadro de abstinência sejam menores do que os dos verdadeiros agonistas como a metadona e provoca também uma menor dependência física. Como resultado, a sua utilização é mais segura e traz menos riscos de abuso do que a metadona sendo, no entanto, eficaz no bloqueio da euforia e da síndrome de abstinência produzidos por outros opióides.

48 HEROÍNA Epidemiologia da toxicodependência Calcula-se que 1% ou 2% dos adolescentes consomem esta droga, mas esta percentagem varia com o país ou região. Ultimamente, após muitos anos de predomínio da cocaína o consumo de heroína tem vindo a tornar-se "moda", muitas vezes em associação com a própria cocaína, uma associação particularmente danosa.

49 HEROÍNA Tráfico e custos sociais da Heroína A heroína é uma droga proibida por lei em todos os países. É produzida a partir do ópio extraído de bolbos de papoilas opiáceas. O Afeganistão é o maior produtor do mundo, produzindo 86% (2004) do ópio usado; outros países produtores são o Paquistão e a região do triângulo dourado: Birmânia, Tailândia, Vietname, Laos e província de Yunnan na China.

50 HEROÍNA Ultimamente os traficantes latino-americanos de cocaína têm investido no cultivo do ópio, e começa a haver produções significativas na Colômbia e no México, que já detêm a maioria do mercado dos EUA. A colheita de 2003 terá rendido aos seus cultivadores cerca de 2,8 bilhões de dólares americanos. É desconhecido, no entanto, o valor global dos rendimentos gerados aos vários níveis envolvidos após produção, onde se incluem transporte, transformação laboratorial em heroína e distribuição, assim como todas as ramificações existentes, desde custos dos países em tratamento dos toxicodependentes, policiamento e meios jurídico-legais.

51 OBRIGADO

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