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Prof. Dr. Marco Antonio Chaves. A humanidade tem passado por mudanças signicativas a partir das últimas décadas, precisamente nesse período que vem sendo.

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1 Prof. Dr. Marco Antonio Chaves

2 A humanidade tem passado por mudanças signicativas a partir das últimas décadas, precisamente nesse período que vem sendo chamado de globalização. Desde o advento da imprensa, que pode ser considerado o grande marco distintivo da cultura moderna, quando o conhecimento produzido e acumulado pela humanidade começou a ser socializado, não assistimos a tantas mudanças em termos de disseminação do conhecimento.

3 Frente às sucessivas mudanças que vem ocorrendo no mundo, evidenciamos a necessidade do homem estar preparado para as demandas sociais, o mercado de trabalho, o conhecimento pluricultural, as novas tecnologias da informação etc. Por isso, investir no estudo e na pesquisa, em m, na construção do conhecimento, no desenvolvimento do espírito cientíco e do pensamento crítico e reexivo é o mais seguro método para alcançarmos o progresso da ciência e da humanidade.

4 Nossa disciplina é o eixo norteador que lhe dará subsídios para a sistematização dos conhecimentos adquiridos em todas as outras disciplinas ao longo do curso, viabilizando a instrumentalização de normas e procedimentos acadêmicos e cientícos importantes e necessários para a sua vida prossional. Desta forma, ela visa contribuir na formação/desenvolvimento/aprimoramento do espírito crítico-reexivo acerca das diferentes possibilidades do conhecer e formular acadêmica e prossionalmente proposições fazendo uso, de modo sistemático, da metodologia do trabalho acadêmico.

5 Portanto, nossa postura diante do curso, dos textos, das atividades e dos conteúdos que serão trabalhados ao longo de todo o processo é que nos oportunizará absorver os conhecimentos necessários para a compreensão das constantes mudanças que estamos vivendo nos últimos tempos. Desejo discernimento, iniciativa e realizações!

6 O CONHECIMENTO HUMANO E A CIÊNCIA O SER HUMANO, A SOCIEDADE E O CONHECIMENTO SER HUMANO, CONHECIMENTO E SABER

7 O CONHECIMENTO HUMANO E A CIÊNCIA O SER HUMANO, A SOCIEDADE E O CONHECIMENTO SER HUMANO, CONHECIMENTO E SABER No dia-a-dia, o ato de conhecer se manifesta tão natural que não nos damos conta da sua complexidade. Desde cedo, os mestres nos falam da necessidade de aprender a conhecer o mundo e posteriormente da necessidade de autoconhecimento. Assim, entramos na engrenagem do conhecimento do mundo, considerado real, sem colocar em pauta o que signica conhecer. Todavia, à medida que nos defrontamos, na relação com o mundo, com os vários campos e formas de conhecimento, entramos num emaranhado de conceitos.

8 O CONHECIMENTO HUMANO E A CIÊNCIA Se levarmos em consideração que aprendemos e adquirimos conhecimento com as relações, e que estamos constantemente interagindo, seja com pessoas ou até mesmo conosco, é fácil perceber que conhecer é uma forma de estar no mundo. Partindo da etimologia da palavra, o termo conhecimento vem do latim cognoscere, que signica conhecer pelos sentidos. Desta forma, conhecimento é o atributo geral que têm os seres vivos de reagir ativamente ao mundo circundante, na medida de sua organização biológica e no sentido de sua sobrevivência. É o pensamento que resulta da relação que se estabelece entre o sujeito que conhece e o objeto a ser conhecido.

9 O CONHECIMENTO HUMANO E A CIÊNCIA Analisando a palavra francesa connaissance, podemos observar que conhecimento é nascer (naissance) com (con). Os homens se marcam como diferentes dos outros seres exatamente pela capacidade de conhecer. Diferentemente dos outros animais, os homens são os únicos seres que possuem razão, capacidade de relacionar e ir além da realidade imediata. O conhecimento é uma forma de estar no mundo, e o processo do conhecimento mostra aos seres humanos que eles jamais são alguma coisa pronta na medida em que estão sempre nascendo de novo, quando têm a coragem de se mostrarem abertos diante da realidade.

10 O CONHECIMENTO HUMANO E A CIÊNCIA O conhecimento é uma forma de estar no mundo, e o processo do conhecimento mostra aos seres humanos que eles jamais são alguma coisa pronta na medida em que estão sempre nascendo de novo, quando têm a coragem de se mostrarem abertos diante da realidade. O conhecimento é o atributo geral que têm os seres vivos de reagir ativamente ao mundo circundante, na medida de sua organização biológica e no sentido de sua sobrevivência. O ser humano, utilizando suas capacidades, procura conhecer o mundo que o rodeia. Desta forma, a informação, assim como a prática de vida, resulta em conhecimentos.

11 Capacidade dos seres humanos quanto ao conhecimento O sujeito PRODUZ conhecimento quando ele está criativamente no mundo, ou seja, quando ele faz conhecimento. O fazer conhecimento implica exatamente em estar despojado de certezas absolutas acerca da realidade e estar aberto não só para reavaliar uma verdade da realidade como também reavaliar sua própria capacidade no trabalho do conhecer. Quando passa a USAR o conhecimento, o sujeito está simplesmente no mundo, ou seja, a realidade ao conhecimento que já está pronto. E, da mesma maneira, aquele que usa não exercita sua capacidade de renovação de visões da realidade, cando estacionária não só a maneira de se relacionar com a realidade, mas também a possibilidade daquele nascer, porque esse uso passa a ser apenas o consumir o que está pronto. Toda utilidade técnica propõe um consumo de conhecimento.

12 Capacidade dos seres humanos quanto ao conhecimento Quando passa a POSICIONAR-SE diante do conhecimento, ou seja, quando age criticamente no mundo, o sujeito relaciona o fazer e o usar do conhecimento de maneira dialética, porque o conhecimento é feito pelos seres humanos, é utilizado por eles e, fatalmente, de qualquer maneira, utilizado em função deles.

13 Capacidade dos seres humanos quanto ao conhecimento Síntese de como ocorre o conhecimento no homem.

14 TIPOS DE CONHECIMENTO O conhecimento consiste numa relação sui generis entre a consciência cognoscente e o objeto conhecido. Mediante a imagem, a consciência cognoscente se identica com o objeto. Cumpre observar que o fenômeno do conhecimento, embora pareça simples, envolve uma multiplicidade de atos. Em primeiro lugar, os sentidos apreendem ou produzem ou evocam imagens. Tanto mais complexo o fenômeno do conhecimento, mais longo é o caminho indutivo ou dedutivo percorrido para se chegar a uma conclusão. O raciocínio denomina-se, especialmente, discursivo porque a mente discorre, corre, ui, move-se, caminhando do antecedente ao conseqüente.

15 TIPOS DE CONHECIMENTO Entretanto, além da forma discursiva do conhecimento racional, incumbe apreciar a questão relativa ao conhecimento intuitivo, isto é, imediato ou sem passagem de antecedente para conseqüente, sem comparações. ´Intuere signica ver; intuição é uma espécie de conhecimento que, pela sua característica de atingir o objeto sem meio ou sem os intermediários das comparações, assemelha-se ao fenômeno do conhecimento sensorial, especialmente da visão.

16 TIPOS DE CONHECIMENTO A intuição sensorial existe com toda evidência, pois os sentidos não analisam, não comparam, não julgam; o conhecimento que se tem da temperatura da água de uma vasilha surge imediatamente, tão logo se a toque com a mão; o prazer ou a dor que se experimenta é um dado de experiência interna apreendido imediatamente. Além da intuição sensorial de experiência interna e externa, existirá uma forma de conhecimento relacional, intelectual, espiritual, também intuitivo?

17 TIPOS DE CONHECIMENTO A evidência lógico-metafísica dos primeiros princípios lógicos, éticos ou estéticos, bem como as relações transcendentais do ser, são apreendidas imediatamente, sem necessidade de meio, sem discurso, sem movimento. E, quando se fala de intuição como modo de conhecimento, entende-se a intuição intelectual, e não a sensorial. Por outro lado, não seria exato falar-se em intuição racional, pois razão implica não só no fato geral do conhecimento, mas também no seu modo de conhecer raciocinando, isto é, discorrendo, correndo, uindo, movendo-se do antecedente conhecido à procura do conseqüente supostamente desconhecido ou ainda não explicitado no processo de conhecimento.

18 TIPOS DE CONHECIMENTO Deve-se ressaltar que o conhecimento intuitivo não substitui outros modos de conhecimento; ele pode ser de suma valia na vida prática e nas convicções pessoais de cada um. Mas, por ser de ordem dominantemente subjetiva, não pode aspirar à autonomia ou ao valor objetivo do conhecimento cientíco ou do conhecimento racional discursivo, cujas conclusões, demonstradas, têm valor geral e objetivo. Ademais, todo conhecimento intuitivo deve submeterse, posteriormente, ao tribunal da razão discursiva ou da experimentação cientíca.

19 TIPOS DE CONHECIMENTO No que se refere ao conhecimento racional, podemos categorizá-lo em quatro: senso comum ou popular; ciência ou cientíco; losoa ou losóco e teologia ou religioso. Apesar desta separação metodológica e categórica, no processo de apreensão da realidade do objeto, o sujeito pode penetrar nas diversas categorias. Por sua vez, estas formas de conhecimento podem coexistir na mesma pessoa: um cientista, voltado ao estudo da física, pode ser praticante de determinada religião, estar liado a um sistema losóco e, em muitos aspectos de sua vida cotidiana, agir segundo conhecimentos provenientes do senso comum.

20 TIPOS DE CONHECIMENTO Qual a contribuição que cada tipo de conhecimento traz? De um modo ou de outro, cada tipo de conhecimento agrega valor ao ser humano.

21 TIPOS DE CONHECIMENTO Conhecimento Popular Denominado de popular ou senso comum, resulta do modo espontâneo e corrente de conhecer. É o conhecimento do dia-a-dia e se obtém pela experiência cotidiana. Suas características são: supercial, isto é, conforma-se com a aparência; sensitivo e valorativo, ou seja, referente a vivências, estados de ânimo e emoções da vida diária; subjetivo, pois é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos; assistemático, pois esta organização das experiências não visa a uma sistematização das idéias; assistemático, por basear-se na organização particular das experiências próprias do sujeito cognoscente e não em uma sistematização das idéias;

22 TIPOS DE CONHECIMENTO Conhecimento Popular acrítico, pois a pretensão de que esses conhecimentos o sejam não se manifesta sempre de uma forma crítica; vericável, visto que está limitado ao âmbito da vida diária e diz respeito àquilo que se pode perceber no dia-a-dia; falível e inexato, pois se conforma com a aparência e com o que se ouviu dizer a respeito do objeto. Em outras palavras, não permite a formulação de hipóteses sobre a existência de fenômenos situados além das percepções objetivas.

23 TIPOS DE CONHECIMENTO Conhecimento Cientíco É o conjunto organizado de conhecimentos sobre um determinado objeto, em especial obtidos mediante a observação, a experiência dos fatos e um método próprio. Diversamente do que acontece com o conhecimento vulgar, o conhecimento cientíco não atinge simplesmente os fenômenos na sua manifestação global, ele é caracterizado pela capacidade de analisar, de explicar, de desdobrar, de justicar, de induzir ou aplicar leis, de predizer com segurança eventos futuros. Ele explica os fenômenos e não só os apreende.

24 TIPOS DE CONHECIMENTO Conhecimento Cientíco O conhecimento cientíco é crítico, rigoroso, objetivo, nasce da dúvida e se consolida na certeza das leis demonstradas. É real (factual) porque lida com ocorrência ou fatos; constitui um conhecimento contingente, pois suas proposições ou hipóteses têm sua veracidade ou falsidade conhecida através da experiência; é sistemático, já que se trata de um saber ordenado logicamente; é vericável, visto que as armações (hipóteses) que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência; é falível, em virtude de não ser denitivo, absoluto ou nal e, por este motivo, é aproximadamente exato: novas proposições e o desenvolvimento de técnicas podem reformular o acervo de teoria existente.

25 TIPOS DE CONHECIMENTO Conhecimento Filosóco O primeiro sábio que utilizou a palavra Filosoa foi Pitágoras, no século VI a.C. Em sentido etimológico, Filosoa signica devotamento à sabedoria / amigo da sabedoria, isto é, interesse em acertar nos julgamentos sobre a verdade e a falsidade, sobre o bem e sobre o mal. Para Aristóteles, a Filosoa era a ciência de todas as coisas pelas últimas causas, isto é, pelas causas e razões mais remotas e que, por isso mesmo, ultrapassam as possibilidades, o campo e o método das ciências particulares, a estas incumbe a investigação das causas próximas observáveis e controláveis pelos recursos do método cientíco ou experimental.

26 TIPOS DE CONHECIMENTO Conhecimento Filosóco É importante destacar que a Filosoa usa princípios racionais, procede de acordo com as leis formais do pensamento, tem método próprio, predominantemente dedutivo, nas suas colocações críticas. Portanto, ela indaga, traça rumos, assume posições, estrutura correntes que inspiram ou dominam mentalidades em determinados períodos, mas que, em seguida, perdem vigor diante de novas concepções, que geralmente hostilizam as anteriores, à maneira das correntes literárias, das artes em geral ou das religiões.

27 TIPOS DE CONHECIMENTO Conhecimento Filosóco O conhecimento losóco é valorativo, pois seu ponto de partida consiste em hipóteses que não poderão ser submetidas à observação, as hipótese losócas baseiam-se na experiência, portanto este conhecimento emerge da experiência e não da experimentação; por este motivo, o conhecimento losóco é não vericável, já que os enunciados das hipóteses losócas não podem ser conrmados nem refutados, ao contrário do que ocorre no campo da ciência; é racional, em virtude de consistir num conjunto de enunciados logicamente correlacionados.

28 TIPOS DE CONHECIMENTO Conhecimento Filosóco É sistemático, pois suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada, numa tentativa de apreendê-la em sua totalidade; é infalível e exato, já que seus postulados, assim como suas hipóteses, não são submetidos ao decisivo teste da observação (experimentação). Portanto, o conhecimento losóco é caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar os problemas humanos e poder discernir entre o certo e o errado, unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana.

29 TIPOS DE CONHECIMENTO Conhecimento Religioso O conhecimento religioso supõe e exige a autoridade divina; nela se fundamenta e só a ela atende, a ciência, ao contrário, não supõe, não exige, não admite autoridade; a ciência só admite o que foi provado, na exata medida em que se podem comprovar experimentalmente os fatos. A Teologia não demonstra o dogma; apela para a autoridade divina que o revelou; exige fé; a ciência demonstra os fatos e só se apoia na evidência dos fatos.

30 TIPOS DE CONHECIMENTO Conhecimento Religioso Apóia-se em doutrinas que contêm proposições sagradas (valorativas), por terem sido reveladas pelo sobrenatural (inspiracional) e, por esse motivo, tais verdades são consideradas infalíveis e indiscutíveis (exatas); é um conhecimento sistemático do mundo (origem, signicado, nalidade e destino) como obra de um criador divino; suas evidências não são vericáveis: está sempre implícita uma atitude de fé perante um conhecimento revelado. Assim, o conhecimento religioso parte do princípio de que as verdades tratadas são infalíveis e indiscutíveis, por consistirem em revelações da divindade.

31 TIPOS DE CONHECIMENTO Conhecimento Religioso O conhecimento religioso vai favorecer atitudes éticas em busca do bem comum. Vale salientar que a processualidade do saber, quer cientíco quer losóco, de forma alguma vem denegrir a ciência e a losoa; pelo contrário, vem reconhecer seu verdadeiro estatuto. Só se sentem denegridos os cientistas e lósofos obtusos e dogmáticos, porque, no fundo, não querem ver morrer seus ídolos. E tudo isso nada tem a ver com ceticismo, pois o cético simplesmente não acredita na possibilidade de conhecimento. Aqui se trata apenas de revelar os limites do conhecimento, nunca de negar sua possibilidade.

32 TIPOS DE CONHECIMENTO Tanto o conhecimento vulgar como o cientíco, tanto o conhecimento losóco como o teológico alimentam o mesmo propósito e lutam pelo mesmo objetivo, que é o de chegar à verdade sobre o homem e sobre o Universo, sobre o ser e sobre cada uma das realidades que constituem innitos segmentos da natureza.

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34 CONCEPÇÕES, NATUREZA E DIMENSÕES DA CIÊNCIA O homem sempre empreendeu esforços em busca da verdade, da compreensão do real, da explicação de sua natureza interna e da natureza externa que o cerca, sempre buscando dar conta das questões sobre seu surgimento, seu papel no planeta, enm, a razão da sua existência, a melhor maneira de superar os desaos. Nas diferentes dimensões do conhecimento humano, o homem apresenta respostas e avança quanto à compreensão do mundo.

35 CONCEPÇÕES, NATUREZA E DIMENSÕES DA CIÊNCIA Visto que a ciência é fruto da tendência humana para procurar respostas e justicações positivas e convincentes, nesse conteúdo iremos analisar a natureza da ciência, conceituando seu aspecto lógico como método de raciocínio e de inferência acerca dos fenômenos já conhecidos ou a serem investigados.

36 CONCEPÇÕES, NATUREZA E DIMENSÕES DA CIÊNCIA A ciência aumentou sobremaneira a capacidade de instrumentalização do homem. Desenvolvendo tecnologias avançadas, liberou a mão de obra para atuar na área de serviços e pesquisas cientícas. À medida que a ciência avança, o indivíduo se torna cada vez mais capaz de dominar as circunstâncias à sua volta.

37 CONCEPÇÕES, NATUREZA E DIMENSÕES DA CIÊNCIA Etimologicamente, a ciência deriva do latim scientia, isto é, conhecimento, arte, habilidade. Ela pode ser entendida como uma sistematização de conhecimentos, um conjunto de proposições logicamente correlacionadas sobre o comportamento de certos fenômenos que se deseja estudar.

38 CONCEPÇÕES, NATUREZA E DIMENSÕES DA CIÊNCIA Para Ander-Egg (1978) a ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente, sistematizados e vericáveis, que fazem referência a objetos de uma mesma natureza.

39 CONCEPÇÕES, NATUREZA E DIMENSÕES DA CIÊNCIA Para Freire-Maia (1991) a ciência é um conjunto de descrições, interpretações, teorias, leis, modelos, etc., visando ao conhecimento de uma parcela da realidade, em contínua ampliação e renovação, que resulta da aplicação deliberada de uma metodologia especial (metodologia cientíca).

40 CONCEPÇÕES, NATUREZA E DIMENSÕES DA CIÊNCIA Desses conceitos emana a característica de apresentar a ciência como um pensamento racional, objetivo, lógico e conável. Não existe uma concepção única de ciência. Podemos dividi-la em períodos históricos, cada um com modelos e paradigmas teóricos diferentes a respeito da concepção de mundo, de ciência e de método, destacando-se três grande concepções: a ciência grega, que abrange o período que vai do século VIII a. C. até o nal do século XVI; a ciência moderna, do século XVII até o início do século XX; e a ciência contemporânea, que surge no início deste século até nossos dias.

41 CONCEPÇÕES, NATUREZA E DIMENSÕES DA CIÊNCIA Com os gregos, a ciência é conhecida como losoa da natureza. Tinha como única preocupação a busca do saber, a compreensão da natureza das coisas e do homem. A concepção de ciência moderna opõe-se à ciência grega e ao dogmatismo religioso. Propõe como caminho do conhecimento, o caminho da ciência, através do experimentar, do medir e comprovar. Surge o cienticismo, isto é, a crença de que o único conhecimento válido era o cientíco e de que tudo poderia ser conhecido pela ciência

42 CONCEPÇÕES, NATUREZA E DIMENSÕES DA CIÊNCIA A visão contemporânea de ciência na incerteza e na ruptura com o cienticismo (dogmatismo e a certeza da ciência). É o contexto de crise da ciência e da ruptura do paradigma cartesiano, fundamentado na experiência e adotando a indução e a comrmabilidade para constatar a certeza de seus enunciados.

43 NATUREZA / DIMENSÃO DA CIÊNCIA Para compreendermos a natureza e dimensão da ciência, observemos a gura:

44 NATUREZA / DIMENSÃO DA CIÊNCIA Em se tratando de analisar a natureza da ciência, podem ser explicitadas duas dimensões, na realidade inseparáveis, ou seja, a compreensiva (contextual ou de conteúdo) e a metodológica (operacional), abrangendo tanto aspectos lógicos quanto técnicos. Pode-se conceituar o aspecto lógico da ciência como o método de raciocínio e de inferência acerca dos fenômenos já conhecidos ou a serem investigados; em outras palavras, pode-se considerar que o aspecto lógico constitui o método para a construção de proposições e enunciados, objetivando, dessa maneira, uma descrição, interpretação, explicação e vericação mais precisas.

45 NATUREZA / DIMENSÃO DA CIÊNCIA Podemos ainda considerar a natureza da ciência sob três aspectos. São eles:

46 CARACTERÍSTICAS, OBJETIVOS E FUNÇÕES DA CIÊNCIA As ciências caracterizam-se por possuírem: a) objetividade ou nalidade - preocupação em distinguir a característica comum ou as leis gerais que regem determinados eventos; b) função - aperfeiçoamento, através do crescente acervo de conhecimentos, da relação do homem com o seu mundo; c) objeto - subdividido em material, aquilo que se pretende estudar, analisar, interpretar ou vericar, de modo geral; formal, o enfoque especial, em face das diversas ciências que possuem o mesmo objeto material.

47 CARACTERÍSTICAS, OBJETIVOS E FUNÇÕES DA CIÊNCIA Pode-se classicar as ciências em duas grandes categorias: formais e empíricas. As primeiras tratam de entidades ideais e de suas relações, sendo a Matemática e a Lógica as mais importantes. As segundas tratam de fatos e de processos, incluem-se nesta categoria ciências como a Física, a Química, a Biologia, a Psicologia. As ciências empíricas, por sua vez, podem ser classicadas em naturais e sociais. Dentre as ciências naturais estão: a Física, a Química, a Biologia, a Astronomia. Dentre as ciências sociais estão: a Sociologia, a Antropologia, a Ciência Política, a Economia, a Psicologia, a História.

48 CARACTERÍSTICAS, OBJETIVOS E FUNÇÕES DA CIÊNCIA De maneira geral, a ciência possui características e exigências comuns a serem consideradas. São elas: Conhecimento pelas causas (racionalismo) Implica em conhecer pelas causas. Se o cientista observa a chuva, ele quer saber porque chove, dispensando a inuência dos deuses. Utiliza-se o raciocínio analítico, lógico e despojado de impactos emocionais. Trata-se da racionalização do conhecimento.

49 CARACTERÍSTICAS, OBJETIVOS E FUNÇÕES DA CIÊNCIA De maneira geral, a ciência possui características e exigências comuns a serem consideradas. São elas: Profundidade e generalidade de suas condições O conhecimento pelas causas é o modo mais íntimo e profundo de se atingir o real. A ciência não se contenta em registrar fatos, quer também vericar a sua regularidade, a sua coerência lógica, a sua previsão, etc. A ciência generaliza porque atinge a constituição íntima e a causa comum a todos os fenômenos da mesma espécie. A validade universal dos enunciados cientícos confere à ciência a prerrogativa de fazer prognósticos seguros.

50 CARACTERÍSTICAS, OBJETIVOS E FUNÇÕES DA CIÊNCIA De maneira geral, a ciência possui características e exigências comuns a serem consideradas. São elas: Objeto formal A nalidade da ciência é manifestar a evidência dos fatos e não das idéias. Procede por via experimental, indutiva, objetiva; suas demonstrações consistem na apresentação das causas físicas determinantes ou constitutivas das realidades experimentalmente controladas. Não se submete a argumentos de autoridade, mas tão- somente à evidência dos fatos.

51 CARACTERÍSTICAS, OBJETIVOS E FUNÇÕES DA CIÊNCIA De maneira geral, a ciência possui características e exigências comuns a serem consideradas. São elas: Controle dos fatos Ao utilizar a observação, a experiência e os testes estatísticos tenta dar um caráter de exatidão aos fatos. Embora os enunciados científicos possam ser passíveis de revisões pela sua natureza tentativa, no seu estado atual de desenvolvimento, a ciência fixa degraus sólidos na subida para o integral conhecimento da realidade (Ruiz, 1979, pp. 124 a 126).

52 CARACTERÍSTICAS, OBJETIVOS E FUNÇÕES DA CIÊNCIA De maneira geral, a ciência possui características e exigências comuns a serem consideradas. São elas: Exige investigação e a utilização de métodos Investigar implica em pesquisar, e a ciência ocorre à base de questionamentos, buscas e descobertas. Na ciência, a investigação é também a disposição do pesquisador em submeter-se a um rigor metodológico

53 CARACTERÍSTICAS, OBJETIVOS E FUNÇÕES DA CIÊNCIA De maneira geral, a ciência possui características e exigências comuns a serem consideradas. São elas: É comunicável Os estudos e resultados das investigações científicas devem ser comunicados à sociedade. Para tal, o cientista deve fazer uso das denições, conceitos e termos a m de representar elmente as idéias que quer expressar.

54 OBJETIVOS E FUNÇÕES DA CIÊNCIA Os objetivos da ciência são determinados pela necessidade que o homem tem de compreender e controlar a natureza das coisas e do universo. Delineados os objetivos, cabe à ciência realizar suas três funções, a saber: descrever, explicar e prever os dados que permeiam a realidade em estudo. Segundo Ferrari (1982), a ciência ainda deve proporcionar aumento e melhoria de conhecimento; descoberta de novos fatos e fenômenos; aproveitamento espiritual; aproveitamento material do conhecimento.

55 OBJETIVOS E FUNÇÕES DA CIÊNCIA O papel da Ciência: Aumento e melhoria do conhecimento; Descoberta de fatos e fenômenos; Aproveitamento espiritual e material do conhecimento; Estabelecimento de certo tipo de controle sobre a natureza.

56 OBJETIVOS E FUNÇÕES DA CIÊNCIA O papel da Ciência: Aumento e melhoria do conhecimento; Descoberta de fatos e fenômenos; Aproveitamento espiritual e material do conhecimento; Estabelecimento de certo tipo de controle sobre a natureza.


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