A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

MONTAGEM E EDIÇÃO I Seminário 19/09/2011 Ilda Silvério.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "MONTAGEM E EDIÇÃO I Seminário 19/09/2011 Ilda Silvério."— Transcrição da apresentação:

1 MONTAGEM E EDIÇÃO I Seminário 19/09/2011 Ilda Silvério

2 NEO-REALISMO (?) Teve início em 1943, na deposição do ditador Mussolini, com 4 filmes que confrontavam a ideologia e a estética do cinema fascista da época. Inspirado em Courbet e no Realismo do século XIX. Principais características do Movimento Neo- realista italiano são a utilização de atores amadores, filmagens fora do estúdio, temas quotidianos e principalmente um enfoque humanista.

3 O Neo-realismo foi importante também por fazer pensar, por ser maduro e por transformar o cinema tradicional, contaminando os vários géneros: o musical, a comédia e o policial. Era o que estava no ar e teve um alcance planetário, atacando de forma virulenta todo o cinema estabelecido.

4 Pretendia levar a uma mudança nas relações entre cinema e espectadores, inventando uma nova linguagem cinematográfica, de forma que o grande público pudesse compreender e, graças a esta mudança, adquirir uma maior consciência social e cultural. Era o cinema sendo utilizado como crítica social e política.

5 REFERÊNCIAS Exemplos com Plano-Sequência FILMES: Germania, Anno Zero, Roberto Rosselini, 1948, IT/ D; Soy Cuba, Mikhail Kalatozov, 1964, URSS; Secrets and Lies, Mike Leigh,1996, GB; Baile Perfumado, L. Penteado e P. Caldas, 1997, Brasil; Notting Hill, Roger Michell, 1999, GB Good Fellas, Martin Scorsese, 1990, EUA; LEITURAS: Bazin, André, 1991, O cinema: ensaios, São Paulo, Brasiliense.

6 ALEMANHA, ANO ZERO, Roberto Rosselini, 1947, Itália/ Alemanha Filme rodado no verão de 1947, contando a história de vida e o que leva Edmund, uma criança de 12 anos a suicidar-se. É um quadro fiel da cidade de Berlim que está completamente destruída no final da 2.ª Guerra, onde 3 milhões de pessoas procuram sobreviver à miséria. Retrata a frieza, a desumanidade, a agressividade e a crueldade e permite uma reflexão sobre o que o ser humano é capaz de fazer para se manter vivo.

7 SOU CUBA, Mikhail Kalatozov, 1964, URSS O filme é um emocionante poema visual, e foi descoberto recentemente. Consiste em 4 histórias muito dramáticas mostrando a opressão do povo cubano, desde a sua população rural até aos milhares de estudantes universitários e o contraste com a classe rica dominante época, culminando na vitória da revolução dos anos 60.

8 SEGREDOS E MENTIRAS, Mike Leigh,1996, Grã-Bretanha Um drama familiar, perspectivando seus personagens por intermédio de estados de alma oscilatórios. O filme mostra-nos como qualquer vida, envolve problemas. No entanto, mais importante que apontar tais problemas, é avaliar a proeza e a beleza da sua superação. Conta-nos a história de uma mulher negra bem sucedida que perde a mãe adoptiva e vai em busca da sua família biológica e o que encontra é a mais disfuncional das famílias.

9 BAILE PERFUMADO, L. Penteado e P. Caldas, 1997, Brasil A produção foi a grande vencedora do Festival de Cinema de Brasília em Conta a história de Benjamin Abrahão Botto que fotografou Lampião e seu bando, no sertão brasileiro. A batida do mangue dialoga com a filosofia do cangaço, no que se refere à luta social, contra a miséria e pela esperança de mudança, pela valorização do aspecto regional e da cultura de raiz, para modernizar o passado. Uma tentativa de resgate da identidade histórica.

10 NOTTING HILL, Roger Michell, 1999, Grã-Bretanha É comédia romântica, cuja história se passa no Bairro de Notting Hill. Conta uma história de amor entre uma grande estrela do cinema e um pacato e simples inglês que supera o tempo, maus entendidos e que mostra que nunca é tarde para tomar a decisão certa e ter coragem de seguir adiante no que seu coração manda. Mostra que pessoas comuns podem ocupar lugares de destaque e que pequenos tesouros podem ser encontrados na próxima esquina, basta estar atento.

11 GOODFELLAS, Martin Scorsese, 1990, EUA; Parte dum estilo documental. É directo, permitindo uma reflexão sobre o mundo desalmado e brutal. Um drama policial sobre a Máfia, mostrando com um assustador realismo a vida de mafiosos. Foi considerado "culturalmente significativo", tendo sido assim seleccionado para preservação no National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos EUA.

12 QUESTÕES DO SEMINÁRIO

13 DE QUE MODO A MONTAGEM CONSTROI UMA OUTRA NOÇÃO DE TEMPO A PARTIR DO NEO-REALISMO? A realidade aqui é duração. A duração é o tempo real, o tempo em si mesmo, mudança essencial e contínua, que passa incessantemente modificando tudo e é a essência da vida psíquica.*

14 A preocupação de explorar, diretamente, o tempo, para além do movimento unicamente, o que antes definira a imagem de filme. O presente não é o único tempo do cinema (e, correlativamente, o tempo já não é mais representado como uma cronologia: ele é, de certa forma, dado a ver).

15 TEMPO Ver um filme é ver o tempo passar. Muitas reflexões teóricas sobre o cinema abordam, ao menos indiretamente a relação entre cinema e tempo; é o caso de todas as teorias da narrativa. Um estudo mais direto refere-se a três tipos principais, conforme o aspecto retido da própria noção de tempo:

16 O tempo como medida O tempo fílmico e o tempo real, por exemplo: tempo da narrativa fílmica/tempo da história. A aceleração ou câmera lenta.

17 O tempo como experiência A nossa apreensão do tempo resulta da percepção de seqüências de acontecimentos. O presente, fundado na memória imediata e na apreensão dos intervalos temporais breves. A duração, experiência normal do tempo que passa, implicando a memória a longo prazo. A perspectiva temporal, ou experiência do futuro, determinada social e culturalmente.

18 O tempo como categoria Para Bazin o cinema é apto a construir equivalentes entre a duração vivida e a memória (é a lição que ele tira do Mystère Picasso, de Henri-Georges Clouzot (1956), que revela a duração contida no quadro terminado, ou seja, o tempo de sua criação).

19 CONCEITO DE DURAÇÃO DE BAZIN, INSPIRADO EM BERGSON, NA ANÁLISE DA CENA EM QUE A EMPREGADA SE LEVANTA EM UMBERTO D

20 Para Bergson, o termo Existir é transformar e amadurecer. Este amadurecer e transformar incessante para alguém, deve ser uma criação indefinida de si mesmo.

21 BAZIN Um dos maiores críticos e teóricos do cinema, escreveu que o cinema alcança a sua plenitude sendo a arte do real. E que a arte cinematográfica depende da exploração da íntima conexão entre a imagem fílmica e o que esta representa. Que a ambiguidade é o atributo central do real. Fortificando o essencial e a inerente complexidade da realidade e da percepção.

22 Bazin talvez seja o primeiro crítico a perceber e a analisar a mudança fundamental que ocorreu no cinema nos anos 40 e no pós-guerra, a separação entre um primeiro cinema Realista" e um cinema moderno Neo-realista". O que fazia esse novo cinema diferente e o que nele possibilitava essa nova relação com o espectador, ou, ao contrário, o que aconteceu ao cinema e ao mundo para que se buscasse uma nova relação filme-espectador, seriam questões fundamentais para a análise e para a crítica de cinema feita por Bazin.

23 Em seus textos sobre o Neo-realismo italiano essas questões seriam tratadas mais detalhadamente. A análise intrínseca dos elementos fílmicos e narrativos de uma série de obras de diretores neo- realistas italianos fornecem o substrato necessário para Bazin retirar daí as principais características desse novo cinema "neo-realista" e suas principais diferenças em relação ao "realismo". De uma maneira geral, é em relação a dois dos principais pontos da estética cinematográfica clássica a dramaturgia e a montagem que Bazin vai estabelecer as diferenças mais significativas entre realismo e neo-realismo.

24 VITTORIO DE SICA ( ) Cresceu em Nápoles, trabalhou num escritório para ajudar a família até ter a oportunidade de trabalhar como actor, o que fez o resto da sua vida. Do Teatro passou ao Cinema, até que se estreou como director, dirigindo 35 filmes, e tornando-se um entusiasta do Movimento Neo-Realista, revolucionando o cinema italiano do pós-guerra.

25 Vittorio de Sica e Umberto D Umberto D foi o filme que Vittorio de Sica disse ter sido o seu preferido, por retratar personagens e acontecimentos reais. Umberto D mostra a sua força interior e suporta o infortúnio, sem perder o auto-respeito. De forma límpida e poética e inspirado no seu próprio pai, ele propõe uma reflexão sobre a solidão dos idosos e a falta de comunicação entre as pessoas.

26 O que caracteriza principalmente Umberto D é o abandono de todas as referências ao cinema tradicional. A sequência mais bonita do filme, é o despertar da empregada Maria, uma cena em que a menina se levanta, e vai para a cozinha, persegue as formigas, mói o café... e todos estes "irrelevantes" gestos são relatados para nós com continuidade temporal meticulosa. (Mostrar o trecho do filme

27 REFERÊNCIAS BAZIN, André. O cinema:ensaios. 1991, São Paulo, Brasiliense. SCHEFFER, Jean-Louis. Images mobiles. 1999, Pol. teorico-e-critico-de-cinema/, Aumont, 2003: , em teorico-e-critico-de-cinema/ *HENRI BERGSON E SEUS CONCEITOS DE DURAÇÃO, INTELIGÊNCIA E INTUIÇÃO PARA PROBLEMATIZAR A PSICOLOGIA, Marcos Adegas de Azambuja (PUCRS/Doutorando – CNPq), bergson-i.html, bergson-i.html "The Faith That Sustains: Cannes 1952". In Cahiers du cinéma, ), pp / /1023, / /1023


Carregar ppt "MONTAGEM E EDIÇÃO I Seminário 19/09/2011 Ilda Silvério."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google