A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

2. SCHMIDT, M. Aconselhamento Psicológico e instituição: algumas considerações sobre o serviço psicológico do IPUSP. In: MORATO, H. T. P. (coord.) Aconselhamento.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "2. SCHMIDT, M. Aconselhamento Psicológico e instituição: algumas considerações sobre o serviço psicológico do IPUSP. In: MORATO, H. T. P. (coord.) Aconselhamento."— Transcrição da apresentação:

1 2. SCHMIDT, M. Aconselhamento Psicológico e instituição: algumas considerações sobre o serviço psicológico do IPUSP. In: MORATO, H. T. P. (coord.) Aconselhamento psicológico centrado na pessoa: novos desafios, Cap. 4, pp Histórico e fundamentação do Aconselhamento Psicológico. Teoria Traço e Fator – prioriza a adaptação e o ajustamento do indivíduo à sociedade, especialmente ao mundo do trabalho. Está ancorada numa tradição de investigações executadas sob condições rigorosas desde uma perspectiva positivista, esta teoria teve um desenvolvimento concomitante ao da Orientação Vocacional e ao da Orientação Escolar..Rogers e o Aconselhamento Psicológico – do interior da prática psicométrica e um conjunto de técnicas diretivas que respaldava o conselheiro, Rogers foi deslocando os focos de sua atuação: do problema para a pessoa do cliente; do instrumental de avaliação para a relação cliente- conselheiro; do resultado para o processo. Tendência atualizante – tendência ao crescimento e ao desenvolvimento. Condições necessárias e suficientes para que a atualização desta tendência à maior complexidade e integração dos organismos ocorra nos seres humanos – atitudes básicas: empatia, congruência e aceitação incondicional positiva.

2 A equação anteriormente formulada, primeiramente, para e no contexto psicoterápico é transposta, posteriormente, para outras esferas: da educação, dos pequenos grupos, das comunidades de aprendizagem, da intervenção institucional e das experiências com grupos transculturais. Psicoterapia para Rogers – em termos gerais, trata-se de um processo de aprendizagem, uma aprendizagem significativa que integra aspectos cognitivos e afetivos. Rogers cada vez mais se dirige a um público ampliado de leigos e especialistas. Parece que ele está menos interessado em defender e justificar a existência de uma área de atuação específica e exclusiva de psicólogos e mais interessado na multiplicação dos espaços constituídos por relações de ajuda, intra e extra-profissionais. Relação de ajuda – uma relação na qual pelo menos uma das partes procura promover na outra o crescimento, a maturidade, um melhor funcionamento e uma maior capacidade de enfrentar a vida. O aconselhamento Psicológico – deve responder às diferenças e singularidades individuais, grupais e institucionais, mas, também, uma definição que acolha a idéia de participação igualitária de leigos e profissionais na construção de situações propícias à aprendizagem significativa.

3 O papel do conselheiro – facilitador, agente capaz de fornecer as condições necessárias e suficientes para o desencadear de um processo criativo de desenvolvimento junto àqueles a quem se dirige. O papel do especialista para Rogers – o autor abdica da construção de teorias da personalidade, de desenvolvimento e psicopatológicas, entendendo que cabe ao especialista criar as condições propícias para que aqueles envolvidos em processos de aprendizagem construam suas próprias teorias sobre os fenômenos psicológicos interpessoais. O aconselhamento psicológico – um campo habituado a práticas democráticas, atento às singularidades e pluralidades psicossocioculturais da clientela e firmemente dirigido pelo desejo de aprender nas situações concretas oferecidas pela atividade cotidiana, abandonando posições teóricas que se mostrem incompatíveis com a realidade vivida.

4 Uma concepção do campo de Aconselhamento Psicológico O Aconselhamento Psicológico é uma região de fronteira – fronteira das práticas clínico-psicológicas e educacionais e fronteira de recursos teórico-práticos de diversas disciplinas habituadas aos assuntos humanos. Há um esforço de responder às demandas por ajuda psicológica através de uma compreensão psico-sociocultural destas demandas e, ao mesmo tempo, através da potencialização de recursos psicossociais presentes na clientela. Do ponto de vista teórico – acolher autores de diferentes origens e filiações que possam auxiliar na interpretação de fenômenos com os quais nos deparamos no enfrentamento das demandas que nos chegam. Implica também, a abertura para o estudo e o trabalho interdisciplinar. Do ponto de vista prático – representa a disposição para descobrir modos de pensar, sentir e agir sintônicos e empáticos com relação às demandas que se apresentam. O aconselhamento psicológico é concebido como campo de invenções das práticas que, em situações consideradas em sua singularidade, propiciem a seus participantes uma experiência de exploração cognitivo-afetiva de suas vivências pessoais e coletivas. O facilitador apresenta-se em constante processo de deslocamento do lugar de quem tem o poder e o controle sobre os processos assim desencadeados.

5 As práticas do Serviço de Aconselhamento Psicológico do IPUSP A clínica-escola possui recursos e possibilidades práticas diversas e, em muitos casos, é mais rica do que o consultório particular (modelo de consultório). Com isso, é necessário criar modos de atendimento abertos à pluralidade e à singularidade das demandas de ajuda. O Plantão Psicológico do SAP é um projeto que integra atendimento à comunidade e formação de psicólogos. Ele é a porta de entrada do SAP para todas as pessoas que buscam algum tipo de ajuda psicológica junto a esse serviço. Está estruturado para que o cliente seja acolhido por um espaço de escuta qualificada, no momento mesmo em que procura auxílio. Este acolhimento exige a priorização da entrevista psicológica em detrimento de eventuais necessidades burocráticas de organização do Serviço.

6 Esta entrevista não é pensada como triagem, na qual se avalia a adequação da clientela aos dispositivos de prestação de serviço da instituição, mas como espaço propício à elaboração da experiência do cliente no que diz respeito ao sofrimento psíquico que ele porta e as possibilidades de ajuda que ele concebe. A entrevista de Plantão – visa facilitar que o cliente clarifique a natureza de seu sofrimento e de sua demanda por ajuda. O tipo de elaboração e o grau de elaboração que são alcançados nesta primeira entrevista são o critério norteador dos desdobramentos possíveis deste encontro inicial. O Plantão – é também uma forma de conseguir uma abertura de 360 graus para as demandas da clientela. Esta abertura implica a intenção de responder à singularidade de cada demanda. Não se pretende adequar a clientela a uma organização burocrática que apaga diferenças e massifica o atendimento, mas também, não se pode atender toda demanda que chega. A proposta supõe que todo cliente será ouvido no momento de sua procura e que responderemos, através dos recursos disponíveis a cada momento, à sua interpelação. O aconselhamento – neste sentido, é o desencadear de um processo que, envolvendo conselheiro e cliente, promove uma ressignificação do sofrimento do cliente e uma avaliação sobre os recursos disponíveis, no SAP ou fora dele, para que o cliente seja atendido de modo o mais sintônico possível com suas necessidades.

7 Os estagiários – participam não apenas através do atendimento direto à clientela, mas também discutindo e trazendo suas sugestões no que diz respeito à organização e concepção do Plantão. A busca por um estilo próprio, o ganho de autonomia na condução dos atendimentos e a atenção para com os problemas de saúde pública são incentivados nos alunos. Esta participação provoca um envolvimento maior com a rede de instituições de saúde mental da cidade. O SAP é responsável, a partir de professores e alunos, por atendimentos em Plantão Psicológico na Faculdade de Enfermagem da USP, para atendimento dos alunos e também em instituição do poder judiciário, para atendimento de funcionários e seus familiares. Nestes dois lugares apresentou-se como um modo de responder a demandas feitas por uma instituição e ganhou contornos específicos na relação com a singularidade destes contextos institucionais. No âmbito coletivo – as práticas têm se estruturado em torno de duas vertentes principais: 1 - Coletivos formados pela equipe de docentes, psicólogos e estagiários (grupos de supervisão, equipes de plantonistas, relações informais), bem como de sua configuração enquanto espaço de referência e de convivência para a clientela; 2 - Atendimento de demandas de grupos de profissionais das áreas de saúde e educação através de cursos de aperfeiçoamento e extensão, supervisão de apoio psicológico e oficina de criatividade.

8 A valorização dos grupos como ambiente de facilitação da aprendizagem significativa e o constante deslocamento dos lugares de poder e de saber hierarquicamente consagrados para as potencialidades criativas e de auto-gestão dos grupos são básicos para esse trabalho coletivo. 1 - O SAP tem a possibilidade de oferecer-se como esfera sócio-institucional portadora de condições propícias à elaboração e à transmissão da experiência para além do âmbito das entrevistas psicológicas, facilitando a quebra do isolamento e um certo enraizamento coletivo de sua clientela (local aonde possa haver comunicação oral, trabalho artesanal e elaborar e transmitir suas experiências) As iniciativas nessa direção vão desde a simples permissão para que a clientela permaneça no espaço físico do SAP, independentemente de seus horários de atendimento, até a proposição de situações estruturadas como as oficinas de criatividade e os grupos de encontro, passando pela criação de salas de convivência e ateliês nos quais a clientela possa, ao mesmo tempo, encontrar uma referência sociocultural mais ampla do que aquela do Plantão Psicológico e das entrevistas, e construir modos próprios de apropriação do espaço institucional. 2 - Também, junto a equipes de profissionais de saúde e educação, através das práticas de supervisão de apoio psicológico e de oficinas de criatividade. A supervisão de apoio psicológico é oferecida a profissionais como contexto para resgate de seus entraves pessoais na atuação direta com sua clientela. As oficinas de criatividade caracterizam-se como espaço de elaboração da experiência pessoal e coletiva através do uso de recursos expressivos, tais como o movimento corporal, expressão plástica e poética.


Carregar ppt "2. SCHMIDT, M. Aconselhamento Psicológico e instituição: algumas considerações sobre o serviço psicológico do IPUSP. In: MORATO, H. T. P. (coord.) Aconselhamento."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google