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VANGUARDAS ARTÍSTICAS EUROPÉIAS - “ISMOS” - Vanguardas: em termos artísticos, designa aqueles que prevêem e anunciam o futuro, os novos tempos.

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1 VANGUARDAS ARTÍSTICAS EUROPÉIAS - “ISMOS” - Vanguardas: em termos artísticos, designa aqueles que prevêem e anunciam o futuro, os novos tempos.

2 ExpressionismoExpressionismo O grito (1893), de Edvard Munch; óleo sobre cartão.

3 A boba (1917), tela de Anita Malfatti em que sobressaem os elementos dramático, emocional e, enquanto temática, marginal. ExpressionismoExpressionismo

4 ExpressionismoExpressionismo Maternidade, Almada- Negreiros. A tendência expressionista calcada no exagero atinge em cheio os modernistas portugueses.

5 ExpressionismoExpressionismo Crianças abandonadas, Lasar Segall. O aspecto quase caricatural da realidade é o que a pintura expressionista traduz.

6 Expressionismo na literatura: Linguagem fragmentada, elíptica, constituída por frases nominais (basicamente aglomeração de substantivos e adjetivos), às vezes até sem sujeito; Despreocupação com a organização do texto em estrofes, com o emprego de rimas ou de musicalidade; Combate à fome, a inércia e aos valores do mundo burguês. Expressionismo na literatura: Linguagem fragmentada, elíptica, constituída por frases nominais (basicamente aglomeração de substantivos e adjetivos), às vezes até sem sujeito; Despreocupação com a organização do texto em estrofes, com o emprego de rimas ou de musicalidade; Combate à fome, a inércia e aos valores do mundo burguês. ExpressionismoExpressionismo

7 Futurismo Parada amorosa, Nesta tela, o cubista Picabia faz nítida homenagem à máquina, realçando a tendência futurista de “valorizar os mecanismos que movem o mundo”, em suas próprias palavras.

8 Futurismo Automóvel correndo, de Giacomo Bahia.

9 Futurismo Futurismo na literatura: A destruição da sintaxe e a disposição das “palavras em liberdade”; O emprego de verbos no infinitivo, com vistas à substantivação da linguagem; A abolição dos adjetivos e dos advérbios; O emprego do substantivo duplo (burguês-burguês, burguês-níquel, mulher-golfo) em lugar do substantivo acompanhado de adjetivo; A abolição da pontuação, que seria substituída por sinais da matemática (+), (-), (=), ( ) e pelos sinais musicais; A destruição do eu, isto é, toda a psicologia; Onomatopéias e imagens que incorporam o som das engrenagens da máquina; Percepção por analogia. Futurismo na literatura: A destruição da sintaxe e a disposição das “palavras em liberdade”; O emprego de verbos no infinitivo, com vistas à substantivação da linguagem; A abolição dos adjetivos e dos advérbios; O emprego do substantivo duplo (burguês-burguês, burguês-níquel, mulher-golfo) em lugar do substantivo acompanhado de adjetivo; A abolição da pontuação, que seria substituída por sinais da matemática (+), (-), (=), ( ) e pelos sinais musicais; A destruição do eu, isto é, toda a psicologia; Onomatopéias e imagens que incorporam o som das engrenagens da máquina; Percepção por analogia.

10 Ode triunfal À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica Tenho febre e escrevo. Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos. Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno! Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! Em fúria fora e dentro de mim (...) (Álvaro de Campos – heterônimo de Fernando Pessoa) Ode triunfal À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica Tenho febre e escrevo. Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos. Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno! Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! Em fúria fora e dentro de mim (...) (Álvaro de Campos – heterônimo de Fernando Pessoa) Futurismo

11 Cubismo Les Demoiselles d’Avignon (1907), de Pablo Picasso.

12 Cubismo Carnaval em Madureira, Tarsila do Amaral. De Albert Gleizes, Tarsila recebeu a chave do Cubismo, que cultivou com amor e sob uma ótica construtivista.

13 Cubismo Mulher com flor (1932), de Pablo Picasso, que assim se manifestou em certa ocasião: “Toda a gente quer compreender a arte. Por que não tentam compreender as canções de um pássaro? [...] Pessoas que querem explicar telas normalmente ladram para a árvore errada”.

14 Cubismo na literatura: Humor; Antiintelectualismo; Valorização dos cinco sentidos; Superposição de planos – frases breves e rápidas – cinematográficas; Ilogismo – mais analógico que lógico. Cubismo na literatura: Humor; Antiintelectualismo; Valorização dos cinco sentidos; Superposição de planos – frases breves e rápidas – cinematográficas; Ilogismo – mais analógico que lógico. Cubismo

15 Era um homem bem vestido Foi beber no botequim Bebeu muito, bebeu tanto Que Poeminha cinético s a i u d e l á a s s i m. (Millôr Fernandes)

16 O Capoeira - Qué apanhá sordado? - O quê? - Qué apanha? Pernas e cabeças na calçada (Oswald de Andrade) Cubismo

17 Dadaísmo Colagem-espelho, obra de Kurt Schwitters, de 1920.

18 Dadaísmo Marcel Duchamp

19 Dadaísmo na Literatura: Agressividade, improvisação, desordem; Rejeição a qualquer tipo de racionalização e equilíbrio; Livre associação de palavras – o acaso substitui a inspiração, a brincadeira substitui a seriedade; Invenção de palavras com base na exploração da sonoridade. Dadaísmo na Literatura: Agressividade, improvisação, desordem; Rejeição a qualquer tipo de racionalização e equilíbrio; Livre associação de palavras – o acaso substitui a inspiração, a brincadeira substitui a seriedade; Invenção de palavras com base na exploração da sonoridade. Dadaísmo

20 Receita para fazer um poema dadaísta Pegue um jornal. Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público. (Tristan Tzara)

21 Dadaísmo A Batalha Berr... bum, bumbum, bum... Ssi... bum, papapa bum, bumm Zazzau... Dum, bum, bumbumbum Prä, prä, prä... râ, äh-äh, aa... Haho!... (Ludwig Kassak)

22 Surrealismo Neste Rosto de Mae West podendo ser utilizado como apartamento surrealista, Salvador Dalí apropria-se da técnica de colagem dos dadaístas, apresentando objetos deslocados de suas funções: os cabelos de atriz transformados em continas; os olhos, em quadros; o nariz, em aparador; os lábios, em poltrona.

23 Surrealismo Sonho provocado pelo vôo de uma abelha em torno de uma romã, um segundo antes do despertar, data de Salvador Dalí.

24 Surrealismo A persistência da memória, de Salvador Dalí.

25 Surrealismo na literatura: Imagens oníricas - extraídas do sonho, do imaginário; Metáforas surreais – realidade e sonho se conjugam; Surrealismo

26 Estudo nº 6 Tua cabeça é uma dália gigante que se desfolha nos meus braços. Nas tuas unhas se escondem algas vermelhas, E da árvore de tuas pestanas Nascem luzes atraídas pelas abelhas. (...) (Murilo Mendes)

27 Surrealismo Poema da amiga “Gosto de estar a teu lado, Sem brilho. Tua presença é uma carne de peixe, De resistência mansa e um branco Escoando azuis profundos. Eu tenho liberdade em ti. Anoiteço feito um bairro, Sem brilho algum. Estamos no interior duma asa Que fechou.” (Mário de Andrade)


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