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FILOSOFIA Prof.ª Michele de C. Fernandes. UM CONVITE AO FILOSOFAR PARA A CIDADANIA A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo. MERLEAU-PONTY.

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1 FILOSOFIA Prof.ª Michele de C. Fernandes

2 UM CONVITE AO FILOSOFAR PARA A CIDADANIA A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo. MERLEAU-PONTY.

3 UMA DEFINIÇÃO POSSÍVEL A Filosofia nasceu na Grécia antiga, por volta do século VI a.C, mais especificamente nas ilhas do mar Egeu. A palavra filosofia significa amor ou amizade à sabedoria. O filósofo, então, seria aquele que busca a companhia amorosa do saber.

4 A Filosofia também pode ser definida como um modo particular de busca e tentativa de interpretação ou compreensão – racional, sistemática e rigorosa – de tudo o que existe. Ela sempre esteve nas origens e constitui um questionamento preciso e racional quanto às mesmas, da razão ou razões do ser existente.

5 O ato de filosofar tem início com o espanto, ou com o maravilhar - se; A Filosofia revela o inexato, o déficit, a defasagem no modo de colocar-se no mundo e em si mesmo, o ser vivente racional; A Filosofia escuta o homem, mas dificilmente responde, de forma definitiva, as suas indagações; A Filosofia (como a criança) é profundamente curiosa e não teme interrogar-se; A Filosofia tende a arrancar os homens da acomodação.

6 CONDIÇÕES DE NASCIMENTO DA FILOSOFIA A Filosofia nasceu na Grécia, por volta do século VI a.C., e representa uma forma particular de conhecimento. Processo de conhecimento racional que deixa de lado a recorrência a deuses e outras formas míticas ou místicas, enquanto condição necessária para explicar a vida.

7 OS SOFISTAS Os sofistas representavam um novo grupo de pensadores, normalmente descendentes dos comerciantes ou ligados a eles que eram um grupo em ascensão na sociedade.

8 Eles cobravam para ensinar e por isso eram criticados por Sócrates, mas também contribuíram não só para o questionamento da cultura dominante, caracterizada por um espírito aristocrático e elitista, como também para o enriquecimento das discussões e reflexões em torno da questão da democracia.

9 DIFERENÇA ENTRE MITO E FILOSOFIA A Filosofia diferencia-se do mito porque não é criação de um povo, mas de indivíduos; não recorre a deuses ou espectros, figuras míticas e sobrenaturais, para explicar fatos, processos, origens ou significados do existente; também não diz saber, de forma cabal ou definitiva, o que são tais fatos e processos, mas busca entendê-los, racional, sistemática e rigorosamente.

10 FILOSOFAR: PARA QUÊ? Para exercermos a nossa humanidade em sua plenitude; para que possamos refletir com propriedade sobre o caminho traçado até o momento, enquanto base de aperfeiçoamento do que somos e de como viveremos amanhã. Para buscarmos novas e melhores formas de relacionamento com os outros seres humanos e com o existente em sua totalidade.

11 RESUMINDO A Filosofia constitui uma certa forma de compreensão e domínio intelectual do mundo humano ou natural. Procura combater ou superar os preconceitos e aparências da realidade, perseguindo a essência dos fenômenos. O conhecimento filosófico jamais pode ser considerado como expressão da verdade absoluta.

12 A verdadeira Filosofia buscará sempre ultrapassar o saber atual, indo ao encontro do desconhecido. A filosofia critica tudo e todos e, por isso mesmo, poderá ser considerada (ou desconsiderada) perigosa pelos donos do poder, isto é, aqueles que lucram com a ignorância alheia.

13 SÓCRATES (470 OU 469 a.C. – 399 a.C.) Chegou a hora de separar-me de vós e de irmos, eu a morrer e vós a viver. Quem leva a melhor parte? Vós ou eu? Sócrates

14 UNIDADE ENTRE VIDA E TEORIA Sócrates viveu em Atenas no século V a.C. Não negava o valor e a importância da atividade prática. Dialogava com homens poderosos mas se mostrava prestativo e interessado mesmo na presença de um escravo. Utilizava-se de metáforas relacionadas ao mundo do trabalho para expressar o seu pensamento. Dizia arrancar novas ideias da cabeça as pessoas com quem dialogava (parteiro de ideias).

15 Afirmava conseguir livrar o homem de suas falsas representações e crenças com seu método dialético. Era cercado de inimigos, gente ambiciosa e vaidosa que não admitia contra-argumentos. Se apresentava como uma espécie de mosca irritante, a indagar incansavelmente os seres humanos quanto às questões mais essenciais e fundamentais da condição humana. Destacou-se em sua participação na guerra contra os Persas (Guerras Médicas) e também da democracia.

16 O sentido do existir é se buscar compreender para poder ser melhor a cada dia. Em 399 a.C, sob acusação de desrespeito aos deuses da cidade e perversão da juventude, Sócrates foi condenado à morte, tendo que tomar cicuta. Preferiu morrer na companhia de seus discípulos a fugir. Sócrates pode ser considerado como a encarnação ou realização de todos os ideias ligados à imagem do filósofo. Não apenas pelo seu pensamento, mas pela maneira como viveu, tornando-se um exemplo de coerência e vida justa.

17 RESUMINDO Sócrates nada escreveu. O conhecimento de suas ideias e condições de vida foi- nos revelado e transmitido pelos seus discípulos ou rivais. Ele manifesta e encarna a própria ideia de filosofia. Foi o homem do diálogo e da unidade da ideia do bem e do verdadeiro. Acreditou no homem e o colocou como no centro de suas reflexões e questionamentos. Resistiu aos poderosos e lutou a vida inteira para esclarecer a humanidade e diluir os preconceitos. Igualitário por excelência, ainda que crítico da democracia grega, não fez distinção entre homens poderosos e escravos, dialogava com todos.

18 Combateu os sofistas, mesmo tendo como objeto de interesse os mesmos temas daqueles. Defendeu a Grécia militarmente e negou-se ao exílio, ainda que condenado à morte pelos membros da elite grega. Heróico, não resistiu à morte, não procurou fugir e nem sequer atacou aos seus acusadores; apenas se manteve fiel aos seus princípios e crenças, emitindo, quanto a sua condenação, a mais fina e cortante ironia. Sócrates representa e atualiza a postura filosófica: sempre atente, crítica, corajosa, em busca da verdade e da justiça. Unidade de Bem e Verdade.

19 PLATÃO (428 a.C. – 347 a.C.) Afirmaremos, pois, que as pessoas que enxergam muitas coisas belas, mas não aprendem o próprio belo e não podem seguir aquele que gostaria de guiá-las nessa contemplação, que enxergam muitas coisas justas sem verem a própria justiça, e assim por diante, essas pessoas, diremos nós, opinam sobre tudo, mas não sabem bem a respeito das coisas sobe as quais opinam. Platão

20 Platão nasceu em Atenas por volta de 428 a.C, no início da Guerra do Peloponeso. Foi o principal discípulo de Sócrates e o que melhor conseguiu transmitir a imagem do mestre por meio de seus diálogos. Quis de dedicar à política pensando e propondo um mundo novo a partir de sua filosofia. Frustrou-se inúmeras vezes ao tentar colocar suas ideias em prática diante de figuras importantes do poder.

21 Foi crítico da democracia por esta se basear na opinião da maioria e não na busca da verdade. Foi autor de A República. Obra polêmica que para uns possuía caráter utópico, ideal e renovador, enquanto para outros, era conservadora e elitista. Platão queria um mundo harmônico e justo. Para Platão, as coisas sensíveis e empíricas não são reais, apenas parecem sê-lo.

22 O MITO DA CAVERNA Narra a trajetória de homens que viviam acorrentados no interior de uma caverna, sem que pudessem olhar para trás ou para os lados, possuindo apenas visão para o fundo da caverna, no qual eram projetadas sombras que os homens pensavam ser as verdadeiras coisas. Segundo tal mito, a maioria dos homens vive como aqueles prisioneiros, só conseguem enxergar sombras e não estão conscientes de tal fato.

23 Um dos homens conseguiu se libertar (o que não foi nada fácil e implicou numa radical mudança de postura e comportamento) e quase ficou cego, certamente por causa do impacto da luz solar. Tal passagem indica o quanto pode ser árduo e difícil o caminho do conhecimento. Este homem sobreviveu e conseguiu manter sua capacidade de visão, passando a vislumbrar as verdadeiras coisas e seres. Para Platão, o conhecimento é mais verdadeiro à medida que se eleva, ou seja, quanto mais abstrato, mais verdadeiro.

24 Gradativamente, pôde lançar o seu olhar em direção ao próprio sol. Para Platão, o sol significa a própria ideia de Bem. Ao retornar à caverna para esclarecer seus amigos, foi considerado louco e acabou sendo assassinado. Este mito expressa em um só movimento toda dificuldade da busca do conhecimento e a quase impossibilidade de comunicá-lo aos homens comuns.

25 Para Platão existiriam dois mundos ou Planos Universais: o inteligível e verdadeiro e o sensível ou aparente. A verdade habitaria o mundo inteligível; se o mundo sensível, perceptível por nossos sentidos ria constituído apenas por imperfeições e distorções. O mundo sensível seria produzido a partir das ideias do mundo inteligível e abarcaria somente cópias imperfeitas e aproximadas das figuras do mundo inteligível. RESUMINDO

26 Em sua obra, A república, Platão procurou sugerir a remodelagem do mundo grego, de tal maneira a colocar cada indivíduo no seu justo lugar a depender de sua natureza. A sociedade idealizada pelo autor deveria ser governada pelos mais sábios, corajosos e justos, ou seja, pelos reis filósofos.

27 ARISTÓTELES (384 a.C – 322 a.C) Mas não é apenas para viver juntos, mas sim para bem viver juntos que se fez o Estado. Aristóteles

28 ACONTECIMENTOS IMPORTANTES Aristóteles foi discípulo de Platão durante dezenove anos. Nasceu em 384 a. C na Macedônia. Utilizava-se do método da indução, ou seja, daquele procedimento que parte dos elementos reais e simples da natureza, estabelecendo nexos e relações entre os mesmos, para posteriormente, em função de muito estudo e observação, realizar especulações ou generalização a respeito. Pode ser considerado o pensador na Antiguidade Clássica que realizou a mais ambiciosa síntese das teorias desenvolvidas naquele período.

29 Atuou como filósofo, mas também como historiador das ideias e dos valores de sua época. Tornou-se preceptor (responsável pela educação) de Alexandre Magno. Fundou sua própria escola de nome Liceu.

30 FILÓSOFO E HISTORIADOR DAS IDEIAS Os textos de Aristóteles eram destinados a um público mais seleto e intelectualizado. Ele partia dos textos de outros autores, expondo exaustivamente suas principais ideias ao mesmo tempo que os comentava criticamente. Parte de sua filosofia está relacionada à crítica dirigida a Platão e Parmênides. Para Platão, não existem ideias independentes da materialidade.

31 A METAFÍSICA Em sua obra Metafísica, Aristóteles afirmou que o desejo de conhecer é próprio e natural do Homens, ao mesmo tempo em que se estabeleceu três tipos de distinções entre: Essência e Acidente; Necessidade e Contingência; Ato e Potência.

32 A TEORIA DA CAUSALIDADE Aristóteles, para melhor explicar a realidade, desenvolve a sua teoria da causalidade, na qual distingue quatro tipos de causas: Causa Formal: O que é a coisa? Causa Material: De que é feita a coisa? Causa Eficiente: O que fez com que a coisa viesse a se tornar coisa? Causa Final: Para que serve a coisa?

33 A POLÍTICA E A ÉTICA ARISTOTÉLICA Em sua obra A Política, Aristóteles afirma ser o Homem um verdadeiro Animal Político Para Aristóteles, a sociedade se organiza a partir de uma rígida hierarquia, na qual a essência de cada ser humano determina o lugar que lhe cabe na sociedade. Ele acreditava na existência de escravos por natureza, na inferioridade das mulheres e na superioridade dos gregos.

34 Em sua Ética a Nicômaco, coloca a busca da felicidade como objetivo da vida humana. A virtude não nasce com o homem, podendo ser aprendida e exercitada todos os dias. O Homem virtuoso é aquele que conhece e consegue ajustar-se à justa medida.

35 Aristóteles foi o grande crítico, organizador e historiador de pensamento grego. Criador da lógica formal e arquiteto das divisões ou áreas de conhecimento, impôs-se como influência determinante até os dias atuais. Em sua obra, A política, demonstrou que a sociabilidade seria uma das características essenciais dos seres-humanos. RESUMINDO

36 Em sua Ética a Nicômaco, colocou como objetivo primordial do homem a busca pela felicidade, o que só poderia se realizar no plano social e na luta pela consolidação da cidadania. Já em sua Metafísica, concebeu o desejo de conhecimento como uma característica definidora, intrínseca e natural relativamente a todos os seres humanos.

37 SANTO AGOSTINHO (353 d.C – 430 d.C) Para onde te chamo, se já estou em ti? Santo Agostinho

38 Aurélio Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África em 353 d.C. Possuiu vida tortuosa e cheia de vícios. Era curioso e interessado nas questões filosóficas em geral. Aproximou-se por muito tempo d teoria maniqueísta, que afirmava que tudo que há no universo resultaria de um eterno conflito entre o Bem e o Mal. Na condição de Bispo, combateu violentamente esta e outras formas de concepções religiosas sendo um dos responsáveis pela punição severa dos hereges em nome da Santa Igreja.

39 Quase tudo que escreveu era de caráter polêmico, como por exemplo: As Confissões, que trata de Agostinho a partir de sua própria vida interior. O líder religioso mostra-se frágil e contraditório, aproximando-o de qualquer outro indivíduo. Acabou se afastando do cristianismo momentaneamente, ao contrário do que pediu sua mãe. Revela um desprezo pelo mundo exterior que é um lugar de tentações e desvios, consequencia da influência de Platão.

40 Agostinho foi, sobretudo, um teólogo, mas possuía grande sensibilidade para a reflexão filosófica. Contribuiu com o seu pensamento para a estruturação e consolidação dos alicerces da instituição Igreja. No campo filosófico, inaugurou uma nova forma de refletir ligada à explicitação e valorização da interioridade e subjetividade humanas. Refletiu de forma bastante competente sobre a História, concebendo-a enquanto produto e manifestação da vontade divina. RESUMINDO

41 Combateu e polemizou a vida inteira, e grande parte dela, com os considerados inimigos da Igreja: Maniqueístas, pelagianos etc. Não acreditava que os seres humanos, em função do pecado original, pudessem conquistar a salvação divina por conta própria, ou seja, sema ajuda e intervenção divina.

42 SÃO TOMÁS DE AQUINO ( ) Em Deus não há sucessão temporal. AQUINO, São Tomás.

43 UMA VIDA DEDICADA À CAUSA DA IGREJA E AO CONHECIMENTO Tomás de Aquino nasceu no Castelo de Roccasecca em 1225, podendo ser considerado um dos maiores pensadores da Idade Média. A sua grande influência e referência teórica foi a obra de Aristóteles e seu principal objetivo foi combater os críticos da Igreja em seu terreno filosófico. A partir da obra de Tomás de Aquino, desenvolveu-se um movimento teórico de nome Tomismo. A característica essencial de sua filosofia era a busca por novas formas de pesquisa e exposição de suas ideias.

44 AS TRANSFORMAÇÕES DO MUNDO FEUDAL A Idade Média (séc. V ao XV) pode ser dividida em quatro partes ou fases: Formação do Feudalismo (séc. V ao IX); Dinâmica e Apogeu (séc. X e XI); Transformação (séc. XII e XIII); Crise (séc. XIV e XV).

45 Aquino produziu seu pensamento no período de grandes transformações. Todos um sistema de crenças e valores ligados à Igreja Católica se desfez junto com o sistema feudal. O Feudalismo foi suplantado pelo Capitalismo, mas a Igreja Católica se mostrou suficientemente flexível e eficaz para sobreviver, com grande poder e prestígio, até os dias atuais. Para Tomás de Aquino, Deus é Onipotente, Onisciente, Onipresente e Imutável. É a inteligência infinita e suprema.

46 Aquino defendeu a Igreja contra seus críticos mais sutis e bem preparados que eram os jovens filósofos que dominavam a dialética. Como estratégia para desarma-los e deslegitima-los, Aquino demonstrava que estes pensadores não eram fiéis tradutores da obra do antigo mestre Aristóteles. Aquino dizia que a inteligência humana possuía limites claros e intransponíveis, enquanto a inteligência divina era infinita em seu poder e realidade.

47 Tomás de Aquino procurou defender a Igreja Católica do século XIII, dos ataques de seus críticos, normalmente baseados na teoria de Aristóteles, Aquino procurou demonstrar a compatibilidade entre razão e fé. Estudou profundamente o pensamento aristotélico, e com base em tal conhecimento, acreditou poder provar que a razão humana era útil e possuía seus méritos, mas era limitada, sendo superada pela razão divina. RESUMINDO

48 Mesmo o mais sábio dos homens, Aristóteles, por exemplo, apesar de poder conhecer certas facetas e dimensões da natureza dos seres humanos e de seu mundo, não poderia alcançar as verdades mais fundamentais da existência, por não participar da revelação divina; esta só seria alcançável pelos mais fiéis membros do cristianismo.

49 MAQUIAVEL ( ) É, de fato, muito natural e comum o desejo de conquistar. Sempre, quando os homens que podem o fazem, eles são louvados e não criticados; mas, quando não podem e querem realizá-lo de qualquer modo, neste caso estão errados e devem ser recriminados. Maquiavel

50 Maquiavel nasceu em Florença em 1469 e sonhava com uma nação italiana forte, unificada e desenvolvida. Sua experiência política se deu na condição de uma espécie de diplomata, mas caiu em desgraça e foi afastado de suas funções pelos Médicis. Refugiou-se em um sítio e, recorrendo a sua memória,produziu o mais valioso material, estímulo para algumas de suas mais importantes reflexões.

51 Maquiavel pode ser considerado um dos criadores da ciência política após sua obra genial O Príncipe, que possibilitou o nascimento de uma atitude racional e meticulosa. A obra foi considerada demoníaca e Maquiavel passou por um processo de transformação em que se tornou maquiavélico. O maquiavélico sobrepujou o maquiaveliano.

52 Diferenciando o maquiavelismo ( produto da má leitura da obra de Maquiavel) de maquiaveliano ( o pensamento de Maquiavel): Maquiavelismo: Consequencia de uma distorção ou não compreensão da obre de Maquiavel, fruto de uma má leitura, apressada, superficial e cheia de contradições. Segundo essa versão, Maquiavel teria negado a ética cristã. Maquiaveliano: Produto da leitura atenta, fiel e profunda, na qual o Príncipe deveria realizar o Bem Comum.

53 Maquiavel sonhava e queria contribuir para realizar a unificação da Itália. Acreditava que isso só seria possível por meio de um herói, ou seja, O Príncipe. Tal figura deveria saber quando ser bom e quando não ser, tendo como objetivo fundamental a busca do bem comum. RESUMINDO

54 Maquiavel não negou a moral cristã nem chegou a propor ao príncipe que desconsiderasse os princípios e verdades da cristandade. Apenas afirmou que o príncipe deveria ter sabedoria, para saber quando seguir os princípios morais cristãos e quando, em nome do bem comum, romper com os mesmos. A frase fundamental que resume sua concepção seria: Ser bom sempre que possível e mau somente se necessário.

55 DESCARTES ( ) Meu propósito não é ensinar aqui o método que cada um deve seguir para bem conduzir sua razão, mas somente mostrar de que modo procurei conduzir a minha. Descartes.

56 O MÉTODO CARTESIANO René Descartes nasceu em La Haye, na França. Pode ser considerado como aquele que inaugurou e deu fundamento à discussão filosófica da modernidade. Uma de suas obras mais importantes recebeu o nome de Discurso do Método. Tal obra procurava estudar e estabelecer caminhos mais seguros e eficazes para a produção do conhecimento. Descartes acreditava que o que poderia dar sustentabilidade ao homem era o bom uso da razão.

57 Nesta mesma obra, Descartes apresenta sua autobiografia e passa à crítica do sistema educacional do qual recebera sua formação, com ênfase no combate à escolástica. Descartes tinha como objetivo e como razão de ser a busca por verdades e princípios de caráter absoluto e imutável. Valorizava o aprendizado que recebera das línguas antigas e o contato com a geometria e a física e negava o ceticismo. Outra obra fundamental de Descartes foi Meditações Metafísicas, na qual apresentou a essência do seu pensamento sobre questões relacionadas à teoria do conhecimento e também sobre metafísica.

58 Seus argumentos na obra Meditações Metafísicas: Questiona os sentidos, demonstrando que não podemos nos basear nos mesmos para alcançar algum conhecimento seguro; Apresenta a ideia de que talvez estejamos sonhando quando pensamos estar acordados, o que implicaria que tudo que pensamos ser real não passaria de mera ilusão; Radicaliza assumindo a dúvida hiperbólica, apresentando a possibilidade de um Deus enganador.

59 Para Descartes existem três tipos de ideias: Ideias Inatas: Nascem com os homens; Ideias Empíricas: São adquiridas por intermédio dos sentidos e experiências; Ideias de Imaginação: Mescla as duas primeiras formas.

60 Segundo Descartes, seria impossível para o Homem alcançar a ideia de perfeição. A ideia de Deus, ou seja. De um ser perfeito, só pode ter sido alojada na mente humana pela própria divindade. É uma ideia inata. Dessa forma, Descartes pensa ter provado a existência de Deus.

61 Descartes foi um dos fundadores da ciência moderna. Colocou no centro de suas reflexões a ideia de dúvida metódica. Procurou, dessa forma, superar as críticas e advertências próprias ao ceticismo quanto à possibilidade de realização do conhecimento, a partir do interior desse mesmo movimento. Pôde, por assim dizer, implodir o ceticismo, ao radicalizar os seus próprios argumentos ou questionamentos. RESUMINDO

62 Ao colocar-se tudo em dúvida, busca-se superar pela sistematicidade reflexiva, tal estágio, fundando o pensamento em bases sólidas; ou seja, ao superar-se toda e qualquer dúvida sobre determinada questão, conquistam-se ou alcançam-se ideias claras e distintas. O penso, existo, cartesiano, implica, portanto, na busca de novos critérios e estratégias que garantam ao conhecimento fundamentos lógicos e sólidos, tais como aqueles que sustentam e atribuem legitimidade às ideias e demonstrações da ciência geométrica.

63 THOMAS HOBBES ( ) A felicidade é uma contínua marcha d desejo, de um objeto para outro, não sendo a obtenção do primeiro outra coisa senão o caminho para conseguir o segundo. HOBBES. Thomas.

64 Thomas Hobbes nasceu em 1588 na Inglaterra. Segundo ele, os homens são maus por natureza. Viveu em período crítico e violento da história da Inglaterra. Sua vida sempre esteve envolta por guerras de todos os tipos. Tendo nascido prematuramente, afirmou de maneira irônica: minha mãe pariu gêmeos, a mim e a o medo. Ao mesmo tempo em que temia a guerra, queria utilizar sua filosofia como meio de pacificação.

65 Contra Aristóteles, Hobbes afirma que os homens não são sociáveis por natureza. Para Hobbes, O homem seria o lobo do próprio homem. Afirma que a liberdade e a igualdade constituem aspectos negativos da condição humana. Influenciado pelo Renascimento, Hobbes acreditava na possibilidade do aperfeiçoamento da natureza humana a partir da ciência. Hobbes era defensor do absolutismo e, em certa medida, um antiliberal. CONCEPÇÃO DE NATUREZA HUMANA EM HOBBES

66 DO ESTADO, OU A RESPEITO DO LEVIATÃ O Estado é um mal necessário. Segundo Hobbes, o rei deveria ser um bom administrador das riquezas da Nação, para poder administrar os próprio homens. Hobbes era materialista e não possuía uma moral baseada na culpa e no arrependimento. Hobbes não pode ser considerado um representante da burguesia por possuir algumas ideia que se chocavam o ideário e com os valores burgueses.

67 Na visão de Hobbes, o homem seria mau por natureza. Exatamente por isso, se não existisse o Estado, para limitar e controlar o lado negativo da natureza humana, haveria a guerra de todos contra todos. O estado, portanto, em tal teoria, surgiria como uma espécie de resposta às características negativas da natureza humana e da sociedade; ou seja, O estado deveria monopolizar uso legítimo da violência (Weber), garantindo a sociabilidade, ou ainda, a vida em sociedade, sendo, portanto, um mal necessário. RESUMINDO

68 JOHN LOCKE ( ) Todas as ideias derivam da sensação ou reflexão. LOCKE. John.

69 TEORIA DO CONHECIMENTO Jonh Locke nasceu em 1632 na cidade de Bristol. Levou vinte anos para produzir a obra O ensaio sobre o entendimento Humano. Sua filosofia pode ser considerada antiespeculativa e antimetafísica, possuindo um caráter empirista. Em seu entender, todas as nossas ideias são derivadas de percepções sensíveis, não existindo, portanto, ideias inatas. Para Locke, não seria possível conhecer as coisas em sua essência, demonstrando sustentar um tipo de ceticismo.

70 NATUREZA HUMANA E POLÍTICA Locke desenvolveu uma concepção política mais otimista do que a hobbesiana, considerando como ponto central da vida em sociedade, a possibilidade de entendimento entre os Homens em função de estes mesmos serem dotados de racionalidade. Segundo Locke, a sociedade é produzida a partir reunião ou organização de indivíduos racionais em busca de garantias quanto à defesa e manutenção de suas próprias vidas, da liberdade e de seus bens materiais.

71 Locke colocou-se contra o Estado Absolutista, tendo sido um crítico mordaz e radical do mesmo e das teorias que procuraram defendê-lo ou legitimá-lo. Locke propôs a divisão dos poderes em dois: Executivo: A ser defendido pelo rei; Legislativo: A ser exercido pelo parlamento; Para Locke, todos os seres humanos nascem dotados de razão, mas os pobres dificilmente conseguiriam desenvolvê- la ou fazer bom uso da mesma.

72 Para Locke, a mente humana, ao vir ao mundo, não passaria de uma espécie de quadro em branco, ou folha vazia. A vivência e a experiência iriam colocando informações que seriam comunicadas à mente por intermédio de nosso sentidos. Não haveria, em seu entender, ideias inatas. Quanto à política, Locke defendeu a divisão dos poderes em legislativo e executivo, o que quer dizer que o autor foi um defensor da monarquia parlamentar inglesa. RESUMINDO

73 A propriedade privada, de acordo com sua concepção, seria legitimada pelo trabalho. O trabalho transformaria o elemento natural à medida que transferiria algo de muito valioso do indivíduo que trabalha para a terra cultivada (ou qualquer outro objeto ou matéria transformada pelo homem). Dessa forma, a terra, por exemplo, passaria legitimamente a pertencer a quem trabalha. A concepção de propriedade de Locke incluiria como uma síntese as noções de liberdade, propriedade e vida.

74 BLAISE PASCAL ( ) O silêncio eterno desses espaços infinitos me apavora. Pascal.

75 Pascal nasceu em 1623 em Clermont-Ferrand. Dedicou-se a compreensão da defesa do cristianismo em sua versão jansenista. Pascal era um filósofo que explicitava as entranhas e as vísceras do ser humano e do estar no mundo. Destaca a importância e o significado do Homem, enquanto um ser miserável que, ao mesmo tempo, possui certa nobreza, que consiste exatamente em saber-se miserável. A NATUREZA DECAÍDA DO HOMEM

76 Produziu uma teoria a respeito dos mais diversos problemas humanos. Busca compreender e explicar o fenômeno humano de vários pontos de vista e sob diversos ângulos. Procede como se a vida humana tivesse sido, desde o pecado original, estilhaçada, não podendo mais ser recomposta em sua pureza ou inteireza originárias. Consegue enxergar o melhor no pior e vice-versa. Pelo uso da razão, Pascal encontra muitos defeitos, limitações e distorções na maneira do Homem viver

77 O CARÁTER PARADOXAL DO PENSAMENTO EM PASCAL Para Pascal. O pensamento deixa de ser considerado uma conquista humana para se transformar em uma espécie de maldição. Por outro lado, só por intermédio deste mesmo pensamento, torna-se possível ao homem resgatar-se e ir ao encontro do Criador.

78 CETICISMO E RACIONALISMO EM RASCAL Pascal faz parte de uma tradição filosófica de caráter racionalista, que começa a perceber os limites da própria idéia da razão. Destrói a arrogância do Homem, mas não nega totalmente o emprego da racionalidade.

79 Pascal foi um gênio teórico e também um grande inventor. Criou a calculadora e desde muito cedo se mostrou um prodígio nas ciências exatas. Contudo, por mais paradoxal que possa parecer, tornou-se um crítico do racionalismo. Figura religiosa, sugeriu a necessidade de um equilíbrio entre a razão e a fé. Também defendeu a humildade para o homem em função de sua natureza decaída, contraditória e insignificante. Sugeriu, no entanto, que a grandeza do homem residiria exatamente em reconhecer-se miserável. RESUMINDO

80 Quanto a sua ideia da condição humana, podemos classificá-la como pessimista. O homem dependeria da intervenção divina para poder escapar da frivolidade e vazio existenciais. Por esse motivo, segundo tal autor, tantos buscam ou anseiam pelo divertimento, ou seja, um desvio ou fuga quanto às trágicas e recorrentes características e feições do existente.

81 DAVID HUME ( ) Sê um filósofo, mas, em meio a toda tua filosofia, não deixes de ser um homem. HUME.

82 David Hume nasceu em 1711 na Escócia. Tal autor, do ponto de vista da teoria do conhecimento, mesclou empirismo e ceticismo. Escrevia de forma bastante clara e objetiva, muito embora a sua primeira obra Tratado da Natureza Humana não tenha obtido êxito. Reformulou suas ideias e publicou as obras Investigação acerca do entendimento humano e Investigação sobre os princípios da moral, que obtiveram resultados mais positivos.

83 Tal filósofo pode ser considerado o mais importante pensador da Inglaterra no século XVIII. Combateu a metafísica e toda forma de especulação e abstração que não pudesse servir aos interesses mais urgentes e imediatos da humanidade. Para Hume, o conhecimento deve visar à melhoria da vida dos seres humanos.

84 CRÍTICA À IDEIA DE CAUSALIDADE A ideia mais contundente e polêmica de Hume diz respeito À crítica radical que realizou ao conceito de causalidade. Hume questiona todas as crenças, podendo afirmar que sua filosofia caracteriza-se pela adoção de uma forma de ceticismo radical. Hume foi um defensor da indústria e do comércio, percebendo a relação entre o avanço de tais instituições e o desenvolvimento do conhecimento e da cultura em geral.

85 Tal filósofo pode ser considerado o mais importante pensador da Inglaterra no século XVIII. Combateu a metafísica e toda forma de especulação e abstração que não pudesse servir aos interesses mais urgentes e imediatos da humanidade. Para Hume, o conhecimento deve visar à melhoria da vida dos seres humanos.

86 Quando Hume ataca o núcleo da teoria da causalidade, está na verdade se opondo a Aristóteles. Com a negação desta teoria. Recusa em consequência, a possibilidade de afirmar-se a existência de Deus. Talvez a lição mais fundamental que Hume nos tenha deixado seja a que devemos rever infinitamente, incansavelmente, incansavelmente os nossos pressupostos; que toda e qualquer verdade é limitada e precisa ser constantemente revista; e que o conhecimento deve servir à melhoria da vida, em todos os níveis e sentidos.

87 Hume questionou a ideia de causalidade. Ao mesmo tempo queria ver a filosofia dedicar-se à melhoria das condições de vida dos seres humanos. Afirmou, segundo uma certa modalidade de ceticismo, que o que pensamos ser conhecimento das causas, não passaria na verdade de condicionamento acrítico e produto do hábito. A força do hábito condicionaria todas as nossas crenças e percepções. Mas também a fraqueza e a suscetibilidade dos homens os entregariam facilmente ao domínio das superstições. RESUMINDO

88 ESPINOSA ( ) As Escrituras nada ensinam que contrarie a Luz Natural. Espinosa.

89 Baruch de Espinoza (forma latina), nasceu em 1632 em Amsterdã. A filosofia de Espinosa pretende ser sistemática, precisa e clara. Leva até as últimas consequencias tal preocupação, baseando-se na geometria para isso. Sua obra mais importante foi A Ética demonstrada segundo o método geométrico. Esta obra, parte de certas definições ou axiomas, recorrendo à demonstração formal das proposições derivadas e procurando estabelecer as consequencias lógicas e humanas destas. DEUS SIVE NATURA (Deus. Isto é, a natureza)

90 A CRÍTICA AO DUALISMO FILOSÓFICO A filosofia de Espinosa pose ser considerada monista e panteísta. Em sua concepção. Deus não está apartado da Natureza, não é um ser em separado, dotado de perfeição, dando ordens à distância para que tudo possa ocorrer; Deus é a própria Natureza. Ao afirmar que Deus é a natureza, Espinosa rompe com o dualismo sustentado tradicionalmente por muito filósofos, sobretudo por Platão.

91 A ideia que Espinosa faz do bem e do mal ou do vício e da virtude, desponta de forma tão original, na trajetória da filosofia. Para Espinosa, o bem é o que permite, estimula e impulsiona o processo do conhecimento, e o mal é concebido enquanto o que impede ou dificulta conhecer. Neste sentido, Espinosa não possui uma moral baseada na culpa, no arrependimento ou na repreensão das inclinações e paixões humanas. Conhecer as leis da Natureza e viver em conformidade com as mesmas permite ao Homem atingir uma condição de serenidade e tranquilidade, denominada, por Espinosa, Beatitude.

92 EM ESPINOSA O DETERMINISMO É UMA FORMA DE LIBERADADE Na visão de Espinosa, o mundo não foi criado por Deus, já que esse mesmo mundo seria eterno e infinito. O Homem em Espinosa é a totalidade uma e complexa. Não é apenas espírito ou carne. Mas ambos em unidade dialética. Para Espinosa, em coerência com a sua filosofia monista, ser livre é obedecer as leis naturais. O que equivale a dizer que esse autor desenvolvei uma forma original de determinismo, que permite ao Homem ser livre na medida em que obedece.

93 Espinosa sofreu constantemente inúmeras formas de perseguição, tanto por parte dos cristãos quanto dos judeus. Foi expulso da sinagoga de Amsterdã e depois excomungado, em função de sua filosofia crítica e defensora da liberdade; teve grande dificuldade para publicar suas obras e, em mais que um momento. Esteve próximo da prisão condenação por heresias. Também chegou a ser acusado de ateísmo.

94 Sua filosofia foi considerada herética, uma forma de blasfêmia por emprestar à Natureza e ao Homem as características transcendentes do próprio Deus hebreu ou cristão. É também uma forma de racionalismo radical. Seu pensamento pode ser considerado um crítica contra toda manifestação de superstição, não apenas na esfera religiosa, mas também nos campos da política e da própria filosofia. Espinosa discordava de Descartes na questão do método, dizendo que este é conhecimento acumulado que servirá para melhor conhecer no futuro.

95 Espinosa foi um grande homem antes mesmo de ser um grande filósofo. Defensor e símbolo da luta pela liberdade de pensamento, sofreu inúmeras formas de perseguição política e religiosa. Não fez, no entanto, concessões a quem quer que fosse, no que diz respeito ao seu pensamento. E pagou caro por isso. Possuía uma concepção bastante peculiar sobre a natureza Divina. Deus para o autor seria a própria natureza (imanentismo). Não seria, portanto, concebido como uma personalidade destacada e contraposta à realidade. RESUMINDO

96 Acreditava, ao mesmo tempo, que tudo era passível de conhecimento e que cada coisa singular ao ser conhecida refletia e revelava um pouco da face de Deus. Defendia o autocontrole sobre as paixões, mas não as entendia enquanto um mal a ser combatido. Moderação e autocontrole racional sobre as paixões não implicava negá-las ou reprimi-las irrefletidamente. O bem para tal filósofo seria concebido como útil, ou seja, o que proporcionaria o livre desenvolvimento das potencialidades e faculdades humanas. O mal: o que se colocaria como obstáculo ao livre e pleno desenvolvimento humano.

97 ROUSSEAU ( ) E que será da virtude, quando for preciso enriquecer a qualquer preço? ROUSSEAU.

98 ESCLARECER PARA PODER COMPARTILHAR O CONHECIMENTO E A FELICIDADE O Iluminismo pode ser compreendido como a consciência racionalizada e explicitada da crise em curso do Antigo Regime; ao mesmo tempo, representava um conjunto bastante desigual e complexo de reflexões e teorias que buscavam superar a crise existente, a partir da realização ou construção de uma nova sociedade, baseada na liberdade, racionalidade e justiça social. O meio privilegiado para isso? A educação.

99 O PENSAMENTO DE ROUSSEAU Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra em Se opunha ao absolutismo, a o mercantilismo e ao dogmatismo religioso. Tornou-se um crítico mordaz do processo Civilizatório- Ocidental e do Capitalismo. Para esse autor, antes da sociedade propriamente dita, existiria uma situação em que os homens viviam de maneira muito simples,ou até mesmo rústica. Rousseau denomina este momento de Estado de Natureza.

100 Em sua obra Discurso sobre a origem e fundamentos da desigualdade ente os homens, Rousseau discute a submissão dos homens a certas situações. Para Rousseau, o fundamento da Civilização é a propriedade privada que instaura a desigualdade dos talentos e das potencialidades. A tendência da sociedade implicaria o enriquecimento dos ricos e consequentemente o empobrecimento dos mais pobres. A única possibilidade de impedir uma Revolução seria realizar a limitação da propriedade privada..

101 A LIBERDADE É INALIENÁVEL Rousseau pertencia a baixa burguesia, ganhando fama ao vencer um concurso de redação com a obra intitulada Discurso sobre as ciências e as artes. Possuía uma visão clara e realista a respeito da sociedade desigual e injusta que vivia. Acredita que a sociedade deveria estabelecer uma espécie de acordo, a parir do qual cada indivíduo alienaria parte de sua liberdade a um poder comum, que teria como objetivo garantir o máximo de harmonia e bem-estar social. A este acordo denominou Contrato Social.

102 A liberdade para Rousseau é um bem inalienável, porque constitui a própria essência e fundamento da condição humana. Rousseau, portanto, não é socialista nem anarquista, ainda que tenha inspirado tais movimentos políticos. Na verdade, pode ser classificado como um dos criadores da ideia de Soberania popular, ou seja a ideia de democracia moderna.

103 Rousseau foi uma figura diferenciada e, amo mesmo tempo, bastante controvertida a integrar o grupo dos pensadores iluministas. Questionou fortemente os fundamentos da civilização ocidental. Foi poeta, escritor, músico e nem por isso deixou de dirigir críticas bastante duras e afiadas aos poetas, aos teóricos e aos músicos. Atacou a desigualdade socioeconômica e o despotismo político; propôs uma outra forma de organização societária, baseada na relativa igualdade e limitação da propriedade privada. RESUMINDO

104 Ricos menos ricos e pobres menos pobres, unidos por um contrato social, que pudesse permitir o máximo possível de harmonia e desenvolvimento coletivo. O pensamento de Rousseau inspirou as práticas e teorias de socialistas e anarquistas de todos os tempos. Robespierre, por exemplo, foi seu ardente e sincero discípulo, atuante no período de domínio jacobino na Revolução Francesa.

105 INTRODUÇÃO AO IDEALISMO ALEMÃO I.É idealista toda doutrina para a qual o pensamento existe independentemente da matéria, até mesmo sozinho, seja sob a forma de ideias (idealismo no sentido estrito), seja sob a forma de seres espirituais (nesse caso, fala-se mais em espiritualismo). II.É idealista todo pensador para qual não é possível conhecer nada da realidade em si, seja porque ela não existe, seja porque só é possível reconhecer nossas representações. COMTE-SPONVILLE, André – Dicionário filosófico.

106 IMMANUEL KANT ( ) Todas as disposição naturais de uma criatura estão destinadas a um dia se desenvolver completamente e conforme um fim. Kant.

107 A TEORIA DO CONHECIMENTO EM KANT. Immanuel Kant nasceu em Konigsberg em Sua filosofia é de uma importância e complexidade fundamentais. Pode ser considerado como um marco divisório, relativamente ao que de melhor se produziu em termos de reflexão filosófica, nos decorrer de séculos, no Ocidente. Uma de suas obras mais fundamentais foi denominada Crítica da razão pura. Nesta obra, o autor desenvolveu a sua teoria do conhecimento, ou filosofia transcendental.

108 Kant busca realizar, em um só lance, a superação das tendências racionalista e empirista, procurando suplantar o próprio ceticismo. Kant afirmou que a filosofia possuiria quatro grandes questões: 1º: O que posso saber? ( de caráter metafísico) 2º: O que devo fazer? ( problemática ligada à moral) 3º: O que posso esperar? ( problema ligado à religião) 4º: O que é o homem? ( objeto da antropologia)

109 UM PROJETO RACIONAL DE PACIFICAÇÃO Kant também tratou de questões políticas em vários momentos, principalmente em sua obra Ideia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita. Neste escrito Kant reforçou a sua crença na existência de uma ordem racional, regida por leis inexoráveis e imutáveis. Tentou demonstrar que a razão procura orientar os Homens em direção à pacificação.

110 Kant passou quase toda a sua vida em uma pequena cidade conhecida como Königsberg, mas sempre esteve surpreendentemente bem informado sobre os mais remotos e complexos acontecimentos mundiais. Figura sistemática e simples, nos modos e na forma de estruturar o seu pensamento, pode muito facilmente ser considerado um dos maiores filósofos de todos os tempos. No campo da teoria do conhecimento, procurou sintetizar e ao mesmo tempo superar as principais conquistas e posições dos empiristas e racionalistas. RESUMINDO

111 Os homens, segundo o seu entender, conheceriam a partir da experiência e dos sentidos (tal como pensavam os empiristas), mas a leitura ou decodificação de tais informações seria produzida por estruturas e dimensões inatas da mente humana (tal qual pensavam os racionalistas). Kant acreditava na existência de uma verdade (a coisa em si) ainda que não alcançável pelo intelecto humano. A vida em todos os seus aspectos seria dirigida ou governada por uma racionalidade inerente à mesma.

112 Já quanto à ética, o autor muitas vezes parecia defender posturas e ideias bastante inflexíveis. Não devemos mentir nunca: pois senão acabaremos por generalizar uma atitude que poderá criar graves danos à vida humana. Sua reflexão ética se manifestou sob a forma dos imperativos categóricos, ou seja, a racionalidade que se impões ao homem sob a forma de determinadas regras a serem adotadas pelos indivíduos, considerando responsáveis por tudo o que de melhor ou de pior puder acontecer ao gênero humano e ao planeta. Exemplo: age de tal forma que tua ação possa ser considerada como norma universal.

113 HEGEL ( ) A ciência é a afetividade do espírito, o reino que ele para si mesmo constrói em seu próprio elemento. Hegel.

114 George Wilheim Friedrich Hegel nasceu em Stuttgart em Criou uma teoria que expressa a trajetória da construção e realização da ideia de liberdade na História, que para ele é fruto da ação e do processo de gradativa tomada de consciência, por parte de uma certa entidade metafísica que ele denominou espírito absoluto. Em Hegel, a vida é percebida e interpretada enquanto processo contraditório de realização e constituição do humano e de toda natureza. HEGEL E A FILOSOFIA DA HISTÓRIA

115 A CONCEPÇÃO HEGELIANA SOBRE O TRABALHO Hegel entrou em contato desde muito cedo com a teoria econômica, recém-originada na Inglaterra durante o processo da Revolução Industrial. Como exemplo da ideia hegeliana a respeito da função do trabalho: este atuaria não só na transformação da natureza, mas na própria formação do homem.

116 A DIALÉTICA DO SENHOR E DO ESCRAVO A obra mais importante de Hegel intitula-se Fenomenologia do espírito, Tal título já indica a ideia hegeliana de que o espírito deve executar uma árdua e difícil trajetória para poder superar a condição de alienação em que se alojou, num certo momento. Um dos momentos mais significativos desta obra foi denominada por Hegel de A dialética do senhor e do escavo, que pressupõe uma certa situação de luta interior, em que se colocam perigosamente ambas as vidas em risco.

117 Hegel foi o grande filósofo da História. Seu pensamento, por mais abstrato e difícil de ser entendido, abarcou e manifestou os grandes problemas e impasses humanos de todos os tempos. A condição humana associada à natureza o trabalho criador; os grandes personagens políticos e as suas reformas e revoluções; processo do conhecimento e sua ligação visceral com a vida; a dialética resgatada aos antigos e desenvolvida até suas últimas consequencias. RESUMINDO

118 Sua filosofia procurou tratar a totalidade das questões humanas e históricas, e não foi à toa que se tornou o último grande sistema filosófico. A própria ideia de sistema em filosofia passou a ser questionada desde então. Para Hegel a história seria dinâmica e contraditória. Processual. A vida que se deixa conhecer é a vida em processo de conhecimento. Unidade entre o objeto vida e o sujeito cognoscente. Quem conhece a natureza ou o mundo adquire também autoconhecimento, e quem o faz desenvolve-se e aprende-se na consciência.

119 A história é espelho a refletir o homem, mas também é obra do mesmo. O homem seria um ser criador de si mesmo e do mundo ao seu redor, e cada vez mais autocompreensivo. As diferentes filosofias refletiriam a cada momento de forma cada vez mais objetiva e racional a trajetória do Espírito Absoluto, qu outrora s alienou e que agora busca, pelo autoconhecimento, superar tal condição. E o espírito ou Deus na maneira em que o concebia Hegel, seria a totalidade de tudo o que existe, incluindo,logicamente o próprio homem.

120 KARL MARX ( ) O trabalhador se torna tanto mais pobre quanto mais riqueza produz, quanto mais a sua produção aumenta em poder e extensão. MARX, Karl.

121 A TEORIA E O PROCESSO DA ALIENAÇÃO Karl Marx nasceu em 1818 em Treves. A ideia central dos manuscritos parece girar em torno da categoria de alienação (trabalho alienado). Estes manuscritos nunca foram terminados, tratando-se na verdade de simples fragmentos, ainda que importantíssimos e reveladores quanto ao processo de gênese e estruturação do pensamento marxiano.

122 A TEORIA E O PROCESSO DA ALIENAÇÃO EM HEGEL Marx sempre foi um homem de síntese. Para tal autor, não existem questões puramente econômicas ou puramente históricas, filosóficas etc... A categoria da alienação ganhou importância em Hegel, e sendo Marx seu discípulo, poder-se-ia pensar que o sentido dado por Marx a tal categoria seria o mesmo que o da teoria hegeliana. Porém, Marx a transformou emprestando-a um caráter mais concreto e real. Em Hegel, a categoria de alienação possui um caráter muito abstrato e idealista.

123 A TEORIA E O PROCESSO DA ALIENAÇÃO EM FEUERBACH O processo de alienação na filosofia de Feuerbach tem mais ou menos o seguinte sentido: o Homem pensa-se criatura, mas na verdade é o criador; criou Deus, a partir de suas muitas e complexas necessidades humanas, tais como: sua fragilidade ante tantas criaturas mais poderosas, o medo da morte, o medo em relação ao fortuito e acidental,etc. O Homem teria buscado em si mesmo certas qualidades apreciáveis e tê-las-ia absolutizado para, em seguida, poder projetá-las em um Além imaginário.

124 A TEORIA E O PROCESSO DA ALIENAÇÃO EM MARX Em Marx, a ideia de alienação assume um caráter social, político e econômico além de filosófico. O homem é natureza diferenciada e ainda em processo. O que media a relação do Homem com a natureza é o trabalho. Marx aponta como possibilidade e superação da alienação e organização dos trabalhadores, em nome da construção do comunismo.

125 Karl Marx pode ser considerado o maior pensador das humanidades no século XIX. A sua filosofia (e de seu inseparável amigo e colaborador Engels) explicitou as principais características e contradições do novo mundo gerado pelo advento da Revolução Industrial. A teoria de tais autores captou a situação de desumanização ou de alienação a que estavam submetidos os operários (e também os capitalistas) que viviam naquela época. RESUMINDO

126 O capitalista não passaria da personificação do capital, sendo apenas ilusoriamente livre e dono de suas ações; o operário, consciente de sua degradação, existiria apenas e tão somente como um apêndice da máquina, ou ainda, como mero instrumento de produção de mais-valia (tempo de trabalho não pago). Os autores não apenas estabeleceram o mais preciso e contundente diagnóstico de sua época, como também puderam construir, com base em tal conhecimento, novas vias e projetos para que fosse possível superar a situação.

127 O comunismo proposto pelos autores era indiscutivelmente mais complexo e ao mesmo tempo mais realista e factível do que as antigas construções teóricas de outros autores. O capitalismo, é bem verdade, não morreu como apregoavam e desejavam os seus mais severos críticos, mas teve que se reformar, muitas vezes de maneira drástica e dramática, com base, por paradoxal que possa parecer, nas próprias formulações geradas pelos seus adversários, anarquistas ou comunistas.

128 FRIEDRICH NIETZSCHE ( ) A fé salva, logo mente. NIETZSCHE.

129 Fiedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em 1844 em Rocken. Pode ser considerado o pensador e filósofo mais polêmico e original da segunda metade do século XIX. Procurou questionar a razão humana em sua essência, na qual esta não passaria de uma construção artificial (linguagem) para escamotear o grande vazio que nos caracterizaria enquanto seres humanos. Dessa forma, não só Deus estaria morto, como também a própria ideia de verdade.

130 Em momentos decisivos, Nietzsche expressou claramente sentimentos racistas e preconceituosos. Escrevia na forma de aforismos. Velocidade era a marca de seu tempo. Sua escrita ágil, inteligente e crítica às vezes se aproximava, em beleza e sensibilidade, de certas expressões de caráter artístico-literário.

131 Com a morte de Deus, Nietzsche queria expressar alho muito mais grave e original: a verdade não existe. Procurou demonstrar que os homens, por necessidade de sobrevivência, buscaram desenvolver a linguagem,mas com o passar do tempo, esqueceram-se dessa iniciativa e passaram a acreditar, deixando-se dominar pelas própria criações fantasmagóricas de suas mentes doentias e temerárias. Dirigia sua mensagem a homens cultos e sábios da Europa.

132 Resumir Nietzsche em poucas linhas? Talvez esse autor seja o que menos se deixe resumir sejam lá quantos linhas tivermos para tal. Nietzsche foi o anunciador da bombástica morte de Deus, quer dizer, do esgotamento dos sentidos e significados do existente até então (segunda metade do século XIX). Também afirmou o processo que daria origem ao além-do-homem; a superação consciente de tudo aquilo que conhecemos como humanidade factível. RESUMINDO

133 E retomando uma ideia milenar, chegou a afirmar o eterno-retorno-do-mesmo, ou seja, dizer-se que isso que escrevo,neste momento preciso, já o fiz e o farei novamente infinitas vezes. Por vezes manifestou ódio irracional e propôs a destruição de deficientes físicos, mentais ou de toda e qualquer espécie de seres considerados diferentes ou degenerados. Foi um autor polêmico, que poderia ser talvez melhor compreendido se simplesmente afirmássemos, a seu respeito, que ele sacudiu e abalou à base de marteladas, as fundações da civilização ocidental.

134 O EXISTENCIALISMO DE SARTRE ( ) E SIMONE DE BEAUVOIR ( ) Existir é fazer-se carência de ser, é lançar-se no mundo [...] BEAUVOIR, Simone de. A questão fundamental é: que fez você da sua vida. Sartre.

135 CONTEXTUALIZAÇÃO Jean-Paul Sartre nasceu em Paris em 1905, tendo atuado como filósofo, romancista, dramaturgo e ativista político com forte participação no jornalismo., Simone de Beauvoir foi filósofa e escritora e dedicou-se À luta pela libertação de todos os homens com ênfase ao processo de emancipação das mulheres. O movimento existencialista formou-se durante o período entre guerras ( ).

136 Desenvolveu a chamada política de Guerra Fria, ou seja, a bipolarização entre duas grandes potências, EUA e URSS, representando respectivamente o capitalismo e o comunismo. Sartre acompanhado de Simone, apoiou o movimento revolucionário cubano e o movimento maoísta. Para Sartre e Simone, Deus não existe. A vida é aquela que pudermos produzir, individual e coletivamente. Em dado momento, Sartre afirmo que o inferno são os outros.

137 O existencialismo desenvolveu-se ao longo (e imediatamente depois) da 2ª Guerra Mundial ( ). Tanto Sartre como Simone procuraram refletir em suas obras a urgência e as contradições dos seres humanos. Os homens seriam responsáveis pelas características do mundo em que vivem. RESUMINDO

138 Os homens seriam desde cedo concebidos como imperfeitos e inacabados e, por isso mesmo, precisariam terminar o trabalho; quer dizer, escolher e agir de maneira a buscar o melhor para si e para o mundo ao seu redor. Cada ação e escolha humana são consideradas determinantes e fundamentais por tal filosofia, contribuindo necessariamente para a melhoria, ou até mesmo destruição, da vida no planeta.

139 ANDRÉ COMTE-SPONVILLE ( ) Filosofar significa pensarmos a nossa vida e vivermos o nosso pensamento. Entre os dois subsiste, porém, uma defasagem, que nos constitui e nos dilacera. E a filosofia, em geral, é apenas a negação disso. Para que pensar tanto, se é pra viver tão pouco? COMTE_SPONVILLE, André.

140 Ex-aluno da École Normale Supérieure, nasceu em 1952 em Paris. Publicou Pequeno tratado das grandes virtudes, um livro sério, profundo e que conquistou a condição de um marco em termos de vendagem. O desespero é o seu tema central. Nada a esperar. Viver o melhor e o mais intensamente possível a vida. André Comte-Sponville deixou-se influenciar e constituir pela onda revolucionária que varreu e transformou o Ocidente.

141 Estudou e acreditou muito tempo no marxismo, mas pode perceber as limitações e insuficiências da teoria e prática da esquerda. Posiciona-se como materialista enquanto filósofo, acreditando na existência real das coisas, como um fator objetivo que existe, independentemente da nossa consciência. Afirma ser ateu. Daí a importância que ele atribui à reflexão e ação efetiva dos homens. Para ele, a filosofia não deve existir apenas para uma minoria, mas deve ocupar os espaços públicos.

142 André Comte-Spnville é um ateu e um ex-militante político ligado à esquerda. Não desistiu de sonhar e lutar ou tentar contribuir para a construção de um mundo melhor. Apenas não fechou os olhos para os tropeços e equívocos cometidos pelas forças de esquerda na luta contra o capitalismo. No centro de sua filosofia podemos localizar a categoria do desespero. RESUMINDO

143 Desesperar, no entender do autor,não seria deixar de esperar ou de buscar o melhor, mas deixar de esperar de maneira cômoda e inerte, a partir de alguma força transcendente ao humano, pelo desejável. Precisamos nos aperceber de que estamos sós no universo, nem deus nem deuses, ou forças místicas quaisquer poderão nos ajudar ou socorrer quanto ao que tememos ou desejamos.

144 O humano só pode esperar e sonhar com base no humano. Temos também que nos conscientizar de nossos limites e contradições. Não podemos tudo, mas podemos algo. Sonhar paraísos e mundos idealizados muitas vezes só piora; ou no mínimo, retarda ou mesmo dificulta a realização das formas necessárias à melhoria do mundo em que vivemos. Realismo, racionalidade, intuição e sentimento devem ser engajados na luta por um mundo melhor para todos.


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