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Profª Drª Luisa Regina Pessôa Ministério da Saúde Fundação Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca Centro de Desenvolvimento Tecnológico.

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2 Profª Drª Luisa Regina Pessôa Ministério da Saúde Fundação Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde A Gênesis da Rede de Saúde no Brasil Julho de 2007 Baseado na Tese de Doutorado: Mergulho em Montes Claros: Desafios da Alocação de Recursos na Rede SUS

3 “ Há uma idade científica das técnicas, a data em que, num laboratório, elas são concebidas. Mas isso pode ter apenas importância para a história da ciência. E, ao lado dessa idade científica, há a idade propriamente histórica, a data em que, na história concreta, essa técnica se incorpora à vida de uma sociedade. Na realidade, é aqui que a técnica deixa de ser ciência para ser propriamente técnica. Esta somente existe quando utilizada.” (SANTOS, 2002:57)

4 O panorama da expansão da Rede de Unidades de Saúde no Brasil, desde seus primórdios até nossos dias, pode ser classificado em períodos considerados pela autora como relevantes para a demarcação da incorporação de técnicas e saberes que modificaram esta expansão. Assim, a narrativa se desenvolve segundo os seguintes períodos: A Gênesis da Rede de Saúde no Brasil Até o século XVIII – A ocupação da costa e das áreas de plantio e mineração do interior delineia a expansão das unidades hospitalares de natureza filantrópica neste período. Século XIX – A expansão das Instituições Filantrópicas se intensifica durante esse século. A Igreja se estende pelo território nacional, levando o modelo dos hospitais católicos europeus dos séculos XIII e XIV para o interior do Brasil. Este é o modelo das Santas Casas, até hoje a referência em alta complexidade do interior do Brasil. Atualmente, a maioria destas unidades são Referências Macro e Microrregionais no SUS de seus estados. Entre 1901 e 1940 – A virada do século XIX foi marcada por inúmeros avanços, em todos os campos do conhecimento, com a incorporação de novos saberes e técnicas. As transformações nos hospitais são intensas e profundas, tendo-se dado um salto para a modernidade. Nesse período prevalecem ainda as Instituições Filantrópicas. Entretanto, na década de 1930, inicia-se a construção de Sanatórios de Tuberculose pelas instâncias estaduais.

5 A Gênesis da Rede de Saúde no Brasil Entre 1941 e 1970 – Período marcado pela Campanha da Borracha, na Amazônia, determinante para a criação, em 1942, da Fundação Serviço de Saúde Pública (Fundação SESP). A FSESP atuou como financiadora da expansão da Rede Primária de Atenção à Saúde, construindo Postos e Centros de Saúde e Unidades Mistas no interior do país. O Ministério da Saúde, criado em 1953, financiou a construção de Sanatórios de Tuberculose em todo o país. Por sua vez, tem início o delineamento mais expressivo da expansão da Rede Pública de Saúde, sobretudo as de natureza municipal. Entre 1971 e 1990 – Este período está sob a égide da incorporação de novas tecnologias e da crise financiamento no setor saúde, iniciada no final da década de 1970, interferindo na capacidade do Estado de custear as unidades existentes e imprimindo maior necessidade de racionalização na expansão da Rede Pública. Três grandes Projetos de Investimentos subsidiaram essa transformação: o Programa de Interiorização e Expansão de Saúde e Saneamento (PIASS), o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social da Caixa Econômica, vinculado ao Plano de Localização de Unidades de Saúde (PLUS) e o Projeto Nordeste. No âmbito da formação de capital humano para a saúde, destacam-se o Movimento Larga Escala e o Programa de Preparação Estratégica do Pessoal de Saúde (PPREPS). O período foi marcado, ainda, pelas Ações Integradas de Saúde (AIS), que na década de 1980 também impulsionou o crescimento de unidades básicas de saúde.

6 A Gênesis da Rede de Saúde no Brasil Entre 1990 e 2000 – O período foi marcado pelos investimentos do Projeto de Reforço à Reorganização do Sistema Único de Saúde (Projeto ReforSUS) e do Programa de Saúde da Família (PSF). Desenvolve-se, também, o Projeto de Profissionalização de Trabalhadores da Área de Enfermagem (PROFAE), voltado para a formação e a capacitação de trabalhadores da saúde, o Projeto de Vigilância em Saúde no SUS (VIGISUS), além de outros, de âmbito estadual ou municipal. Foram instituídas as Normas Operacionais 93 e 96, ambas de caráter municipalista. O Século XXI – Apresenta tendências e possibilidades de reestruturação de Sistemas e Serviços de Saúde. A seguir, com base nessa periodização, será apresentada uma síntese das características dos edifícios hospitalares e das transformações ocorridas na expansão da Rede de Saúde, no Brasil, em cada um desses períodos, bem como algumas ilustrações que os exemplificam

7 O Gráfico 1 demonstra ligeiro decréscimo na curva de expansão das unidades hospitalares do SUS a partir de 1970, em detrimento do crescimento do número total de unidades, sugerindo que o setor privado continua investindo na expansão de suas unidades hospitalares, mesmo que em menor ritmo que nas décadas passadas. O Gráfico 2, relativo à expansão das unidades sem internação, além de delinear a expressiva expansão das unidades SUS em contrapartida às da iniciativa privada, evidencia o crescimento desse tipo de unidade, sugerindo ainda a tendência de continuidade deste crescimento. O Gráfico 3 expressa a desigualdade do crescimento apresentado entre a Rede SUS e o Setor Privado no que diz respeito aos Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Terapia (SADT), um dos atuais pontos de estrangulamento da atenção à saúde pela Rede SUS, tanto em relação à média como à alta complexidade. Do total de unidades desse tipo, apenas oferecem serviços ao SUS. Os mapas expressam a trajetória dessa expansão no território brasileiro durante o século XX. ALGUNS NÚMEROS

8 Evolução do número de Unidades de Saúde com internação, segundo década de início de atividade. Brasil – Século XVI a XX Fonte: IBGE/MAS I e II Gráfico 1

9 Evolução do número de Unidades de Saúde sem internação, segundo década de início de atividade. Brasil – Século XVI a XX Fonte: IBGE/MAS I e II Gráfico 2

10 Evolução do número de Unidades de Saúde de SADT*, segundo década de início de atividade. Brasil – Século XVI a XX Fonte: IBGE/MAS I e II * SADT – Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Tratamento. Gráfico 3

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12 Exemplos de Plantas de Hospitais Europeus e Mulçumanos desde o Século IV. OBSERVE AS DIFERENÇAS ENTRE ELAS:

13 Xenodochium de Pamachius em Ostia – séc. IV 1 – Atrium3 – Corredor 2 – Basílica4 - Tratamento Idade Média- séc. XIII Idade Média - séc. XIII Hospital Católico Figura 5 - Hospital Santo Espírito de Lubeck, 1286 Biblioteca de Artes Decorativas de Paris 1. Entrada 2. Vestíbulo 3. Capela 4. Altar 5. Nave dos leitos 6. Pátio 7. Serviços Renascimentosec. XVII Renascimento – sec. XVII Hospital Católico Figura 7- Chelsea Royal Hospital, 1682 King's Fund Library 1. Entrada 2. Pátio 3. Internação 4. Serviços 5. Administração 6. Hall 7. Capela Hospital Muçulmano – séc XIV Hospital Muçulmano – séc XIV Figura 6 - Hospital de Arghoun al-Kamili, Fonte "M Ecochard" 1. Entrada principal 2. Consultas externas 3. Pórtico 4. Pátio 5. Pequena abóbada 6. Grande abóbada 7. Quartos 8. Quartos para doentes mentais 9. Ensino-Farmácia 10. Cozinhas 11. Entrada de Serviço Fonte: MIQUELIN, L.C.1992A anatomia dos Edifícios Hospitalares

14 Transformações nas Enfermarias Hospitalares Hospitais até meados séc.XIX séc.XIX Enfermarias coletivas com até 100 pacientes, mais de 1 paciente por leito, sem sanitários definidos e leitos perpendiculares à janela. Desenhos de Monica Ferzola Salgado

15 Os regimentos e forais concedidos pela Coroa portuguesa, quando sucedia tratarem de regiões fora da beira-mar, insistiam sempre em que se povoassem somente as partes que ficavam à margem das grandes correntes navegáveis, como o rio São Francisco. (HOLANDA, 1995:104) Do descobrimento ao final do século XVIII A colonização portuguesa no Brasil foi, antes de tudo, litorânea. Os portugueses criavam dificuldades à ocupação das terras do interior, receosos de que com isso se despovoassem as regiões costeiras: Apenas no terceiro século da ocupação portuguesa, em XVIII, é que se iniciou um afluxo maior de emigrantes para o interior do país, com o descobrimento do ouro em Minas Gerais. Ainda na primeira metade do século XVI chegou, ao Brasil, a Ordem das Santas Casas e, em consonância com a ocupação do território brasileiro imposta pela Coroa Portuguesa, implementou a construção de unidades hospitalares nos povoados já ocupados.

16 As Misericórdias no Brasil A Ordem das Santas Casas chegou ao Brasil na primeira metade do séc. XVI. Em 1985, existiam cadastradas no Brasil 455 Santas Casas. Sta Casa de Santos, fundada por Brás Cubas, em 1543, Capitania de São Vicente (Vila de Santos). Em 1539, foi fundado um HOSPITAL da Santa Casa em Olinda, Pernambuco. Fonte: site da instituição

17 a Santa Casa da Bahia Fundada em 1550, a Santa Casa da Bahia passou por várias reformas e ampliações, ao longo dos séculos, inclusive, por grande ampliação no século XVIII, quando Salvador era considerado o maior centro urbano da colônia. O prédio sobreviveu até nossos dias e está hoje integrado à Rede de Saúde do Sistema Único de Saúde. Edifício Sede de 1654 – fonte: site da instituição Em relação à vida intelectual do início do século XIX, é importante destacar a inexistência de instituições de ensino universitário no país. No México, no período de 1775 a 1821, formaram-se bacharéis, ao passo que, do Brasil, no mesmo período, formaram-se em Coimbra apenas 720 (HOLANDA, 1995). No Brasil, durante o século XIX, conforme IBGE/AMS 2002, são construídos 138 hospitais, 15 unidades ambulatoriais e 2 unidades de SADT, em um total de 155 unidades de saúde. Quanto à distribuição destas pelo território brasileiro, salienta-se que 6 unidades foram construídas na Região Norte; 26, na Região Nordeste; 100, na Região Sudeste; 19, na Região Sul; e 4, na Região Centro Oeste. O Século XIX

18 São Francisco do Sul, em Santa Catarina, foi a terceira cidade fundada no período do descobrimento, em 1503; entretanto, a Santa Casa de Misericórdia – ainda hoje, o único hospital da cidade – foi fundado em Embora tenha sofrido acréscimos na década de 1960, como a construção da Maternidade e a da Unidade de Tratamento para Tuberculosos, a unidade mantém sua fachada intacta, conforme Figura ao lado. Santa Casa de Misericórdia de São Francisco do Sul Fonte: foto cedida pelo Hospital, em A Santa Casa da Misericórdia de Passos, fundada em 16 de outubro de 1861, hoje, com 213 leitos, integrando o SUS como Unidade de Referência da Macrorregião de Passos, em minas Gerais, para serviços de média e alta complexidade. Santa Casa de Misericórdia de Passos Fonte: foto cedida pelo Hospital, em 2003.

19 Março - A Santa Casa da Misericórdia enviou à Europa o Dr. Antônio José Pereira das Neves para estudar o tratamento dos alienados e visitar aquilo que havia de mais moderno em termos de hospícios, coletando idéias, sugestões e orientações para a edificação do Hospício de Pedro II Regimento Interno do Hospício de Pedro II “ não devem ser admitidos os reconhecidos como idiotas, imbecis, epiléticos ou paralíticos dementes que se reputam incuráveis e podem viver inofensivos no seio da família” O Hospício de Pedro II começou a funcionar com 144 alienados: 76 (41 h e 35 m) provenientes do Hospital da Misericórdia e 68 (33 h e 35 m) da enfermaria provisória da Praia Vermelha. Os Hospícios no Brasil Entre 1800 e 1852 – Hospícios Provisórios e/ou Enfermarias em Hospitais vinculados às Santas Casas. Entre 1852 e 1954 foram construídos por volta de52 Instituições (hospícios, hospitais de alienados e colônias) no pais Fonte: Projeto Memória da Psiquiatria no Brasil / FIOCRUZ

20 Fundação da Casa de Saúde Dr. Eiras com 40 leitos.( RJ) Surgimento do 1 o Hospício do Recife Fundação do Hospital Psiquiátrico Juqueri (Franco da Rocha-SP). Ainda sem informação de data e local Fonte: Projeto Memória da Psiquiatria no Brasil / FIOCRUZ

21 De 1901 a 1950 – Incorporando os Avanços da Revolução Industrial Com o advento da Revolução Industrial ocorreu o declínio paulatino do sistema técnico clássico, baseado no par madeira-água, e foi se instalando, ao longo dos cem anos transcorridos entre as décadas de 1750 e 1850, um novo sistema técnico no mundo ocidental, que tinha por fundamento a tríade ferro-carvão-vapor. De maneira gradativa, esses novos recursos possibilitaram profundas modificações no ‘como fazer’ da sociedade ocidental, inclusive na construção civil e, mais especificamente, nas construções dos edifícios hospitalares. A esse respeito, diz Picon: (...) o ferro torna-se um dos materiais dominantes de construção; o carvão, o primeiro combustível; e o vapor, um dos principais motores; todos interagindo de maneira a formar um novo sistema. (PICON, 1994:30)

22 Diz Foucault, referindo-se ao processo técnico-científico instaurado pela Academia de Ciências de Paris para a reconstrução do Novo Hotel Dieu – inaugurado em Paris no ano de 1864 – que, nesse momento, o hospital passou a ser enfocado como um fato médico, considerado uma das ferramentas para o exercício do poder/saber médico: (...) o hospital deixa de ser uma simples figura arquitetônica. Ele agora faz parte de um fato médico-hospitalar que deve ser estudado como são estudados os climas, as doenças etc. (FOUCAULT; 1999:100) •A ciência entra dentro do corpo humano: –desenvolvimento da anatomia –descoberta do raio X –incorporação do microscópio, descoberto no século XVII, no hospital do século XIX. •Meta – Era “Hospitalocêntrica” “o hospital moderno perseguiu o ideal de se transformar numa eficiente máquina de curar” ( BENCHIMOL; 1990)

23 Desenvolvimento Industrial Desenvolvimento Industrial O Hospital como “máquina de curar” Tenon “As dimensões das enfermarias são deduzidas da estatura do homem, da natureza dos males, do clima e de uma certa dose de economia que convém introduzir no serviço (...) não se deve estimar a grandeza das enfermarias pela extensão, vasta ou restrita, de suas dimensões, mas pela relação destas dimensões com o número de doentes, a enfermaria maior é aquela que proporciona o máximo de ar para se respirar. “ Tenon, cientista da Academia de Paris, ao estudar o novo Hotel Dieu: “As dimensões das enfermarias são deduzidas da estatura do homem, da natureza dos males, do clima e de uma certa dose de economia que convém introduzir no serviço (...) não se deve estimar a grandeza das enfermarias pela extensão, vasta ou restrita, de suas dimensões, mas pela relação destas dimensões com o número de doentes, a enfermaria maior é aquela que proporciona o máximo de ar para se respirar. “ Florence Nightingale Florence Nightingale, em meados do séc. XIX, observando o funcionamento dos hospitais de campanha, na Guerra da Criméia – questiona a teoria dos miasmas e atribui o contágio às condições de ventilação e iluminação inadequados dos mesmos, associado à superlotação das enfermarias, ou ausência de uma área mínima por leito.

24 Primeiro Hospital ”Científico” Figura 8 - Novo Hotel Dieu, 1864 Brochura do Hospital 1. Entrada 2. Pátio 3. Capela 4. Administração 5. Consultas 6. Serviços 7. Internação Hospital Pavilhonar Fonte: MIQUELIN, L.C.1992 A anatomia dos Edifícios Hospitalares

25 Hospital Pavilhonar Hospital Pavilhonar Hegemônico por 150 anos Figura 9 - Hospital Lariboisiere, Arq. Pierre Gaultier Doc. Monumentos Históricos da França 1. Entrada 11. Capela 2. Administração 12. Morgue 3. Consultas 13. Pátio central 4. Farmácia 5. Cozinha e serviços 6. Pacientes 7. Comunidade 8. Salas de cirurgia 9. Banhos 10. Lavanderia Fonte: MIQUELIN, L.C.1992 A anatomia dos Edifícios Hospitalares

26 Hospitais de 1860 a 1930 Enfermarias coletivas, de até 100 leitos, sanitários coletivos e leitos perpendiculares à janela. Transformações nas Enfermarias Hospitalares Desenhos de Monica Ferzola Salgado

27 a Casa de Saúde Santa Rita Fundada na década de 1920, a Casa de Saúde Santa Rita “foi um dos primeiros hospitais construídos em São Paulo, obedecendo o moderno conceito de arquitetura da época, em forma de "H", revolucionando as atividades hospitalares que eram até então, realizadas em casas adaptadas para esse fim”. PROJETO DO HOSPITAL CENTRAL - Santa Casa de São Paulo. Fundada inicialmente em 1560, em artigo escrito em 1910, Oliveira Fausto aponta esta fachada, ao lado, como sendo a do projeto original de Luiz Pucci para o novo prédio do Largo do Arouche. Fonte: site da instituição

28 Em 1912, com o intuito de realizar estudos clínicos. Oswaldo Cruz planejou e o arquiteto Luiz de Morais Júnior projetou a construção de um complexo hospitalar composto de seis pavilhões, na época denominado “Hospital de Manguinhos”. Entretanto, somente um pavilhão foi erguido e inaugurado, em 1918, na gestão de Carlos Chagas. Hospital Evandro Chagas Fonte: acervo Luisa Pessôa

29 O Modernismo e o “Monumentalismo” na Arquitetura Hospitalar Hospital Contemporâneo Hospital Contemporâneo a partir da década de 1930 Avanços da Engenharia Civil e Mecânica

30 Hospital Contemporâneo Corte Esquemático Andar Técnico: entre os serviços de atendimento externo e de apoio técnico e as torres de internação.Subsolo: maquinaria pesada Acessos por função Fonte: MIQUELIN, L.C.1992 A anatomia dos Edifícios Hospitalares

31 HSE O Hospital dos Servidores do Estado ( HSE ) inicia sua existência em maio de 1934, sob a denominação de Hospital dos Funcionários Públicos, quando, por iniciativa do Ministro do Trabalho, Salgado Filho, o Presidente Getulio Vargas assina decreto destinando recursos para a sua construção. O complexo hospitalar HSE está instalado em m 2 de área construída, com 515 leitos de internação e Centro Cirúrgico com 20 salas em funcionamento. Hospital dos Servidores do Estado (HSE) Hospital dos Servidores do Estado (HSE) Fonte: site da instituição

32 Hospital Servidores do Estado Santa Casa de São Paulo “O hospital é a instituição mais dinâmica da sociedade contemporânea”. (Miquelin, 1992:27) OS AVANÇOS DA ENGENHARIA CIVIL E MECÂNICA POSSIBILITARAM PROJETOS ARQUITETÔNICOS ARROJADOSÉ O SALTO TECNOLÒGICO É ESPANTOSO O SALTO TECNOLÒGICO É ESPANTOSO

33 Antigo Hospital General do Nascimento Vargas, na época subordinado ao IAPETEC (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Empregados em Transportes e Cargas), foi inaugurado em janeiro de 1948 pelo então presidente da República, General Eurico Gaspar Dutra. Hospital Geral de Bonsucesso (HGB) Hospital Geral de Bonsucesso (HGB) Fonte: site da instituição

34 Em Davos estava internada a mulher de Thomas Mann, Kátia, tratando uma tuberculose recém-diagnosticada. O escritor passou com ela quatro semanas em maio-junho de 1912 no Sanatório da Floresta, cerca de 2 mil metros de altura. (...) A doença da mulher, o equívoco que confundiu a vida com morte e aquele soberbo cenário nos píncaros do mundo acionaram o enredo para A Montanha Mágica, publicado em 1924, Nobel da Literatura em (...) Depois de 1945 (quando efetivamente acabou a Grande Guerra começada em 1914), com a descoberta da hidrazida e do coquetel de antibióticos, Davos deixou de ser estação de cura para converter-se em estação de esportes de inverno, (...) ASPAS Alberto Dines " A montanha mágica, mítica. Macabra", copyright Jornal do Brasil, 3/2/01 Descoberta a cura para a Tuberculose Em descoberta da estreptomicina. A tuberculose tem cura. "Bacilo de Kock" Robert Kock

35 Ex-Sanatório, atual Hospital Azevedo Lima – Niterói – RJ Fonte: site da instituição

36 (..), em 1946, e instituiu a Campanha Nacional contra a Tuberculose (CNCT), subordinada ao Serviço Nacional de Tuberculose (SNT), com a proposta de ser um órgão de caráter temporário até que se controlasse a doença nacionalmente. A CNCT estabeleceu um plano de combate à doença e assumiu a construção de dispensários e sanatórios por todo o país, com o objetivo não só de tratar, mas de isolar os doentes para evitar a propagação da doença. No final da década de 1940 e meados de 1950, muitos sanatórios foram construídos pelos vários estados e, no Rio de Janeiro, inaugurou-se então o de Curicica, durante a gestão de Raphael de Paula Souza frente ao SNT. O Conjunto Sanatorial de Curicica foi um dos primeiros projetos de Sérgio Bernardes, feito durante sua chefia no Setor de Arquitetura (1) da CNCT, cargo que exerceu recém formado, (2). (...) pôr em prática as idéias de um jovem modernista, (...) contemplavam as premissas de higiene: ausência de ornamentos, racionalidade e funcionalidade, inerentes às edificações sanatoriais. A CNCT contou ainda com outros arquitetos que participaram da produção arquitetônica sanatorial do SNT, como Jorge Machado Moreira, que desenvolveu os projetos de sanatórios para o Instituto de Pensões e Aposentadoria de Estado de Sergipe e Instituto de Aposentadoria e Pensões de Estado da Paraíba. O projeto de Bernardes seguia o programa técnico elaborado pelo SNCT, aprovado pelo Ministério da Educação e Saúde: “(...) estudo e padronização da construção de sanatórios e dispensários tipo Campanha, eficiente, de baixo custo e manutenção econômica, porém sem sacrifícios de suas qualidades técnicas e funcionais” (4). O mesmo projeto foi ainda utilizado no Sanatório de Sancho, no Recife Fonte: O sanatório de Curicica. Uma obra pouco conhecida de Sérgio Bernardes Dilene Raimundo do Nascimento, Renato da Gama-Rosa Costa Alexandre Pessoa e Estefânia Neiva de Mello A CAMPANHA NACIONAL DE COMBATE À TUBERCULOSE

37 Modernista Fonte: acervo Luisa Pessôa Nascimento etti alli Ex- Sanatório de Curicica, atual Hospital Raphael de Paula e Souza Hospital Raphael de Paula e Souza – RJ

38 Ex- Sanatório de Curicica, atual Hospital Raphael de Paula e Souza Hospital Raphael de Paula e Souza – RJ Modernista Fonte: acervo Luisa Pessôa

39 Ex- sanatório, atual Hospital Municipal de Maracanaú/CE – 1950 Fonte: site da instituição

40 Ex-Sanatório de Belém, atual Hospital Barros Barreto – PA Fonte: site da instituição

41 Ex- Sanatório, atual Hospital Santa Maria – Rio de Janeiro - RJ Fonte: site da instituição Fonte: acervo Luisa Pessôa

42 Ex- Sanatório, atual Hospital Universitário Pedro Ernesto – RJ Fonte: site da instituição

43 Modernista Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira Rio de Janeiro – RJ Fonte: site da instituição

44 Modernista Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira Rio de Janeiro – RJ Fonte: site da instituição

45 Hospital e Maternidade Odete Valadares – BH/MG Fonte: acervo Luisa Pessôa

46 Foram necessárias quase três décadas para que o HUCFF entrasse em operação. Sua construção foi iniciada nos anos 50, mas a inauguração do então chamado HU da UFRJ ocorreu em 1º de março de O projeto do HU era grandioso, previa uma área construída de 220 mil metros quadrados (o dobro da atual) e o funcionamento de leitos. Em 1955, a construção foi paralisada e em 1970, sua área foi reduzida para 110 mil m2 e as obras recomeçaram.. Em 1975, bases de funcionamento para o futuro HU: "Um hospital geral, altamente diferenciado, organizado de acordo com as modernas técnicas de administração hospitalar,(...) exercendo ações de assistência, ensino e pesquisa,(...) Hospital Universitário Clementino Fraga Filho - UFRJ Fonte: site da instituição

47 Mesmo ano de início de construção. Hospitais vizinhos. Da Universidade do Brasil. Arquitetos diferentes. ModernismoXMonumentalismo Fonte: site da instituição

48 Transformações nas Enfermarias Hospitalares Hospitais de 1930 a 1960 Enfermarias delimitadas, com 6 a 8 leitos, sanitários coletivos e leitos paralelos à janela. Hospitais a partir de 1960 Enfermarias delimitadas, com 2 a 6 leitos, 1 sanitário/ 6 leitos e leitos paralelos à janela. Desenhos de Monica Ferzola Salgado

49 De 1941 a 1970 – Início do processo de expansão de Unidades Básicas de Saúde Desde o descobrimento até a década de 1940 existem aproximadamente 600 unidades de saúde no país, das quais cerca de 100 unidades apenas eram ambulatoriais. Entretanto, no período seguinte, entre 1941 e 1970, novas unidades de saúde iniciam atividade, sendo hospitalares e ambulatoriais. Desse modo, o conjunto de unidades existentes passa de 600 para mais de 3 mil em três décadas. No caso das unidades ambulatoriais, a proporção de crescimento é de 1:15.

50 Novo modelo explicativo do processo saúde/doença Novo modelo explicativo do processo saúde/doença eqüidade, integralidade e universalidade “As concepções tradicionais de saúde e doença tiveram que abrir espaço para a confrontação com desenvolvimentos conceituais e metodológicos mais integrais, com maior capacidade de apreender a complexidade real dos processos determinantes, de superar a visão simples e unilateral, de descrever e explicar as relações entre os processos mais gerais da sociedade com a saúde dos indivíduos e dos grupos sociais.” (Castellanos, 1995:30) Cai a meta de curar a doença e ascende a perspectiva de promoção da saúde

51 Conferência Internacional sobre Atenção Primária de Saúde, Alma Ata, em Essa questão ganhou relevância a partir das discussões da IIIª Reunião Especial de Ministros da Saúde das Américas, em 1972, das recomendações formuladas pela 30 ª Assembléia Mundial de Saúde, reunida em 1977, e das discussões realizadas na Conferência Internacional sobre Atenção Primária de Saúde, Alma Ata, em O modelo “hospitalocêntrico” X Prevenção e promoção da saúde Saúde para todos no ano 2000

52 A unidade, construída em 1950 em função de uma enchente que ocorreu na região, em 1970, pelo PIASS, foi ampliada para se transformar em Centro de Saúde pelo PIASS em Em 1995, passou a Sede da Secretaria Municipal de Acarú.

53 Rede de Atenção Primária – final década de 60 Em 1969, surgiram no estado do Rio de Janeiro unidades de atenção primária, a primeira delas o Centro Médico Sanitário Jorge Bandeira de Mello, no Largo do Tanque em Jacarepaguá. Fonte: acervo Luisa Pessôa

54 Na década de 1970 iniciam atividades novas unidades de saúde, das quais hospitalares, ambulatoriais e 867 de SADT. Na década de 1980, são mais unidades ambulatoriais. Assim, o Governo Brasileiro investe na expansão da Rede Física de Saúde com o objetivo de ampliar a cobertura desses serviços. Na década de 2.000, começa-se a transformar as unidades mais antigas, construídas entre 70 a 90, além da expansão de novas unidades. O crescimento incorporação de tecnologias foi violento, acelerado e predatório.

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56 De 1991 a 2000 – A década dos Grandes Projetos de Investimentos Na década de 1990 iniciam atividade novos estabelecimentos assistenciais de saúde, dos quais sem internação, hospitais e unidades para SADT. É significativo o aumento de unidades de SADT que começam a atuar nessa década, contando-se mais que o dobro de unidades desse tipo em relação à década de 1980, sobretudo as de caráter privado. Esse fato, seguramente, expressa uma tendência de aceleração da incorporação de novos equipamentos e de procedimentos no âmbito do diagnóstico e das terapias, áreas da medicina extremante sujeitas ao uso de máquinas e equipamentos sofisticados e de alto custo.

57 Das novas unidades básicas de saúde, muitas, provavelmente, estão vinculadas ao Programa de Saúde da Família, expressivo indutor da expansão desse tipo de unidade de saúde no período. Quanto à localização das novas unidades, são implantadas na Região Nordeste; 6.451, na Região Sudeste; 3.711, na Região Sul; 2.245, na Região Norte; e 1.538, na Região Centro Oeste. Cresce significativamente o número de unidades básicas de saúde no Norte e Nordeste do pais. Com relação à expansão das unidades hospitalares na década, muitas delas podem ser atribuídas aos investimentos do Projeto ReforSUS, que propicia um incremento de mais de 10 mil novos leitos na Rede SUS, ao investir na conclusão e ampliação de unidades hospitalares. O Projeto ReforSUS foi responsável, também, por expressivo aumento do Parque Tecnológico do SUS ao investir maciçamente na aquisição de equipamentos de diagnóstico e terapia de média e alta complexidade.

58 O Processo de Regionalização se intensifica..... A estruturação de Redes Loco - regionais é o caminho.... PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA Ceará

59 Município de Acarau/CE Município de Marco/CE

60 “O hospital é a instituição mais dinâmica da sociedade contemporânea”. (Miquelin, 1992:27) Em relação aos Hospitais..... a partir da década de 80

61 O Hospital Atual “... Os Hospitais Modernos colocam-se entre as mais complexas organizações da sociedade moderna e se caracterizam por uma divisão de trabalho extremamente acurada, bem como por uma refinada gama de aptidões técnicas. O grande hospital procura preencher um conjunto de finalidades, principalmente a assistência aos doentes, o ensino e a pesquisa. A um só tempo, ele cumpre o papel de hotel, de centro de tratamento, de laboratório e de universidade.” (Wilson apud Braga Neto, 1991:50-51)

62 velocidade virtualidade fronteiras confiabilidade “Poderíamos definir em termos epistemológicos como a recusa do destino ou a luta contra o acaso”. (Moles:1994) A REDE SUS NO SÉCULO XXI Sob a égide das TÉCNICO-CIÊNCIAS

63 Atualmente, a Rede SUS conta com unidades hospitalares, unidades básicas e unidades de SADT, totalizando estabelecimentos de saúde, públicos e filantrópicos, vinculados ao SUS Entretanto, deste total:  se localizam na região Norte (9,1%);  , na região Nordeste (32,1%);  , na região Sudeste (31,2%);  8.963, na região Sul (18,8%);  3.517, na região Centro-Oeste (7,4%) (AMS/IBGE/DATASUS, 2002).

64 Desafios da Incorporação de Tecnologias no Rede SUS

65 Organizando o Sistema e os Serviços de Saúde Regionalização, Hierarquização e Rede de Serviços H R CS PS H L U M PS U M Atenção Domiciliar Atenção Domiciliar Atenção Domiciliar PSF Atenção Domiciliar PSF

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