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Conceituando Os maus tratos aos idosos podem ser definidos como ações ou omissões cometidas uma vez ou muitas vezes, prejudicando a integridade física.

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2 Conceituando Os maus tratos aos idosos podem ser definidos como ações ou omissões cometidas uma vez ou muitas vezes, prejudicando a integridade física e emocional das pessoas desse grupo etário e impedindo o desempenho de seu papel social. abuso físico consiste no uso da força para obrigar a PI a fazer o que não deseja, provocando-lhe dor, ferimentos ou morte.A violência abuso físico consiste no uso da força para obrigar a PI a fazer o que não deseja, provocando-lhe dor, ferimentos ou morte.

3 A Violência contra a pessoa idosa é uma violação dos direitos humanos. Há várias formas de resolver. Todas elas começam pelo rompimento do silêncio. Sabe-se muito pouco sobre a violência contra idosos no Brasil. É muito difícil penetrar no silêncio das instituições, das famílias e dos próprios idosos.Em defesa do agressor o idoso cala, omite e justifica tentando atenuar os agravos da violência com o argumento de que já está velho mesmo.

4 PERFIL DA VÍTIMA Mulheres Acima de 75 anos Dependentes física e mentalmente sobretudo quando apresentam déficits cognitivos, alterações do sono, incontinência, dificuldade de locomoção, necessitando de cuidados intensivos nas AVDs Vivendo com seus familiares Pessoas passivas e complacentes

5 INDICADORES DE ABUSO E NEGLIGÊNCIA Abuso físico (empurrar, balançar, bater, sobre-medicar) Abuso físico (empurrar, balançar, bater, sobre-medicar) Cortes, feridas, equimoses, mordidas, queimaduras, traumas. Psicológico (infantilizar, ofender, pressionar, chocar) Psicológico (infantilizar, ofender, pressionar, chocar) Depressão, dependência, isolamento, ansiedade, medo da família, amigo ou cuidador. Financeiro (tirar dinheiro, obrigar e vender bens) Financeiro (tirar dinheiro, obrigar e vender bens) Pobreza, falta de bens, perda de dinheiro inesperada, fraudes Pobreza, falta de bens, perda de dinheiro inesperada, fraudes Negligência (negar alimentação adequada, atenção médica, casa, roupa, prótese) Negligência (negar alimentação adequada, atenção médica, casa, roupa, prótese) Fonte: Ministério da Saúde Fonte: Ministério da Saúde

6 PERFIL DA VÍTIMA Gênero: 63% violência contra a mulher Idade: 45% entre 75 a 90 anos 24% entre 60 e 74 anos 24% entre 60 e 74 anos 9% acima de 90 anos 9% acima de 90 anos 21% não tiveram a idade revelada na denúncia 21% não tiveram a idade revelada na denúncia Fonte: Análise de 140 atendimentos realizados pela Promotoria do Idoso do Recife em Pesquisa UFPE, 2006

7 PERFIL DO AGRESSOR Membro da família da vítima Filhos e filhas Filho muito mais que filhas; solteiros mais do que casados e filhos com menos de 49 anos. Noras e genros (23%) esposos (8%) Vivem no mesmo espaço Isolamento social dos familiares e idosos Histórico de violência familiar.

8 Maus-tratos Omissões e ações mais frequentes neste tipo de violência Omissões e ações mais frequentes neste tipo de violência –Inadequação da alimentação –Ausência/negligência no tratamento médico –Falta de higiene –Inadaptação da estrutura física da residência –Isolamento do idoso no contexto da convivência familiar e social –Tratamento dispensado no relacionamento com o idoso (pressões psicológicas, falta de atenção e afeto,...)

9 CRIMES MAIS FREQÜENTES E PENALIDADE MAUS TRATOS – Detenção de 02 meses a 01 ano (art. 99 da Lei /2003 MAUS TRATOS – Detenção de 02 meses a 01 ano (art. 99 da Lei /2003 AGRESSÃO FÍSICA - Detenção de 03 meses a 08 de reclusão (art. 129, CP) AGRESSÃO FÍSICA - Detenção de 03 meses a 08 de reclusão (art. 129, CP) CÁRCERE PRIVADO – Reclusão de 01 a 03 anos (art. 148, CP) CÁRCERE PRIVADO – Reclusão de 01 a 03 anos (art. 148, CP) ABANDONO – Detenção de 06 meses a 03 anos (art. 98, Lei /2003) ABANDONO – Detenção de 06 meses a 03 anos (art. 98, Lei /2003) APROPRIAÇÃO INDÉBITA DE PROVENTOS – Reclusão de 01 a 04 anos e multa (art. 102, Lei /2003) APROPRIAÇÃO INDÉBITA DE PROVENTOS – Reclusão de 01 a 04 anos e multa (art. 102, Lei /2003) PERTURBAÇÃO DA TRANQUILIDADE – Prisão simples de 15 dias a 02 meses ou multa (art. 65, LCP) PERTURBAÇÃO DA TRANQUILIDADE – Prisão simples de 15 dias a 02 meses ou multa (art. 65, LCP) AMEAÇA – Detenção de 01 a 06 meses ou multa (art. 147, CP) AMEAÇA – Detenção de 01 a 06 meses ou multa (art. 147, CP)

10 T I P O L O G I A 1. ABUSO SEXUAL: é todo contato sexual sem consentimento, incluindo o estupro, atentado ao pudor. Ocorrem principalmente quando a vítima não pode estabelecer contato e é incapaz de se proteger, quer seja por motivos físicos ou ambientais. 2. MITO: Só as mulheres jovens, bonitas, provocativas e atraentes são violentadas. 3. REALIDADE: Todas as mulheres são vítimas de abuso sexual. 4. VIOLÊNCIA CONJUGAL: podem caracterizar-se com físico, emocional, sexual, exploração econômica e abandono. 5. USO ABUSIVO DE MEDICAMENTOS: É administração dos medicamentos por familiares, cuidadores e profissionais, de forma indevida, aumentando, diminuindo ou excluindo os medicamentos prescritos.

11 6. A BUSO FINANCEIRO OU EXPLORAÇÃO RCONÔMICA Uso ilegal e indevido, apropriação indébita da propriedade e dos bens financeiros, falsificação de documentos jurídicos, negação do direito de acesso e controle dos bens, administração indevida do cartão do segurado do INSS. 7. AUTONEGLIGÊNCIA: Conduta da pessoa idosa que ameaça sua própria saúde ou segurança, com a recusa ou o fracasso de prover a si mesmo um cuidado adequado. 8. PSICOLÓGICA: agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar, rejeitar, humilhar, restringir a liberdade ou ainda isolá-la do convívio social. 9.FÍSICA: podem ser atos únicos, repetitivos ou situação prolongada. 10.EMOCIONAIS E SOCIAIS: agressão verbal crônica, incluindo palavras depreciativas que possam desrespeitar a identidade, dignidade e autoestima.

12 11. ABANDONO/NEGLIGÊNCIA: Negligência: recusa, omissão ou fracasso por parte do responsável no cuidado com a vítima. Abandono: falta de atenção para atender as necessidades da pessoa idosa. Se manifesta: a)não provimento de alimentos adequados, roupa limpa, lugar seguro para morar, ausência de atenção a saúde e higiene pessoal; b) privação de contatos sociais; não prover recursos auxiliares quando necessário; c) não supervisionar as necessidade de forma a impedir danos físicos.

13 INTERVENÇÃO Explorar todos os recursos da comunidade para ajudar na proteção àquele idoso. O suporte familiar através da orientação para as questões relativas à doença do idoso, para tomadas de decisão, para divisão de responsabilidades dos familiares e para informação sobre rede de apoio e suporte comunitário são eficientes para a manutenção do idoso na comunidade livres dos riscos. Utilizar-se dos recursos legais.

14 AVALIAÇÃO I – Identificação 1.1 Exame físico. Deve conter um exame minucioso do aspecto geral (limpeza, higiene e propriedade das roupas), peles e membranas mucosas (verificar se há lesões cutâneas, hematomas, úlceras de pressão), cabeça, pescoço e tronco (hematomas, lacerações, cortes), aparelho genitourinário, extremidades (lesões de punho e calcanhar podem sugerir contenção), exame de estado mental (pode sugerir demência, e, nesse caso, merece uma avaliação mais aprofundada). l.2 História-clínica, social e familiar: -Procurar entrevistar e examinar o idoso em situação de privacidade, sem a presença do seu cuidador, familiar ou profissional; -Explicar ao cuidador ou acompanhante que ele também será entrevistado logo após, pois essa é a rotina do serviço (a história do possível agressor também é muito importante).

15 AVALIAÇÃO  Explicar ao cuidador ou acompanhante que ele também será entrevistado logo após, pois essa é a rotina do serviço (a história do possível agressor também é muito importante).  Não ter pressa durante a entrevista  Procurar trabalhar aspectos de interesse ao longo da conversa, de maneira tranqüila;  Ouvir antes de examinar;  Prestar bastante atenção em traumatismo, queimaduras, aspectos nutricionais, mudanças recentes de condição econômica e social;  Não diagnosticar prematuramente o cliente como vítima de abuso ou negligência, nem adiantar ao cuidador ou familiar um plano de intervenção até que todos os fatos estejam esclarecidos;  Fazer contatos adicionais assim que for possível: visitando e entrevistando vizinhos, amigos e outros familiares para obter informações adicionais.

16 AVALIAÇÃO... E ainda: Mantenha suas perguntas simples, diretas, sem ameaça e sem julgamento. Evite confronto; Evite responder perguntas feitas pelos membros da família que sugerem determinadas respostas.Elas podem revelar o que você considera importante investigar. Esteja atento a algumas condutas tomadas por algum membro da família como, por exemplo, considerar o idoso “propenso a acidente”, “desastrado”, relatar com detalhes excessivos a causa dos ferimentos evidenciados pela vítima; Registre todas as informações coletadas; Observe ainda, sinais de depressão, agitação, baixa-estima, alterações de marcha, dor, coceira, contusões ou sangramentos na área genital que indiquem agressão sexual, mudanças no estado mental e privação de sono.

17 É necessário do profissional …  Competência profissional e sensibilidade humana.  Respeito a privacidade e intimidade familiar.  Confidenciabilidade.  Responder as necessidades de cuidado com eficácia e eficiência.  Comprometer-se com a defesa e proteção dos direitos dos idosos.  Manter uma relacão baseada na confiança.

18 PERGUNTAS ÚTEIS PARA SEREM FEITAS QUANDO HÁ SUSPEITA DE VIOLÊNCIA VIOLÊNCIA FÍSICA Você tem medo de alguém em casa? Você tem sido agredido fisicamente? Você tem sido amarrado ou trancado no quarto? Fonte: Cartilha - Violência Intrafamiliar – Ministério da Saúde nº 8

19 VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA Sua família conversa com você com freqüência? Você participa da vida em família, recebendo informações e notícias? Você tem sofrido algum tipo de punição ou privações? Você tem sido obrigado a comer? O que acontece quando a pessoa que lhe cuida discorda de você? Você já foi internado em instituição para idosos sem estar de acordo? Fonte: Cartilha - Violência Intrafamiliar – Ministério da Saúde nº 8

20 VIOLÊNCIA SEXUAL Você se sente respeitado em sua intimidade e privacidade? Você já sentiu constrangido pela forma como alguém tocou o seu corpo ou lhe acariciou? Você quer falar sobre este assunto? Fonte: Cartilha - Violência Intrafamiliar – Ministério da Saúde nº 8

21 NEGLIGÊNCIA Você está precisando de óculos, aparelho auditivo ou dentadura? Você tem ficado sozinho por longo período? Você se sente em segurança na sua casa? Você recebe ajuda sempre que necessita? Fonte: Cartilha - Violência Intrafamiliar – Ministério da Saúde nº 8

22 VIOLÊNCIA FINANCEIRA Você recebe e administra seu dinheiro conforme sua vontade? Seu dinheiro já foi usado para atender necessidades de seus familiares sem o seu consentimento? Fonte: Cartilha - Violência Intrafamiliar – Ministério da Saúde nº 8

23 SUGESTÃO PARA ENTREVISTA Mostrar-se cordial e amável. Facilitar ao idoso a oportunidade dele sentir-se seguro, sem medo e sem represálias. Ex: “O que conversaremos ficará entre nós, se você assim desejar” Observar a comunicação não verbal Mostrar empatia: “estou muito preocupado com você ou o senhor” Repetir as respostas dadas pelo idoso para deixar claro e que ela confirme “ Você não disse nada a ninguém porque tem medo de que seu filho faça alguma coisa contra você. Não é isso?”

24 SUGESTÃO PARA ENTREVISTA Ser específico: Eu estou vendo um hematoma no seu braço Mostrar sensibilidade: Entendo que seja difícil para você falar dos seus problemas pessoais. Mostrar disposição para ajudá-lo a encontrar outros apoios profissionais, se necessários.

25 O QUE NÃO DEVEMOS FAZER Sugerir respostas as perguntas que fazemos Pressionar o idoso para que responda perguntas as quais ele não quer responder. Julgar o insinuar que a pessoa idosa pode ser culpada pelo que está acontecendo Mostrar-se horrorizado do relato ou a situação descrita Fazer promessas que não pode ser cumprida Criar expectativas que podem não se reais, sobre a solução do problema.

26 ALGUNS SINAIS QUE PODEM IDENTIFICAR VIOLÊNCIA 1. FÍSICA  Lesão incompatível com o relato  Cortes, feridas não explicadas  Múltiplas Fraturas  Hematomas  Lesões em local não visível do corpo  Perda de peso não explicada  Queimaduras por cigarro, etc  Roupas inadequadas, sujas  Erros reiterados no uso de medicamentos  Mudanças inesperadas de comportamento

27 ALGUNS SINAIS QUE PODEM IDENTIFICAR VIOLÊNCIA ABUSO SEXUAL 2. ABUSO SEXUAL  Hematomas nas mamas e áreas genitais  Infecções genitais ou DST  Sangramentos vaginais ou anais inexplicadas  Queixa de abuso sexual PSICOLÓGICO 3. PSICOLÓGICO  Isolamento deliberado  Medo de falar abertamente  Relato de histórias “impossíveis”  Confusão e desorientação  Depressão, baixa auto-estima  Agitação

28 ALGUNS SINAIS QUE PODEM IDENTIFICAR VIOLÊNCIA FINANCEIROS 4. FINANCEIROS  Perda inexplicada e dinheiro ou cheque  Mudança no testamento  Desaparecimento de jóias e pertences valiosos  Falta de conforto em casa ou padrão de vida inadequado a renda. ABANDONO/NEGLIGÊNCIA 5. ABANDONO/NEGLIGÊNCIA  Queixa de abandono  Aparecimento de úlcera de pressão  Desnutrição ou desidratação  Agravamento da saúde  Presença de barreiras arquitetônicas

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