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BIOMECÂNICA MOVIMENTAÇÃO DENTÁRIA l Movimentação Dentária é o trabalho resultante da aplicação diária de forças sobre os dentes. Esse é o trabalho da.

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2 BIOMECÂNICA MOVIMENTAÇÃO DENTÁRIA l Movimentação Dentária é o trabalho resultante da aplicação diária de forças sobre os dentes. Esse é o trabalho da ortodontia. l Esta forças são definidas por: l -Sua Intensidade l -Sua Direção l -Seu Ponto de Aplicação

3 l Intensidade da força é a quantidade em gramas aplicadas sobre o dente. l Direção é o lado para onde queremos movimentar o dente ( retração, avanço...). l Ponto de Aplicação é o local do dente onde aplicamos a força ( bracketes...). l Quando aplicamos uma força sobre um dente, em um ponto qualquer, ele se desloca numa distância equivalente a força produzida aplicada no seu centro de resistência, mas com uma rotação em torno do seu eixo. l A tendência rotativa ou aceleração angular do dente aumenta a medida que o ponto de aplicação se afasta do centro de resistência.

4 CENTRO DE RESISTENCIA OU CENTRO DA MASSA DO DENTE É o ponto que situa, aproximadamente, no terço apical do dente. l O deslocamento do dente depende do ponto de aplicação da força (a aceleração aumenta a medida que o ponto de aplicação se afasta do centro de resistência do dente).

5 l O ideal para o ortodontista, que quer produzir um movimento puro, seria aplicar uma força ao nível do centro de resistência da massa do dente, mas é impossível aplicar força a esse nível, o que nos força a agir sobre os bracketes. Se juntarmos duas forças iguais ao centro de resistência do dente e ao nível dos bracketes, com mesma duração e sentidos opostos, esse sistema de forças precedendo a rotação produzirá uma translação.

6 FIG. 2 Sistema de forças equivalente. A aplicação de uma força de 100 gramas e um binário, não importando em que ponto do dente, produz o mesmo deslocamento em translação (segundo C.Baril, Biomechanics, Uni.Montreal) FIG. 3 Momentos equivalentes. (C.Baril Biomechanics, Uni.Montreal)

7 l O deslocamento dentário depende das forças aplicadas e do centro de rotação (quanto mais próximo este centro estiver do dente, mais o deslocamento tente a ser uma inclinação

8 l O deslocamento dentário depende das forças aplicadas e do centro de rotação (quanto mais afastado é o centro, mais o deslocamento tende a ser uma translação)

9 l Resumiremos dizendo que a proporção momento/força determina de que maneira o dente se desloca e o ideal seria que essa proporção se mantivesse constante. l As condições mecânicas ( dispositivos ortodônticos ) são às vezes capazes de aumentar consideravelmente a força aplicada. É assim que forças qualificadas de leve podem impor ao dente uma pressão extremamente elevada com muito mais dano que as forças chamadas pesadas. Dai a necessidade do ortodontista conhecer bem a biomecânica dos sistemas ortodônticos.

10 l Ao longo dos nossos tratamentos efetuamos diferentes movimentos dentários, cada um podendo ser descrito a partir de um centro de referência. l Esses movimentos podem ser produzidos separadamente ou em conjunto. l Esses movimentos são clássicos em todo tratamento. l São eles: l -De Inclinação l -De Verticalização l -De Translação l -De Rotação l -De Extrusão l -De Intrusão

11 Movimento de Inclinação l O mais simples de se obter, chamado de " tipping " na literatura Anglo Americana. l Inclinação é um movimento coronário em torno do ápice. Uma força aplicada sobre a coroa dentária desloca-a para o lado oposto á força aplicada. A aplicação dessa força submete o ligamento periodontal a: l - Uma pressão do lado oposto da força. l - Uma tensão do lado de aplicação da força.

12 MOVIMENTO DE INCLINAÇÃO

13 l É classicamente admitido que o osso alveolar reage á pressão por reabsorção óssea e a tensão por aposição óssea. Estes fenômenos tendem a manter constantes a largura do ligamento dento-alveolar. A plasticidade deste ligamento é finalmente a chave de todos os movimentos otodônticos. l A qualidade, a quantidade e a rapidez destes deslocamentos serão extremamente variáveis, dependendo da intensidade da força aplicada ao dente.

14 MOVIMENTO DE VERTICALIZAÇÃO l É um movimento bastante próximo da inclinação em que a coroa está estabilizada e o ápice se inclina.

15 l Para verticalizar a raiz de um dente inclinado ou fechamento de um espaço de extração é necessário aplicar um movimento de torque (pressão sobre o fio). l No movimento de verticalização produz-se uma tensão maior no ápice do dente que na crista alveolar, cujas conseqüências podem traduzir uma reabsorção radicular. Quando se trata de verticalizar a raiz de um dente previamente inclinado, deve-se lembrar do tecido osteóide, que se forma do lado da tração, quando do primeiro movimento. Ao verticalizar o eixo do dente, inverte-se o sentido do deslocamento e vai-se ao encontro do tecido osteóide. Para conseguir esse novo deslocamento, será necessário esperar a maturação completa do tecido osteóide. o que pode levar semanas ou meses. Esse fenômeno é um inconveniente considerável que, no adulto, complica muito os tratamentos ortodônticos, porque o osso pode ser de natureza fibrosa e não reabsorvível. O dente se choca, nesse caso, com uma zona de atrofia óssea, tornando-se móvel e, freqüentemente, pode apresentar reabsorção radicular. O movimento de alavanca é perigoso, porque devemos manter um sistema de forças bastante elevado se queremos deslocar o ápice do dente através do osso. Fica ainda mais perigoso se anteriormente tivermos produzido um movimento de báscula não controlado, quer dizer, a coroa numa direção e o ápice em outra. Se o aparelho empregado produzir este tipos de movimento, e se a báscula não é controlada no começo, o movimento de raízes no final poderá acarretar um risco de haver uma reabsorção. l Deverá ser direto e vir do osso. É durante o tempo de instalação do processo, que as raízes começam a perder seu cumprimento.

16 MOVIMENTO DE TRANSLAÇÃO l O movimento de translação é paralelo ao longo eixo do dente. A raiz se desloca, exatamente, na mesma distância que a coroa. É o que os americanos chamam de " bodily movement "

17 l Burstone deu a seguinte definição: " Quando um dente se desloca em translação, uma força de distribuição, relativamanete uniforme, se espalha ao longo da raiz. Em termos de rotação, o centro de rotação do movimento de translação está no infinito. Pode-se demonstrar que uma única força, agindo através do centro de resistência da raiz produz uma translação pura no dente ". l J.M.Fortim, num estudo em cães, mostrou que: " O movimento de translação puro é possível se uma relação força/momento apropriada for aplicada ao dente no entanto, um ligeiro erro na relação produzirá um centro de rotação diferente. Porque, de fato, o movimento de translação é difícil de se obter, por diversas razões:

18 l - A relação força/momento não é constante nos intervalos de consulta de controle e ativação. l - A reação histológica ao deslocamento é entremeadas de pausas. Os feixes de fibras periodontais atingem com rapidez seu máximo comprimento de alongamento e constituem um freio, enquanto aguardam reorganização. l - Os dispositivos permitem uma liberdade de atrito, o que introduz variáveis suplementares. l - Movimentos secundários nascem das razões precedentes.

19 l É clinicamente difícil aplicar uma força e um momento constantes. Rapidamente, sobretudo se a ativação é muito intensa ou se as forças aplicadas são muito elevadas, uma componente de rotação será introduzida. l Segundo Jarabak, para se obter um movimento de translação sobre o canino, a pressão média por unidade de superfície radicular estaria situada entre 2,10 a 2,50 gramas/mm2

20 Movimento de Rotação l A correção das rotações é, provavelmente o movimento menos perigoso porque o dente gira sobre seu longo eixo sob a ação de um binário. Quando se trata de um dente monorradicular, cuja raiz em corte transversal é mais ou menos redonda, a membrana periodontal recebe uma distribuição de contração bastante satisfatória. Todas as fibras periodontais estão sujeitas as forças de rotação e a pressão por unidade de superfície leve. l Segundo C. Baril:" Pode-se aplicar um binário de grande intensidade para produzir uma rotação pura. É bastante raro que vejamos reabsorção após um movimento de rotação. Mas, a maioria dos dentes tem raízes ovais ou múltiplas, naqueles casos das zonas de contração aparecem as pressões mais significativas, podendo enfraquecer os ângulos. Quase sempre é produzida uma reabsorção marginal sem gravidade, com o osso próximo participando pouco desse deslocamento.

21 Movimento de Extrusão l É o movimento mais fácil de se obter; ele desloca o dente no sentido de sua erupção. O potencial de extrusão de um dente é mais ou menos indefinido. É um movimento natural, que constatamos cada vez que um dente perde seu antagonista. l De acordo com K. Reitan: " uma força de 25 a 30 gramas é o suficiente para extruir um incisivo"

22 l O movimento de extrusão deve, às vezes, combater as forças de oclusão criadas pelas forças musculares, de onde vem a necessidade de aumentar a intensidade das forças ou liberar as interferências oclusais dos dentes a movimentar. A utilização de placas de oclusão, acompanhadas de elásticos verticais, favorecerão uma extrusão deste tipo. l De acordo com C. Baril; " A extrusão dos dentes posteriores não é tão perigosa. As forças elevadas não trazem conseqüências graves. É raro ver um dano permanente sobre as radiografias logo após um movimento de extrusão de dentes posteriores. Contudo, o movimento de erupção forçada dos caninos ou dos incisivos nos coloca, freqüentemente, face a uma reabsorção apical e deve-se aplicar uma força bem leve para produzir esse movimento.

23 Movimento de Intrusão l O Movimento de intrusão, como definiu E. Dellinger, é um processo de mudança de relação de um dente com o osso vizinho, obtido por um movimento de reimplantação do dente sobre o alvéolo. A intrusão em ortodontia é, freqüentemente, constatada ao mesmo tempo que ocorre a extrusão dos dentes vizinhos, de onde vem a necessidade de evitá-los como ponto de referência, quando da medida da taxa de intrusão. Além disso, não se pode eliminar a possibilidade de reabsorção, que pode ser assimilada numa intrusão. l A distribuição de contração é desigual e a parte do dente que recebe mais pressão por unidade de superfície é, evidentemente, o ápice. l Lefkowitz e Waugh demonstraram histológicamente no cão que a intrusão é possível. Suas conclusões são as seguintes:

24 l - Os dentes podem estar efetivamente intruídos em seus alvéolos. l - O ligamento periodontal procura guardar uma dimensão constante, as custas das modificações ósseas da lâmina dura. l - A reabsorção óssea é acompanhada de uma grande vascularização do ligamento periodontal. l - A força contínua é melhor tolerada pelo periodonto que a intermintente que produz, às vezes, reabsorção do cemento e da dentina. l R,M.Ricketts mostrou a possibilidade de intruir os incisivos com arco de utilidade ou básico.

25 l C. Burstone mostrou que a intrusão incisiva superior é tecnicamente possível com uma força de tração extra-oral cervical. l E. Dellinger fez um estudo histológico de intrusão, no macaco, utilizando forças diferenciais. Ele escreveu que:" uma reabsorção óssea ativa se constata ao longo do trajeto da intrusão e ressalta a periferia do dente. A osteogênese é bastante satisfatória nas zonas ósseas de tensão criadas pela intrusão do dente no osso. l Para esse autor, a força de intrusão ótima é de 50 gramas e permanece satisfatória até 100 gramas. Uma intensidade de 10 gramas é ineficaz, embora causando uma fraca reabsorção radicular, enquanto que uma força de 300 gramas produz uma reabsorção radicular severa.

26 l Entretanto, E. Dellinger pensa que a reabsorção radicular não é o mecanismo da intrusão; " Os dentes mais intruídos não são aqueles que têm mais reabsorção radicular". l Não obstante, ele concluiu que a reabsorção radicular é diretamente ligada á intensidade da força. l K. Reitan aconselha a agir suavemente, sobretudo no começo do movimento e de não ultrapassar 20 gramas. De acordo com este autor, é o movimento que produz a maioria das reabsorções radiculares, particularmente ao nível dos incisivos laterais superiores. l De acordo com C. Baril:" De todos os movimentos, a intrusão é o que requer as forças mais fracas. Uma força de intrusão de 50 gramas para os 4 incisivos parece bastante conservadora.

27 Referências Bibliográficas l BARIL.C- Biomechanics. University of Montreal et cours du club Médit. d´ ODF-1970 l BURSTONE.C.J.- The biomechanics of tooth movement. In Kraus Bs and Riedel R.A.- Vistas in Orthodontics - Philadelphia Léa & Febriger. l DELLINGER E. L. -A histologic and cephalometric investigation of premolar intrusion in the Macaca speciosa monkey. AJO Vol 53- no. 5 May pages 325 a 355. l REITAN K. – Some factors determining the evaluation of forces in orthodontics. AJO 43 – PAGE l REITAN K. – Effets of Force Magnitude and Direction of Tooth Movement on Different Alveolar Bone Types. Angle Ortho.34 – page l RICKETTS R.M. – The influence of orthodontic treament on facial growth and development. Angle Orthod. Vol. XXX – nº 3 – July 1960 – pages 103 à 133.


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