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Nesta Edição corações. “A princípio, estabeleceu-se entre ele e os demais apóstolos, uma penosa situação de incompreensão, mas sua influência providencial.

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1 Nesta Edição corações. “A princípio, estabeleceu-se entre ele e os demais apóstolos, uma penosa situação de incompreensão, mas sua influência providencial teve por fim evitar uma aristocracia injustificável dentro da comunidade cristã, nos seus tempos inesquecíveis de simplicidade e pureza”. Curiosamente o nome de Paulo surge pela primeira vez quando ele começou sua primeira jornada missionária. A mudança do nome pode estar relacionada ao desejo de se distanciar da história do Rei Saul. Paulo ao levar o Cristianismo a outros povos, não exigia a circuncisão desses novos cristãos. Diante disso, os discípulos de Jerusalém se reuniram em torno de Tiago, para fazer valer a obrigatoriedade da circuncisão. O apóstolo de Tarso foi a Jerusalém para discutir o assunto. Em sua epístola, declara que foi nesse encontro que Pedro, Tiago e João aceitaram a sua missão junto aos gentios. Apesar do acordo encontrado na reunião, Paulo confrontou publicamente Pedro, no que ficou conhecido como “Incidente em Antioquia”, por causa da relutância do ex- pescador em realizar suas refeições com os cristãos gentios em Antioquia. Paulo foi implacável contra a circuncisão, contra as restrições alimentares e contra os requerimentos da Torá, e isto provocou o rompimento final com os judeus, que o consideravam um grande infiel. Foi mantido preso por 2 anos em Cesaréia. Foi acusado de traição, recorreu a César, alegando direito como cidadão romano; foi então enviado a Roma em 60dC, passou mais 2 anos em prisão domiciliar. Desabafou “Dos judeus recebi cinco chicotadas. Fui flagelado três vezes; uma vez fui apedrejado; três vezes naufraguei; passei um dia e uma noite em alto mar...Meu sangue está para ser derramado, chegou o tempo de minha partida. Combati o bom combate, terminei minha corrida, conservei a fé...” Foi decapitado em Roma, nos primeiros meses do ano de 67, durante a perseguição de Nero. Descreve Emmanuel que no momento da desencarnação, Paulo sentia angústia das repercussões físicas, mas em poucos minutos experimentou alivio reparador. Foi orar e agradecer a Jesus que surgiu indulgente e carinhoso e falou: “Sim, Paulo, sê feliz! Vem agora a meus braços, pois é da vontade de meu Pai que os verdugos e os mártires se reúnam para sempre, no meu reino!” E assim, o fiel trabalhador do Evangelho seguiu as pegadas do Cristo, em demanda às esferas da Verdade e da Luz... Autor : Jorge Hessen – jornalista, professor e historiador (licenciado pela Unb, articulista e palestrante) Pag. 4 Saulo nasceu entre os anos 5 e 10 d.C em Tarso, província de Mersin, na zona meridional da Turquia Central. Era descendente de uma respeitável e rica família de judeus. Seu nome representava um tributo a Saul, primeiro rei judeu, consistindo porém a palavra Saulo na tradução para o grego. Possuía a cidadania romana, o que lhe conferia uma situação legal privilegiada. Sua formação rabínica foi iniciada aos 14 anos de idade, em Jerusalém, sob um costume rígido por efeito das normas dos fariseus e incentivado a ter o orgulho racial, condição peculiar aos judeus da antiguidade. É importante anotar porém, que sua inteligência espiritual foi moldada sob os toques da instrução de Gamaliel, um dos maiores catedráticos dos anais do Judaísmo. Com extrema retidão para com a fé, acuava os primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém. Certa ocasião sentindo-se insultado por Estevão, na Casa do Caminho, deu início à violenta perseguição aos cristãos, terminando com a lapidação e extermínio do próprio Estevão, irmão de sua noiva Abigail. Durante viagem para encalço de Ananias, homem que influenciou as ideias da noiva, Saulo, nos seus 25 anos, teve uma clarividência do Mestre envolto em intensa luz. Aquele fenômeno ocorrido na via que conduzia a Damasco, deixou-o cego; mas foi socorrido por Ananias que lhe recuperou a visão. A partir daí é impressionante a conversão de Saulo. Teve que modificar o conceito que fazia sobre o Cristo e inverter a opinião sobre a supremacia do judaísmo. Os primeiros cristãos tinham como preceito de fé e prática, os estudos das regras do Torá (Pentateuco de Moisés) normalmente na versão grega ou na tradução Aramaica. Indignado com aquela conjuntura, Saulo declarou que recebeu as “Boas Novas” por uma revelação pessoal de Jesus Cristo, razão pela qual se estendia independente da comunidade de Jerusalém, mesmo alegando sua concordância com a essência do conteúdo das lições. Os ensinamentos paulinos são fortemente desiguais dos princípios originais de Jesus, anotados pelos evangelistas. Alguns analistas garantem que o Apóstolo de Tarso sintetizou o judaísmo, o gnosticismo e o misticismo para um Cristianismo como uma religião com um “salvador” cósmico. O Espírito Emmanuel afirma que “no trabalho de redação dos Evangelhos, que constituem o alicerce do Cristianismo, verificavam-se algumas dificuldades para que se lhes desse o caráter universalista. Todos os apóstolos do Mestre haviam saído do teatro humilde de seus ensinamentos; mas, se esses pescadores eram elevados Espíritos em missão, estavam muito longe da situação de espiritualidade do Mestre, sofrendo as influências do meio a que foram conduzidos”. Basta verificar o seguinte: Mateus escreveu para convencer os judeus de que Jesus era o Messias que estava por vir, desta forma enfatizou o Antigo Testamento e as profecias a respeito; Marcos, sobrinho de Barnabé e “filho” adotado de Pedro, escreveu para evangelizar os romanos, relatou somente quatro das parábolas, enfatizando especialmente as atuações de Jesus; Lucas (não conheceu Jesus pessoalmente) escreveu para os gentios, enfatizando a misericórdia de Deus através da “salvação”, sobretudo para os pobres e humildes de coração, e João (sobrinho da Mãe de Jesus) escreveu num contexto mais vasto a propósito da missão do Mestre. Depois do martírio do Gólgota, discípulos e apóstolos começaram a contemporizar com a autoridade do judaísmo. Emmanuel conta que “quase todos os núcleos organizados da doutrina, pretenderam guardar feição aristocrática, em face das novas igrejas e associações que se fundavam nos mais diversos pontos do mundo”. Em razão dessa anomalia doutrinária, Jesus resolveu convidar “o espírito luminoso e enérgico de Saulo de Tarso ao exercício do seu ministério”. Essa determinação foi uma ocorrência das mais expressivas na história do Cristianismo. As atitudes, atuações e missivas de Paulo formaram o decisivo componente de universalização da Doutrina Cristã. Paulo transformou as crenças religiosas e a filosofia de toda a região da bacia do Mediterrâneo (Sul da Europa, Norte da África, zona mais ocidental da Ásia, Oriente Próximo). Nas viagens missionárias, percorreu cerca de Km, a pé ou de navio. Foram quatro grandes excursões apostólicas: 1ª. Viagem (46-48 dC); 2ª. Viagem (49-52 dC); 3ª. Viagem (53-57 dC); 4ª. Viagem (59-62 dC), sendo que na última viajou a Roma como prisioneiro, para ser julgado e nunca mais retornou a Judéia. O Missionário dos gentios afirmou “ fiz muitas viagens, sofri perigos nos rios e mares, ameaças dos ladrões, riscos por parte dos meus irmãos de raça, perigos por parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos por parte dos falsos irmãos”. De cidade em cidade, de igreja em igreja, o convertido de Damasco, com seu prestígio, falou do Mestre, inflamando EVANGELIZANDO Nascido em tarso. Renascido nas vias de Damasco

2 Ano XVIII– n o 88 EDITORIAL CEAL Casa Espírita André Luiz INFORMATIVO – Setembro/Outubro 2012 Depto de Divulgação da CEAL Pag. 1 A manifestação do amor é a salvação do mundo. É o fio que liga o globo terrestre, Deus e o homem! Nesta Edição VIRTUDES E VÍCIOS As Varas de Aveleira Deus Tem Preferências? Manual De Instrução EVANGELIZANDO Somos, enquanto Espíritos, individualidades da Criação e necessitamos do convívio social constante, para que o processo evolutivo se faça, em conformidade com a Lei. Por isso, o Criador nos cria, a partir da centelha de Luz, do sopro que lhe sai do profundo amor, para viver em contato com os irmãos, que fazem parte da nossa morada terrena. Concluímos então, que o objetivo maior do ser, é aprender e aprender e aprender as Leis Morais, que por virem do Pai, são perfeitas em sua totalidade e, em nada, se distinguem dos processos naturais que compõe o Planeta. As Leis se fazem como diretrizes plenas da conduta moral do Espírito. Porém, nos encontramos em determinado grau de imperfeição, que nos trouxe até a presente encarnação, para evoluirmos através do cumprimento dessa Lei. Criados simples e ignorantes, mas dotados de inteligência e livre-arbítrio, conduzimos o próprio eu, para que possamos alcançar a Luz. Lembremos que na criação existe lógica, e é ela que fundamenta as diretrizes do funcionamento do Universo, do qual somos parte integrante. Para eliminar a sombra que ainda habita nosso coração, cabe a reflexão de Jesus: NÃO JULGUEIS PARA NÃO SERDES JULGADOS, e o Mestre ainda esclarece que, “seremos julgados na mesma medida com que julgarmos”. Qual será então, o tribunal em que seremos julgados? Certamente, a resposta está evidente: - a própria consciência! Não foi sem motivo que Allan Kardec questionou ao Espírito de Verdade, sobre o melhor meio de avançar no campo da moralidade que, sabiamente respondeu: “Um sábio da antiguidade vos disse: - CONHECE-TE A TI MESMO”. Assim, ninguém melhor do que nós para usar o tribunal julgador, através do auto- exame consciencial, que sem obstáculo, analise a virtude e o vício, a qualidade e o defeito, para que no raciocínio, clareado pela luz do Cristo, percebamos o equilíbrio que compõe o Cosmos. Na medida em que entendemos o caminho traçado, percebemos que a transitoriedade da encarnação nos faz avançar, olhando no espelho das almas dos outros, porque afinal, só refletem elas, aquilo que ainda somos e que hoje nos esforçamos, amparados por esta abençoada Doutrina, para seguir o caminho, sem desprezar os estágios já vividos, já que os degraus dessa escada não devem ser suprimidos, pois agindo assim, cairemos certamente atravancando a marcha. Convivamos, portanto, espelhando-nos no Cristo Jesus, porque o Mestre abraçou, compreendeu e respeitou a todos, indistintamente, pedindo a Ele que nos abençoe, nos guarde e nos dê a Sua PAZ. Departamento de Divulgação EXPEDIENTE JORNAL CAMINHO DA LUZ Publicação da Casa Espírita André Luiz Coordenação e Diagramação: Ednilsen C. Martinez Acesse estas e outras informações em nosso site

3 Pag. 2 Toda virtude tem seu mérito próprio, porque indica progresso na senda do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores. A mais meritória de todas é a que se assenta na prática da caridade desinteressada. Para se atingir essa virtude, todos têm que lutar. Os que aparentemente fazem o bem sem nenhum esforço é porque já lutaram e triunfaram outrora. O interesse pessoal é o sinal mais característico da imperfeição. Muitos possuem qualidades reais, mas não suportam quando vêm seus interesses pessoais feridos. O verdadeiro desinteresse ainda é coisa rara na Terra. Assim, o apego às coisas materiais é um sinal de inferioridade, porque, quanto mais se apega aos bens deste mundo, o homem demonstra menos compreender o seu destino. Aquele que faz o bem apenas pelo desejo de agradar a Deus e ao próximo demonstra que já adquiriu um certo grau de progresso e alcançará a felicidade mais depressa do que o que faz o bem calculadamente, sem estar impelido pelo ardor natural de seu coração. Mesmo sendo a vida corpórea um estado temporário, será sempre útil ao espírito a aquisição de conhecimentos científicos relativos à matéria. Tendo que progredir em tudo para atingir a perfeição, o progresso intelectual ajuda no desenvolvimento do espírito, que subirá mais depressa, se já houver progredido em inteligência. Segundo os Espíritos, a virtude é a resistência voluntária à pratica do mal e, principalmente, o sacrifício do interesse pessoal em benefício do próximo. A prática desinteressada da caridade é a mais meritória delas. A busca pelo conhecimento científico será sempre útil à evolução do espírito. Primeiro, porque lhe dá condições para melhor auxiliar o próximo necessitado; segundo, porque uma das asas do progresso espiritual é a inteligência, a evolução intelectual. Devemos sempre que possível, minorar o sofrimento de nossos semelhantes. Acumular riquezas somente para satisfação pessoal, não nos trará a felicidade espiritual e estaremos deixando de cumprir um ato de solidariedade que nos traria a verdadeira alegria. A verdadeira riqueza vem daquele que daquilo que tem, tira sempre alguma coisa para ajudar a quem está mais necessitado do que ele. Procuremos desenvolver nossas virtudes. Para cada virtude conquistada há sempre um vicio que foi derrotado. Troquemos a mesquinhez pela generosidade, o orgulho pela humildade, a dureza de palavras pela docilidade. Procuremos sempre no outro as suas virtudes e não os seu defeitos. Ao vencer seus vícios e fazer o bem o homem não pode se vangloriar disso, pois então estaria jogando por terra todas as suas conquistas visto que estaria se envaidecendo de seus atos e então estaria cometendo outra falta. Quem realmente quer fazer o bem, começa agora, dispondo de seu tempo, de seu sorriso, do escutar um amigo e de partilhar alegrias e tristezas. Não necessitamos de bens materiais para ajudarmos o próximo. Não podemos e nem devemos julgar ninguém, mas nada nos impede de que nos espelhando nos defeitos alheios procuremos nos melhorar, fazendo através do nossos esforço uma melhora intima. "brigando"com nossos defeitos a fim de superá-los. AS VARAS DE AVELEIRA Richard Simonetti “ LE livro terceiro – Cap. XII Conta-se que quando Lutero ouvia determinadas perguntas sobre a fé evangélica, respondia: Deus está sentado por detrás de uma aveleira com varas cortadas para aplicá-las aos interrogadores indiscretos. Bela maneira de furtar-se a questões perturbadoras, irrespondíveis à luz dos princípios que esposava. Por exemplo: Porque, sendo Deus, absolutamente justo e bom, permite que convivam na Terra: ricos e pobres; sãos e doentes; gênios e idiotas; santos e facínoras; atletas e paralíticos..... Não vale dizer que a origem desses desníveis está na combinação de elementos hereditários, no ambiente social, na educação, na cultura.... Essa explicação só serve para os materialistas. Sem Deus não importam as injustiça. Nem vale informar, como pretendia Lutero, que Deus tem seus eleitos. Como se já nascessem com passaporte para o paraíso, dotados de valores espirituais que não favorecem o homem comum. Essa explicação só serve para os ingênuos. Se Deus tem favoritos, como fica a justiça? Se pretendemos que haja equidade nas situações humanas, a única saída está na Doutrina Espírita, que mais cedo ou mais tarde, neste século ou em futuro remoto, será assimilada pelas religiões tradicionais. I sto por uma razão muito simples: - Seus princípios enunciam os mecanismos que regem a evolução e o destino dos Espíritos, os seres pensantes da Criação. Com o Espiritismo aprendemos que não fomos criados no momento da concepção, nem todos as mesmo tempo. Já vivíamos antes do berço; seguiremos vivendo depois do túmulo, como seres imortais destinados à perfeição, cada qual num estágio de evolução correspondente à sua idade e ao aproveitamento das experiências evolutivas. Em nosso mundo convivem Espíritos de diferentes gradações etárias, o que explica a diferença de aptidões, tendências, vocações Espíritos bons são mais vividos, mais experientes, conscientes de suas responsabilidades. Espíritos maus, ainda não assumiram a noção básica de que o Universo é regido por mecanismos de causa e efeito que sempre fazem repercutir em nós mesmos o que fazemos, para que aprendamos a distinguir o que devemos ou não fazer. Faz parte dessa estrutura, a reencarnação, que nos oferece incontáveis oportunidades de mergulhar na carne, para experiências compatíveis com nossas necessidades evolutivas. No atual estágio, a carne funciona, basicamente, como uma lixa grossa que desbasta nossas imperfeições mais grosseiras. Doenças, dores e limitações físicas representam os elementos de contenção e eliminação das tendências inferiores que desenvolvemos em nossa personalidade, em razão de nossa própria imaturidade. Houvesse Deus de usar as varas de uma aveleira para impor castigos, certamente não seria para os questionadores que procuram uma explicação para a vida. Seria destinada aos acomodados, aos que enveredam por caminhos de sombras, aos que se comprometem no erro, no vício, no crime.... Sabemos, no entanto, que esse deus estaria bem próximo do Jeová da tradição mosaica, um déspota terrível, vingativo, que governa o Mundo com mão de ferro, sempre disposto a perseguir, até a quarta geração, aqueles que o aborrecem, como está na Bíblia (Êxodo, 50:5). O Deus que o Espiritismo nos propõe é aquele Deus revelado por Jesus, o Pai de infinito amor e misericórdia que trabalha incessantemente pela felicidade de seus filhos. Se varas de aveleira nos vergastam, frequentemente, não são empunhadas por Deus, mas por nossa própria consciência, a nos advertir que é preciso dar jeito em nossa vida, buscando um comportamento compatível com nossa condição de filhos do Eterno, programados para a perfeição.

4 Nesta Edição Pag. 3 Deus tem preferências? Como explicar tantas diferenças entre os seres humanos? E não são apenas diferenças morais, intelectuais, de habilidades, dificuldades, saúde ou oportunidades. Vejamos o que ocorre com todas as tragédias que tem sacudido o planeta como as chuvas intensas, furações, terremotos, secas, guerras e a violência tão comum na sociedade. Na avaliação individual, como explicar a situação favorável para uns e completamente desfavorável para outros. Uns enfermos a vida toda, outros travados na cama, outros absolutamente saudáveis; Se considerarmos ainda as vitimas das tragédias acima citadas, ficamos a pensar: Deus tem preferência por uns em detrimento de outros? NÃO! Absolutamente, isso é inconcebível. E as crianças que nascem com doenças terminais, sem cérebro, ao lado de outras saudáveis, bem amparadas, contrastando com a orfandade, o abandono e tudo o mais que conhecemos. O que é isso? Deus ama os filhos e nos criou para o progresso e a felicidade. Mas é impossível num curto espaço de 80 anos, em média, construir uma vida moral saudável e mesmo a felicidade, ou o progresso intelectual que a evolução desafia a cada dia. Por isso, somos alunos de uma única vida em diferentes existências. Isso é a Reencarnação, a oportunidade renovada. O que não fizemos agora, teremos que fazer amanhã. Por consequência, o bem que fazemos hoje nos trará felicidade amanhã. Somos o que fizermos de nós. Já sabemos: “ a cada um segundo suas próprias obras” Leia-se na base do Evangelho, que é a essência do Espiritismo. É da Lei, por princípio de justiça, que colhamos o que fizemos ou estejamos vivendo circunstâncias ou situações que nos tragam aprendizados que necessitamos. A reencarnação, ou a pluralidade das existências, está baseada num critério de justiça. Não há preferências ou privilégios, somos os artífices da felicidade ou do sofrimento de nós mesmos, individual e coletivamente considerado. E tem bases no Evangelho do Mestre. E por outro lado, não é invenção, nem exclusividade do Espiritismo. É lei natural que embasa o conhecimento espírita e com origens na própria história humana. Sócrates já a ensinava, muitos anos antes de Jesus. Para compreender isso devidamente e mesmo falar sobre o tema, é preciso estudá-lo em sua profundidade. Não podemos emitir opinião do que não conhecemos devidamente. Para falar, debater ou criticar qualquer tema é preciso antes aprofundar conhecimentos. Não podemos falar do que não sabemos, sob risco do ridículo e do desrespeito à liberdade de expressão, crença, opção e opinião de qualquer indivíduo ou grupo social. EVANGELHO : Manual de Instruções para a Vida Um dia destes, conversava com uma amiga que me contava história passada com ela e a filha, de que certamente muitos de nós já fomos participantes. Dizia que depois de comprar aparelho de som e tentar fazê-lo funcionar em sua casa, sem sucesso, voltou a loja e despejou caminhão de desaforos sobre o vendedor. E quando deu oportunidade para que o mesmo falasse, acabou ouvindo: - Ah! A voltagem está errada. Pronto! Agora vai funcionar. A senhora não leu o manual, não é? A leitura do manual, na maioria das vezes, nos ajuda, põe no caminho correto e poupa certos dissabores como esse ridículo que poderia ser evitado. Por desconhecimento, acabamos fazendo as coisas do jeito errado e “aprendendo”, embora nem sempre isso aconteça com nossos erros. Assim também é na vida. Não prestamos atenção ao Manual de Instruções. Sim! Há manual de instruções que nos indica os corretos procedimentos no dia-a-dia. Chama-se EVANGELHO. O autor, JESUS, preocupa-se tanto conosco que veio pessoalmente trazê-lo e demonstrar como utilizá-lo. Mas, a exemplo do manual de instruções dos aparelhos eletrônicos que adquirimos, vai para a gaveta sem ser ao menos lido. Quantos enganos evitaríamos cometer, se fossemos lendo suas instruções e aplicando no nosso cotidiano. Algumas dúvidas, seriam esclarecidas imediatamente sem que precisássemos “ir até a loja”, passar por situação vexatória. Algumas delas que nos afligem: “ Como devemos agir para com as outras pessoas” - “E assim, tudo que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles” (Mt 7;12). “Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai que está nos céus” (Mt 20, 43-47). Seguir o Evangelho nos faz bem. Traz bem estar íntimo. A prática ajuda o entendimento. O Evangelho deve ser praticado. Cada um de nós é um elo da corrente. Devemos exercitar no bem para que a corrente não seja quebrada.


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