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Grupo: Ariane Dias Brunno Stephany Eliane Leal Julliana Cardoso Niedja Vanessa FACULDADE JOAQUIM NABUCO NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO CURSO DE PÓSGRADUAÇÃO EM.

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1 Grupo: Ariane Dias Brunno Stephany Eliane Leal Julliana Cardoso Niedja Vanessa FACULDADE JOAQUIM NABUCO NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO CURSO DE PÓSGRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DO TRABALHO

2  Agrotóxico X Atividade Ocupacional X Saúde Publica  BRASIL: Um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo e da América Latina.  AGROTÓXICOS: 10% Avaliação de Riscos 38% Não

3  Interferência do Capitalismo: PRODUÇÃO SUBSISTÊNCIA  Pequenos Produtores Grandes Latifundiários  Pequenos Produtores: Assalariados e Êxodo para Grandes Cidades.

4  DO TRABALHO  ESTRESSE  USO CONSTANTE DE AGROTÓXICOS

5  OBJETIVO:  O presente trabalho teve como objetivo estudar a interpretação de profissionais de saúde sobre as queixas de nervos e suas possíveis relações com o adoecimento por uso de agrotóxicos no âmbito do trabalho rural.

6  METODOLOGIA: Estudo do tipo qualitativo o qual tem por objetivo avaliar a essência da verdade e não quantificar.  Foram feitas entrevistas com os profissionais de saúde dos PSFs da região acerca de sua opinião sobre a relação do uso de agrotóxicos com o nervoso.

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8  Período: março a dezembro do ano 2000;  Local: Município de Nova Friburgo, principal região agrícola do Estado do Rio de Janeiro.  Alvo nas áreas de toxicologia e de saúde do trabalhador: Intensa utilização de agrotóxicos Contaminação humana e ambiental

9 Levantamento de Dados  Entrevista Semi-Estruturada com Profissionais de PSF;  15 no total:  1 psicólogo;  2 auxiliares de enfermagem;  2 agentes comunitários;  2 enfermeiras;  6 médicos;  1 proprietário, prático de farmácia e recém-eleito vereador;  1 engenheiro agrônomo. Etapa Exploratória de Campo: 1 rotina; 2 orientação 3 identificação de espaços Etapa Exploratória de Campo: 1 rotina; 2 orientação 3 identificação de espaços 11 moradores locais abordados.

10  Análise qualitativa dos dados de entrevistas foi realizada de modo a criar categorias de análise sobre o tema principal, ou seja, sobre os diferentes níveis de tratamento que os profissionais do PSF dão à questão das queixas de nervoso em trabalhadores rurais.

11 Tabela 2 Roteiro da entrevista com profissionais de saúde. Quais são as principais queixas de saúde nas pessoas que são atendidas no ambulatório? Quais são as principais queixas de nervoso dos usuários? A que circunstâncias você considera estarem relacionadas as queixas de nervoso? Qual é a sua atitude diante destas queixas? (e, apenas após esgotadas as respostas anteriores:) Você pensa existir alguma associação entre as queixas dos pacientes e o uso de agrotóxicos?

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13 a. Região tipicamente rural; b. Economia agrícola; c. Baixo desenvolvimento sócio-cultural-econômico; d. Baixa qualidade de vida; e. Ausência de saneamento básico; - Desvalorização da produção agrícola - Pólo turístico - Diminuição do analfabetismo - Migração para outras áreas de labor como construção civil, comercio e hotelaria.

14  Condições de Trabalho: i. Lesões por esforço repetitivo; ii. Doenças ósteo-musculares; iii. Intoxicações por agrotóxicos; iv. Alcoolismo; v. Depressão; vi. Hipertensão.  Indícios de aumento de casos de câncer de mama, fígado e próstata.

15  “Segundo os médicos entrevistados, o veneno (agrotóxico) é um elemento que faz parte da vida dos agricultores, havendo entre eles a crença de que os agrotóxicos são indispensáveis à lavoura, de que sem eles não há colheita.”

16  Principais problemas da população:  Hipertensão arterial;  Verminoses;  Intoxicações por agrotóxicos;  Manifestações de nervoso;  Doenças músculo-esqueléticas.

17 Determinantes para manifestações de nervos: – Estresse; – Intoxicação por agrotóxicos; – Desvalorização econômica; – Sobrecarga de trabalho; – Cansaço; – Desemprego urbano;

18 Depressão – Raciocínio lento; – Apatia; – Danos motores; – Perda da capacidade de sinapse nas células nervosas; – Impotência sexual (a partir dos 20 anos); – Suicídio

19 Alcoolismo – por problemas estomacais; Alterações de comportamento; Alterações nos níveis do hormônio da tireóide: – Déficit de atenção; – Hiperatividade; – Irritabilidade; – Alterações de humor; – Comportamento agressivo.

20 Terapêutica: – Fitoterápicos; – Vitaminas. Orientações: – Afastamento da atividade agrícola; – Exercício físico.

21  Psicofármacos (Calmantes):  Dificuldade de tratamento daqueles que já utilizam rotineiramente;  Venda indiscriminada.

22  Apenas 3 dos 15 entrevistados não fizeram associação entre as queixas de nervos e agrotóxicos, sendo uma enfermeira e dois médicos.

23  Possíveis Fatores de Interferência: 1) A proximidade ou o distanciamento da prática do atendimento às comunidades; 2) A abordagem desde uma perspectiva clínica ou desde uma perspectiva política; 3) O tempo de permanência e a conseqüente familiaridade com o processo de trabalho agrícola que permitem constatar a epidemia de intoxicação por agrotóxicos.

24 CONTRADIÇÕES Discurso Prática  O foco das recomendações médicas, de modo geral, recai na mudança de comportamentos individuais.

25  Os agrotóxicos são percebidos naquele universo a partir de duas concepções antagônicas: Remédio Veneno Vulnerabilidade: 1 Uso Indiscriminado 2 Sem Proteção Adequada

26  No cenário da dramática realidade de exposição dos trabalhadores rurais aos agrotóxicos, a associação entre queixas de nervoso e intoxicação mostrou-se reiteradamente presente no discurso dos profissionais de saúde da região, que por sua proximidade com a população tornam- se sensíveis às circunstâncias de vida e aos processos de trabalho. Alguns desses profissionais se incluem na população exposta aos agrotóxicos.

27 1. Meirelles LC. Controle de agrotóxicos: estudo de caso do Estado do Rio de Janeiro, 1985/1995 [Dissertação de Mestrado]. Rio de Janeiro: Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia, Universidade Federal do Rio de Janeiro; Sá Rego VVB. Mundos em confronto: o desenvolvimento do capitalismo e a educação numa comunidade camponesa [Dissertação de Mestrado]. Rio de Janeiro: Departamento de Educação, Pontifícia Universidade Católica; Benjamin C, Alberti AJ, Sader E, Stédile JP, Albino J, Camini L, et al. A opção brasileira. Rio de Janeiro: Editora Contraponto; Possas CA, Trapé AZ. Saúde e trabalho no campo: da questão agrária à política previdenciária. Cadernos do Internato Rural 1983; 2: Rozemberg B. O consumo de calmantes e o “problema de nervos” entre lavradores. Rev Saúde Pública 1994; 28: Faria NMX, Facchini AA, Fassa AG, Tomasi E. Estudo transversal sobre saúde mental de agricultores da Serra Gaúcha. Cad Saúde Pública 2000; 16:

28 7. Gomes AA, Rozemberg B. Condições de Vida e Saúde Mental na Zona Rural de Nova Friburgo – RJ. Psicologia Ciência e Profissão 2000; (4): Duarte LFD. Da vida nervosa nas classes trabalhadoras urbanas. Rio de Janeiro: Editora Zahar; Davis DL, Guarnaccia PJ. Health, culture and the nature of nerves. introduction. Med Anthropol 1989; 11: Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde. Manual de vigilância da saúde de populações expostas a agrotóxicos Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde; Castro JSM. Práticas de uso de agrotóxicos no município de Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro – um estudo ambiental [Dissertação de Mestrado]. Niterói: Universidade Federal Fluminense; Amr MM, Halim ZS, Moussa SS. Psychiatric disorders among Egyptian pesticide applicators and formulators. Environ Res 1997; 73: Yousefi VO. Agrochemicals in South Africa. African Newsletter on Occupational Health and Safety 1999; 9:56-67.

29 14. Furtado T. Química do suicídio. Atenção Brasil 1998; 6: Girardi G. A última colheita. Revista Galileu 2002; 133: Pickett W, King WD, Lees RE, Morrison HI, Brison RJ. Suicide mortality and pesticide use among Canadian farmers. Am J Ind Med 1998; 34: Peres F, Rozemberg B, Moreira J, Rabello S. O processo de comunicação sobre agrotóxicos em área rural do Estado do Rio de Janeiro. Rev Saúde Pública 2001; 35: Alves SR. Avaliação dos resíduos de pesticidas organofosforados e carbamatos por metodologia enzimática no córrego de São Lourenço, Nova Friburgo – RJ, Brasil [Dissertação de Mestrado]. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz; Chiavenato JJ. O massacre da natureza. São Paulo: Editora Moderna; Weiss B. Crime times concerns raised about pesticides’ effects. Research Reviews and Information on Biological Causes of Criminal, Violent and Psychopathic Behavior 1998; 4: Rozemberg B, Peres F. Reflexões sobre a educação relacionada aos agrotóxicos em comunidades rurais. In: Peres F, Moreira JC, organizadores. É veneno ou é remédio? Agrotóxicos, saúde e ambiente. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; p

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