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Drª Gisele Masson Universidade Estadual de Ponta Grossa.

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1 Drª Gisele Masson Universidade Estadual de Ponta Grossa

2 “Na perspectiva materialista histórica, o método está vinculado a uma concepção de realidade, de mundo e de vida no seu conjunto. A questão da postura, neste sentido, antecede ao método. Este constitui-se numa espécie de mediação no processo de apreender, revelar e expor a estruturação, o desenvolvimento e transformação dos fenômenos sociais.” (FRIGOTTO, 2001, p.77)

3 - Economia política clássica, sobretudo britânica, do século XVII até meados do século XIX: Petty, Locke, Hobbes, Hume, Smith, Malthus, Ricardo. Economia política francesa: Quesnay, Turgot, Sismondi, Say. - Tradição filosófica grega e alemã: Espinosa, Leibniz, Kant, Hegel. - Socialismo utópico francês: Saint-Simon, Fourier, Babeuf, Proudhon.

4 “A conclusão geral a que cheguei e que, uma vez adquirida, serviu de fio condutor dos meus estudos, pode formular-se resumidamente assim: na produção social da sua existência, os homens estabelecem relações determinadas, necessárias, independentes da sua vontade, relações de produção que correspondem a um determinado grau de desenvolvimento das forças produtivas materiais. O conjunto destas relações de produção constitui a estrutura econômica da sociedade, a base concreta sobre a qual se eleva uma superestrutura jurídica e política e à qual correspondem determinadas formas de consciência social. O modo de produção da vida social, política e intelectual em geral. Não é a consciência dos homens que determina o seu ser; é o seu ser social que, inversamente, determina a sua consciência [...]”

5 “[...] Ao considerar tais alterações é necessário sempre distinguir entre a alteração material – que se pode comprovar de maneira cientificamente rigorosa – das condições econômicas de produção, e as formas jurídicas, políticas, religiosas, artísticas ou filosóficas, em resumo, as formas ideológicas pelas quais os homens tomam consciência deste conflito, levando-o às suas últimas consequências [...].”

6 FORÇAS PRODUTIVAS E RELAÇÕES SOCIAIS DE PRODUÇÃO RELAÇÕES SOCIAIS ENTRE OS QUE DETÊM OS MEIOS DE PRODUÇÃO E OS QUE POSSUEM FORÇA DE TRABALHO BURGUESES E PROLETÁRIOS ANTAGONISMO DE CLASSES SISTEMA JURÍDICO SISTEMA POLÍTICO SISTEMA RELIGIOSO SISTEMA FILOSÓFICO Dentre outros...

7 ESTRUTURA ECONÔMICA DA SOCIEDADE SUPERESTRUTURA

8 “Segundo a concepção materialista da história, o fator que,em última instância, determina a história é a produção e a reprodução da vida real. Nem Marx nem eu afirmamos, uma vez sequer, algo mais do que isso. Se alguém o modifica, afirmando que o fator econômico é o único fato determinante, converte aquela tese numa frase vazia, abstrata e absurda. A situação econômica é a base, mas os diferentes fatores da superestrutura que se levanta sobre ela – as formas políticas da luta de classes e seus resultados, as constituições que, uma vez vencida uma batalha, a classe triunfante redige, etc, as formas jurídicas, e inclusive os reflexos de todas essas lutas reais no cérebro dos que nelas participam, as teorias políticas, jurídicas, filosóficas, as ideias religiosas e o desenvolvimento ulterior que as leva a converter-se num sistema de dogmas – também exercem sua influência sobre o curso das lutas históricas e, em muitos casos, determinam sua forma, como fator predominante. “

9 “Trata-se de um jogo recíproco de ações e reações entre todos esses fatores, no qual, através de toda uma infinita multidão de acasos (isto é, de coisas e acontecimentos cuja conexão interna é tão remota ou tão difícil de demonstrar que podemos considerá-la inexistente ou subestimá-la), acaba sempre por impor-se, como necessidade, o movimento econômico. Se não fosse assim, a aplicação da teoria a uma época histórica qualquer seria mais fácil que resolver uma simples equação de primeiro grau. Nós mesmos fazemos nossa história, mas isto se dá, em primeiro lugar, de acordo com premissas e condições muito concretas. Entre elas,as premissas e condições econômicas são as que decidem, em última instância. No entanto, as condições políticas e mesmos a tradição que perambula como um duende no cérebro dos homens também desempenham seu papel, embora não decisivo. “

10 “ [...] Além disso, tomo a liberdade de pedir-lhe que estude esta teoria nas fontes originais e não em obras de segunda mão – fica, na verdade, muito mais fácil. Marx dificilmente escreveu um único trabalho em que esta teoria não desempenhasse seu papel. (...) Se os mais jovens insistem, às vezes, mais do que devem, sobre o aspecto econômico, a culpa em parte temos Marx e eu mesmo. Face aos adversários, éramos forçados a sublinhar este princípio primordial que eles negavam e nem sempre dispúnhamos de tempo, de espaço e de oportunidade para dar a importância devida aos demais fatores que intervêm no jogo das ações e das reações. Tão logo, porém, se devia analisar uma época histórica – e, portanto, aplicar esse princípio, na prática –, as coisas mudavam e desaparecia a possibilidade de erro.Infelizmente, acontece com muita frequência que se pense ter compreendido totalmente uma nova teoria e que se possa manejá-la, sem mais nem menos, pelo simples fato de haver-se assimilado – e nem sempre de maneira exata – suas teses fundamentais. [...]”

11 ESTRUTURA ECONÔMICA DA SOCIEDADE SUPERESTRUTURA

12 “[...] o Estado moderno tenha emergido com a mesma inexorabilidade que caracteriza a triunfante difusão das estruturas econômicas do capital, complementando-as na forma da estrutura totalizadora de comando político do capital.” (p.106) “A formação do Estado moderno é uma exigência absoluta para assegurar e proteger permanentemente a produtividade do sistema.” (p.106)

13 “O Estado moderno constitui a única estrutura corretiva compatível com os parâmetros estruturais do capital como modo de controle sociometabólico. (p.107)

14 “[..] o Estado moderno como única estrutura corretiva viável não surge depois da articulação de formas socioeconômicas fundamentais, nem como mais ou menos diretamente determinado por elas. Não há dúvidas quanto à determinação unidirecional do Estado moderno por uma base material independente, pois a base socioeconômica do capital é totalmente inconcebível separada de suas formações de Estado. Assim, é certo e apropriado falar de “correspondência” e “homologia” apenas em relação às estruturas básicas do capital [...]” (p.117)

15 “[...] seria completamente equivocado descrever o próprio Estado como uma superestrutura. Na qualidade de estrutura totalizadora de comando político do capital (o que é absolutamente indispensável para a sustentabilidade material de todo o sistema), o Estado não pode ser reduzido ao status de superestrutura. Ou melhor, o Estado em si, como estrutura de comando abrangente, tem sua própria superestrutura – a que Marx se referiu apropriadamente como “superestrutura legal e política” – exatamente como as estruturas reprodutivas materiais diretas têm suas próprias dimensões superestruturais.” (p.119)

16 “Como estrutura de comando político abrangente do sistema do capital, o Estado não pode ser autônomo, em nenhum sentido, em relação ao sistema do capital, pois ambos são um só e inseparáveis. Ao mesmo tempo, o Estado está muito longe de ser redutível às determinações que emanam diretamente das funções econômicas do capital. Um Estado historicamente dado contribui de maneira decisiva para a determinação – no sentido já mencionado de co-determinação – das funções econômicas diretas, limitando ou ampliando a viabilidade de algumas contra outras.” (p.119)

17 ESTRUTURA ECONÔMICA DA SOCIEDADE SUPERESTRUTURA CO-DETERMINAÇÃO

18 “Os mesmos homens que estabelecem as relações sociais de acordo com a sua produtividade material produzem também os princípios, as ideias, as categorias, de acordo com as suas relações sociais. Por isso, essas ideias, essas categorias, são tão pouco eternas como as relações que exprimem. São produtos históricos e transitórios.” (MARX, 2001, p.98, grifo do autor)

19 Lukács (2010, p. 228) destaca que devemos tratar “[...] as categorias não como princípios de formação lógicos ou gnosiológicos no interior do conhecimento, mas como determinações do próprio ser [...].”

20 As categorias advêm da própria realidade, portanto, são determinações da existência e não temas “gnosioepistêmicos”. Chasin (2009) destaca que não há uma questão de método no pensamento marxiano.

21 “Se por método se entende uma arrumação operativa, a priori, da subjetividade, consubstanciada por um conjunto normativo de procedimentos, ditos científicos, com os quais o investigador deve levar a cabo seu trabalho, então não há método em Marx.” (CHASIN, 2009, p. 89)

22 Todavia, segundo Chasin (2009, p. 90), é possível captar e expor as linhas mestras da concepção de Marx em quatro tópicos: a) a fundamentação ontoprática do conhecimento; b) a determinação social do pensamento e a presença histórica do objeto; c) a teoria das abstrações; e d) a lógica da concreção. Tais linhas mestras constituem a base do que pode ser chamado de método científico marxiano.

23 Totalidade não significa a apreensão de todos os fatos, mas um conjunto amplo de relações, particularidades e detalhes que são captados numa totalidade que é sempre uma totalidade de totalidades ou, como afirma Lukács, um complexo de complexos.

24 A categoria mediação permite estabelecer as conexões entre os diferentes aspectos que caracterizam a realidade. A totalidade existe nas e através das mediações, pelas quais as partes específicas (totalidades parciais) estão relacionadas, numa série de determinações recíprocas que se modificam constantemente.

25 A contradição promove o movimento que permite a transformação dos fenômenos. O ser e o pensar modificam-se na sua trajetória histórica movidos pela contradição, pois a presença de aspectos e tendências contrários contribui para que a realidade passe de um estado qualitativo a outro.

26 A práxis representa a atividade livre, criativa, por meio da qual é possível transformar o mundo humano e a si mesmo. (MASSON, 2009)

27 ConcretoAbstraçõesConcreto MARX: Real Visão caótica do todo Concreto figurado Abstração Representação como determinação abstrata MARX: Rica totalidade de determinações e de relações Síntese de múltiplas determinações Unidade da diversidade Reprodução do concreto pela via do pensamento MARX: Determinação mais precisa Análise Abstrações mais delicadas

28 ConcretoAbstraçõesConcreto KOSIK: Pseudoconcreticidade Claro-escuro de verdade e engano Fenômeno Aparência Impressão sensível KOSIK: Detour Decompor o todo para reproduzir espiritualmente a sua estrutura a fim compreendê-la Coerência interna da coisa KOSIK: Essência Concreticidade Reprodução do concreto pela via do pensamento Conceito

29 ConcretoAbstraçõesConcreto KOPNIN: Conhecimento sensorial-concreto Contemplação da realidade Conhecimento experimental Abstração elementar Parte do simples KOPNIN: Representação do movimento pelo pensamento Abstração autêntica que descobre novos aspectos do objeto Leis do movimento dos fenômenos KOPNIN: Conhecimento concreto Conhecimento mais profundo e substancial dos fenômenos da realidade Categorias Chega ao complexo

30 ConcretoAbstraçõesConcreto CHEPTULIN: Prática Fenômeno: manifestação exterior da essência CHEPTULIN: Captar o aspecto interior da coisa: a causa, a necessidade, a lei, a essência CHEPTULIN: Categorias: refletem ligações e aspectos universais do mundo exterior Essência: conjunto de ligações e aspectos internos Prática

31 CHEPTULIN, A. A dialética materialista : cate-gorias e leis da dialética. São Paulo: Alfa-Omega, FRIGOTTO, G. O enfoque da dialética materialista histórica na pesquisa educacional. In: FAZENDA, I. (Org.). Metodologia da pesquisa educacional. 7.ed. São Paulo: Cortez, KOPNIN, P. V. A dialética como lógica e teoria do conhecimento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, KOSIK, K. Dialética do concreto. 7. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

32 KUENZER, A. Z. Desafios teórico-metodológicos da relação trabalho-educação e o papel social da escola. In: FRIGOTTO, G. (Org.). Educação e crise do trabalho: perspectivas de final de século. Petrópolis: Vozes, MARX, K. O Capital. v ed. São Paulo: Nova Cultural, _____. Miséria da Filosofia: resposta à filosofia da miséria do senhor Proudhon. São Paulo: Centauro, ______. Contribuição à crítica da economia política. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

33 MASSON, G. Políticas de formação de professores: as influências do neopragmatismo da agenda pós-moderna. 2009, 245 f. Tese (Doutorado em Educação) – Centro de Ciências da Educação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2009.


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