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Introdução à Teologia II II – NOÇÕES BÁSICAS DE ECLESIOLOGIA.

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Apresentação em tema: "Introdução à Teologia II II – NOÇÕES BÁSICAS DE ECLESIOLOGIA."— Transcrição da apresentação:

1 Introdução à Teologia II II – NOÇÕES BÁSICAS DE ECLESIOLOGIA

2 2.1 DELINEAMENTO

3 Eclesiologia: suo tratado ou a parte da Teologia que estuda a Igreja:  sua origem;  sua natureza;  sua constituição;  sua missão;  sua relação com o mundo etc.

4 Pode-se dizer que o referido tratado não remonta às origens da Igreja. Quando se analisa o Novo Testamento, constata-se que não há qualquer sistematização de uma doutrina sobre a Igreja.

5 Como observa Salvador Pié-Ninot, “os estudos atuais sobre a história da Eclesiologia estão de acordo em situar o verdadeiro nascimento do tratado ‘ De Ecclesia ’ na obra de Tiago de Viterbo, ‘ De Regimine Christiano ’, publicada em ”.

6 Nos primeiros séculos, a eclesiologia era mais vida e consciência do que teologia sistemática. Isso não significa que não tivessem uma consciência viva, clara e precisa do que é a Igreja.

7 Considera-se que de tal modo o tema da Igreja estava presente em suas reflexões que um tratado particular sobre ela seria desnecessário...

8 Porém, parece evidente que o surgimento de um tratado a seu respeito se fez inevitável quando ela começou a ser questionada (por diversos fatores) na história.

9 Certamente, “em todas as épocas houve problemas com a Igreja. Nem poderia ser diferente quando a ação divina é veiculada pela atuação humana, sempre caracterizada por fraqueza, imperfeição, falibilidade e maldade ”. [Siegfried WIEDENHOFER]

10 O fato é que, atualmente, algumas perguntas são inevitáveis.

11 O que é a Igreja? Por que tenho que crer nela? Por que aceitar a sua mediação e não relacionar-me diretamente com Cristo? Que garantias tenho de que Cristo fundou a Igreja e de que ela não seja simplesmente uma iniciativa humana? Qual é a sua finalidade? O que é a Igreja? Por que tenho que crer nela? Por que aceitar a sua mediação e não relacionar-me diretamente com Cristo? Que garantias tenho de que Cristo fundou a Igreja e de que ela não seja simplesmente uma iniciativa humana? Qual é a sua finalidade?

12 Uma vez que no presente curso deseja-se somente oferecer “noções básicas de Eclesiologia”, será necessário deter-se apenas à algumas dessas questões: a origem e a natureza da Igreja, sua existência como condição para a fé em Cristo Jesus e, por fim, sua manifestação no mundo como “uma comunidade a caminho”.

13 2.2 A ORIGEM E A NATUREZA DA IGREJA

14 Para compreender a origem e a natureza da Igreja, a Eclesiologia necessariamente deve considerar sua relação com Jesus. Para isso, parte-se do estudo da Igreja, enquanto fenômeno histórico originado no movimento de Jesus, para depois, proceder a análise de sua natureza a partir de algumas imagens e símbolos provenientes do Novo Testamento e da Tradição cristã.

15 2.2.1 Jesus, o Reino de Deus e a origem da Igreja

16 A questão da formação da Igreja e de sua relação com Jesus é algo fundamental para a fé cristã, pois se torna muito comum em nossos dias a oposição entre Cristo e a Igreja.

17 Por exemplo, no início do século XX, o teólogo e filósofo francês Alfred Loisy ( ), modernista, afirmara: “Jesus pregou o reino de Deus, e o que veio foi a Igreja”. Com essa frase, quis dar a entender que a Igreja não foi desejada por Deus.

18 Segundo o então Cardeal J. Ratzinger, pode-se compreender este pensamento de Loisy, primeiramente, quando se observa que Jesus, em sua mensagem, não anunciou imediatamente o advento da Igreja, mas do Reino de Deus e, ainda, quando se constata que existem 122 passagens do Novo Testamento falando do Reino de Deus (das quais 99 pertencem aos Evangelhos Sinóticos e 90 são diretamente palavras de Jesus).

19 Além disso, é curioso “o fato de os evangelhos não falarem de Igreja, a não ser por apenas duas vezes (Mt 16,18 e 18,17), e numa delas a Igreja é anunciada como um acontecimento futuro, não como algo já existente”.

20 Diante da aparente contradição, a primeira questão a ser investigada é se a fundação da Igreja corresponde ou não à intenção de Cristo. Para isso é preciso buscar o testemunho do Novo Testamento.

21 Como fora afirmado nos estudos de Cristologia, todos os exegetas estão de acordo que o centro da pregação de Jesus é a chegada do Reino de Deus. Porém, note-se que Jesus, junto com a pregação do Reino, buscava ao mesmo tempo a formação de uma comunidade.

22 De acordo com os Santos Evangelhos, realmente, o Senhor Jesus começou sua obra proclamando a iminência do Reino de Deus e convidando o povo à conversão (cf. Mc 1,14s). Porém, tal proclamação inaugurou um movimento peculiar: na Palestina, no século primeiro da era cristã, no contexto de seu povo judeu, iniciou um grupo de discípulos que desencadeou o processo histórico assumido como origem e fundamento da Igreja.

23 De fato, os Evangelhos falam claramente que Jesus busca formar um grupo de discípulos. Para a verificação da causa em epígrafe, esse dado é de suma importância. No caso, a formação desse grupo encontra-se entre o que se pode chamar “experiências fundantes da Igreja”, pois sua constituição pode ser assumida como “ponto de partida” de seu movimento (Mt 4,17-22; Mc 1,14-20; Lc 5,1-11).

24 Assim, analisando os textos evangélicos, pode-se perceber claramente que Jesus não se entende como um indivíduo isolado.

25 Um fato que historicamente não pode ser colocado em dúvida e que revela a vontade de Cristo de reunir ao redor de si o novo povo messiânico é a instituição dos Doze (cf. Mc 3,13-19; Lc 6, 12-19; Mt 10,1-4; At 1,13). Com a escolha dos doze Apóstolos, Jesus mostra seu desejo de fundar o novo Israel. Lembre-se de que o antigo povo era constituído em doze tribos, a partir dos doze filhos de Jacó. Assim, parece que Jesus se apresenta como patriarca de um novo Israel.

26 De fato, a este número é dada muita importância na Igreja primitiva, de tal modo que aos apóstolos simplesmente são chamados de “os doze”. Sua primeira missão consiste simplesmente em ser doze, e a ela se acrescentam, logo a seguir mais duas funções: “para estarem com ele e para enviá-los” (Mc 3,14).

27 Este número que os reúne em uma comunidade claramente delimitada, é de tal importância, que é completado outra vez depois da traição de Judas (At 1,15-26).

28 O grupo dos doze está em toda a trama do evangelho. É o grupo com o qual Jesus convive pessoalmente e ao qual instrui de forma particular. Porém, ao contrário do que acontecia com os discípulos dos rabinos, é Jesus quem os escolhe.

29 Por sua vez, o grupo dos Setenta ou Setenta e Dois, do qual São Lucas fala, completa esse simbolismo: setenta ou setenta e dois era, segundo a tradição judaica (Gn 10; Ex 1,5; Dt 32,8), o número das nações do mundo.

30 Os setenta e dois discípulos significam que Jesus reivindica para si toda a humanidade, que deve tornar-se sua discípula: são o sinal que o novo Israel abrangerá todos os povos da terra. Note-se que os Setenta e dois são enviados por Cristo para continuarem sua missão (cf. Jo 17,18; 20,21).

31 E, por fim, o último dado: a instituição da Eucaristia na Última Ceia, na noite anterior à sua Paixão.

32 Trata-se da conclusão de uma aliança e, como aliança, é fundação concreta de um novo povo que se torna povo por sua aliança com Deus, através da comunhão no corpo e no sangue de Jesus. Ele incorporou em sua pregação a ideia de aliança proveniente do Antigo Testamento, mas, com um novo centro: “ser um” no Corpo dele.

33 Como se vê, ao longo de sua vida, o Senhor Jesus foi colocando as bases de uma Igreja que se manifestaria propriamente no dia de Pentecostes.

34 Por isso não existe oposição entre o Reino que Cristo buscou e a Igreja que convocou. A Igreja e o Reino nascem juntos e coincidirão plenamente no céu. Aqui não coincidem plenamente porque pode haver membros da Igreja que não vivam em graça e podem dar-se também homens fora dela que vivam o amor de Deus.

35 Enquanto isso, a Igreja vem a ser germe e o princípio do Reino. A presença e a comunidade que o Reino cria são o resultado da chegada do Reino e a razão de si mesma está em função do Reino.


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