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- As diferentes manifestações de violência urbana têm importância crescente na sociedade brasileira. - Abrange o espaço escolar e expressa no seu.

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4 - As diferentes manifestações de violência urbana têm importância crescente na sociedade brasileira. - Abrange o espaço escolar e expressa no seu cotidiano por meio de preconceitos, intolerâncias e outras expressões.

5 - As relações estabelecidas na comunidade escolar no desenvolvimento das atividades pedagógicas estão permeadas, de modo contundente ou sutil, por variadas formas de violência, reproduzindo a vida social extramuro escolar. - A violência escolar tem suscitado investigações não apenas em razão da contradição que ela representa em relação à missão educativa da escola, mas também pelas consequências a longo prazo que dela podem decorrer (Olweus, 1993).

6 - A violência na escola + desigualdade social + frustração de expectativas de ascensão e consumo = violência² - Considera-se que existe tanto a violência na escola como a da escola.

7 Violência na escola = violências produzidas fora da escola e que atravessam seus muros. Violência da escola = Se refere às práticas efetivadas pelos próprios atores escolares, engendrada nas especificidades das relações escolares como agressões morais, psicológicas e físicas; discriminação racial, de gênero, política e de opção sexual; incentivo e reforço a estereótipos;

8 A palavra bullying é derivada do verbo inglês bully, que significa usar a superioridade física para intimidar alguém. Também pode ser empregada como adjetivo, no sentido de valentão ou tirano (Weiszflog, 2008).

9 É caracterizado pela presença de comportamentos agressivos, cruéis, intencionais e repetitivos adotados por uma ou mais pessoas contra outras, sem motivação evidente. Bullying = zoar, intimidar, humilhar, ameaçar, excluir, difamar e tantas outras. Tal comportamento se manifesta também por atos repetidos de opressão, discriminação, intimidação, xingamentos, chacotas, tirania, agressão a pessoas ou grupos. (Fante, 2005; Almeida, 2008).

10 Compreender as formas como a violência se apresenta no âmbito escolar é um grande desafio a ser enfrentado pelos gestores, pais e educadores. Essas informações podem ajudar no enfrentamento desse grave problema e na busca de um agir educativo.

11 “De que forma o bullying influencia e impacta no desenvolvimento do ser humano?”

12  O presente trabalho traz uma compreensão do fenômeno bullying no contexto escolar acerca do desenvolvimento biopsicossocial do adolescente tendo como apoio a teoria bioecológica de Urie Bronfenbrenner.  Assim sendo, objetiva-se analisar e compreender a ocorrência do fenômeno bullying nas escolas, as circunstâncias em que ocorre e sua frequência.  Verificar suas causas e algumas possíveis consequências que se podem acarretar a vítima - que sofre o ato de agressão, e o autor, quem o pratica.

13 A escola, vista como uma instituição de ensino deve zelar e estar comprometida com a aprendizagem e o bem estar da criança. Todavia, esse ambiente que deveria ser agradável e sadio tem sido palco de atitudes frequentes, que envolvem atos de violência entre os alunos, ficando evidente, dessa forma, a conduta bullying.

14 - O Bullying – PROBLEMA MUNDIAL disseminado em todas as escolas - privadas e públicas, o que vem se expandindo nos últimos anos. - Propagação significativa da violência entre os alunos. - Por outro lado, consequências que geram, por muitas vezes, danos e traumas irreparáveis na vida do indivíduo, como por exemplo, problemas comportamentais e emocionais – a curto e a longo prazo.

15 - Por fim, acredita-se que a relevância deste trabalho é estimular a reflexão acerca do tema estudado, para que, tanto pais quanto professores e demais agentes que atuam com jovens e crianças, saibam lidar com a situação e combatê-la ou preveni-la de forma menos traumática e mais eficaz, a fim de que sejam evitadas as nefastas consequências dessa prática.

16 É um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas que ocorrem sem motivação evidente, adotado por um ou mais alunos contra outro (s), causando dor, angústia e sofrimento. Insultos, intimidações, apelidos cruéis, gozações que magoam profundamente, acusações injustas, atuação de grupos que hostilizam, ridicularizam e infernizam a vida de outros alunos levando-os à exclusão, além de danos físicos, morais e materiais [...] (FANTE, Cleo – 2005, p. 48).

17 Por um lado, as vítimas sofrem uma deterioração da sua autoestima, e do conceito que tem de si, por outro, os agressores também precisam de auxílio, visto que sofrem grave deterioração de sua escala de valores e, portanto, de seu desenvolvimento afetivo e moral.

18 - A prática do bullying é considerada muitas vezes pelos pais e professores como brincadeiras de criança, briguinhas que envolvem xingamentos e ofensas, mas que passam e, em alguns momentos são desvalorizadas e a até ignoradas. O bullying = agressão que se apresenta de forma velada que causa dor, angústia e sofrimento.

19 É oportuno que os pais façam uma reflexão profunda sobre as suas próprias condutas em relação aos filhos e sobre o modelo de educação familiar, predominante em casa, que vem sendo aplicado. O que o meu filho está aprendendo tem relação com aquilo que “ele pensa” que está sendo ensinado?

20 Bullying Direto e Bullying Indireto

21 A forma direta é utilizada com maior frequência entre agressores meninos. E as atitudes mais usadas pelos bullies são os insultos, xingamentos, apelidos ofensivos por um período prolongado, comentários racistas, agressões físicas – empurrões, tapas, chutes – roubo, extorsão de dinheiro, estragar objetos dos colegas e obrigar a realização de atividades servis.

22 A indireta, por sua vez, é mais comum entre o sexo feminino, tendo como características atitudes que levam a vítima ao isolamento social. O bullying indireto compreende atitudes de difamações, realização de fofocas e boatos cruéis, intrigas, rumores degradantes sobre a vítima e seus familiares e atitudes de indiferença.

23 Se trata da utilização dos meios de comunicação” - desde que sejam anônimos, para adoção de comportamentos produzidos de forma repetitiva, por um período prolongado de tempo, de um indivíduo ou grupo contra uma mesma vítima.

24 Agressor, Vítima e Espectador. Agressores ou Bullies: vitimizam os mais fracos, conseguindo, muitas vezes, o auxílio dos demais alunos para se auto-afirmarem. A conduta do agressor, normalmente, caracteriza-se pela dominação e imposição mediante o poder e a ameaça para conseguir aquilo que almeja. Pertence a famílias, por vezes, em que há ausência de carinho, diálogo, presença dos pais e limites.

25  Os bullies, geralmente, se envolvem em situações antissociais e de risco, quais sejam: roubo, drogas, álcool, tabaco, vandalismo e brigas. Importante mencionar que tais autores sentem dificuldades em aceitar as normas que lhe são impostas; não aceitam ser contrariados; não toleram atrasos; são maus-caráter; têm como característica a impulsividade, a irritabilidade e baixa resistência a frustrações.

26 Vítima típica: é pouco sociável, sofre repetidamente as consequências dos comportamentos agressivos de outros, possui aspecto físico frágil, coordenação motora deficiente, extrema sensibilidade, timidez, passividade, submissão, insegurança, baixa autoestima, alguma dificuldade de aprendizado, ansiedade e aspectos depressivos. Sente dificuldade de impor-se sobre ao grupo, tanto física quanto verbalmente.

27 Vítima provocadora: refere-se àquela que atrai e provoca reações agressivas contra as quais não consegue lidar. Tenta brigar ou responder quando é atacada ou insultada, mas não obtém bons resultados. Pode ser hiperativa, inquieta, dispersiva e ofensora. É, de modo geral, tola, imatura, de costumes irritantes e quase sempre é responsável por causar tensões no ambiente em que se encontra.

28 Vítima agressora: reproduz os maus-tratos sofridos. Como forma de compensação procura uma outra vítima mais frágil e comete contra esta todas as agressões sofridas na escola, ou em casa, transformando o bullying em um ciclo vicioso.

29 Estes assistem à prática da violência e não se manifestam, quer seja, para interferir na defesa da vítima ou para denunciar o feito. Simplesmente se mantêm inertes.

30 Comportamento da Vítima na escola: - durante o recreio está frequentemente isolado e separado do grupo, ou procura ficar próximo do professor ou de algum adulto. - na sala de aula tem dificuldade em falar diante dos demais, mostrando-se inseguro e ansioso. - nos jogos em equipe é o último a ser escolhido. - apresenta-se comumente com aspecto contrariado, triste, deprimido ou aflito.

31 - apresenta desleixo gradual nas tarefas escolares. - apresenta ocasionalmente contusões, feridas, cortes, arranhões ou a roupa rasgada, de forma não natural. - falta às aulas com certa frequência (absentismo). - perde constantemente os seus pertences. (OLWEUS apud FANTE – P. 75)

32 Comportamento da Vítima em casa: - apresenta, com frequência, dores de cabeça, pouco apetite, dor de estômago, tonturas, sobretudo de manhã. - muda o humor de maneira inesperada, apresentando explosões de irritação. - regressa da escola com as roupas rasgadas ou sujas e com o material escolar danificado. - apresenta aspecto contrariado, triste, deprimido, aflito ou infeliz.

33 - apresenta desculpas para faltar às aulas. - raramente possui amigos, ou possui ao menos um amigo para compartilhar seu tempo livre. - pede dinheiro extra à família ou furta. apresenta gastos altos na cantina da escola. (OLWEUS apud FANTE – P. 75).

34 Comportamento do Agressor na escola: - faz brincadeiras ou gozações, além de rir de modo desdenhoso e hostil. - coloca apelidos ou chama pelo nome ou sobrenome dos colegas, de forma malsoante; insulta, menospreza, ridiculariza, difama. - faz ameaças, dá ordens, domina e subjuga. Incomoda, intimida, empurra, picha, bate, envolve-se em discussões e desentendimentos. - pega dos outros colegas materiais escolares, dinheiro, lanches e outros pertences, sem o consentimento. (OLWEUS apud FANTE – P. 77).

35 Comportamento do Agressor em casa: - regressa da escola com as roupas amarrotadas e com ar de superioridade. - apresenta atitude hostil, desafiante e agressiva com os pais e irmãos, chegando a ponto de atemorizá-los sem levar em conta a idade ou a diferença de força física. - é habilidoso para sair-se bem de ‘situações difíceis’. - exterioriza ou tenta exteriorizar sua autoridade sobre alguém. - porta objetos ou dinheiro sem justificar sua origem (OLWEUS apud FANTE – p. 77).

36 - Comportamentos deliberados e danosos, produzidos de forma repetitiva num período prolongado de tempo contra uma mesma vítima. - Apresentam uma relação de desequilíbrio de poder, o que dificulta a defesa da vítima. - Não há motivos evidentes.

37 - Acontece de forma direta, por meio de agressões físicas (bater, chutar, tomar pertences) e verbais (apelidar de maneira pejorativa e discriminatória, insultar, constranger). - De forma indireta, caracteriza-se pela disseminação de rumores desagradáveis e desqualificantes, visando à discriminação e exclusão da vítima de seu grupo social.

38 - Influências familiares, por adotarem modelos autoritários e repressores. - Um ambiente familiar superprotetor também pode desencadear o acometimento do bullying, visto que a criança se tornará dependente de outros, buscando a atenção e aprovação de suas atitudes pelos pais.

39 - Relação negativa com os pais, uma vez que os mesmos não demonstram interesse pelo filho. - Fatores econômicos, sociais e culturais. - Influência de colegas. - As relações de desigualdade e de poder existentes no ambiente escolar.

40 - As consequências da prática do bullying afetam todos os protagonistas do fenômeno. - Podem se estender e trazer prejuízos no futuro, como por exemplo nas relações de trabalho, na constituição da família e na posterior criação dos filhos. - Crianças que são vítimas de bullying podem apresentar “explosões de cólera e episódios transitórios de paranoia ou psicose, comprometendo a regulagem da emoção e da memória”

41 - Pode “acarretar problemas no desenvolvimento psíquico e comportamento, gerando insegurança e dificuldade em se relacionar com o outro. - Desencadeam-se, ainda, no processo educacional, alguns aspectos negativos, como, “queda do rendimento escolar, falta de interesse pelos estudos, absentismo, déficit de concentração e de aprendizagem, reprovação e evasão escolar”. (FANTE, Cleo – 2005, p. 78)

42 - O agressor, em contrapartida, poderá desenvolver condutas antissociais e comportamentos delinquentes, quais sejam: Agregação a grupos delinquentes, agressão sem motivo aparente, uso de drogas, porte ilegal de armas, furtos, indiferença à realidade que o cerca, crença de que deve levar vantagem em tudo, crença de que é impondo–se com violência que conseguirá obter o que quer na vida... afinal foi assim nos anos escolares (FANTE Op cit, p. 81).

43 - Compreensão do Desenvolvimento Humano a partir da Teoria Bioecológica proposta por Urie Bronfenbrenner. - Este propõe que o desenvolvimento de uma pessoa ocorre a partir de intercâmbios cada vez mais complexos entre seus aspectos biopsicológicos e os outros indivíduos, objetos e símbolos do contexto. - Interação dinâmica de quatro núcleos mutidirecionais e inter-relacionados: o processo, a pessoa, o contexto e o tempo (PPCT) -

44 Processo: são as conexões entre os diferentes níveis, papéis e atividades diárias da pessoa em desenvolvimento. Para se desenvolver intelectual, emocional, social e moralmente um ser humano precisa da participação ativa em interações progressivamente mais complexas e recíprocas com pessoas, objetos e símbolos no ambiente imediato. Para ser efetiva, a interação tem que ocorrer em uma base bastante regular e em períodos estendidos de tempo.

45 O núcleo pessoa - características pessoais que podem influenciar a maneira de os outros interagirem com o sujeito em desenvolvimento. Existem três características da pessoa que influenciam e moldam o curso do desenvolvimento humano: a) disposições - que podem inibir ou colocar os processos proximais em movimento e continuar sustentando a sua operação; b) recursos - habilidades, experiências e conhecimento para que os processos proximais sejam efetivos ou não em determinada fase de desenvolvimento; e c) - características de demanda que convidam ou desencorajam reações do contexto social e podem nutrir ou romper a operação de processos proximais.

46 O núcleo contexto diz respeito ao meio ambiente global em que o indivíduo está inserido e onde se desenrolam os processos desenvolvimentais. Abrange tanto os ambientes mais imediatos nos quais vive a pessoa em desenvolvimento, como os mais remotos, em que a pessoa nunca esteve, mas que se relacionam e têm o poder de influenciar o curso de desenvolvimento humano. São eles:

47 Microssistema: constitui-se de ambientes do ciclo de relações mais próximas do sujeito. Mesossistema: consiste nas inter-relações entre dois ou mais microssistemas. Macrossistema: envolve e permeia todos os outros ambientes, formando uma rede de interconexões que se diferenciam de uma cultura para outra. O núcleo tempo pode ser entendido como o desenvolvimento no sentido histórico. Refere-se tanto às continuidades quanto às mudanças e interrupções ao longo do ciclo vital do indivíduo e das gerações.

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49 - Esse modelo de compreensão do desenvolvimento humano reforça a importância de considerar o bullying como um fenômeno relacional que sofre influência de diversos sistemas. - O autor de maus-tratos não apenas é um agente produtor da violência, mas pode também ter tido seu desenvolvimento moldado pela violência.

50 - Pode reproduzir padrões relacionais de outros microssistemas nos quais participa ou que foram aprendidos como meio de resolução de problemas. - Há evidências de que esse padrão relacional resulta de comportamento aprendido precocemente (em torno dos dois anos de idade) e pode manifestar-se através de atos de violência física ou emocional e assumir formas diretas ou indiretas de ameaça.

51 - Os subsistemas comumente envolvidos neste fenômeno são os microssistemas, os mesossistemas, os exossistemas e os macrossistema. Os microssistemas compreendem: escolas muito permissivas, sem regras claras ou não preocupadas com o cumprimento de regras, onde impera a crença de que episódios de bullying não passam de brincadeiras e/ou que problemas de mau comportamento são de responsabilidade da família, etc.; famílias com dificuldades em colocar limites, pouco participantes da vida dos filhos, podendo chegar à negligência, com padrões de relacionamento que, no caso dos autores, incluem desrespeito, agressividade ou violência, etc.;

52 (...) Vizinhança e comunidade pouco participativa ou ativa na vida/comportamento das crianças e adolescentes, com alta tolerância para com o desrespeito, agressividade e violência e outros comportamentos. Mesossistemas: podem contribuir com bullying quando há pouca ou nenhuma inter- relação entre os microssistemas ou a comunicação entre eles é falha, tais como pouca ou nenhuma participação das famílias no contexto escolar ou conflitos entre família e escola.

53 Exossistemas: incluem os ambientes de trabalho, lazer e hobbies das pessoas significativas envolvidas com bullying, nos quais há alta tolerância em relação a atitudes de desrespeito, agressividade e violência, o que por sua vez, contribui para naturalizar a violência e, consequentemente, o bullying.

54 Estes subsistemas podem exigir em demasia a presença e atenção, por exemplo, dos pais/professores/coordenadores, o que os torna pouco disponíveis para atentar para os comportamentos e sentimentos dos filhos/alunos envolvidos em episódios de bullying; Podem incluir também os ambientes onde são traçadas as políticas públicas e educacionais que não conhecem, que não trabalham com vista à prevenção e diminuição do bullying.

55 Macrossistema: inclui todo o sistema educacional e a cultura do país/continente, bem como a subcultura regional. Ressaltam-se as especificações da cultura ocidental, tais como o patriarcado, o capitalismo, o individualismo, o racismo, a competitividade e o adultismo como incentivadoras e promotoras de bullying. O patriarcado contribui com concepções socialmente transmitidas a respeito das diferenças de gênero.

56 Os discursos racistas fomentam o surgimento de julgamentos preconceituosos e nos levam a hierarquizar as relações e ao sectarismo social. O adultismo, compreendido como valoração exclusiva do saber e poder adulto, contribui para o desrespeito às crianças e adolescentes, uma vez que os considera incapazes de emitir opinião e de participar das decisões que os afetam.

57 Os processos e o tempo referentes ao bullying caracterizam-se por episódios constantes, recorrentes e progressivamente complexos, os quais iniciam com pequenas zombarias e intimidações e chegam, em muitos casos, a atos de violência de fato. As crianças que sofrem bullying, dependendo de suas características individuais e de suas relações com os meios em que vivem, especialmente do meio familiar, poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos na escola.

58 Poderão crescer com uma autoimagem negativa, baixa autoestima e depressão, e desenvolver sérios problemas de relacionamento, marcados pela desconfiança e insegurança no tocante a vínculos. Podem vir a assumir também um comportamento agressivo, podendo em seu futuro vir a sofrer ou a praticar o bullying. Em casos extremos, alguns deles podem tentar ou vir a cometer suicídio.

59  Os dados analisados a seguir referem-se às inferências de estudantes entrevistados à compreensão e interpretação do fenômeno bullying.  O nome dos entrevistados foram substituídos pelas letras A, B, C e D e o nome da escola onde os entrevistados estudam também não foi descrito.

60 ANÁLISE TEMÁTICA DE CONTEÚDO Perspectiva sobre o fenômeno Bullying Construção de um conceito para o tema abordado Sujeito A  Bullying – agressão verbal (psicologia) que pode ser acompanhado por agressão física (ou não) de forma repetitiva. – Os dois tipos de agressão são ruins. Não há como classificar uma pior que a outra, pois tem pessoas que se recuperam fácil de uma agressão física, mas não psicológica e vice-versa. (Isso quando existe recuperação). – As escolas não tem nenhum preparo (em termo de profissionais) para dar algum tipo de preparo para os alunos.

61 Sujeito B  Para mim Bullying é a prática de agressão – verbal e física ao próximo por um motivo inútil. Sujeito C  Bullying é quando agredimos uma pessoa fisicamente e ou psicologicamente. – Só concideram Bullying uma ação que se repete com frequência. Sujeito D  Bullying é uma forma de preconceito que pode ser realizada fisicamente ou verbalmente. – Muitas vezes o bullying verbal é pior porque fica difícil perceber quem são as vítimas se elas não se pronunciarem, já o físico, muitas vezes pode estar visível e mais fácil de perceber.

62 Nessa categoria sobre a construção de um conceito para o tema abordado, representada no quadro 1, os entrevistados pontuaram a forma como eles entendem o fenômeno Bullying. Antes mesmo de qualquer consideração, é preciso salientar que é surpreendente o nível de desinformação com relação ao fenômeno estudado.

63 - Os alunos não têm a menor noção acerca de um tema que os atinge diretamente e que a maioria, mesmo desconhecendo a nomenclatura, já vivencia/ vivenciou na própria pele. - É de se questionar o papel dos educadores nessa situação, uma vez que cabe a eles orientar, esclarecer e familiarizar os alunos com relação a fenômenos desse tipo.

64 Outra situação interessante a considerar pela fala de um aluno entrevistado é que muitas das vezes a situação passa despercebida pelo fato da vítima se demonstrar “impassível / passiva” frente à situação (a prática do bullying), e quando ela se mostra “no canto dela” – quieta - tal fato torna-se aparentemente normal.

65 Se as vítimas do bullying sofrem com a ação de seus algozes, e são torturadas psicológica e fisicamente por eles, é inegável que existe por trás de sua ação passiva muito mais do que a principio pode parecer. Por que um aluno que é humilhado não reage? Por que aceita passivamente os apelidos, os roubos e as agressões verbais e físicas?

66 O medo. O medo. Geralmente, a vítima tem menor estatura ou menos massa muscular do que seu agressor, o que encoraja este a prosseguir com a ação violenta. Mas não é só o aspecto físico que conta. Agindo espertamente, o agressor pode ter como alvo alguém maior e mais forte, e nesse caso, compensa essa desvantagem inicial com a aquisição de compras para sua ação hedionda. A vantagem volta para o lado “do mal”, por meio do elemento numérico.

67 Mas, ainda que o sádico seja mais forte fisicamente, ou que um grupo de opressores esteja em superioridade numérica, ainda assim as vítimas poderiam reagir (...) “se tivessem o apoio de outras pessoas, alguém do seu lado para dar equilíbrio aos pratos dessa balança fracamente desconfortável”. Essa é a verdadeira questão, e que passa despercebida para a maioria dos leigos e para boa parte dos estudiosos.

68 Por outro lado, salvo os casos de maldade congênita, “nascido com o indivíduo; qualidade ou defeito de nascença”, ou aqueles em que essa crueldade é inerente ao aluno. Uma criança que sofre maus-tratos em casa tem muito mais chances de desenvolver um comportamento violento na escola do que aquela que cresce num ambiente de proteção, carinho e compreensão.

69 Não se deve pensar na questão da violência em ambiente escolar, e mais especificamente na problemática do bullying, como se houvesse apenas dois polos envolvidos, dois extremos que têm cada um, o seu ponto de vista e as suas características cheias de prós e contras. Na verdade, a figura geométrica mínima a se utilizar seria um triângulo, pois há, na menor das estimativas, três lados envolvidos.

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71 Abrindo parênteses para a menção de um problema paralelo diagnosticado durante a aplicação dos questionários, percebe-se que há uma deficiência enorme no processo de alfabetização, que se verifica ao longo de toda a jornada escolar do estudante. Então, pergunta-se: do aluno que já deveria ter um domínio razoável da língua materna, e não o tem, pode- se esperar que esteja antenado com os fenômenos sociais como o bullying? Pode-se esperar que esse aluno detenha as condições necessárias para se defender no caso de um ataque verbal ou físico?

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73 A escola desempenha um papel de grande importância no desenvolvimento social de crianças e adolescentes e não pode ser considerada apenas como um espaço destinado à aprendizagem formal ou ao desenvolvimento cognitivo. A educação e os valores morais vêm de CASA.

74 Por tratar-se de um fenômeno relacional, qualquer estratégia, para ser bem-sucedida, deve trabalhar com base nas relações e abranger os diferentes subsistemas da comunidade escolar: alunos, funcionários, educadores, pais e as demais pessoas comprometidas com o desenvolvimento das crianças e adolescentes.

75  FANTE, Cleo. Fenômeno bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. 2. ed. Campinas: Verus,  LOPES NETO, A. A. “Bullying – comportamento agressivo entre estudantes”. Disponível em:. Acesso em: 20 set  SILVA, G. J. “Bullying: quando a escola não é um paraíso” Disponível em:. Acesso em: 7 out


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