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O Mundo do Novo Testamento. I. Ambiente O Evangelho é Palavra encarnada, Palavra que se fez história. Deus não se contentou em observar o mundo do alto,

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Apresentação em tema: "O Mundo do Novo Testamento. I. Ambiente O Evangelho é Palavra encarnada, Palavra que se fez história. Deus não se contentou em observar o mundo do alto,"— Transcrição da apresentação:

1 O Mundo do Novo Testamento

2 I. Ambiente O Evangelho é Palavra encarnada, Palavra que se fez história. Deus não se contentou em observar o mundo do alto, mas “desceu” em meio a nós, pôs a sua tenda no coração da história (Jo 1,14). Encarnou-se em uma particular cultura, viveu em determinada época, e em determinado ambiente: a Palestina helenizada, sob o domínio de Roma: Jo 19,17: Pilatos redigira um letreiro que mandou afixar sobre a cruz: ele trazia esta inscrição: Jesus, o Nazoreu, rei dos judeus. Muitos judeus puderam ler este letreiro, porque o lugar onde Jesus tinha sido crucificado ficava próximo da cidade, e o texto estava escrito em hebraico, latim e grego. o hebraico: a língua bíblica e do lugar (ainda que o povo falasse o aramaico); o grego: a língua “comum” depois das conquistas de Alexandre Magno ( a.C.); o latim: a língua dos dominadores. Assim se encontravam três mundos e três realidades: o ambiente helenístico, herdeiro da grande cultura grega; o ambiente judaico, predominantemente religioso; o ambiente romano, com sua política e leis.

3 1. Roma Lc 3,1-3: No décimo quinto ano do governo de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes, tetrarca da Galiléia, Filipe, seu irmão, tetrarca da região da Ituréia e da Traconítide, e Lisânias, tetrarca de Abilene 2 sob os sumos sacerdotes Anás e Caifás, a palavra de Deus foi dirigida a João, filho de Zacarias, no deserto. 3 Ele percorreu toda a região do Jordão, proclamando um batismo de conversão, com vistas ao perdão dos pecados. No ano 63 a.C., Pompeu entrou no “Santos dos santos” onde o acesso era permitido somente ao Sumo sacerdote. Jesus nasceu[1] quando reinava paz no Império, com César Augusto (31 a.C d.C.).[1] [1]Jesus nasceu no ano 6 a.C. Isto se explica pelo erro cometido pelo monge Dionísio em 525, que introduziu a nova contagem do tempo equiparando o ano 754 da fundação de Roma com o ano 1 d.C. Parece que a causa do erro tenha sido a de ter levado em conta a informação de Lc 3,1.2.23, onde se afirma que Jesus tinha cerca de 30 anos no ano 15º do Imperador Tibério. Dionísio deduziu que Jesus tinha vivido 15 anos sob o Imperador Augusto e colocou o seu nascimento no 28º ano de Augusto, isto é, no ano 754 da fundação de Roma, e então 4 anos depois da morte de Herodes. Segundo Mt 2,1 Jesus nasce no final do reino de Herodes (6 a.C.?). O mesmo evangelista especifica que se trata de Herodes o Grande, porque coloca o retorno do Egito depois de sua morte (4 a.C.), quando reina o seu filho Arquelau. A narração de Lc parece confirmar este fato: fixa o nascimento de João Batista durante o reino de Herodes (Lc 1,5) e aquele de Jesus seis meses depois (Lc 1,26; cfr. Também notas a Lc 3,1 da BJ). [1]

4 a) Herodes, o Grande Vindo da Iduméia, Herodes tomou o poder no ano 47 a.C. na Galiléia, e chegou a rei dos judeus (40 a.C.). Apesar de cínico e sanguinário, foi um hábil político, divulgou a cultura grega, ampliou o templo de Jerusalém, fundou Cesaréia marítima, restaurou diversas fortalezas construindo nelas palácios para si como a de Herodium e Massada. Consciente de não ser tão poderoso para opor-se ao jugo romano, nem popular o bastante para dispensar o seu apoio, procurou sempre agradar a Roma, quaisquer que fossem seus imperadores. ***************** 1) Sucessores: – Arquelau, etnarca da Judéia, Samaria e Iduméia (4 a.C.- 6 d.C.). – Filipe, governou a Batanéia, Traconítide, Gaulanitide, a Auranítide. – Herodes Antipas, irmão de Herodes o Grande, obteve a Galiléia e a Peréia (4 a.C.- 39 d.C.). É o chamado “raposa” por Jesus (Lc 13,31-32). Aprisionou e fez matar João Batista, a pedido de Herodíades, mulher de Filipe, seu irmão (Mt 14,4), que o levou também à ruína.

5 2) Procuradores: Roma se serviu de governadores (“procuradores” ou “prefeitos”) para controlar seu imenso império. Na Palestina e na “diáspora” a justiça em geral era regulada pela lei hebraica (do sinédrio), mas em caso de sentença de morte era reservada ao governador. Pôncio Pilatos governou a Judéia por dez anos (26-36 d.C.), enquanto Tibério era imperador em Roma (14-37 d.C.). Foram anos de contínuas provocações e incidentes. À morte de Herodes Agripa, sobrinho de Herodes o Grande (cf. At 12), a Palestina retornou sob o controle direto de Roma até a revolta de 66 d.C., que ocasionou a destruição do templo por Tito, no ano 70 d.C. (cf. Mc 13,2). O judaísmo sobreviveu à catástrofe graças ao movimento dos fariseus, guiado pelos escribas. Eles lançaram a base de um novo culto que devia exprimir-se sem a oferta dos sacrifícios, pois o templo estava destruído. O Concílio de Jâmnia (80 d.C.), fixou o cânon dos livros inspirados do AT, e excomungou a Igreja com as “Dezoito bênçãos”, que são na verdade “maldições” dos nazarenos e dos heréticos.[1][1] [1][1] “Que para os apóstatas não haja esperança; desenraize prontamente nos nossos dias o reino do orgulho; pereçam em um instante os nazarenos e os heréticos: sejam cancelados do livro dos viventes e com os justos não sejam inscritos. Bendito sejas tu, Adonai, que dobras os soberbos”.

6 2. Grécia Não se pode falar de judaísmo do tempo de Jesus sem levar em conta que era profundamente mergulhado na cultura grega, também aquele judaísmo palestinense. Sobretudo Lucas é carregado de expressões da cultura helenística, sem falar de Paulo de Tarso. Quando Alexandre Magno ( a.C.) venceu a Pérsia de Dario e depois desceu até o Egito, os hebreus impressionados não impuseram-lhe resistência. Em troca permaneceram com os favores que já gozavam da Pérsia. Eram livres para observar a Lei hebraica e freqüentar o templo. O grego tornou-se a língua comum para todos, também para hebreus. Quando Roma venceu os gregos, não resistiram porém, à força da sua cultura já implantada no império.

7 3. Palestina O “Judaísmo”: Este fenômeno do séc. II a.C. (cf 2Mc 2,21; 14,37-38), se refere a um povo para o qual a religião tem uma função determinante, abraçando os costumes, a cultura e a política. Devemos distinguir entre um judaísmo palestinense e um judaísmo da diáspora. É desta religião fragmentada em “judaísmos”, em competição ou diálogo entre si, que nascem como gêmeos o cristianismo e o judaísmo rabínico. Componentes do judaísmo: os sacerdotes, e o sumo sacerdote; os levitas, ministros subalternos do culto; os israelitas, hebreus de direito pleno; os prosélitos, convertidos ao judaísmo e “circuncisos”.

8 Ambiente religioso 1. O sumo sacerdote Responsável pela Lei e pelo Templo, e presidente do Sinédrio, desde a volta do exílio (538 a.C.), o sumo sacerdote torna-se a figura absoluta da sociedade judaica. É o único que pode orar e expiar por todo o povo quando entrava uma vez ao ano no “Santo dos Santos”. É também o detentor de todo o comércio praticado no Templo. Na sucessão

9 2. Os escribas Pouco numerosos, mas tendo um peso social considerável, os escribas são recrutados tanto dentre os anciãos ou sacerdotes, quanto entre os diaristas, e escapam a uma classificação social precisa sendo, na maioria, leigos. Essencialmente são os especialistas da Lei. Enquanto se pede sobretudo do sacerdote que ofereça os sacrifícios ao Senhor, do escriba se exige que explique e atualize a Lei em função dos tempos novos e dos problemas concretos que se põem; dele se espera também que seja um guia espiritual, para interiorizar cada vez mais a fé em Deus ou para tentar viver sempre melhor segundo sua vontade. O escriba é reconhecido como um filho espiritual, ao mesmo tempo que um sucessor, dos antigos profetas que Deus já não envia mais. Pelo seu conhecimento das Escrituras e a competência jurídica, os escribas são indispensáveis nos diferentes conselhos e tribunais. São numerosos no Sinédrio do séc. I. Em estreito relacionamento com os fariseus há, porém, também escribas saduceus e outros independentes. Depois de entrarem para o Sinédrio, é do alto deste lugar que vão pouco a pouco impor suas concepções, inclusive no plano litúrgico, a todo Israel, e até mesmo aos saduceus. Após a tragédia de 70 d.C., os escribas se tornam os chefes naturais do povo eleito e o sacerdócio cede lugar ao rabinismo. Após longos anos de estudo e conhecimento perfeito da Lei e tradições orais, chegou-se até à obrigação de uma ordenação no séc. II, conferida aos 40 anos.

10 3. Os sacerdotes e os levitas Os cerca de 7 mil sacerdotes são os encarregados de oferecer os sacrifícios no templo, divididos em 24 classes que se revezavam por semana no serviço do culto. Vivem basicamente dos sacrifícios e do dízimo; muitos se dedicam ao estudo e se tornam escribas. As condições de trabalho, de vida e de instrução os colocavam bastante próximos ao povo. O sacerdócio é hereditário. Os levitas, subproletários do Templo se dividem também em 24 classes, com cinco semanas anuais de serviço sem, porém, direito a salário. Se dividem em dois grupos de serviço: os levitas músicos e os levitas porteiros.

11 O Sinédrio – Saduceus – Fariseus – Zelotes – Samaritanos – Essênios O “Sinédrio” era a suprema assembléia administrativa e judiciária, formada pelos sacerdotes, escribas (especialistas da Lei, doutores da Lei, mestres e teólogos) e anciãos (chefes da aristocracia laica, helenizados e filos-romanos). De Sadoq, chefe da linha sacerdotal legítima. No tempo de Jesus formavam o grau mais elevado da hierarquia sacerdotal. Não acreditavam na ressurreição e nem nos anjos (cf Mt 22,23). Os fariseus, “separados” de toda pessoa ou coisa que possa contaminar, se distinguiam por uma observância escrupulosa da Lei, sobretudo a observância do Sábado, das leis de purificação, do dízimo. Gozavam de grande estima do povo, que os considerava mestres e modelos de religiosidade. Os “ardentes”, eram entre os mais radicais e decisivos opositores da ocupação romana (Simão, discípulo de Jesus, tem o apelativo de “zelote”). Os samaritanos, inimigos dos judeus, tinham como sagrado só o Pentateuco e cultuavam sobre o monte Garizim (cf Jo 4). Os essênios, “devotos”, “silenciosos” como os da comunidade de Qumran, não são mencionados no NT. Se trata de um grupo, de cunho espiritual e apocalítico, dissidente e polêmico no confronto com o culto do Templo de Jerusalém. Desta comunidade sabemos muito pelos documentos encontrados em 1947, nas grutas do deserto de Judá, junto ao Mar Morto. Além de preciosas cópias de textos bíblicos (e o inteiro livro de Isaías) e apócrifos, são importantes os numerosos textos contendo as normas de vida da seita.

12 III. Festas e culto, templo e sinagoga O Templo O contemporâneo de Jesus devia ficar estupefato quando, ao chegar ao topo duma colina, descobria a cidade, que tinha no meio uma torre de 50m de altura plantada num imenso terrapleno de 480m de comprimento por 300m de largura, que domina boa parte da cidade e é rodeado por uma verdadeira muralha. Judeus e pagãos têm acesso a ele. Sob dois imensos pórticos estão instalados os comerciantes de bois, de carneiros, de pombas, de óleo e de farinha necessários para o culto, e os cambistas: a moeda oficial do Templo é ainda a moeda cunhada no tempo de Alexandre Janeu (l03-76 a.C.). Nove portões, quatro ao norte, quatro ao sul e um a leste dão acesso ao Templo. Então se atravessa o pátio das mulheres, depois o dos homens e o dos sacerdotes, que rodeia o altar dos sacrifícios. Atrás deste altar, ergue-se o Templo propriamente dito, que é uma espécie de cubo medindo 50 m de comprimento, de largura e de altura. No interior, a sala chamada o Santo continha, no centro, o altar dos perfumes, à esquerda, a mesa dos pães da proposição ou da oferta, à direita, o candelabro de sete braços (Menorah). O “Santo dos santos” é inteiramente vazio (no Templo de Salomão, destruído em 587, ele continha a arca da aliança); é fechado não por parede, mas por uma dupla cortina (o véu do Templo); só o sumo sacerdote nele penetra, com grande temor uma vez por ano, no dia da festa das ‘Expiações’: é o lugar da Presença do Senhor.

13 O culto 1. Sacrifícios e ofertas no Templo Se ia ao templo especialmente para a oferta do sacrifício e para a oração, que podia ser feita também na sinagoga. O altar nada tem a ver com os altares das nossas igrejas: este altar quadrado, com 25 m de lado e 7,50 de altura ao qual se tem acesso por uma escada, parece-se mais com um incinerador ou com um forno crematório sem sistema de recuperação e de filtragem da fumaça, pois o essencial do culto consiste em queimar animais inteiros (holocausto) ou ao menos as vísceras e a gordura (sacrifícios pelo pecado e sacrifícios de comunhão). Todo dia imolam-se como "sacrifício perpétuo" de Israel a seu Deus dois cordeiros de um ano: um de manhã e um à tarde. O imperador romano também manda sacrificar (pagando ele próprio?) dois animais, um por ele, o outro pelo império. Notemos de passagem uma diferença enorme: ao passo que todos os outros povos do império devem imolar ao imperador, aqui oferece-se por ele a Deus ! Durante o resto do dia, sucedem-se os sacrifícios privados, talvez numerosos, sobretudo no período estivo (época das viagens) e principalmente no momento das grandes peregrinações. Se Herodes decidiu ampliar o Templo em 20 a.C., foi com certeza por razões políticas: desejava ser benquisto pelo povo. At 21,26 leva a supor que é preciso marcar dia e hora para oferecer um sacrifício.

14 2. A Sinagoga ). É o lugar da oração, da escuta da Palavra e da explicação das Escrituras. É também lugar da reunião da assembléia, sobretudo para o serviço do sábado (Shabbat, dia de oração e repouso, cf. Ex 20,11 e Dt 5,15). Também Jesus participava do culto da sinagoga e interpretava a Escritura (cf Lc 4,16-27

15 3. As festas anuais a) A festa da Páscoa (Pésah) a 15 de Nisan; Festa de origem agrária foi mais tarde ligada à lembrança da libertação do Egito. Com o passar dos tempos se tornou a celebração dos grandes acontecimentos fundadores e libertadores de Israel: a criação do mundo, a realização da promessa de descendência para Abraão, a libertação do Egito e futura libertação messiânica. Concentrados nos vilarejos em torno de Jerusalém, os chefes das famílias dos 180 mil peregrinos na tarde do dia 14 de Nisan sobem ao Templo com um cordeiro para ser imolado. O chefe da família volta para casa com o cordeiro imolado para assá-lo, enquanto a esposa retira de casa tudo o que se assemelha a pão fermentado e prepara pães não fermentados e "ervas amargas". Então tem início a refeição da festa. Por ocasião do Êxodo, a ceia fora tomada às pressas (Ex 12,11). Se enchem as quatro taças de vinho, e se cantam os Salmos do Halel (Sl ), entrecortados de bênçãos dadas pelo pai de família sobre as taças de vinho. Os filhos, surpresos - ou simulando surpresa - diante deste jantar extraordinário que se realiza ao cair da noite, fazem perguntas: "Porque tudo isso? Em que esta noite é diferente das outras noites?". Então o pai explica o sentido dos diferentes ritos e descreve sobretudo as intervenções de Deus em favor do seu povo. Sobre a semana que se segue, faltam-nos informações: são dias de regozijo diante de Deus, durante os quais cada um se esforça por consumir o produto do segundo dízimo; no recinto do Templo têm lugar assembléias de oração, no estilo das celebrações sinagogais, com leituras diretamente em ligação com a festa e mais extensas do que de costume. Muitos peregrinos aproveitam a ocasião para oferecerem sacrifícios de comunhão, para escutar os rabinos afamados explicar passagens da Lei ou dar um conselho jurídico. A animação é tal que o procurador romano, sempre preocupado em manter a ordem, deixa Cesaréia marítima para vir controlar de perto a situação: do alto da fortaleza Antônia onde reside, ele observa o que se passa no pátio do Templo, para intervir caso haja a menor desordem. A presença do procurador e de reforços militares se fazem necessárias porque na ocasião da Páscoa ou das outras festas de romaria, personalidades políticas ou diplomáticas chegam à Cidade Santa: Herodes Antipas (cf. Lc 23,7), Agripa, um oficial superior da rainha da Etiópia (cf. At 8,27). Essas concentrações populares são igualmente favoráveis aos golpes violentos dos zelotes.

16 b) a festa das Semanas (Shavuôt ou em grego Pentekosté): Esta festa começa 50 dias após a Páscoa (cf. Dt 16,9). O livro do Êxodo chama-a de ‘festa da colheita’ (Ex 23,16) ou ‘das semanas’ (34,22). Parece que desde o séc. I da nossa era, ela se tinha tornado a ‘festa da renovação da Aliança’, e sem dúvida não é por acaso que o autor dos Atos coloca neste dia a vinda do Espírito Santo. Nos inícios da era cristã, os diferentes grupos religiosos não concordam entre si quanto à data da sua celebração; assim é que certos grupos como os fariseus terminam a festa no momento em que outros como os Essênios ou o autor do livro dos segredos de Henoc a começam.

17 c) a festa das Cabanas ouTabernáculos (Sukkôt) no outono “A mais santa e a maior das solenidades judaicas" (Flávio Josefo, Antiguidades Judaicas). Sua origem é também rural, como no caso das festas precedentes: celebra o fim das colheitas frutíferas e tem todas as aparências de uma festa das vindimas com a alegria e os riscos de embriaguez que isto comporta! Mas o Lv 23,43 mostra uma evolução e relaciona-a com a história: a festa deve relembrar que Deus fez os filhos de Israel morar em cabanas quando saíram do Egito. A dedicação do templo de Salomão coincide com esta festa (1Rs 8,65-66), já lhe dando assim uma relação especial com o santuário, lugar da presença e da proteção divinas. Segundo o Targum, as cabanas deviam fazer recordar as nuvens protetoras da epopéia do deserto, Esd 3,4 nos fala que os repatriados celebram a festa logo que o altar é reconstruído. Ne 8,13-18 descreve uma celebração segundo o ritual de Lv 23,40-43, com leitura quotidiana da Torá (cf. Dt 31,lO).

18 d) Expiação (Yòm Kippùr), caracterizado pelo jejum, sacrifícios e pelo envio, no deserto, do “bode expiatório” (Lv 16,22); Celebrada alguns dias antes da festa das Tendas. Não é um dia de alegria, mas ao contrário, de tristeza e de jejum, no qual se pede a Deus que apague todas as faltas de seu povo. Durante 24 horas o povo se abstém de qualquer alimento e se reúne no Templo, onde o sumo sacerdote realiza solenemente o rito da expiação pelas suas faltas e pelas de todo o povo: é o único dia do ano em que o sumo sacerdote é obrigado a presidir a liturgia; é o único dia em que ele penetra no santo dos santos para aí depor um incensório e lançar, contra a pedra que outrora serviu de suporte à arca da aliança, o sangue do carneiro oferecido em holocausto pelas faltas ocultas dele próprio e do povo; o dia, enfim, em que é solenemente conduzido para o deserto o bode Azazel, portador de todos os pecados de Israel. Os ritos, já descritos em Lv 16, são abundantemente comentados e ampliados na literatura antiga. A teologia da epístola aos Hebreus é construída sobre esse rito.

19 e) festa da Dedicação do templo (Hannukkàh, cf. Jo 10,22-23). A “Festa da Dedicação”, em dezembro, celebra o aniversário da purificação do Templo, após a vitória de Judas Macabeu em 164 a.C. (1Mc 4). Também é chamada "a festa das luzes” (cf. Jo 10,22).

20 f) O Sábado Sua origem é muito complexa. As legislações sacerdotais que o codificaram definitivamente durante o Exílio (Lv 23,3 ; Ex 31,12-17) ajuntaram duas instituições, distintas na origem, mas ambas muito antigas: um dia de festa semanal e um dia de folga obrigatória (nos textos antigos - Ex 23,12; 34,21 - esse dia de repouso não é chamado sábado). Por que esse ritmo de sete dias? Isto parece estar ligado ao calendário lunar dos antigos semitas do sul da Mesopotâmia, onde o mês não estava ligado às fases da lua, mas à sua posição em relação à constelação na qual ela se encontra na aurora. O valor religioso do sábado foi desenvolvido em duas direções. Uma insiste no aspecto humanitário e social: o homem, especialmente o escravo, deve poder descansar; esse aspecto libertador do sábado está associado à libertação dada por Deus por ocasião do Êxodo (Dt 5,14-15; Ex 23,12). O sábado foi também associado à criação: no sétimo dia Deus cessou (de intervir), literalmente fez sábado (Ex 20,11; Gn 2,2-3). A prática do sábado foi codificada cada vez mais estritamente no decorrer dos tempos, tendendo às vezes a se tornar uma espécie de absoluto, escravizando o homem. Jesus não fará senão restituir-lhe seu significado primitivo quando declara: "O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado" (Mc 2,27).[

21 Material retirado do site da Paróquia São Pedro e São Paulo


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