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CULTURA DE SEGURANÇA Ivan Salati Assessor do diretor de radioproteção e segurança nuclear Setembro/2002.

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1 CULTURA DE SEGURANÇA Ivan Salati Assessor do diretor de radioproteção e segurança nuclear Setembro/2002

2 Definição: é o conjunto de características e atitudes na organização e nos indivíduos que estabelecem que em uma instalação os assuntos de segurança recebem a atenção prioritária sobre os demais. Ou: Um modo de pensar constante que permeia a organização no sentido de que seja mantida uma atitude permanentemente questionadora, a prevenção contra a complacência, o comprometimento com a excelência e o encorajamento da responsabilidade pessoal e da auto - regulação corporativa em questões de segurança. CULTURA DE SEGURANÇA

3 CARACTERÍSTICAS E ATITUDES NA ORGANIZAÇÃO E NOS INDIVÍDUOS ASSUNTOS DE SEGURANÇA RECEBEM A ATENÇÃO PRIORITÁRIA.

4 CULTURA DE SEGURANÇA - Permeia a organização; - Modo de pensar constante; - Uma atitude permanentemente questionadora; - A prevenção contra a complacência; - O encorajamento da responsabilidade pessoal e da auto - regulação corporativa em questão de segurança.

5 CULTURA DE SEGURANÇA If you target for safety you will get a cost - effective plant. If you target for cost - efficiency you will be on the verge of an accident. Adolfo de Ubeta, UNESA

6 CULTURA DE SEGURANÇA Se você busca segurança você irá obter uma organização eficaz em custos. Se você busca eficiência em custos Você estará a beira de um acidente. Adolfo de Ubeta, UNESA

7 CULTURA DE SEGURANÇA  Quando ocorre um acidente, não é porque um conjunto de eventos desfavoráveis aleatórios aconteceram juntos em um dado momento.  Um acidente ocorre, porque situações desfavoráveis, que já existiam anteriormente de forma isolada, ocorreram ao mesmo tempo.

8 CULTURA DE SEGURANÇA A resposta de todos que buscam por excelência em assuntos que afetam a segurança é caracterizada por: Uma atitude de questionamento + Uma abordagem rigorosa e cautelosa + Comunicação O resultado será uma contribuição importante para a Segurança.

9 CULTURA ORGANIZACIONAL * Padrões de valores e crenças compartilhados que ao longo do tempo produzem normas comportamentais adotadas na solução de problemas. * A forma pela qual uma organização resolve problemas para alcançar seus objetivos específicos e para sobreviver.

10 CULTURA ORGANIZACIONAL Schein, 1992 Um padrão de suposições básicas compartilhadas que o grupo aprendeu, na medida em que isso resolveu seus problemas de adaptação externa e integração interna, e que funcionou suficientemente bem para ser considerado válido e assim, para ser ensinado para os novos membros como a forma correta de perceber, pensar e sentir em relação a esses problemas.

11 NÍVEIS DA CULTURA ORGANIZACIONAL Schein, 1992 Evidências Produtos visíveis comportamentos, estruturas organizacionais e processos Valores (Aceitos) Compartilhados Estratégias, objetivos filosofias Suposições Básicas Implícitas Crenças inconscientes, percepções, pensamentos e sentimentos

12 ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO DA CULTURA DE SEGURANÇA Estágio 1 A gerência de segurança é determinada por regras e regulamentos. (Regulamentação) Estágio 2 O bom desempenho em segurança torna - se um objetivo organizacional. (Desempenho) Estágio 3 O desempenho em segurança pode ser sempre melhorado. (Processo)

13 ESTÁGIO 1 - MOTIVADO PELA REGULAMENTAÇÃO  A organização vê segurança como um requisito externo e não como uma forma de conduta que irá ajudar a leva - la ao sucesso;  Existe pouca consciência dos aspectos comportamentais e de atitudes do desempenho em segurança;  Segurança é vista como um assunto técnico;  O simples atendimento às regras e regulamento é considerado adequado.

14 ESTÁGIO 2 - MOTIVADO PELO DESENPENHO  A gerência percebe o desempenho em segurança como importante mesmo na ausência de pressões reguladoras;  Percepção crescente sobre os aspectos comportamentais;  Métodos de gestão de segurança abrangem soluções técnicas e procedimentais;  O desempenho em segurança é trabalhado em termos de metas ou objetivos;  Começa - se a olhar para as razões por trás das tendências de desempenho e procurar o conselho de outras organizações.

15 ESTÁGIO 3 - MOTIVADO PELA MELHORIA CONTÍNUA  A empresa adotou a idéia de melhoria contínua e de organização aprendiz;  Todos na empresa podem contribuir;  As pessoas entendem o impacto dos aspectos comportamentais na segurança e são adotadas medidas para melhorar o comportamento relacionado à segurança;  O progresso é feito passo a passo e nunca pára;  A organização tem orgulho de estar à frente das outras empresas.

16 A DANÇA DA MUDANÇA A maior parte dos líderes tentam provocar as mudanças como se fossem jardineiros que se colocam na frente das suas plantas implorando para elas: " Cresçam! Tentem mais forte! Vocês podem conseguir! " Mas se uma muda não tem lugar para crescer, não tem solo, e não tem água, nunca se tornará uma árvore. Da mesma forma, se as organizações não prevêem os obstáculos que surgem naturalmente, toda vez em que ocorre crescimento e aprendizagem, suas iniciativas de mudança irão fracassar. Peter Senge

17 SINTOMAS COMUNS DE DEGRADAÇÃO  Desempenho anterior excelente;  Isolamento Organizacional;  Foco concentrado em assuntos técnicos ao invés de focar em aspectos gerenciais e humanos;  Reorganização e/ou "downsizing”;  Declínio do desempenho autônomo;  Supervisão corporativa inadequada;  Baixo conceito junto ao regulador ;  Falta de liderança sênior com a necessária visão, conhecimento e habilidade para gerenciar a complexa integração entre tecnologia, economia, fatores humanos e segurança em um ambiente de mudança e competição.

18 SINAIS DE ALERTA Autoconfiança em Excesso  Os números são bons e no passado sempre tivemos sucesso. Isolacionismo  Pouca interação com outras organizações, com associações e com avanço tecnológico;  Raramente faz " benchmarking".  Como resultado, a organização está " atrás das concorrentes e não sabe". Relacionamentos gerenciais  Em relação às exigências reguladoras: fazer o mínimo é o suficiente;  Os empregados não são envolvidos, não são ouvidos e os problemas não são avaliados.

19 SINAIS DE ALERTA Operação  Os padrões operacionais, formalidade e disciplina estão em falta;  O foco operacional é coberto por outros assuntos;  Perda de competência técnica. Prioridade de Produção  Problemas nos equipamentos se acumulam e os reparos/substituições são adiados em função do trabalho a ser feito;  A segurança é "assumida como existente" mas não é enfatizada nas interações interpessoais nem nas comunicações no local de trabalho.

20 SINAIS DE ALERTA Administração de mudanças  Mudanças organizacionais, corte de pessoal, programas de aposentadoria ou realocação de pessoal são iniciados sem uma avaliação completa do seu impacto - contratações e treinamento não são utilizados para compensar;  Os processos e os procedimentos não adaptados para as mudanças realizadas. Eventos operacionais relacionados a segurança  A relevância de eventos não é reconhecida ou é minimizada e a reação a esses fatos é pouco objetiva;  As causas organizacionais dos eventos não são analisadas com profundidade.

21 SINAIS DE ALERTA Lideranças  Os gerentes são defensivos, não têm habilidade de equipe ou se comunicam mal;  Falta experiência operacional aos gerentes;  Gerentes superiores têm pouco envolvimento com a parte operacional e não se consideram responsáveis pela operação nem fazem um acompanhamento de como está sendo conduzida. Auto - critica  A supervisão somente passa boas noticias ( "o que é ruim a gente esconde" );  Os processos de auto - avaliação nunca acham problemas ou, se acham, não relatam.

22 SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA O sistema de gestão de segurança abrange todas as medidas adotadas pela organização para promover uma cultura de segurança forte e para alcançar um bom desempenho em segurança. Um sistema robusto de gestão da segurança requer uma liderança forte, bons processos e recursos adequados.

23 SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA Definição dos requisitos de segurança e organização Planejamento, controle e recursos Implementação Auditoria, revisão e realimentação

24 Definições dos requisitos e da organização Planejamento, controle e recursos Implementação Auditoria, revisão e realimentação Deciar. Da polititica de segurança (incluindo normas, recursos e objet.) Estruturas gerenciais e responsabilidades Planejamento Controle das ativid. relacion. á segurança Assegurando a competência Comunicação e equipe de apoio Supervisão Atitude de questionamento Abordagem rigorosa e prudente Comunicação Medindo o desempenho Auditoria e revisão Ações corretivas e melhorias SISTEMA DE GESTÃO DE SEGURANÇA

25 REQUISITOS DE SEGURANÇA E ORGANIZAÇÃO * Declaração da política de Segurança, incluindo normas, recursos e objetivos. * Responsabilidades das estruturas gerenciais.

26 IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DA SEGURANÇA * Atitude de Questionamento * Abordagem rigorosa e prudente * Comunicação

27 IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DE SEGURANÇA Abordagem rigorosa e prudente * Fazer com que todos os indivíduos na organização: - Entendam os procedimentos de trabalho; - Obedeçam os procedimentos; - Permaneçam alertas para o inesperado; - Parem e pensem quando surgir um problema; - Procurem ajuda se necessário; - Dediquem atenção à organização, a pontualidade e a arrumação; - Procedam com cuidado deliberado; - Esqueçam os atalhos.

28 IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO DE SEGURANÇA Comunicação individual * Fazer com que todos os indivíduos na organização: - Obtenham informações úteis dos outros; - Transmitam informações para os outros; - Reportem tanto situações de rotina como situações não usuais ou resultados do trabalho; - Surgiram novas iniciativas de segurança.

29 AVALIANDO A GESTÃO DE SEGURANÇA * Medidas de desempenho * Auditoria e revisão * Ações corretivas e melhoria

30 AVALIANDO A GESTÃO DE SEGURANÇA Medindo o desempenho * A organização tem indicadores suficientes ? * A organização compara seu desempenho de segurança com outras ? * Os eventos são investigados de forma aberta quanto a causa raiz ? * É dedicada a atenção adequada aos eventos que se repetem ? * Existem inspeções adequadas no local de trabalho e nas práticas do trabalho ? * Existem Indicadores para monitorar os efeitos em caso de mudança organizacional ?

31 AVALIANDO A GESTÃO DE SEGURANÇA Ações corretivas e melhorias * Os resultados das auditorias e revisões levam às ações corretivas apropriadas ? * As ações corretivas são implementadas antes da exigência do órgão regulador ? * Existe um processo de melhoramento baseado nas sugestões dos empregados ? * O programa de melhoramento tem recursos adequados e o comprometimento da administração superior ? * O progresso em relação ao programa de melhoramento é monitorado rotineiramente e revisado periodicamente ?

32 AVALIANDO A GESTÃO DE SEGURANÇA Discussões de grupo - Tópicos - Quais são as prioridades da organização ? - Como você tomou conhecimento disso ? - O que leva a um alto nível de segurança ? - O que leva a perda da segurança ? - Qual sua contribuição pessoal para a segurança ? - Quais são os maiores problemas da organização ? - A segurança é afetada por eles ? - O que está sendo feito a respeito ?

33 EXEMPLO DE CATEGORIAS AVALIADAS W. Lecki 1. Compromisso da Alta Gerência com a segurança 2. Liderança Evidente 3. Alta prioridade para a segurança 4. Abordagem sistemática da segurança 5. Importância da segurança no planejamento estratégico da Empresa 6. Ausência de conflitos entre Produção e Segurança 7. Relacionamento com órgãos reguladores e fiscalizadores 8. Perspectiva proativa e de longo prazo 9. Gerenciamento de Mudanças 10. Qualidade da Documentação e dos procedimentos 11. Cumprimento de regulamentos e procedimentos.

34 EXEMPLOS DE CATEGORIAS AVALIADAS 12. Pessoal qualificado e bem dimensionado 13. Atribuições e responsabilidades bem definidas 14. Transparência e Comunicação 15. Motivação e satisfação no trabalho 16. Boas condições de trabalho Relativas a tempo de Execução, carga de trabalho, estresse 17. Alocação adequada de recursos 18. Colaboração e trabalho em equipe 19. Visão dos erros no trabalho 20. Gerenciamento de conflitos 21. Evolução Organizacional através da aprendizagem 22. Comprometimento com o desempenho e reconhecimento.

35 OBSERVAÇÕES FINAIS “ Segurança é um pré - requisito para o desempenho econômico ” “ A auto - regulação efetiva e atuante é um elemento chave a ser melhor ” “ Ser melhor significa manter um foco muito estreito em segurança, em minimizar os eventos radiológicos, e em alcançar os requisitos de segurança. “

36 OBSERVAÇÕES FINAIS “ Foi a indústria primeiro que habilitou a mudança da NRC pela diminuição no número de eventos e pela melhoria geral do desempenho. “ “ Uma avaliação da realidade mostra que não pode haver um órgão regulador com credibilidade sem uma indústria com credibilidade, nem pode haver uma indústria com credibilidade sem um órgão regulador com credibilidade. “ N. Diaz (NRC) nov, 1999

37 DIRETORIA DE RADIOPROTEÇÃO E SEGURANÇA NUCLEAR DRS/CNEN Rua general Severino, 90 - Botafogo Rio de Janeiro - RJ Te.:l (21) Fax: (21) IVAN SALATI


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