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Pensamento Crítico, Prática 2 Argumentação. Estrutura de um Argumento.

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Apresentação em tema: "Pensamento Crítico, Prática 2 Argumentação. Estrutura de um Argumento."— Transcrição da apresentação:

1 Pensamento Crítico, Prática 2 Argumentação

2 Estrutura de um Argumento

3 Conclusão

4 Estrutura de um Argumento Conclusão Razões

5 Estrutura de um Argumento Conclusão Razões Inferência

6 Análise de um Argumento Identificar Conclusões principais Identificar Razões e Pressupostos Esclarecer termos

7 Avaliação de um Argumento As Razões são aceitáveis? As Razões apoiam as conclusões? (As inferências são aceitáveis?) Qual a avaliação geral quanto à estrutura, fundamento, pressupostos e inferências?

8 Exemplo: Bento XVI contra o Irão Anselmo Borges Padre e professor de Filosofia (Diário de Notícias, )

9 Bento XVI contra o Irão (1) Tudo aconteceu no contexto de uma Vorlesung (lição universitária) e, mesmo admitindo que Bento XVI tenha sido talvez imprudente ao apresentar, no desenvolvimento da sua tese, a já famosa citação e que poderia fazer também uma referência à violência dos cristãos ao longo da História, deve-se reconhecer que não há razões objectivas para a indignação e os protestos do mundo islâmico.

10 Bento XVI contra o Irão (1) Tudo aconteceu no contexto de uma Vorlesung (lição universitária) e, mesmo admitindo que Bento XVI tenha sido talvez imprudente ao apresentar, no desenvolvimento da sua tese, a já famosa citação e que poderia fazer também uma referência à violência dos cristãos ao longo da História, deve-se reconhecer que não há razões objectivas para a indignação e os protestos do mundo islâmico. ?

11 Bento XVI contra o Irão (2) Como se sabe, nas universidades públicas alemãs, há duas faculdades de Teologia: uma católica e outra protestante. Ora, se a fé nada tivesse a ver com a razão, com que direito se justificaria a presença da Teologia na universidade? Daí o tema da lição do professor Joseph Ratzinger na Universidade de Regensburg: "Fé, razão e universidade."

12 Bento XVI contra o Irão (2) Como se sabe, nas universidades públicas alemãs, há duas faculdades de Teologia: uma católica e outra protestante. Ora, se a fé nada tivesse a ver com a razão, com que direito se justificaria a presença da Teologia na universidade? Daí o tema da lição do professor Joseph Ratzinger na Universidade de Regensburg: "Fé, razão e universidade."

13 Bento XVI contra o Irão (2) se a fé nada tivesse a ver com a razão, com que direito se justificaria a presença da Teologia na universidade? Pergunta retórica... Equivale a: Se a teologia se justifica na universidade, a fé tem a ver com a razão.

14 Bento XVI contra o Irão (2) Daí o tema da lição do professor Joseph Ratzinger na Universidade de Regensburg: "Fé, razão e universidade. Daí?

15 Bento XVI contra o Irão (2) Daí o tema da lição do professor Joseph Ratzinger na Universidade de Regensburg: "Fé, razão e universidade. Daí? De a fé tem a ver com a razão

16 Bento XVI contra o Irão (2) Se a teologia se justifica na universidade, a fé tem a ver com a razão. e nas universidades públicas alemãs há Teologia Inferência aceitável?

17 Bento XVI contra o Irão (2) Se a teologia se justifica na universidade, a fé tem a ver com a razão. e nas universidades públicas alemãs há Teologia Inferência aceitável? Não (pode haver sem se justificar)

18 Bento XVI contra o Irão (2) Se a teologia se justifica na universidade, a fé tem a ver com a razão. e nas universidades públicas alemãs há Teologia Pressuposto: o que se dá na universidade justifica-se

19 Bento XVI contra o Irão (2) Se a teologia se justifica na universidade, a fé tem a ver com a razão. e nas universidades públicas alemãs há Teologia e o que se dá na universidade justifica-se Inferência OK. Mas razões aceitáveis?

20 Bento XVI contra o Irão (2) Daí o tema da lição do professor Joseph Ratzinger na Universidade de Regensburg: "Fé, razão e universidade.

21 Bento XVI contra o Irão (2) Daí o tema da lição do professor Joseph Ratzinger na Universidade de Regensburg: "Fé, razão e universidade. Será que é por ter a ver com a razão? Podemos aceitar que sim, mas o problema encontra-se mais atrás...

22 Bento XVI contra o Irão (3) O conceito moderno de razão baseia-se na síntese entre platonismo (cartesianismo) e empirismo. Só as ciências naturais poderão reivindicar certeza, pois detêm o monopólio da cientificidade, que deriva da sinergia de matemática e experiência. Assim, não admira que as ciências humanas tenham procurado aproximar-se deste critério. Por outro lado, este método exclui o problema de Deus, "fazendo-o aparecer como problema a- científico ou pré- -científico".

23 Bento XVI contra o Irão (3) Resumindo: Ciências humanas querem certeza Por isso excluem o problema de Deus

24 Bento XVI contra o Irão (3) Resumindo: Ciências humanas querem certeza Por isso excluem o problema de Deus (é preciso excluir deuses para ter certeza, ou é excluído por falta de evidências?)

25 Bento XVI contra o Irão (4) Torna-se, porém, claro que, nesta concepção, o próprio homem sofre uma redução, já que as perguntas radicais sobre o fundamento e fim últimos e as questões da religião e da ética não encontrariam lugar no espaço da razão universal, devendo ser deslocadas para o âmbito da mera subjectividade.

26 Bento XVI contra o Irão (4) Torna-se, porém, claro que, nesta concepção, o próprio homem sofre uma redução, já que as perguntas radicais sobre o fundamento e fim últimos e as questões da religião e da ética não encontrariam lugar no espaço da razão universal, devendo ser deslocadas para o âmbito da mera subjectividade.

27 Bento XVI contra o Irão (4) Torna-se, porém, claro que, nesta concepção, o próprio homem sofre uma redução, já que as perguntas radicais sobre o fundamento e fim últimos e as questões da religião e da ética não encontrariam lugar no espaço da razão universal, devendo ser deslocadas para o âmbito da mera subjectividade.

28 Bento XVI contra o Irão (4) Torna-se, porém, claro que, nesta concepção, o próprio homem sofre uma redução, já que as perguntas sobre o fundamento e fim últimos não têm lugar no espaço da razão devem ser deslocadas para o âmbito da mera subjectividade.

29 Bento XVI contra o Irão (4) A ciência exclui o problema de Deus as perguntas sobre o fundamento e fim últimos não têm lugar no espaço da razão devem ser deslocadas para o âmbito da mera subjectividade. o próprio homem sofre uma redução

30 Bento XVI contra o Irão (4) A ciência exclui o problema de Deus as perguntas sobre o fundamento e fim últimos não têm lugar no espaço da razão (Precisam de Deus?) devem ser deslocadas para o âmbito da mera subjectividade. o próprio homem sofre uma redução (havia algo mais?)

31 Bento XVI contra o Irão (5) Não se pode voltar atrás em relação ao iluminismo. Mas impõe-se superar a limitação da ciência ao que é verificável na experimentação e abrir a razão à amplidão de todas as suas dimensões, isto é, não se pode ficar encerrado na razão positivista.

32 Bento XVI contra o Irão (5) Resumindo: Mas impõe-se superar a limitação da ciência ao que é verificável Mas como? Se não é verificável, como saber que é verdade?

33 Bento XVI contra o Irão (6) A própria razão, feito todo o seu percurso, mostra a sua abertura à transcendência. Há a estrutura racional da matéria e a correspondência entre o nosso espírito e essa estrutura. Isso é um facto, mas a pergunta sobre o porquê desse "dado de facto" já não é do domínio das ciências naturais, mas da filosofia e da teologia.

34 Bento XVI contra o Irão (6) Resumindo: A correspondência entre o nosso espírito e a estrutura da matéria não é do domínio das ciências naturais, mas da filosofia e da teologia. Porquê?

35 Bento XVI contra o Irão (5-6) Os parágrafos 5 e 6 parecem ser apenas afirmações, e não um argumento.

36 Bento XVI contra o Irão (7) Ao contrário do que, dentro do cristianismo, pensou o nominalismo e, no quadro do islão, Ibn Hazn, que defenderam um Deus arbitrário, não vinculado à verdade e ao bem, a Bíblia, nomeadamente o Evangelho de São João, refere-se a Deus como Logos: "No princípio, era o Logos" (Razão, Palavra). Por isso, criou um mundo que é inteligível racionalmente.

37 Bento XVI contra o Irão (7) Ao contrário do que, dentro do cristianismo, pensou o nominalismo e, no quadro do islão, Ibn Hazn, que defenderam um Deus arbitrário, não vinculado à verdade e ao bem, a Bíblia, nomeadamente o Evangelho de São João, refere-se a Deus como Logos: "No princípio, era o Logos" (Razão, Palavra). Por isso, criou um mundo que é inteligível racionalmente.

38 Bento XVI contra o Irão (7) O Evangelho de São João, refere-se a Deus como Logos. Por isso, [Deus] criou um mundo que é inteligível racionalmente. Explicação ou argumento?

39 Bento XVI contra o Irão (7) O Evangelho de São João, refere-se a Deus como Logos. Por isso, [Deus] criou um mundo que é inteligível racionalmente. Argumento. Aceitável?

40 Bento XVI contra o Irão (8) Neste contexto, Ratzinger defendeu a tese que lhe é particularmente querida: há uma concordância profunda entre a fé bíblica e a interrogação filosófica grega.

41 Bento XVI contra o Irão (9a) Só neste enquadramento ganha sentido a citação, que Ratzinger tinha lido recentemente na parte editada por Th. Khoury do diálogo que o douto imperador bizantino Manuel II Paleólogo manteve com um persa culto, em 1391, sobre o cristianismo e o islão.

42 Bento XVI contra o Irão (8-9a) Resumindo: Só no enquadramento de Deus como Logos ganha sentido a citação Questionável? Relevante?

43 Bento XVI contra o Irão (9b) Na sétima controvérsia, o imperador, "de modo surpreendentemente brusco que nos espanta", dirige-se ao seu interlocutor com "a pergunta central" sobre a relação entre religião e violência: "Mostra-me o que Maomé trouxe de novo. Encontrarás só coisas más e desumanas, como a prescrição de difundir por meio da espada a fé que pregava."

44 Bento XVI contra o Irão (10) Aqui, o imperador explica a razão por que é irracional a difusão da fé pela violência: "A Deus não agrada o sangue e não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus." Argumento?

45 Bento XVI contra o Irão (10) A Deus não agrada a violência e Não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus. Por isso É irracional a difusão da fé pela violência Inferência aceitável? Razões aceitáveis?

46 Bento XVI contra o Irão (10) A Deus não agrada a violência e Não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus. Por isso É irracional a difusão da fé pela violência O que quer dizer?

47 Bento XVI contra o Irão (11) Ratzinger sublinha que "a afirmação decisiva" contra a associação de religião e violência é precisamente esta: "Não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus e da alma." Se trouxe à colação este imperador, foi por causa desta afirmação que, para ele, como bizantino crescido na filosofia grega, era evidente.

48 Bento XVI contra o Irão (11) Resumindo: O imperador afirmou "Não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus e da alma. e Esta é a afirmação decisiva contra a associação entre religião e violência Por isso Ratzinger citou o imperador

49 Bento XVI contra o Irão (12) Por isso, o papa-professor concluiu: " 'Não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus', disse Manuel II, partindo da sua imagem cristã de Deus. É a este grande Logos, a esta vastidão da razão, que convidamos os nossos interlocutores no diálogo das culturas. Reencontrarmo-la incessantemente nós mesmos é a grande tarefa da universidade."

50 Bento XVI contra o Irão (11-12) O imperador afirmou "Não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus e da alma. e Esta é a afirmação decisiva contra a associação entre religião e violência Então Foi por isso que Ratzinger citou o imperador, concluindo: " 'Não agir segundo a razão é contrário à natureza de Deus

51 Bento XVI contra o Irão (13) Bento XVI não pediu desculpas formais nem tinha de fazê-lo. Como é natural, mostrou-se profundamente triste pela má interpretação da sua lição, sublinhando que não tinha havido a mínima intenção de ferir a comunidade islâmica.

52 Bento XVI contra o Irão (14) Infelizmente, de modo geral, o islão ainda não assumiu conquistas fundamentais da modernidade, sem as quais não haverá paz entre as religiões e no mundo: a distinção entre religião e política e a leitura histórico-crítica do Alcorão.

53 Bento XVI contra o Irão Conclusões (?) Não há razões para ser considerado ofensivo, e não tem que pedir desculpas Mas: "Mostra-me o que Maomé trouxe de novo. Encontrarás só coisas más e desumanas, como a prescrição de difundir por meio da espada a fé que pregava. Mostra irracionalidade da violência ou critica o islão?

54 Bento XVI contra o Irão Conclusões (?) A ciência tem que rejeitar Deus e por isso reduz o homem

55 Bento XVI contra o Irão Conclusões (?) É irracional a difusão da fé pela violência

56 Bento XVI contra o Irão Conclusões (?) Ratzinger escolheu o tema porque a teologia tem a ver com a razão.

57 Medicina Alternativa

58 O que é? Acupunctura Ervanária Homeopatia Iridologia Reflexologia...

59 Medicina Alternativa Problemas: Como regular a prática? Deve-se deixar a escolha ao paciente? Deve o Estado comparticipar? O que é uma medicina alternativa?

60 Medicina Alternativa Definição: «o conjunto de práticas de diagnose e terapia sem validação científica ou consideradas inacessíveis ao método científico» (Wikipedia PT) O que é inacessível ao método científico?


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