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Fungos: Biologia e Classificação MIP7013. Introdução Perseu (há 3.500 anos) fundou Micena, no lugar onde ele bebeu água no chapéu de um cogumelo ( mykes.

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Fungos: Biologia e Classificação MIP7013. Introdução Perseu (há anos) fundou Micena, no lugar onde ele bebeu água no chapéu de um cogumelo ( mykes.

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1 Fungos: Biologia e Classificação MIP7013

2 Introdução Perseu (há anos) fundou Micena, no lugar onde ele bebeu água no chapéu de um cogumelo ( mykes ) para aplacar sua sede MICOLOGIA = mykes + logos, ou mais corretamente, MICETOLOGIA ( myceto ) Pier Antonio Micheli (1729): Nova Plantarum Genera Atualmente existem ca espécies descritas Estimativas: 1,5 milhão de espécies

3 Definição * organismos eucarióticos * aclorofilados * apresentando nutrição absortiva * reprodução sexuada ou assexuada * estruturas somáticas (vegetativas filamentosas e ramificadas) * com parede celular Estudos modernos de biologia molecular indicam que: o grupo é composto de organismos não relacionados

4 Importância Micologia: ca. 250 anos Mas as manifestações do grupo são conhecidas desde a mais remota antiguidade: * vinho * pão * cerveja Egito antigo: uso da fermentação (dádiva de Osíris) Gregos e Romanos: Dionísio e Baco (deuses do vinho) Cogumelos: relâmpagos de Júpiter México e Guatemala: Amanita muscaria resultante de trovões e raios Psilocybe cubensis : usado em rituais religiosos América do Norte: uso de fungos na medicina pelos nativos Como nossas vidas estão intimamente ligadas aos fungos; a significância da descoberta da Penicilina

5 Importância

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7 3.1. Decomposição da matéria orgânica * atividade de maior importância global * principais agentes de decomposição em florestas: - celulolíticos - ligninolíticos * liberação de nutrientes para as plantas 3.2. Destruição de produtos * madeira: postes, estradas de ferro, navios, casas, etc. * outros materiais: tecidos, lentes, discosdiscos 3.3. Micotoxinas * ocratoxinas: Aspergillus ochraceous e Penicillium viridicatum - cereais - atrofia renal * aflatoxinas: Aspergillus flavus e A. parasiticus - grãos oleaginosos - câncer do fígado * fumonisinas: Fusarium moniliforme - milho - câncer do esôfago

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9 3.1. Decomposição * atividade de maior importância global * principais agentes de decomposição em florestas: - celulolíticos - ligninolíticos * liberação de nutrientes 3.2. Destruição de produtos * madeira: postes, estradas de ferro, navios, casas, etc. * outros materiais: tecidos, lentes, discos 3.3. Micotoxinas * ocratoxinas: Aspergillus ochraceous e Penicillium viridicatum - cereais - atrofia renal * aflatoxinas: Aspergillus flavus e A. parasiticus - grãos oleaginosos - câncer do fígado * fumonisinas: Fusarium moniliforme - milho - câncer do esôfago

10 Claviceps purpurea Esporão do Centeio

11 Claviceps purpurea LSD

12 Eventos relativos às Bruxas de Salem, cujos julgamentos em 1692 levaram a várias execuções, indicam que o ergotismo foi o responsável. Sintomas como sensações de formigamento ou picadas de formigas, distorções na face, paralisias, alucinações, ataques convulsivos e demência. Todos esses sintomas são consistentes com aqueles de vítimas de ergotismo. ( Mary Matossian: Poisons of the Past, 1991) Principais micotoxinas

13 3.4. Antibióticos e outros medicamentos * penicilinas: Penicillium chrysogenum * cefalosporinas: Cephalosporium acremonium * ciclosporina: Cylindrocladium lucidum, Tolypocladium infatum Importância 3.5. Alimentos * cogumelos - cultivados desde o ano 600 na China e a partir de 1650 na França - importante mercado em expansão 3.6. Envenenamentos * Amanita spp. * Fungos de parede 3.7. Produção de alimentos * queijos * salsichas * pão * cerveja

14 3.4. Antibióticos e outros medicamentos * penicilinas: Penicillium chrysogenum * cefalosporinas: Cephalosporium acremonium * ciclosporina: Cylindrocladium lucidum, Tolypocladium infatum Importância 3.5. Alimentos * cogumelos - cultivados desde o ano 600 na China e a partir de 1650 na França - importante mercado em expansão 3.6. Envenenamentos * Amanita spp. * Fungos de parede 3.7. Produção de alimentos * queijos * salsichas * pão * cerveja

15 Agaricus bisporus, o champignon de Paris Tuber melanosporum, a trufa negra do Périgord Cogumelos comestíveis

16 3.4. Antibióticos e outros medicamentos * penicilinas: Penicillium chrysogenum * cefalosporinas: Cephalosporium acremonium * ciclosporina: Cylindrocladium lucidum, Tolypocladium infatum * taxol: várias espécies descobertas nos últimos anos: Pestalotiopsis microspora Importância 3.5. Alimentos * cogumelos - cultivados desde o ano 600 na China e a partir de 1650 na França - importante mercado em expansão 3.6. Envenenamentos * Amanita spp. * Fungos de parede 3.7. Produção de alimentos * queijos * salsichas * pão * cerveja

17 Cogumelos tóxicos

18 3.4. Antibióticos e outros medicamentos * penicilina: Penicillium chrysogenum * cefalosporina: Cephalosporium acremonium * ciclosporina: Cylindrocladium lucidum, Tolypocladium infatum * taxol 3.5. Alimentos * cogumelos - cultivados desde o ano 600 na China e a partir de 1650 na França - importante mercado em expansão 3.6. Envenenamentos * Amanita spp. * Fungos de parede 3.7. Produção de alimentos * queijos * salsichas * pão * cerveja Importância

19 EUA: Stachybotrys chartarum Problemas de saúde relacionados a casas e edifícios (sick building syndrome) : surto de hemorragia pulmonar em crianças de Cleveland, Ohio cujas casas tinham esse fungo crescendo nas paredes. Fungos de parede

20 3.4. Antibióticos e outros medicamentos * penicilinas: Penicillium chrysogenum * cefalosporinas: Cephalosporium acremonium * ciclosporina: Cylindrocladium lucidum, Tolypocladium infatum * taxol 3.5. Alimentos * cogumelos - cultivados desde o ano 600 na China e a partir de 1650 na França - importante mercado em expansão 3.6. Envenenamentos * Amanita spp. * Fungos de parede 3.7. Produção de alimentos * queijos * salsichas * pão * cerveja Importância

21 3.8. Produtos de valor industrial * álcool * ergosterol * cortisona * enzimas: -amilases, renina, celulase, catalase * ácidos orgânicos: fumárico, láctico, cítrico * vitaminas B: leveduras * reguladores de crescimento de plantas: ex. giberelinas * surfactantes 3.9. Doenças de plantas * perdas econômicas e sociais * extinção de espécies em escala regional * controle biológico de ervas daninhas (micoherbicidas) Simbiontes * micorrizas * endófitos * artrópodes * líquens Importância

22 Cerca de um milhão de pessoas morreram de fome na Irlanda entre 1846 e 1851, e 2 milhões emigraram no período de , devido às perdas causadas pela "murcha da batatinha" ( Phytophthora infestans ) nas plantações desse país. Murcha da batinha

23 3.8. Produtos de valor industrial * álcool * ergosterol * cortisona * enzimas * ácidos * vitaminas B * reguladores de crescimento de plantas * surfactantes 3.9. Doenças de plantas * perdas econômicas e sociais * extinção de espécies em escala regional * controle biológico de ervas daninhas (micoherbicidas) Simbiontes * micorrizas * endófitos * artrópodes * líquens Importância

24 Micorrizas Fungos ectomicorrízicos e detalhes de ectomicorrizas Detalhe de uma raiz colonizada por um fungo micorrízico vesículo-arbuscular

25 3.8. Produtos de valor industrial * álcool * ergosterol * cortisona * enzimas * ácidos * vitaminas B * reguladores de crescimento de plantas * surfactantes 3.9. Doenças de plantas * perdas econômicas e sociais * extinção de espécies em escala regional * controle biológico de ervas daninhas (micoherbicidas) Simbiontes * micorrizas * endófitos * artrópodes * líquens Importância

26 Líquens - atividade antibacteriana - veneno para flechas (índios EUA) - corantes (índios EUA) - geléias na Turquia - condimento para pão no Egito - ingrediente de perfumes finos

27 3.11. Controle biológico de doenças e pragas * Trichoderma spp. * Penicillium spp. * Arthrobotrys Doenças no homem e animais * pouco agressivos * mais comuns em regiões tropicais * pacientes imunodeprimidos: AIDS, câncer, transplantes ex. Candidíases, criptococose Pneumocystis carinii - pneumonia em aidéticos Alergias * esporos Modelos experimentais * curtos tempos de geração * genomas pequenos * condição haplóide freqüente * esporos sexuais facilmente isoláveis e cultiváveis ex. Neurospora crassa (princípios da hereditariedade) Importância

28 Arthrobotrys: parasita de nematóides

29 3.11. Controle biológico de doenças e pragas * Trichoderma spp. * Penicillium spp. * Arthrobotrys Doenças no homem e animais * pouco agressivos * mais comuns em regiões tropicais * pacientes imunodeprimidos: AIDS, câncer, transplantes ex. Candidíases, criptococose, blastomicose Pneumocystis carinii - pneumonia em aidéticos Alergias * esporos modelos experimentais * curtos tempos de geração * genomas pequenos * condição haplóide freqüente * esporos sexuais facilmente isoláveis e cultiváveis ex. Neurospora crassa (princípios da hereditariedade) Importância

30 Blastomicose

31 3.11. Controle biológico de doenças e pragas * Trichoderma spp. * Penicillium spp. * Arthrobotrys Doenças no homem e animais * pouco agressivos * mais comuns em regiões tropicais * pacientes imunodeprimidos: AIDS, câncer, transplantes ex. Candidíases, criptococose, blastomicose Pneumocystis carinii - pneumonia em aidéticos Alergias * esporos Modelos experimentais * curtos tempos de geração * genomas pequenos * condição haplóide freqüente * esporos sexuais facilmente isoláveis e cultiváveis ex. Neurospora crassa (princípios da hereditariedade) Importância

32 Alergias Esporos

33 3.11. Controle biológico de doenças e pragas * Trichoderma spp. * Penicillium spp. * Arthrobotrys Doenças no homem e animais * pouco agressivos * mais comuns em regiões tropicais * pacientes imunodeprimidos: AIDS, câncer, transplantes ex. Candidíases, criptococose, blastomicose Pneumocystis carinii - pneumonia em aidéticos Alergias * esporos Modelos experimentais * curtos tempos de geração * genomas pequenos * condição haplóide freqüente * esporos sexuais facilmente isoláveis e cultiváveis ex. Neurospora crassa (princípios da hereditariedade) Importância

34 4. Características gerais 4.1. Nutrição absortiva * enzimas extracelulares (exoenzimas) * quebra de diferentes moléculas insolúveis: - carboidratos - lipídeos * grande variedade de produtos metabolizados * necessidade de água livre: difusão 4.2. Temperaturas de crescimento * ótima: 25-30ºC * mínima: 10ºC * máxima: 40ºC algumas espécies termófilas (> 50ºC) e psicrófilas (< 0ºC) 4.3. pH 4-7

35 4.4. Oxigênio * aeróbios (maioria) * anaeróbios facultativos: fermentação * anaeróbios obrigatórios: fermentativos obrigatórios 4.5. Luz * desnecessária para o crescimento somático * pode ser importante para indução de estruturas reprodutivas * orientação dos esporóforos para descarga dos esporos 4.6. Modo de vida os fungos são organismos quimiorganotróficos: * saprófitas * parasitas * simbiontes * predadores 4. Características gerais

36 4.7. Estrutura somática * hifas: filamentos tubulares ramificados, com crescimento apical micélio * leveduras: sem micélio * dimórficos: patógenos do homem - hifas: fora do hospedeiro - leveduras: dentro do hospedeiro 4.8. Septo * hifas septadas: micélio apocítico e micélio diplocítico * hifas asseptadas: micélio cenocítico 4. Características gerais

37 Micélio

38 4.7. Estrutura somática * hifas: filamentos tubulares ramificados, com crescimento apical micélio * leveduras: sem micélio * dimórficos: patógenos do homem - hifas: fora do hospedeiro - leveduras: dentro do hospedeiro 4.8. Septo * hifas septadas: micélio apocítico e micélio diplocítico * hifas asseptadas: micélio cenocítico 4. Características gerais

39 Leveduras Candida albicans Saccharomyces cerevisiae

40 4.7. Estrutura somática * hifas: filamentos tubulares ramificados, com crescimento apical micélio * leveduras: sem micélio * dimórficos: patógenos do homem - hifas: fora do hospedeiro - leveduras: dentro do hospedeiro 4.8. Septo * hifas septadas: micélio apocítico e micélio diplocítico * hifas asseptadas: micélio cenocítico 4. Características gerais

41 Septo simples de um ascomiceto mostrando a passagem de um núcleo Micélio apocítico

42 4.7. Estrutura somática * hifas: filamentos tubulares ramificados, com crescimento apical micélio * leveduras: sem micélio * dimórficos: patógenos do homem - hifas: fora do hospedeiro - leveduras: dentro do hospedeiro 4.8. Septo * hifas sepatadas: micélio apocítico e micélio diplocítico * hifas asseptadas: micélio cenocítico 4. Características gerais

43 Doliporo de basidiomicetos Micélio diplocítico de basidiomicetos Micélio diplocítico Parentossoma

44 4.9. Parede celular * forma da hifa * proteção * reconhecimento: sexual, simbioses * esqueleto de microfibrilas localizadas na parte interna, embebidas numa matriz amorfa externa -glucanos e quitina -glucanos e glicoproteínas * celulose ausente 4. Características gerais

45 4.9. Parede celular * forma da hifa * proteção * reconhecimento: sexual, simbioses * esqueleto de microfibrilas localizadas na parte interna, embebidas numa matriz amorfa externa -glicanos e quitina -glicanos e glicoproteínas * celulose ausente Rizomorfas e cordões * feixes de hifas com diferentes graus de organização 4. Características gerais

46 Rizomorfas

47 4.11. Haustório e apressório * haustório: parasitas biotróficos (ectoparasitas) * apressório: penetração (pressão de turgor) Organelas * núcleos: pequenos e muito maleáveis * mictocôndrias: forma de bastonetes com cristas achatadas * ribossomos * retículo endoplasmático * complexo de Golgi: simples cisternas * filassomas: finas vesículas, localizadas na extremidadade da hifa ou na região dos septos, contendo actina, função ? * citoesqueleto: tubulina e actina * vacúolos 4. Características gerais

48 Haustório

49 4.11. Haustórios e apressório * haustório: parasitas biotróficos (ectoparasitas) * apressório: penetração (pressão de turgor) Organelas * núcleos: pequenos e muito maleáveis * mictocôndrias: forma de bastonetes com cristas achatadas * ribossomos * retículo endoplasmático * complexo de Golgi: simples cisternas * filassomas: finas vesículas, localizadas na extremidadade da hifa ou na região dos septos, contendo actina, função ? * citoesqueleto: tubulina e actina * vacúolos 4. Características gerais

50 Apressório

51 4.11. Haustórios e apressório * haustório: parasitas biotróficos (ectoparasitas) * apressório: penetração (pressão de turgor) Organelas * núcleos: pequenos e muito maleáveis * mictocôndrias: forma de bastonetes com cristas achatadas * ribossomos * retículo endoplasmático * complexo de Golgi: simples cisternas * filassomas: finas vesículas, localizadas na extremidadade da hifa ou na região dos septos, contendo actina, função ? * citoesqueleto: tubulina e actina * vacúolos 4. Características gerais

52 5. Reprodução 5.1. Reprodução assexuada (somática) * sem cariogamia * esporos produzidos mitoticamente * fragamentação de hifas * gemulação ocorre com mais frequência (várias vezes/estação) maior número de indivíduos quantidade x variabilidade

53 5. Reprodução

54 tipos de esporos assexuais: - esporangiósporos: esporos internos produzidos em esporângios (Zygomycota) - conídios - zoósporos

55 5. Reprodução

56 esporangiósporos esporângio

57 5. Reprodução tipos de esporos assexuais: - esporangiósporos - conídios: esporos externos produzidos sobre conidióforos - zoósporos

58 5. Reprodução conídios conidióforo Aspergillus niger

59 5. Reprodução tipos de esporos assexuais: - esporangiósporos - conídios - zoósporos: esporos móveis produzidos em zoosporângios (Oomycota)

60 5. Reprodução zoósporos zoosporângio zoósporos

61 5. Reprodução 5.2. Reprodução sexuada * esporos * formação, ou não, de estruturas especializadas * plasmogamiacariogamia haplóidediplóide

62 5. Reprodução Principais tipos de esporos sexuados * Oósporos * Zigósporos * Ascósporos * Basidiósporos

63 5. Reprodução Oósporos de Oomycota Oogônio Oósporos

64 5. Reprodução Principais tipos de esporos sexuados * Oósporos * Zigósporos * Ascósporos * Basidiósporos

65 5. Reprodução Zigósporos de Zygomycota

66 5. Reprodução Principais tipos de esporos sexuados * Oósporos * Zigósporos * Ascósporos * Basidiósporos

67 5. Reprodução

68

69 Asco com ascósporos

70 5. Reprodução Principais tipos de esporos sexuados * Oósporos * Zigósporos * Ascósporos * Basidiósporos

71 5. Reprodução

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73 6. Classificação Reino Fungi (Whittaker, 1969): agrupamento polifilético * endossimbiose * tipo de célula * organização

74 6. Classificação Reino Fungi atual (com base nos estudos moleculares de Woese, 1977): grupo monofilético * sequência do rDNA

75 6. Classificação A classificação atual considera: * anatomia: ex. arranjos de hifas * ultra-estrutura: ex. estrutura do flagelo, organelas * bioquímica: ex. pigmentos, vias metabólicas * fisiologia: ex. tipo de decomposição, modo de vida * sequenciamento do rDNA * morfologia: ex. forma dos esporos

76 Fungi Animais Plantas Stramenopila Algas vermelhas Dictyostelium Amoeboflagelados Euglenoides Physarum Heterolobosa Amitochondriados Procariotos Plasmodiophora? basidiomicetos ascomicetos zigomicetos quitrídios dictiostélidos fungos gelatinosos Árvore mostrando a polifilia dos organismos considerados fungos, baseando-se primariamente em análises de sequências da sub- unidade 18s do rDNA (Adaptado de Alexopoulos, Mims & Blackwell, 1995) oomicetos hifoquitrídios labirintulídios diatomáceas algas marrons etc. fungos gelatinosos acrasídios fungos gelatinosos plasmodiais

77 O reino monofilético Fungi (fungos verdadeiros) * próximo dos modernos coanoflagelados (um protista unicelular). Compreende quatro filos: Cytridiomycota Zygomycota Ascomycota Basidiomycota Reino Chromista (Stramenopila): Oomycota, Hyphochytriomycota Labyrinthulomycota. Relacionados a certos grupos de algas, mas com um estilo de vida tipicamente fúngico. Fungos gelatinosos (Protistas): Plasmodiophoromycota Dictyosteliomycota Acrasiomycota Myxomycota Estádios protoplasmáticos sem parede celular, engolfando bactérias e outras partículas de alimento por meio de fagocitose. Aparentemente não são muito relacionados entre si e seus parentes mais próximos não são conhecidos.

78 Filo Plasmodiophoromycota Filo Dictiosteliomycota Filo Acrasiomycota Filo Myxoycota Reino Fungi Reino Chromista Protistas Filo Chytridiomycota Filo Zygomycota Filo Ascomycota Filo Basidiomycota Filo Oomycota Filo Hyphochytridiomycota Filo Labyrinthulomycota

79 6. Classificação Fungos gelatinosos endoparasíticos Fungos gelatinosos celulares Fungos gelatinosos celulares acrasídeos Fungos gelatinosos verdadeiros ou plasmodiais

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81 Reino Chromista (Stramenopila) Filo Oomycota * uma classe, Oomycetes, 65 gêneros, espécies * divergiram das algas antes do aparecimento de clorofila na linhagem evolutiva * há tempos considerados muito diferentes dos fungos, embora morfologicamente similares e com mesmo tipo de nutrição

82 Filo Oomycota a) semelhanças com os Fungos * reprodução por esporos móveis (Chytridiomycota) * reprodução assexual e sexual * micélio (cenocítico como nos Zygomycota)

83 Filo Oomycota b) principais diferenças * reprodução assexual por zoósporos biflagelados * formação de esporo sexual de parede espessa (oósporo) * várias características bioquímicas - síntese de lisina: ácido diaminopimélico - Oomycota, algas e plantas ácido -aminoadípico(AAA) - Fungi - metabolismo de esterol: fucosterol - carboidrato de reserva micolaminarinas ( - 1,3 glucanos) glicogênio - Fungi * estado nuclear - Fungi: haplóides ou dicarióticos - Oomycota: núcleos diplóides em hifas vegetativas * parede celular - -1,3- e -1,6-glucanos - celulose (quitina rara) - aminoácido hidroxiprolina

84 Filo Oomycota Habitat * formas aquáticas * formas terrestres Modo de vida * saprófitas: reciclagem da matéria orgânica em sist. aquáticos * parasitas: facultativos ou altamente especializados - plantas: Phytophthora infestans Plasmopara viticola - animais: rotíferos, nematóides, peixes, mamíferos

85 Filo Oomycota Zoosporângios (a) de Phytophthora infestans, agente da murcha da batatinha (b) (a) (b)

86 Filo Oomycota Aspecto de peixe (a) e ovos de peixe (b) infectados por Saprolegnia (Oomycota) (a) (b)

87 Filo Oomycota

88 Reino Fungi

89 Grupo irmão dos animais Principais características * parede celular de quitina * micélio bem desenvolvido em quase todos os grupos * reservas de glicogênio, trealose e manitol * esteróis: ergosterol * síntese de lisina via ácido -aminoadípico (= euglenóides)

90 Filo Chytridiomycota Linhagem divergente precoce dos Fungos

91 Filo Chytridiomycota Esporos com flagelos simples (chicote), posteriores

92 Filo Chytridiomycota Seção transversal de um zoósporo de Chytriomycota Presença de centríolo nos pólos do núcleo

93 Filo Chytridiomycota Habitat * águas doces e salgadas (estuários) * solo * trato digestivo de mamíferos herbívoros Modo de vida * saprófitas: invasores primários de matéria orgânica * parasitas: - plantas: - vetores de vírus de plantas - insetos: Coelomyces, Catenaria anguillulae * simbiontes: quítridios anaeróbios do rúmen (auxiliam na degradação de fibras) Com cerca de 100 gêneros e 1000 espécies descritas

94 Filo Chytridiomycota Reprodução: * assexual: zoósporos * sexual - fusão de gametas (zoósporos): ex. Synchitrium - somatogamia: fusão de estruturas somáticas: Chytriomyces

95 Filo Chytridiomycota

96 Filo Zygomycota 2 classes: Zygomycetes Trichomycetes: associados obrigatoriamente a artrópodes Zygomycetes: classe mais importante, caracterizando-se pela produção de um esporo de resistência, o zigósporo (Gr. zygos = gema + spora = semente, esporo) O zigósporo se desenvolve dentro de um zigosporângio: fusão de gametângios = zigosporângio zigósporo

97 Filo Zygomycota Micélio cenocítico, geralmente abundante Esporos imóveis: esporangiósporos Parede celular de quitina, quitosana e ácido poliglucurônico Habitat * solo * plantas, cogumelos * animais; invertebrados e vertebrados Modo de vida * saprófitas * parasitas: facultativos ou obrigatórios de animais, plantas, fungos, insetos, algas * simbiontes: formando micorrizas arbusculares em plantas

98 Filo Zygomycota Reprodução * assexual esporangiósporos em esporângios clamidósporos, oídios, artrósporos * sexual zigósporos em zigosporângios

99 Filo Zygomycota Reprodução no gênero Mucor

100 Filo Ascomycota Grupo complexo e diversificado, com mais de espécies Características gerais * micélio septado * septos com poros simples, fechados pelos corpos de Woronin ou outras organelas septais * estágio dicariótico * estruturas pletenquimatosas associadas à produção de esporos * parede celular: quitina e -1,3-glucanos * presença de ascas: estruturas contendo ascósporos

101 Filo Ascomycota

102 Grupo complexo e diversificado, com mais de espécies Características gerais * micélio septado * septos com poros simples, fechados pelos corpos de Woronin ou outras organelas septais * estágio dicariótico * estruturas pletenquimatosas associadas à produção de esporos * parede celular: quitina e -1,3-glucanos * presença de ascas: estruturas contendo ascósporos

103 Filo Ascomycota Ascas com ascósporos Ascósporos com EMS(sistema membranar envelope) originado da periferia das asca

104 Filo Ascomycota Habitat: extremamente variado * solo * água * plantas * animais Modo de vida * saprófitas: decompondo os mais diferentes tipos de materiais: excrementos, madeira, folhas, fermentativos * parasitas: plantas (os mais importantes), insetos (CB), peixes * simbiontes: líquens, ectomicorrizas Importância: * produção de antibióticos ( Penicillium chrysogenum ) * doenças: plantas, animais ( Pneumocystis carinii ) * micotoxinas ( Aspergillus spp.) * espécies comestíveis de alto valor: trufas

105 Filo Ascomycota

106 Reprodução: Assexual * fissão binária ou gemulação: leveduras * fragmentação * formação de esporos assexuais: conídios Sexual * formação de ascósporos no interior de ascas *fusão de gametas iguais: leveduras * ocorrência de órgãos sexuais especializados - fusão de gametas diferentes: anterídio e ascogônio * formação de ascocarpos

107 Filo Ascomycota Gemulação em leveduras

108 Filo Ascomycota Reprodução: Assexual * fissão binária ou gemulação: leveduras * fragmentação * formação de esporos assexuais: conídios Sexual * formação de ascósporos no interior de ascas *fusão de gametas iguais: leveduras * ocorrência de órgãos sexuais especializados - fusão de gametas diferentes: anterídio e ascogônio * formação de ascocarpos

109 Filo Ascomycota Cultura de Penicillium chrisogenum mostrando seu efeito inibidor (a); conidióforo do fungo com conídios (esporos)

110 Filo Ascomycota Reprodução: Assexual * fissão binária ou gemulação: leveduras * fragmentação * formação de esporos assexuais: conídios Sexual * formação de ascósporos no interior de ascas * fusão de gametas iguais: leveduras * ocorrência de órgãos sexuais especializados - fusão de gametas diferentes: anterídio e ascogônio * formação de ascocarpos

111 Filo Ascomycota

112 Reprodução: Assexual * fissão binária ou gemulação: leveduras * fragmentação * formação de esporos assexuais: conídios Sexual * formação de ascósporos no interior de ascas * fusão de gametas iguais: leveduras * ocorrência de órgãos sexuais especializados - fusão de gametas diferentes: anterídio e ascogônio * formação de ascocarpos

113 Filo Ascomycota

114

115 Deuteromicetos (ascomicetos assexuais) Tulasne ( ) fungos apresentavam a capacidade de produzir mais de um tipo de esporo PLEOMÓRFICOS Telemorfo: fase sexual com meiose Anamorfo: fase assexual com mitose Causas: - mutações nos genes envolvidos na reprod. sexual - segregação dos genes afetando a fertilidade - hibridização - perda dos tipos compatíveis Código Internacional de Nomenclatura Botânica permite o uso de nomes separados para os dois estágios Holomorfo Filo Ascomycota (Deuteromicetos)

116 Filo Basidiomycota Mais de espécies descritas Grupo grande e diverso, incluindo desde espécies microscópicas até aquelas visíveis a olho nu

117 Filo Basidiomycota Características gerais: * esporos sexuais externos: basidiósporos, produzidos em basídios * micélio bem desenvolvido e septado * presença frequente de rizomorfas * septos do tipo dolipore na maioria das espécies exceto Telyomycetes: poro simples com oclusão

118 Filo Basidiomycota

119 Características gerais: * esporos sexuais externos: basidiósporos, produzidos em basídios * micélio bem desenvolvido e septado * presença frequente de rizomorfas * septos do tipo dolipore na maioria das espécies

120 Filo Basidiomycota

121

122 Características gerais: * esporos sexuais externos: basidiósporos, produzidos em basídios * micélio bem desenvolvido e septado * presença frequente de rizomorfas * septos do tipo dolipore na maioria das espécies exceto Telyomycetes: poro simples com oclusão

123 Filo Basidiomycota

124 Habitat: fungos essencialmente terrestres * solo * plantas * animais * madeira Importância * comestíveis * venenosos * produtos secundários: aromas * micofagia Modo de vida * decompositores: principais agentes de decomposição de celulose e lignina * simbiontes: ectomicorrizas * patógenos: principalmente de plantas (ferrugens, carvões)

125 Filo Basidiomycota Boletus edulis Agaricus bisporus

126 Filo Basidiomycota Habitat: fungos essencialmente terrestres * solo * plantas * animais * madeira Importância * comestíveis * venenosos * produtos secundários: aromas * micofagia Modo de vida * decompositores: principais agentes de decomposição de celulose e lignina * simbiontes: ectomicorrizas * patógenos: principalmente de plantas (ferrugens, carvões)

127 Filo Basidiomycota

128 Habitat: fungos essencialmente terrestres * solo * plantas * animais * madeira Importância * comestíveis * venenosos * produtos secundários: aromas * micofagia Modo de vida * decompositores: principais agentes de decomposição de celulose e lignina * simbiontes: ectomicorrizas * patógenos: principalmente de plantas (ferrugens, carvões)

129 Ectomicorrizas Micorrizas formadas por mais de 6000 espécies de fungos Manto Rede de Hartig Penetração intercelular na epiderme e córtex

130 Filo Basidiomycota Habitat: fungos essencialmente terrestres * solo * plantas * animais * madeira Importância * comestíveis * venenosos * produtos secundários: aromas * micofagia Modo de vida * decompositores: principais agentes de decomposição de celulose e lignina * simbiontes: ectomicorrizas * patógenos: principalmente de plantas (ferrugens, carvões)

131 Filo Basidiomycota Reprodução * sexual: -através da produção de basidiósporos em basídios - sem formação de órgãos especiais * assexual - conídios (imperfeitos) - gemulação (leveduras) - fragmentação

132 Filo Basidiomycota


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