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ENEM LITERATURA. Uma das características da literatura no Enem é cobrar apenas escritores brasileiros, o que elimina parte dos conteúdos exigidos em outros.

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Apresentação em tema: "ENEM LITERATURA. Uma das características da literatura no Enem é cobrar apenas escritores brasileiros, o que elimina parte dos conteúdos exigidos em outros."— Transcrição da apresentação:

1 ENEM LITERATURA

2 Uma das características da literatura no Enem é cobrar apenas escritores brasileiros, o que elimina parte dos conteúdos exigidos em outros vestibulares, como é o caso da literatura portuguesa, na figura de Camões. A prova sempre deu ênfase ao período modernista, movimento iniciado na primeira metade do século 20 e que tem como principal marco a realização da Semana de Arte Moderna. Os autores mais valorizados pelo exame, são Manuel Bandeira, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto e Carlos Drummond de Andrade. O candidato precisa ter familiaridade com as características do Modernismo. Nas questões envolvendo literatura, existem três modelos de perguntas que são mais frequentes no Enem.

3 O primeiro consiste em analisar um poema e compreender o texto literário, para indicar sobre o que está tratando o exemplo. O segundo apresenta o poema de um autor para que o aluno analise e identifique suas principais características. O Enem também pede para o aluno relacionar dois textos: o literário e uma crítica feita por um especialista. É fundamental rever as provas anteriores para saber como elas são, pois assim a pessoa vai estar preparada para o Enem O exame é caracterizado pela previsibilidade, não ocorrem grandes mudanças nas perguntas de um ano para o outro.

4 01) O trecho a seguir é parte do poema Mocidade e morte, do poeta romântico Castro Alves: Oh! eu quero viver, beber perfumes Na flor silvestre, que embalsama os ares; Ver minh'alma adejar pelo infinito, Qual branca vela n'amplidão dos mares. No seio da mulher há tanto aroma... Nos seus beijos de fogo há tanta vida... –– Árabe errante, vou dormir à tarde À sombra fresca da palmeira erguida. Mas uma voz responde-me sombria: Terás o sono sob a lájea fria. (ALVES, Castro. Os melhores poemas de Castro Alves. Seleção de Lêdo Ivo. São Paulo: Global, 1983.)

5 Esse poema, como o próprio título sugere, aborda o inconformismo do poeta com a antevisão da morte prematura, ainda na juventude. A imagem da morte aparece na palavra: a) embalsama. b) infinito. c) amplidão. d) dormir. e) sono.

6 02) No trecho abaixo, o narrador, ao descrever a personagem, critica sutilmente um outro estilo de época: o Romantismo. Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos; era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça, e, com certeza, a mais voluntariosa. Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo, porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas; mas também não digo que lhe maculasse o rosto nenhuma sarda ou espinha, não. Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno, que o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação. (ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Jackson,1957.)

7 A frase do texto em que se percebe a crítica do narrador ao Romantismo está transcrita na alternativa: a)... o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às sardas e espinhas... b)... era talvez a mais atrevida criatura da nossa raça... c) Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza, cheia daquele feitiço, precário e eterno,... d) Naquele tempo contava apenas uns quinze ou dezesseis anos... e)... o indivíduo passa a outro indivíduo, para os fins secretos da criação.

8 03) O texto abaixo foi extraído de uma crônica de Machado de Assis e refere-se ao trabalho de um escravo. Um dia começou a guerra do Paraguai e durou cinco anos, João repicava e dobrava, dobrava e repicava pelos mortos e pelas vitórias. Quando se decretou o ventre livre dos escravos, João é que repicou. Quando se fez a abolição completa, quem repicou foi João. Um dia proclamou-se a República. João repicou por ela, repicaria pelo Império, se o Império retornasse. (MACHADO, Assis de. Crônica sobre a morte do escravo João, 1897)

9 A leitura do texto permite afirmar que o sineiro João: a) por ser escravo tocava os sinos, às escondidas, quando ocorriam fatos ligados à Abolição. b) não poderia tocar os sinos pelo retorno do Império, visto que era escravo. c) tocou os sinos pela República, proclamada pelos abolicionistas que vieram libertá-lo. d) tocava os sinos quando ocorriam fatos marcantes porque era costume fazê-lo. e) tocou os sinos pelo retorno do Império, comemorando a volta da Princesa Isabel.

10 Texto para questão 04. Viam-se de cima as casas acavaladas umas pelas outras, formando ruas, contornando praças. As chaminés principiavam a fumar; deslizavam as carrocinhas multicores dos padeiros; as vacas de leite caminhavam com o seu passo vagaroso, parando à porta dos fregueses, tilintando o chocalho; os quiosques vendiam café a homens de jaqueta e chapéu desabado; cruzavam- se na rua os libertinos retardios com os operários que se levantavam para a obrigação; ouvia-se o ruído estalado dos carros de água, o rodar monótono dos bondes. (AZEVEDO, Aluísio de. Casa de Pensão. São Paulo: Martins, 1973)

11 04) O trecho, retirado de romance escrito em 1884, descreve o cotidiano de uma cidade, no seguinte contexto: a) a convivência entre elementos de uma economia agrária e os de uma economia industrial indicam o início da industrialização no Brasil, no século XIX. b) desde o século XVIII, a principal atividade da economia brasileira era industrial, como se observa no cotidiano descrito. c) apesar de a industrialização ter-se iniciado no século XIX, ela continuou a ser uma atividade pouco desenvolvida no Brasil. d) apesar da industrialização, muitos operários levantavam cedo, porque iam diariamente para o campo desenvolver Atividades rurais. e) a vida urbana, caracterizada pelo cotidiano apresentado no texto, ignora a industrialização existente na época.

12 Modernismo – 1ª Fase (Manuel Bandeira) Texto para questão 05. Poética Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e [manifestações de apreço ao Sr. diretor. Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o [cunho vernáculo de um vocábulo Abaixo os puristas Quero antes o lirismo dos loucos O lirismo dos bêbedos O lirismo difícil e pungente dos bêbedos O lirismo dos clowns de Shakespeare Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. (BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro. Aguilar, 1974)

13 05) Com base na leitura do poema, podemos afirmar corretamente que o poeta: a) critica o lirismo louco do movimento modernista. b) critica todo e qualquer lirismo na literatura. c) propõe o retorno ao lirismo do movimento clássico. d) propõe o retorno ao lirismo do movimento romântico. e) propõe a criação de um novo lirismo.

14 06) Oximoro (ou paradoxo) é uma construção textual que agrupa significados que se excluem mutuamente. Nas alternativas abaixo, estão transcritos versos retirados do poema O operário em construção. Pode-se afirmar que ocorre um oximoro em: a) "Era ele que erguia casas Onde antes só havia chão." b) "... a casa que ele fazia Sendo a sua liberdade Era a sua escravidão." c) "Naquela casa vazia Que ele mesmo levantara Um mundo novo nascia De que sequer suspeitava." d) "... o operário faz a coisa E a coisa faz o operário." e) "Ele, um humilde operário Um operário que sabia Exercer a profissão." (MORAES, Vinícius de. Antologia Poética. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.)

15 Modernismo – 2ª Fase – Poesia (Carlos Drummond de Andrade) A questão 07 refere-se ao poema A dança e a alma A DANÇA? Não é movimento, súbito gesto musical. É concentração, num momento, da humana graça natural. No solo não, no éter pairamos, nele amaríamos ficar. A dança – não vento nos ramos: seiva, força, perene estar. Um estar entre céu e chão, novo domínio conquistado, onde busque nossa paixão libertar-se por todo lado... Onde a alma possa descrever suas mais divinas parábolas sem fugir à forma do ser, por sobre o mistério das fábulas. (Carlos Drummond de Andrade. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, p. 366.)

16 07) A definição de dança, em linguagem de dicionário, que mais se aproxima do que está expresso no poema é: a) a mais antiga das artes, servindo como elemento de comunicação e afirmação do homem em todos os momentos de sua existência. b) a forma de expressão corporal que ultrapassa os limites físicos, possibilitando ao homem a liberação de seu espírito. c) a manifestação do ser humano, formada por uma sequência de gestos, passos e movimentos desconcertados. d) o conjunto organizado de movimentos do corpo, com ritmo determinado por instrumentos musicais, ruídos, cantos, emoções etc. e) o movimento diretamente ligado ao psiquismo do indivíduo e, por consequência, ao seu desenvolvimento intelectual e à sua cultura.

17 Modernismo – 3ª Fase (Geração de 45) 08) Leia o que disse João Cabral de Melo Neto, poeta pernambucano, sobre a função de seus textos: Falo somente com o que falo: a linguagem enxuta, contato denso; falo somente do que falo: a vida seca, áspera e clara do sertão; falo somente por quem falo: o homem sertanejo sobrevivendo na adversidade e na míngua. Falo somente para quem falo: para os que precisam ser alertados para a situação da miséria no Nordeste. Para João Cabral de Melo Neto, no texto literário, a) a linguagem do texto deve refletir o tema, e a fala do autor deve denunciar o fato social para determinados leitores. b) a linguagem do texto não deve ter relação com o tema, e o autor deve ser imparcial para que seu texto seja lido. c) o escritor deve saber separar a linguagem do tema e a perspectiva pessoal da perspectiva do leitor. d) a linguagem pode ser separada do tema, e o escritor deve ser o delator do fato social para todos os leitores. e) linguagem está além do tema, e o fato social deve ser a proposta do escritor para convencer o leitor. Literatura Contemporânea (Ferreira Gullar)


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