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MARIA CLARICE DO A. SALARI Escola e sociedade como comunidades educadoras e seu papel na prevenção ao uso de drogas e à violência 28.01.2010 Guaratinguetá,

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Apresentação em tema: "MARIA CLARICE DO A. SALARI Escola e sociedade como comunidades educadoras e seu papel na prevenção ao uso de drogas e à violência 28.01.2010 Guaratinguetá,"— Transcrição da apresentação:

1 MARIA CLARICE DO A. SALARI Escola e sociedade como comunidades educadoras e seu papel na prevenção ao uso de drogas e à violência Guaratinguetá, São Paulo, Brasil

2 ALGUNS NÚMEROS Em 2008, 3.3 bilhões de pessoas (metade da população mundial) já vivia em áreas urbanas O crescimento urbano se acelera: Levou 10 mil anos para a população urbana atingir um bilhão em 1960 Menos de 60 anos para atingir 4 bilhões A velocidade do conhecimento está se transformando em algo tão avassalador que no ano de 2020, o próprio conhecimento estará sendo dobrado a cada 73 dias.

3 E ainda … O aluno terminará a faculdade e seis meses depois todas as técnicas que ele aprendeu estarão ultrapassadas. O número mostra que todo indivíduo terá de ser um aprendiz permanente, estar sempre aprendendo e reaprendendo. É um começar de novo... eterno.

4 Atuações desastrosas Pesquisa realizada em 2008 pela Organização dos Estados Ibero-Americanos com cerca de 8,7 mil professores mostrou que 83% deles defendem medidas mais duras em relação ao comportamento dos alunos, 67% acreditam que a expulsão é o melhor caminho e 52% acham que deveria aumentar o policiamento nas escolas.

5 Pistas e soluções Os conselhos de classe devem funcionar para combater essa cultura negativa, identificando responsabilidades, garantindo reparações e promovendo formação. Como exemplo, pode-se promover um vínculo de compromisso com pais e professores, apresentando as regras de convívio, a fim de sanar as indiferenças entre professores e alunos.

6 ASSIM... quatro competências básicas UNESCO Os processos educacionais deveriam oferecer as condições necessárias para que o indivíduo atingisse ou persistisse em buscar as quatro competências básicas propostas pela UNESCO: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a viver juntos (Delors,2000)

7 APRENDER A VIVER JUNTOS... A palavra de ordem do milênio éPARCERIA, por isso, sabiamente, devemos analisá-la com profundidade. Então, o que quer dizer parceria? Parceria é a união de pessoas para um fim comum e é através do entendimento e aceitação de fatores, que elas se ajudam mutuamente chegando ao sucesso almejado. ESCOLA E SOCIEDADE : experiência da CIDADE EDUCADORA

8 CIDADE EDUCADORA a escola sozinha não tem condições de transmitir todos os conhecimentos e informações CARTA DAS CIDADES EDUCADORAS O conceito surgiu no início da década de 90, na cidade de Barcelona, Espanha, quando alguns profissionais da educação começaram a perceber que a escola sozinha não tem condições de transmitir todos os conhecimentos e informações do mundo contemporâneo aos seus alunos e elaboraram a CARTA DAS CIDADES EDUCADORAS. Elas trabalham em três redes temáticas. São elas: Luta contra o fracasso escolar, Transição escola-trabalho e Educação em valores.

9 O primeiro parágrafo da Carta diz: Todos os habitantes de uma cidade terão o direito de desfrutar, em condições de liberdade e igualdade, dos meios e oportunidades de transformação e entretenimento e desenvolvimento pessoal que a própria cidade oferece.

10 ENTENDENDO MELHOR O QUE É UMA CIDADE EDUCADORA? É aquela que converte o seu espaço urbano em uma escola. Imagine uma escola sem paredes e sem teto. Nesse espaço, todos os lugares são salas de aula: rua, parque, praça, praia, rio, favela, shopping e também as escolas e as universidades. Há espaços para a educação formal, em que se aplicam conhecimentos sistematizados, e a informal, em que cabe todo tipo de conhecimento. Ela integra esses tipos de educação, ensinando todos os cidadãos, do bebê ao avô, por toda a vida.

11 COMO ISSO FUNCIONA NA PRÁTICA? Com projetos do governo local junto com ONGs, universidades, igrejas ou quem queira se unir. Alguns exemplos: a educação ambiental, onde a cidade educadora ensina os cidadãos a não jogar lixo na rua, a cuidar do ambiente. O orçamento participativo também é uma estratégia da cidade educadora, onde a população participa ativamente das decisões do governo..

12 COMO TRANSFORMAR SHOPPINGS E FAVELAS EM ESPAÇOS EDUCADORES? Todos os lugares podem ser educadores. No shopping, dá para fazer apresentações de teatro, de música, de dança. As pessoas param de comprar por um instante e aprendem algo. A favela é vista como um espaço feio, mas nela podem ser trabalhados valores positivos, como a amizade e também a solidariedade.

13 Qual é, então, a diferença entre uma cidade educadora e uma cidade que investe em educação? A diferença é que, participando da associação, o município entra em contato com outras cidades educadoras. Pode participar de projetos comuns, visitar uma cidade para estudar os seus programas ou convidar outro membro para explicar seus projetos. É uma rede solidária.

14 Quem é o responsável por coordenar o trabalho em cada cidade educadora? Primeiro, o prefeito; depois, a Câmara Municipal. O prefeito nomeia um responsável, que geralmente é o secretário da Educação. Mas não precisa ser. Na cidade educadora, todos os secretários são secretários da Educação. O secretário de Planejamento deve planejar a cidade com espaços verdes, com espaços públicos para pessoas de todas as idades e com acesso para deficientes. Todos eles, sejam da Saúde ou do Desenvolvimento Social, devem se preocupar com a educação. E o secretário da Educação não se preocupa só com escolas. Deve olhar também para parques, praças e praias.

15 E no Brasil? No Brasil, já existem vários programas de educação cidadã e outros de preservação do patrimônio arquitetônico, que também é uma preocupação das cidades educadoras. São Paulo desde 2005 integra este grupo, formado pelas capitais Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Cuiabá (MT), além dos municípios de Caxias do Sul (RS), Pilar (PB), Alvorada (RS) e Campo Novo do Parecis (MT). Atualmente 250 localidades de todo o mundo integram o grupo.

16 O CEUAÇÃO - CENTRO DE EDUCAÇÃO UNIFICADO O Centro Educacional Unificado (CEU) é um complexo educacional, esportivo e cultural caracterizado como espaço público múltiplo. A cidade de São Paulo conta hoje com 44 CEUs onde estudam mais de 120 mil alunos. CEUs garantem aos moradores dos bairros mais afastados acesso a equipamentos públicos de lazer, cultura, tecnologia e práticas esportivas, contribuindo com o desenvolvimento das comunidades locais.

17 VIRADA ESPORTIVA horas de atividades esportivas por toda cidade de São Paulo. Mais de 700 atividades previstas e um público superior a 2,5 milhões de pessoas. A edição deste ano trouxe de volta o remo no Rio Tietê. Ao longo do evento, tiveram 40 modalidades de esportes como arvorismo, skate, patins, frescobol, futevôlei e outros. Até um ringue foi montado, para prática de lutas.

18 VIRADA CULTURAL 2009 Cerca de 800 atrações se apresentaram ao longo das 24 horas de performances musicais e intervenções artísticas para um público estimado pela organização do evento em 4 milhões de pessoas, entre as platéias dos 42 Centros Educacionais Unificados, unidades da rede SESC, museus administrados pela Secretaria de Estado da Cultura, Teatro Municipal de São Paulo e palcos de rua.

19 AGITA SAMPA - para um estilo de vida saudável

20 Nenhum de nós é tão bom, e tão inteligente quanto todos nós juntos. Marilyn Ferguson

21 PARA QUE SERVE A ESCOLA? Está na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): as escolas têm a obrigação de se articular com as famílias e os pais têm direito a ter ciência do processo pedagógico, bem como de participar da definição das propostas educacionais.Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

22 A escola foi criada para servir à sociedade. Por isso, ela tem a obrigação de prestar contas do seu trabalho, explicar o que faz e como conduz a aprendizagem das crianças e criar mecanismos para que a família acompanhe a vida escolar dos filhos. "Os educadores precisam deixar de lado o medo de perder a autoridade e aprender a trabalhar de forma colaborativa", afirma Heloisa Szymanski, do Departamento de Psicologia da Educação da PUC de São Paulo.

23 O PAPEL DO GESTOR O diretor pode criar, permitir ou tolerar a abertura de novos espaços necessários à transformação do cotidiano escolar. Sua ação é fundamental na constituição da rede de relações e ações que constitui o tecido sócio institucional no qual o aluno se insere. Ele coordena, organiza e gerencia todas as atividades da escola, auxiliado pelos demais componentes do corpo de especialistas e de técnico-administrativos, atendendo às leis, regulamentos e determinações dos órgãos superiores do sistema de ensino e às decisões no âmbito da escola assumidas pela equipe escolar e pela comunidade e acima de tudo, pode legitimar para os pais muitas das medidas da instituição.

24 O PAPEL DO PROFESSOR A autoridade do professor perante a classe só é conquistada quando ele domina o conteúdo e sabe lançar mão de estratégias eficientes para ensiná- los. Se não, como bem descreve o psicólogo austríaco Alfred Adler ( ), a Educação se reduz ao ato de o aluno transcrever o que está no caderno do professor sem que nada passe pela cabeça de ambos. O resultado é o tédio. E gente entediada busca algo mais interessante para fazer, o que muitos confundem com indisciplina.

25 MAS O QUE É INDISCIPLINA? É preciso entender que a indisciplina é a transgressão de dois tipos de regra: O primeiro são as morais, construídas socialmente com base em princípios que visam o bem comum, ou seja, em princípios éticos. Por exemplo, não xingar e não bater. Sobre essas, não há discussão: elas valem para todas as escolas e em qualquer situação. O segundo tipo são as chamadas convencionais, definidas por um grupo com objetivos específicos. Aqui entram as que tratam do uso do celular e da conversa em sala de aula, por exemplo. Nesse caso, a questão não pode ser fechada, pois varia de escola para escola ou ainda dentro de uma mesma instituição, conforme o momento. Diálogo durante a aula pode ser considerado indisciplina se ele se referir ao conteúdo tratado no momento?

26 Agindo nos casos de violência juntos Quando as agressões entres os alunos são comuns, a situação geralmente é contornada quando se dá mais espaço para que eles se manifestassem e procurassem, juntos, uma solução para os conflitos. Essa perspectiva não exime o professor de exercer a figura da autoridade moral e intelectual - nunca autoritária - como o coordenador do processo educacional. Afinal, além de conhecer os objetivos pedagógicos, é ele o adulto da situação. A negociação é a palavra. E ela tem de ser justa.

27 Soluções? Pistas? "É preciso diversificar a metodologia, pois interagimos com alunos conectados ao mundo por diferentes redes e ferramentas", acredita Maria Tereza Trevisol, da Universidade do Oeste de Santa Catarina, campus de Joaçaba. Vale promover mais participação de todos em situações desafiadoras que dêem protagonismo a cada aluno. Pesquisas feitas por ela mostram que os alunos querem que o professor tenha autoridade também para resolver os conflitos em sala, antes de recorrer à direção.

28 O PAPEL DA FAMÍLIA É preciso orientar os pais e subsidiá-los com informações sobre o processo de ensino e de aprendizagem, colocá-los a par dos objetivos da escola e dos projetos desenvolvidos e criar momentos em que essa colaboração possa se efetivar. Porém, se o problema for comportamental, isto é, se a escola perceber que existem problemas pessoais que se refletem em atitudes que atrapalham o desempenho em sala de aula, os pais devem ser chamados e ouvidos, e as soluções, construídas em conjunto, sem julgamento ou atribuição de culpa.

29 ALTERNATIVAS Há várias alternativas para não se fugir dessa difícil questão. Exemplo disso são os projetos escolares que visam um maior esclarecimento sobre o abuso de álcool, a injustiça e a intolerância como fatores que provocam a violência, a comparação entre o que vive na escola e o que se vê fora dela, entre outros. Não se deve esconder a vivência de uma sociedade violenta, mas deve-se contrapor abertamente a cultura de agressões.

30 É POSSÍVEL UMA ESCOLA SEM DROGAS? As ações educativas de prevenção assumem função primordial neste movimento pois é com o preparo dos jovens para viver e preservar a qualidade de vida nesta sociedade que vamos avançar e não negando os tantos desafios que esta realidade nos coloca. Se, por um lado é uma utopia idealizar uma escola sem drogas na medida em que faz parte de uma sociedade com drogas, entendemos que é possível uma escola não excludente do adolescente que, por ventura já esteja envolvido com drogas.

31 FATORES DE PROTEÇÃO A ESCOLA pode e deve reforçar os fatores de proteção pois tem muita oportunidade de influência sobre o jovem, na medida em que estes vivem uma boa parte de seu dia na escola e em contato com os educadores. Ligação forte com os pais Harmonia no lar Suporte familiar e social Comprometimento com a escola Envolvimento regular em atividades religiosas Crenças nas normas e valores da sociedade Crença na auto eficácia Repertório de solução de problemas Temperamento próprio positivo Encorajamento e reforço de valores positivos

32 FINALIZANDO MAS a paz e uma escola sem violência e drogas necessita também de ações governamentais, políticas públicas que proporcionem condições mínimas de uma vivência digna, com perspectiva de futuro para as novas gerações, geração de emprego para a população jovem e adulta, pela não discriminação do idoso ou do diferente, incluindo nestas diferenças, a religião, a raça, a opção sexual, o portador de necessidades especiais, o obeso, o índio, o estrangeiro. Isso será assunto para uma mesa redonda amanhã.

33 Os problemas de comportamento podem ser um jeito dos alunos mostrarem ao professor que uma regra é desnecessária ou não está funcionando. Cada aluno, em diferentes situações, coloca sempre novos desafios. Ele necessita de referências e de orientação. O que ele espera é ajuda para pensar. É importante que alguém - na escola, o professor; em casa, os pais - coloque as regras, até que, efetivamente convictos, crianças e jovens possam gerenciá-las e, de forma autônoma, viver bem em sociedade.


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