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Prof. Dra. Jordana de Almeida Nogueira Universidade Federal da Paraíba Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose Atenção a Tuberculose em Populações Indígenas.

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1 Prof. Dra. Jordana de Almeida Nogueira Universidade Federal da Paraíba Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose Atenção a Tuberculose em Populações Indígenas UFPB

2 AS AÇÕES DE CONTROLE DA TUBERCULOSE DESENVOLVIDAS PELAS EQUIPES DE SAÚDE INDÍGENA DA PARAÍBA: análise da dimensão de coordenação Dissertação de mestrado: Rafaela Gerbasi Nóbrega UFPB

3 Grupo de Estudo e Qualificação em Tuberculose -UFPB UFPB : 2 Doutores e 1 mestre UEPB: 1 doutorando Alunos de graduação: 9 Alunos PIBIC: 4 Aluno PIBIC Jr: 1 Mestrado: 9 Orientações TCC 2007/2008: 5 Parceiros Secretaria Estadual de Saúde -PB Núcleo de Doenças Endêmicas-PB Docentes: Universidades Privadas (FACENE, FSM, UNIPÊ, FCM)

4 Tuberculose: agravo da atenção básica à saúde indígena definido como prioritário (BRASIL,2003). Marginalização Dificuldade de acesso Deterioração das condições de vida

5 - 600 casos por cem mil habitantes entre os Yanomami de Roraima. ( Buchillet, 2000) casos por cem mil habitantes entre os Guaraní-Kaiwá do Mato Grosso do Sul. (Escobar et al., 2001) casos por cem mil habitantes entre os Suruís de Rondônia. (Guimarães, 2007).

6 O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena - 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas- DSEIs Unidades organizacionais estabelecidas a partir de uma população e território definidos por critérios socioculturais, geográficos, epidemiológicos e de acesso aos serviços

7 Equipes de Saúde Índigena Setor terciário Unidades Especializadas DSEIs POLOS BASE Variedade de serviços Interação entre os diferentes pontos de atenção Recursos Humanos coordenação

8 Analisar a dinâmica que organiza e orienta as ações de controle da tuberculose das equipes de saúde indígena Potiguara, no contexto da coordenação. Objetivo

9 METODOLOGIA Pesquisa qualitativa O cenário do estudo: - Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Potiguara Mapa da Paraíba enfocando os municípios envolvidos no estudo. FONTE: Adaptado de: LISTA TELEFÔNICA PARAÍBA, p. 2.

10 CATEGORIA RIO TINTO (Grupo Focal 1) MARCAÇÃO (Grupo Focal 2) BAÍA DA TRAIÇÃO (Grupo Focal 3) Médico1-1 Enfermeiro112 Auxiliar de Enfermagem 2-2 AIS346 Total7511 AMOSTRA: 23 PARTICIPANTES Distribuição dos profissionais das equipes de saúde indígena na participação dos grupos focais.

11 Resultados USO DE ELEMENTOS NÃO INCORPORADOS AO PROTOCOLO DE BUSCA DE SINTOMÁTICOS: FORMULÁRIOS A Enfermeira da Epidemiologia fez uns formulários e entregou aos agentes [avisando] que, no caso de tosse persistente, febre [...] eles já podiam solicitar o escarro ao paciente no dia seguinte, com duas amostras e avisar no pólo para o motorista no dia seguinte pegar. [...] a gente já deixou formulários nas casas e eles ligavam para o pólo avisando, aí a gente ia lá, entregava os potinhos e no outro dia, avisava ao motorista pra ir pegar [...] orientava a família, no caso, o paciente pra no dia seguinte colher, dois dias seguidos, a amostra. E2

12 AUSÊNCIA DE RESPONSABILIZAÇÃO DA EQUIPE [A responsabilidade] é do próprio paciente! Que faz o escarro e o motorista pega na casa dele e leva pra lá pra o laboratório! E2

13 DISPONIBILIZAÇÃO DE INSUMOS [...] no meu caso, eu não tenho potinho, eu implemento [...]. Manda pegar um vidrinho, escaldar [...]. E2 AUX3

14 FALTA DE ESTRUTURAÇÃO DO SERVIÇO LOCAL [...] é possível encaminhar esse paciente para João Pessoa, para fazer Raio X de tórax [...] E daí, dá seguimento ao tratamento, aqui [...]. Aqui mesmo faz o tratamento! Faz aqui mesmo [o exame de escarro]! Ou dependendo se não desse nada aí partiria pra fazer a solicitação de Raio X que é feito em João Pessoa e muitas vezes demora. E1 E2

15 DIFICULDADES NO ACOMPANHAMENTO DOS CASOS EM TRATAMENTO NA REFERÊNCIA A gente fica tentando saber notícias! Tentando porque a gente nem tem muito tempo. A gente às vezes liga! Quando a gente chega no Pólo, já é pra ir pra aldeia de manhã cedo, quando volta já é hora de ir embora. Mas muitas vezes a gente liga para o hospital ou para assistente social para saber. Muitas vezes a gente vai na casa dele para conversar com a esposa, com a família dele [...]. E2

16 O serviço não dá contra-referência pra nós! [...] a [dificuldade] é da contra-referência só porque quando é encaminhamento não tem problema. [...] [informação] só quando eu vou atrás, quando a gente procura porque o serviço de lá não te manda a contra referência [...]. M3 M1 FRAGILIDADE OPERACIONAL DOS MECANISMOS DE REFERÊNCIA E CONTRA-REFERÊNCIA

17 FALTA DE CAPACITAÇÃO A dificuldade é uma só não só como agente de saúde, mas na equipe [...] quantos anos? Que foi feita essa capacitação? Seis anos! Já ta precisando de uma nova [...]. [...] a gente sente a falta de um treinamento, de uma capacitação [...] que venha ajudar mais [...]. AIS1 AIS9 Houve um simpósio, entendeu? De dois dias [...] acho que foi repassado pra gente, mas treinamento específico mesmo não houve. E3

18 A dificuldade maior é a forma de abordar a tuberculose na casa do paciente. Isso daí tem que capacitar o pessoal pra quando chegar [...] não é porque foi tuberculose, já vai todo mundo como se fosse urubu ali e não é dessa forma que tem que fazer! É uma doença como qualquer outra! [...] depende da capacitação, dos profissionais, e de como fazer essa abordagem, porque muitas vezes a gente está querendo ajudar, mas a coisa é tão em cima demais que sufoca esse paciente, ele quer ir embora daquilo ali porque aí vem todo o medo. É uma questão de abordagem. DIFICULDADES NA ABORDAGEM AO PACIENTE M3

19 CONCEPÇÕES INDÍGENAS SOBRE OS MECANISMOS DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA Na maioria das vezes eles são mais teimosos principalmente os de mais idade. Não! Eu vou tomar um chazinho tal, eu vou tomar um não sei o quê [...]. [...] antes de acontecer isso ele falou assim Ah! Isso aí não é nada não! Eu me curei da 1ª vez com remédio caseiro, aí vou me curar de novo! AIS11 AIS5 A orientação da enfermeira ou do médico, vai contra o que eles sempre ouviram desde pequenos dos pais! Que tuberculoso tem que ficar isolado, que tuberculose até no vento pega [...] e tem aquela cultura toda dos pais, dos avós, que mesmo às vezes o enfermeiro, o médico orientando, eles não querem saber! Querem saber do que a mãe e os avós vinham dizendo! AIS5

20 CONCLUSÃO LIMITESPOSSIBILIDADES DE AVANÇO DEFICIÊNCIAS NA ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO LOCAL Fortalecimento da capacidade gerencial Rede integrada de serviços Ações de busca ativa Organização do fluxo de material para exame bacteriológico Formação e educação permanente dos profissionais Sistema de referência e contra- referência Necessidade de quem junte tudo Centralização do tratamento nas unidades de referência Ausência de capacitação dos profissionais para a tuberculose Dificuldade de abordagem considerando as especificidades culturais indígenas Supervalorização da Vigilância Epidemiológica

21 Brasil. (2002a). Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Controle da tuberculose: Uma proposta de integração ensino-serviço. 5. Ed. Rio de Janeiro: FUNASA/CRPHF/SBPT. Brasil. (2002b). Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. 5. ed. Brasília. Brasil. (2002c). Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Manual prático para o controle de tuberculose. Cadernos de Atenção Básica. 6. ed. Brasília. Brasil. (2003). Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Contextualização dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas [cd rom]. Brasília. Brasil (2006). Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Departamento de Apoio à Descentralização. Coordenação-Geral de Apoio à Gestão Descentralizada. Diretrizes operacionais dos Pactos pela Vida, em defesa do SUS e de Gestão. Brasília Buchillet, D. (2000). Tuberculose, cultura e saúde pública. Série Antropologia. Brasília. Recuperado em 10 de outubro, 2007, de Epidemia entre os índios. (2005) [cd rom]. Almanaque Abril. Escobar, A. L., Coimbra Júnior, C. E. A., Camacho, L. A., & Portela, M.C. (2001). Tuberculose em populações indígenas de Rondônia, Amazônia, Brasil. Cad Saúde Pública.17(2): Fiorin, J. L. (1998). Linguagem e Ideologia. 6 ed. São Paulo: Ática. Guimarães, M. (2007). Bacilo na tribo. Revista pesquisa FAPESP. Edição 132, Recuperado em 20 de outubro, 2007, de Minayo, M. C. F. (1999). O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 6. ed. São Paulo: Hucitec/Abrasco. Muniz, J. N. (2004). O Programa de Agentes Comunitários de Saúde na Identificação de Sintomáticos Respiratórios no Controle da Tuberculose em Ribeirão Preto – SP: um desafio para a atenção primária à saúde. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, SP, Brasil. Palitot, E. M. (2005). Parecer Antropológico DSEI Potiguara. João Pessoa: FUNASA. Relatório do Projeto 914BRA1015. Stornni, M. O. T. (200_). A fitoterapia na identidade cultural Potiguara. Departamento de Ciências Sociais do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Universidade Federal da Paraíba. Villa, T. C. S., Ruffino-Netto, A., Arcêncio, R. A., & Gonzales, R. I. C. (2006). As políticas de controle da tuberculose no Sistema de Saúde no Brasil e a implantação da estratégia DOTS ( ). In: Villa, T. C. S., Ruffino-Netto, A. (org.). Tuberculose: implantação do DOTS em algumas regiões do Brasil: histórico e peculiaridades regionais. Ribeirão Preto: FMRP/USP, REFERÊNCIAS

22 A memória é o segredo da história, do modo pelo qual se articulam o presente e o passado, o indivíduo e a coletividade. O que parecia esquecido e perdido logo se revela presente, vivo, indispensável. Octavio Ianni Jordana de Almeida Nogueira : Rafaela Gerbai Nóbrega:


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