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REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR Dental – CEEO Dental – CEEO Centro de Excelência Educacional Odontologia Odontologia 09/08/2008 09/08/2008 Dr. Daniel Kollet.

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2 REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR Dental – CEEO Dental – CEEO Centro de Excelência Educacional Odontologia Odontologia 09/08/ /08/2008 Dr. Daniel Kollet Dr. Daniel Kollet Especialista em Cardiologia SBC Especialista em Cardiologia SBC

3 UMA VERDADEIRA CORRIDA CONTRA O TEMPO ONDE VENCEM POUCOS E MORREM MUITOS! A VERDADEIRA OLIMPÍADA DA VIDA!

4 LEMBRAR SEMPRE : O TEMPO DE INICIAR AS MANOBRAS É TUDO E ELE É QUE VAI DITAR O SUCESSO DESTA REANIMAÇÃO! MAS LEMBRAR TAMBÉM QUE A PRESSA E A ANSIEDADE SÂO INIMIGA DA PERFEIÇÃO, E PRECISAMOS AGIR COM MÁXIMA EFICÁCIA POSSÍVEL!

5 LEMBRAR DOS 2 PRINCIPAIS ÓRGÃOS A SEREM SALVOS

6 PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA SITUAÇÃO MAIS DRAMÁTICA PARA TODOS, PACIENTE E DEMAIS PESSOAS PRESENTE NA CENA. POR ISTO DEVEMOS MANTER O AMBIENTE MAIS CALMO POSSÍVEL! PARA ISTO ACONTECER SOMENTE SE EXISTIR PESSOAS INFORMADAS E BEM TREINADAS!

7 TÓRAX

8 Os perigos comuns do dia a dia Os altos índices de violência, a imprudência, e muitos outros fatores sociais, vêm expondo os cidadãos a perigos cada vez maiores onde o simples fato de atravessar uma rua poderá representar um ato potencialmente perigoso.

9 Até mesmo dentro do próprio lar, as tomadas elétricas, as janelas, os produtos de limpeza e inseticidas, o piso escorregadio, etc., podem implicar em acidentes graves.

10 PRIMEIROS SOCORROS São os procedimentos de emergência que visam: Preservar os sinais vitais e evitar o agravamento das lesões existentes até a chegada da equipe especializada. As atitudes do Socorrista deverão inspirar segurança e atenuar o sofrimento da vítima.

11 A ÉTICA E A HUMANIZAÇÃO NA REALIZAÇÃO DOS PRIMEIROS SOCORROS DOS PRIMEIROS SOCORROS Toda pessoa possui uma consciência moral que a faz distinguir entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, ou seja, é capaz de nortear suas atitudes pela ética a qual pode- se dizer: é um conjunto de valores, que se tornam deveres em determinadas culturas ou grupos, sendo expressos em ações. A ética é, normalmente, uma norma de cunho moral que obriga a conduta de uma determinada pessoa, sob pena de sanção específica, mas pode também regulamentar o comportamento de um grupo particular de pessoas, como, por exemplo, enfermeiros, médicos, etc. A ética profissional, mais conhecida como deontologia, caracteriza-se como conjunto de normas ou princípios que têm por fim orientar as relações profissionais entre pares, destes com os cidadãos, com as instituições a que servem, entre outros. como, por exemplo, o Código de Ética da Enfermagem, Código de Ética Médica, etc. Assim como a atividade do médico e do enfermeiro está norteada pelo Código de Ética, o socorrista também deve ter sua conduta orientada em um Código que o obriga a prestar seu serviço de atendimento pré-hospitalar calçado em valores e deveres morais e humanísticos, não menos importantes, que o dos códigos dos profissionais de saúde. Toda pessoa possui uma consciência moral que a faz distinguir entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, ou seja, é capaz de nortear suas atitudes pela ética a qual pode- se dizer: é um conjunto de valores, que se tornam deveres em determinadas culturas ou grupos, sendo expressos em ações. A ética é, normalmente, uma norma de cunho moral que obriga a conduta de uma determinada pessoa, sob pena de sanção específica, mas pode também regulamentar o comportamento de um grupo particular de pessoas, como, por exemplo, enfermeiros, médicos, etc. A ética profissional, mais conhecida como deontologia, caracteriza-se como conjunto de normas ou princípios que têm por fim orientar as relações profissionais entre pares, destes com os cidadãos, com as instituições a que servem, entre outros. como, por exemplo, o Código de Ética da Enfermagem, Código de Ética Médica, etc. Assim como a atividade do médico e do enfermeiro está norteada pelo Código de Ética, o socorrista também deve ter sua conduta orientada em um Código que o obriga a prestar seu serviço de atendimento pré-hospitalar calçado em valores e deveres morais e humanísticos, não menos importantes, que o dos códigos dos profissionais de saúde.

12 CRIME DE OMISSÃO DE SOCORRO A prestação de socorro, além de um dever moral, é um dever legal, e a sua recusa constitui crime de omissão de socorro, previsto no artigo 135 do código penal brasileiro. Deixar de prestar assistência, quando possível, fazê- lo sem risco pessoal, a criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave ou eminente perigo; ou não pedir nesses casos, o socorro da autoridade pública: Pena – Detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. Parágrafo único – A pena é aumentada da metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte. (Decreto de lei nº de 07 de dezembro de 1940).

13 CRIME DE ABANDONO Artigo 133 do código Penal Braileiro. Abandonar pessoa que está sob o seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono. Pena: Detenção, de seis meses a três anos. § 1º. Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave: Reclusão, se um a cinco anos. §2º. Se resulta morte: Reclusão, de quatro a doze anos.

14 DIREITOS DA VÍTIMA: A vítima tem o direito de recusar o atendimento. No caso de adultos, esse direito existe quando estiver consciente e orientado; No caso de crianças, a recusa do atendimento pode ser feita pelo pai, pela mãe ou pelo responsável legal. Se a criança é retirada do local do acidente antes da chegada do socorro especializado, o prestador de socorro deverá, se possível, arrolar testemunhas que comprovem o fato; O diálogo é imprescindível, é através dele que o socorrista poderá convencer a vítima e/ou parentes à aceitarem o socorro.

15 AVALIAÇÃO PRIMÁRIA E REANIMAÇÃO CARDIORRESPIRATÓRIA (RCP) Referência: American Heart Association. Guidelines 2005 for Cardiopulmonary Ressuscitation and Emergency Cardiovascular Care.

16 AVALIAÇÃO PRIMÁRIA A avaliação primária deverá ser realizada em no máximo 45 segundos e tem como objetivo Identificar e intervir nas lesões que comprometam ou venham comprometer a vida da vítima nos instantes imediatamente após o acidente, tais como: Obstrução das vias aéreas; Obstrução das vias aéreas; Parada cardiorrespiratória; Parada cardiorrespiratória; Grandes hemorragias externas. Grandes hemorragias externas.

17 Avaliar a cena; Verificar o nível de consciência da vítima; Verificar se as vias aéreas estão permeáveis (airways); Verificar se a vítima está respirando (b reathing) ; Verificar se a vítima apresenta pulso (circulation); Verificar se apresenta grande hemorragia. PROCEDIMENTOS ESSENCIAIS DA AVALIAÇÃO PRIMÁRIA

18 AVALIAR A CENA Ao chegar no local do acidente o socorrista precisa ser cauteloso e estar atento às condições de segurança em vistas a não tornar-se uma segunda vítima bem como evitar outros acidentes. Nesse momento, deverá: Avaliar o mecanismo do trauma (cinemática do trauma); Condições de segurança do cenário (a cena é segura?); Solicitar auxílio (SAMU ) OU SE DENTRO DE AMBIENTE HOSPITALAR DEMAIS COLEGAS E EQUIPE MÉDICA; Isolar a área; Sinalizar a área; Prover medidas de Biossegurança. A biossegurança compreende o conjunto de medidas que preconizam a segurança do socorrista para que este não se exponha à riscos, sobretudo os biológicos, físicos e químico.

19 Realizados os procedimentos iniciais de segurança, busca-se então a abordagem direta da vítima, cujo primeiro passo consiste em verificar o seu nível de consciência (AVI): Alerta; Verbal; Inconsciente. VERIFICAR O NÍVEL DE CONSCIÊNCIA DA VÍTIMA

20 ESTABILIZE A REGIÃO CERVICAL com vistas a não agravar lesões existentes. Se a vitima estiver consciente o socorrista deverá conforme humanização: Orientar a vitima para não mover a cabeça; Orientar a cerca do procedimento que precisa ser realizado e que sua colaboração é importante. Antes de colocar o colar cervical, o socorrista responsável deve avaliar a região cervical da vitima, no seu aspecto anterior e lateral e deve também avaliar e pesquisar qualquer dismorfia ou hipersensibilidade da região cervical. O COLAR CERVICAL NÃO DEVE SER RETIRADO ENQUANTO NÃO ESTIVER EXCLUÍDA A POSSIBILIDADE DE LESÃO CERVICAL.

21 COLOCAÇÃO DO COLAR CERVICAL O 1º socorrista deverá posicionar-se junto da cabeça da vitima, dispondo as mãos de cada lado da cabeça da mesma. A imobilização da cabeça deve ser efetuada com ambas as mãos, colocando do 2º ao 5º dedo e palmas das mãos sob a região occipital e cada um dos dedos polegares na região temporo-mandibular. A imobilização da cabeça deve ser efetuada com ambas as mãos, colocando do 2º ao 5º dedo e palmas das mãos sob a região occipital e cada um dos dedos polegares na região temporo-mandibular. O 1º socorrista deverá manter ligeira tração cefálica (com a cabeça da vitima em posição neutra) e o alinhamento da coluna cervical segundo o eixo nariz, umbigo e pés.

22 BLS PELO GUIDELINES DE 2005 (ATENDIMENTO INICIAL À PARADA CARDÍACA NÃO- TRAUMÁTICA QUAL A PRIMEIRA MEDIDA FRENTE A UMA SUPOSTA PARADA CARDÍACA? 1- Testar a responsividade do paciente - estímulo verbal e tátil --- se não houver resposta Chamar ajuda: avisar à equipe de plantão (em ambiente extrahospitalar, ligar para telefone da Defesa Civil - Corpo de Bombeiros). 3- Instituir prontamente as medidas do BLS

23 Abordagem inicial O suporte básico de vida (BLS) Didaticamente são descritas como ABCD A- Airway – abrir via aérea B- Breathe – ventilar C- Circulation – massagem cardíaca D- Desfibrilação – monitorar o rítmo cardíaco e se necessário desfibrilar!

24 Abrir via aérea: A (airway - abrir via aérea): na ausência de trauma cervical ou craniano, colocar o paciente em decúbito dorsal sobre superfície sólida e realizar a manobra do head tilt chin lift - estender a cabeça e levantar o queixo, retirando qualquer corpo estranho da boca do paciente (incluindo prótese dentária). Observar se o paciente está respirando e então iniciar manobras de ventilação (2°passo ou letra B)

25 Verifique: vomito, sangue ou alimento que possa obstruir as vias aéreas. Examine os dentes para se certificar de que não caiu nenhum para o fundo da garganta. Verifique a existência de próteses removíveis e, caso exista, retire-as

26 Anatomia da via aéra superior

27 MANOBRA Em pacientes não vítimas de trauma, a abertura das vias aéreas pode ser facilmente conseguida pela manobra do head tilt chin lift, ou seja, estender a cabeça e levantar o queixo, com o paciente em decúbito dorsal. Nesta posição, o eixo da traquéia e laringe é alinhado ao eixo da faringe; a epiglote e a base da língua são afastadas da faringe. Compare a posição neutra da cabeça com a posição do Head til Chin lift na figura. A abertura de vias aéreas inclui a inspeção da cavidade oral, com retirada manual de qualquer corpo estranho, incluindo prótese dentária.

28 VERIFICAR SE AS VIAS AÉREAS ESTÃO PERMEÁVEIS Se a vítima estiver inconsciente, abra-lhe as vias aéreas com hiperextensão do pescoço e protrusão ou tração mandibular;

29 A MANOBRA COMPLETA: Com a via aérea aberta o examinador deve checar se o paciente está respirando. Para isso, aproxima o ouvido da boca do paciente, enquanto olha fixamente para o seu tórax (figura). Se não for sentido nenhum ar exalado em seu rosto e não for observado nenhuma expansão torácica, é porque o paciente não está respirando...

30 Manobra se há risco de trauma cervical A manobra Jaw Trust é indicada no lugar da Hed tilt Chin lift para vítimas de trauma, com risco de lesão cervical. Nesta manobra, a cabeça do paciente não é estendida e apenas traciona-se anteriormente os ângulos mandibulares (figura).

31 Se a vítima estiver inconsciente, mas apresente sinais de respiração, coloque-a na posição de recuperação. A vítima deverá ser rolada em bloco, preferencialmente para o lado esquerdo porque facilita o retorno venoso.

32 B (breathe) Ventilação: Se for uma pessoa só, esta terá que segurar a máscara com a pinça polegar-indicador e mantê-la acoplada utilizando os outros dedos para tracionar a mandíbula do paciente para cima, ao mesmo tempo que mantém a cabeça estendida. O objetivo é ventilar o paciente de modo a garantir expansão torácica!! Cada ventilação deve ser feita devagar, em 1 segundo, para minimizar a distensão gástrica e reduzir o risco de broncoaspiração!! Se for possível, conecte o Ambu no oxigênio a 10L/min...

33 Aplique duas insuflações normais, cada uma com duração de 1 segundo e observe a expansão dos pulmões; SE NÃO ESTIVER RESPIRANDO!

34 Manobra de ventilação: Após observar ausência de respiração, duas ventilações devem ser executadas,mantendo a posição do Head tilt Chin lift. No ambiente hospitalar, isto pode ser feito utilizando-se o Ambu-máscara e no atendimento extrahospitalar,através da respiração boca-a- boca (tampando-se o nariz do paciente). O uso do Ambu-máscara não é fácil!! A máscara deve ser acoplada de forma a evitar o escapamento de ar e mantendo a posição Head tilt Chin lift. > Para isso, o ideal é o auxílio de mais uma pessoa: um indivíduo para segurar a máscara acoplada (com as duas mãos) e outro para ventilar o Ambu.

35 A RESPIRAÇÃO BOCA ABOCA A respiração boca-a-boca é reservada para os casos de parada respiratória em locais desprovidos de Ambu-máscara. O risco de transmissão de infecçãoé mínimo e não deve desencorajar o procedimento. Métodos de barreira são disponíveis, embora não eliminem totalmente o risco de contágio... A respiração boca-nariz também é eficaz e está indicado quando a respiração boca-a- boca é impraticável, como em alguns casos de trauma de face.

36 SE NÃO HOUVER PULSO? Inicie imediatamente as manobras de RCP - Ciclos de 30 compressões e duas insuflações (2 minutos = 5 ciclos) Re-avalie a cada 5 ciclos.

37 Após executar as duas ventilações, o paciente é avaliado quanto à presença de pulso arterial central. O pulso carotídeo é o de escolha, embora o pulso femoral também possa ser utilizado como parâmetro. Indivíduos leigos com treinamento para BLS não são capazes de avaliar o pulso central de forma confiável, portanto, eles devem limitar-se a apenas observar se o paciente está respirando - se não estiver, após as duas primeiras ventilações, deve-se proceder diretamente às massagens cardíacas... Profissionais de saúde avaliam o pulso central de forma mais confiável, porém, não perfeita: se em até 5-10 segundos, nenhum pulso for palpado ou houver dúvidas quanto a sua palpação, o paciente deve ser considerado em parada cardíaca e o próximo passo deve ser imediatamente iniciado (massagens cardíacas)...

38 VERIFICAR SE A VÍTIMA APRESENTA PULSO Se as insuflações entrarem, procure pulso por no máximo 10 segundos. A ausência de pulso carotídeo em vítimas com mais de um ano, assim como, ausência de pulso braquial em menores de 1 ano de idade, constitui sinal de parada cardíaca.

39 SEGUE A ROTINA... C (Circulation) Massagem cardíacas

40 C (circulation - circulação) Pelo consenso atual, a massagem cardíaca é considerada o principal componente nas manobras de reanimação de uma parada cardíaca. Quase todas as modificações do BLS/ACLS que apareceram no Guidelines de 2005 possuem o intuito de aumentar o período de execução das massagens cardíacas, minimizando ao máximo as suas interrupções. Nos primeiros 5 minutos de parada cardíaca, a concentração de oxigênio do sangue ainda parece ser adequada para a homeostase tecidual e, portanto, o principal determinante da lesão miocárdica e cerebral neste momento não é a hipoxemia, mas sim a parada do fluxo sangüíneo. Em outras palavras, a massagem cardíaca é mais importante do que a ventilação e, inclusive, há estudos demonstrando a eficácia de se massagear o paciente sem ventilação... Mesmo após 5 minutos, a massagem ainda é a medida mais importante da CPR, embora a ventilação também seja necessária

41 Em termos de sucesso da reanimação e sobrevida com alta hospitalar, podemos dizer que: massagem + ventilação MELHOR QUE massagem isolada massagem isolada BEM MELHOR QUE não fazer nada

42 DADOS HEMODINÂMICOS: A massagem cardíaca, quando feita corretamente, garante 30% do fluxo cerebral e coronariano e pode manter uma PA sistólica em torno de mmHg e uma pressão arterial média (PAM) em torno de 40 mmHg!!

43 A massagem cardíaca A massagem cardíaca retarda a lesão isquêmica (por hipóxia e acidose) do miocárdio, aumentando comprovadamente o sucesso da reversão de uma fibrilação ventricular pelo choque desfibrilatório

44 SEM AS MANOBRAS DE MASSAGEM E VENTILAÇÃO A chance de reverter uma FV reduz em 7-10% a cada minuto de demora do choque desfibrilatório. Com a CPR (realizada corretamente), a chance de reversão da FV reduz muito menos: 3-4% a cada minuto!! Diversos estudos mostraram que a realização da CPR iniciada nos primeiros 4-5 minutos da parada cardíaca aumenta em 2-3 vezes a chance de sobrevivência de uma fibrilação ventricular!!

45 Um exemplo: Imagine um paciente que parou em FV quando estava fazendo um RX no seu dentista! O atendimento da SAMU especializado(monitor e o cardiodesfibrilador) só foram ativados após 7 minutos da parada... Se, durante este tempo, não foram executadas as manobras de CPR (massagem + ventilação), a chance de se reverter a FV é de apenas 30-50%, sendo esperada uma grave seqüela de anóxia cerebral; porém, se a CPR foi executada corretamente desde o início, a chance de reversão aumenta para 70-80%, com pouca ou nenhuma seqüela cerebral

46 QUAL É A TÉCNICA PARA MASSAGEM CARRDÍACA? Com o paciente em decúbito dorsal, o assistente deve colocar as mãos na porção inferior do externo, um pouco acima do apêndice xifóide, utilizando a base das mãos, uma sobre a outra. Com os braços totalmente esticados, com o movimento do tronco, ele aplicará as massagens, na freqüência de 100 por minuto, procurando comprimir ativamente o externo cerca de 4-5 cm em cada massagem, permitindo o seu completo retorno passivo. Os americanos utilizam a expressão push hard push fast (comprima vigorosamente, comprima numa freqüência rápida) para estimular a execução correta das massagens.

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48 RCP em vítimas acima de 8 anos: Local:Linha mamilar. Técnica de compressão:Dois braços estendidos perpendiculares ao esterno. Amplitude:4 – 5 centímetros. Freqüência:30:2 - 1 ou 2 socorristas (checar após 5 ciclos). Pulso:Carotídeo/femoral. Desobstrução de vias aéreas (vítima consciente) Compressões abdominais (Manobra de Heimlich).

49 Antes de intubar o paciente, as massagens cardíacas devem ser alternadas com as ventilações, na relação de 30:2, ou seja, 30 massagens seguidas por 2 ventilações (Ambu- máscara ou boca-a-boca). Esta proporção de 30:2 é utilizada para os adultos, independente do número de profissionais no atendimento à parada cardíaca. Define-se portanto 1 ciclo de CPR a execução de 30 massagens e 2 ventilações. Cada ciclo dura cerca de 25 seg. Geralmente, pelo menos 5 ciclos de CPR (aproximadamente 2 minutos) devem ser realizados antes de qualquer nova medida de reanimação (ex.: avaliação do ritmo,choque desfibrilatório, intubação traqueal). *Esta foi uma das grandes mudanças do BLS/ACLS no Guidelines de Até novembro de 2005, era preconizada a relação 15:2 (15 massagens seguidas por 2 ventilações)...

50 D (defibrillation - monitorização de desfibrilação) O choque desfibrilatório é a única medida confiável capaz de reverter uma fibrilação ventricular e uma taquicardia ventricular sem pulso. Para os cardiodesfibriladores tradicionais (monofásicos), o choque aplicado para reverter a FV ou a TV sem pulso deve ser de 360J, sempre dessincronizado.

51 ATENÇÃO: Choque Dessincronizado (Desfibrilação) versus Sincronizado (Cardioversão elétrica) O termo desfibrilação indica um choque de alta energia (ex.: 360J) e dessincronizado.O termo cardioversão elétrica indica um choque de energia mais baixa e sincronizado. O que é dessincronizado e sincronizado?? Quando o cardiodesfibrilador está monitorando o ritmo do paciente, ao se apertar o botão da sincronia, o aparelho reconhece todos os complexos QRS do paciente e o choque será aplicadoexatamente em cima do QRS, momento da despolarização ventricular, daí o nome choque sincronizado.

52 *Todas as taquiarritmias com QRS facilmente identificável no monitor, na presençade pulso (ou seja, o paciente não está parado) só podem ser eletricamente revertidas com choque sincronizado (cardioversão elétrica) - um choque dessincronizado seria extremamente perigoso neste caso, pois se cair no final da onda T,momento da repolarização ventricular, pode desencadear uma FV!!! São exemplos de arritmias que exigem a sincronia do choque: fibrilação atrial, flutter atrial, taquisupra, TV monomórfica com pulso.*Por outro lado, a FV, a TV sem pulso e a TV polimórfica exigem um choque dessincronizado de alta energia (desfibrilação), pois o monitor do aparelho não pode identificar o QRS. Se o botão da sincronia estiver ativado, o choque simplesmente não ocorrerá.

53 Além do cardiodesfibrilador manual, utilizado nos hospitais, existe também o desfibrilador automático externo (AED), que pode ser manipulado inclusive por leigos (figura), sendo fundamental para o atendimento da parada cardíaca extrahospitalar.

54 O AED é portátil e provido de eletrodos adesivos, facilmente posicionados no paciente. O aparelho basta ser ligado, que automaticamente reconhece se o ritmo da parada cardíaca é chocável (FV ou TV) ou não-chocável (qualquer outro ritmo), dando imediatamente esta informação ao pessoal do resgate por meios visuais (através do visor) ou auditivos (por um gravador interno). Se o aviso for de ritmo chocável, é só apertar o botão do choque - o aparelhoproduzirá o choque desfibrilatório previamente programado pelo fabricante. Existem AEDs monofásicos ou bifásicos. O aparelho não precisa ser ligado em tomada, pois funciona na bateria.

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56 Existem 2 estudos recentes que concluiram: 1)Se o atendimento a FV acontecer após 4-5 minutos da PCR, o ideal é dar o choque SOMENTE após 2 minutos de manobras de reanimação ou seja 5 ciclos 30:2 de massagem +ventilação! 2)Se o atendimento iniciar antes de 5 minutos,O CHOQUE DESFIBRILATÓRIO deve ser dado o MAIS PRECOCE POSSÍVEL!

57 Situações diferentes: 1) Você é chamado para atender uma parada cardíaca no andar, mas não sabe exatamente há quanto tempo o paciente está parado - nestecaso, é melhor fazer 5 ciclos de CPR (massagem + ventilação com Ambumáscara) antes de checar o ritmo da parada ou aplicar o choque desfibrilatório. 2)Por outro lado, você está entrando na UTI ou na emergência em que o paciente está monitorizado, quando então presencia um paciente tendo uma parada cardíaca e observa que ocarrinho de parada está ao lado - neste caso, logo após começar a CPR,você deve imediatamente monitorar o ritmo e aplicar o choque desfibrilatório, em caso de uma FV ou TV.

58 Qual o papel do soco precordial? Existe uma chance muito pequena de reverter uma FV e uma TV sem pulso com o soco precordial. Num estudo de atendimentos de parada cardíacaextrahospitalar, o soco precordial só reverteu 20 pacientes (0,4%). Pela ínfima eficácia e pelo risco teórico de transformar uma TV em FV, o socoprecordial só deve ser aplicado em situações onde não se pode contar tão cedo com a monitorização e a desfibrilação...

59 SEM sucesso e daí?? NÃO REVERTEU A PARADA CARDÍACA COM O BLS: INICIAR O ACLS...

60 ACLS NO QUE CONSISTE O ACLS? São medidas de suporte mais avançado,incluindo a obtenção de uma via aérea definitiva (ex.: tubo endotraqueal), acesso venoso periférico com administração de drogas e medidas específicas para algumas causas de parada cardíaca (ex.: pneumotórax hipertensivo). A CPR deve ser continuada durante todo o ACLS, com pequenas interrupções para intubação traqueal, determinação do ritmo e novos choques desfibrilatórios. Podemos também classificar as medidas do ACLS num segundo ABCD:

61 ABCD do ACLS A (airway - intubação traqueal): intubar o paciente, checar a posição do tubo e fixá-lo. B (breathe - ventilar): ventilar com Ambu ligado ao oxigênio a 10L/min. No paciente intubado, não há necessidade de parar a massagem para ventilar (a proporção 30:2 é só para ventilação com Ambu-máscara ou boca-a-boca...). A massagem continua a 100 por minuto, ao mesmo tempo em que o paciente é ventilado a 8-10 por minuto (uma ventilação a cada 6-7 segundos). C (circulation - acesso periférico e drogas): puncionar veia antecubital para infundir drogas: adrenalina, vasopressina, antiarrítmicos etc. D (diagnóstico diferencial): inferir a provável causa da parada cardíaca e pensar nos 5 Ts (tension pneumothorax, tamponamento cardíaco, trombosecoronariana, tromboembolismo pulmonar, toxicidade exógena) e nos 5 Hs (hipóxia, hipovolemia, hipercalemia, hidrogênio da acidose, hipotermia).

62 QUAL É O PROTOCOLO PARA A FV/TV SEM PULSO? Seguir a seguinte seqüência: (1) BLS, incluindo o primeiro choque de 360J, (2) CPR por 2min, (3) checar o ritmo, (4) intubação traqueal + acesso venoso periférico + administração de 1mg de adrenalina ou 40 U de vasopressina, (5) CPR por 2min, (6) novo choque de 360J + CPR por 2min, (7) amiodarona 300mg, (8) novo choque 360J + CPR por 2min (9) repetir a seqüência adrenalina - choque - CPR - checagem do ritmo - antiarritmico - choque. Amiodarona: pode usar duas vezes (300mg - 150mg); Lidocaína: usada na falta da amiodarona; Sulfato de magnésio: TV polimórfica.

63 QUAL É O PROTOCOLO PARA A PEA/ASSISTOLIA? Seguir a seguinte seqüência: (1) BLS com CPR por 2min, (2) checar o ritmo, (3) intubação traqueal + acesso venoso periférico + administração de 1mg de adrenalina ou 40 U de vasopressina + 1mg de atropina (se freqüência do ritmo < 60 bpm), (4) CPR por 2min, (5) pensar nos 5 Ts e nos 5 Hs. Bicarbonato de sódio: indicado na hipercalemia ou intoxicação por cocaína ou antidepressivos tricíclicos.

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65 MUITO OBRIGADO!


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