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Impactos das atividades agrícolas, florestais e pecuárias nos recursos naturais Prof. Dr. Mercedes Bustamante Departamento de Ecologia – Universidade de.

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1 Impactos das atividades agrícolas, florestais e pecuárias nos recursos naturais Prof. Dr. Mercedes Bustamante Departamento de Ecologia – Universidade de Brasília Painel 5: Impactos dos sistemas de produção e estratégias de mitigação Brasília, 14 de outubro de 2008.

2 Estrutura da apresentação Mudanças de uso da terra no Cerrados Impactos sobre os ciclos do Carbono e Nitrogênio Impactos sobre os recursos hídricos Impactos sobre a Biodiversidade Medidas mitigadoras Considerações finais

3 South American and the two largest Brazilian biomes Amazônia Cerrado Cerrado: Segundo Maior Bioma América do Sul Caatinga Mata Atlantica Pampas Pantanal O Cerrado Savana sazonal úmida 24 % da área do Brasil Presente em 11 estados brasileiros 2a. Formação vegetal em extensão na América do Sul Distribição central = transições com os principais biomas brasileiros Berço de grandes bacias hidrográficas: Araguaia- Tocantins, São Francisco, Paraná (LAPIG, UFG)

4 Cerrado - HOJE 35 % de toda a produção de grãos no Brasil - 58 % da produção brasileira de soja mais de 70% da produção de carne bovina do País (Pecuária de corte no Brasil Central, Corrêa 1989) Produção de energia: P/ cada tonelada de ferro-gusa 0,7 tonelada de carvão vegetal. 15% carvão MG vêm de GO 70% carvão BA clandestina e vai Minas Gerais. Expansão da área cana-de-açúcar - meta de adição de 5% de etanol nos veículos. UNICAMP (2007)

5 South American and the two largest Brazilian biomes Amazônia Cerrado Cerrado: Segundo Maior Bioma América do Sul Caatinga Mata Atlantica Pampas Pantanal Landsat 2002 PROBIO / 2007 LAPIG, UFG

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8 DIMENSÃO HUMANA Earth Interactions Novaes, P.C. et al (submetido) IDH milhões de pessoas (9,4% do total) vivem com < 1 US$ /dia 10% da população > 7 anos em áreas urbanas e 18% em áreas rurais são analfabetas Correlação entre áreas prioritárias para conservação e baixo IDH.

9 CONSERVAÇÃO E USO Demanda por agroenergia e alimento expansão e transformação do agronegócio Para a atividade agrícola, o meio ambiente é o fator mais importante de produção Manutenção da biodiversidade e sistemas naturais é uma CONDIÇÃO e não uma OPÇÃO! Coordenação de políticas agrícolas e ambientais Demanda de conhecimento e tecnologias

10 Estrutura da apresentação Mudanças de uso da terra no Cerrados Impactos sobre os ciclos do Carbono e Nitrogênio Impactos sobre os recursos hídricos Impactos sobre a Biodiversidade Medidas mitigadoras Considerações finais

11 Diferentes formações vegetais e fitosionomias no bioma Cerrado. Reproduzido de Ribeiro & Walter (2001). 1.Campo limpo = 3,78 a 16,57 Mg.ha -1 2.Campo sujo = 6,68 a 15,77 Mg.ha -1 3.Cerrado ralo = 12,55 e 39,05 Mg.ha -1 4.Cerrado sentido restrito = 20,9 a 58,01 Mg.ha -1 5.Cerrado denso = 29,90 a 71,89 Mg.ha Fisionomias de Cerrado e estoques de Biomassa Estoque de C ~ 40 a 45% da biomassa (Ottmar et al. 2001)

12 Papel do desmatamento no Cerrado Estimativas recentes 40% and 55% de área convertida para uso agropecuário (Klink & Machado, 2005) Assumindo: 1. ~ 40 anos de conversão de uso e 2. Estoque médio de C na biomassa aérea = 29 Mg C ha -1 Perda média de cerca 0.1 Pg C por ano em função do desmatamento do Cerrado Desmatamento da Amazônia = 0.2 Pg C por ano Cerrado típico Floresta pluvial

13 Papel do desmatamento no Cerrado Mudanças na vegetação podem não se converter diretamente em troca de CO 2 com a atmosfera. Enquanto, – crescimento da vegetação representa um dreno imediato de CO 2 atmosférico, – mortalidade da vegetação, a menos que resultem de combustão completa entrada retardada de CO 2 na atmosfera (emissões comprometidas) dependente da taxa de decomposição

14 Incluindo a biomassa radicular... Fitofisionomias de Cerrado: maior estoque de biomassa subterrânea Biomassa subterrânea / biomassa aérea = entre 2,6 e 7,7. Assumindo, razão biomassa subterrânea / áerea = 1, 0 Aumento de 67% nas estimativas do fluxo de C (0.13 to 0.35 Pg C y -1 ) nos trópicos secos (p.ex. Savanas) por desmatamento.

15 Áreas nativas: fontes ou drenos de C? Cerrado típico: balanços anuais indicam um dreno que pode variar de: 0,1 a 0,3 Mg C.ha-1.ano-1 (Rocha et al. 2002) a 2,5 Mg C ha-1.ano-1 (Miranda et al. 1996) Fluxos sazonais de CO 2 entre vegetação e atmosfera: 1. dreno de C durante toda estação chuvosa 2. breve período como fonte de C ao final da estação seca

16 Cerrado – dreno ou fonte de C para a atmosfera? Impactos da conversão... Substituição de sistemas nativos com dossel heterogêneo e com raízes profundas por: 1.Armazenamento de carbono no solo 2.Troca de calor e energia com atmosfera 3.Conservação de recursos hídricos Impactos sobre: Gramíneas ou culturas anuais com dossel homogêneo e raízes superficiais

17 Emissões pela queima de biomassa Cerrado Contribuição da combustão da vegetação: CO = 3448,82 Gg C CH 4 = 229,92 Gg C NOx= 41,73 Gg N N 2 O = 2,41 Gg N (Krug et al.,2002)

18 E após o fogo? Fluxos de CO 2 do ecossistema para atmosfera Imediatamente após o fogo cerrado tornou-se uma forte fonte de CO 2 para a atmosfera Início da estação chuvosa situação é revertida = área torna-se um forte dreno de CO 2 Efeitos negativos são balanceados em 12 meses Santos et al. 2005

19 E a freqüência de queimadas? Queimadas freqüentes reduzem a densidade de espécies lenhosas Favorecem formações mais abertas Mais combustível (gramíneas) = queimadas mais intensas Redução dos estoques de biomassa do sistema Balanço dos efeitos negativos do fogo depende do intervalo entre queimadas!

20 Cerrado – dreno ou fonte de C para a atmosfera? Impactos da conversão... Estoque total de C em um cerrado típico: Mg C ha -1 Vegetação + solo (até 1 m profundidade) = Biomassa arbórea = Biomassa herbácea = Serapilheira = Raízes e detritos = Matéria orgânica do solo = 185.0

21 Cerrado – dreno ou fonte de C para a atmosfera? Impactos da conversão... A quantificação completa dos impactos de mudanças no uso da terra do Cerrado deve incluir mudanças nos estoques de C no solo. Conversão de áreas nativas para uso agropecuário pode resultar tanto em ganhos como em perdas de C do solo dependendo do manejo.

22 Vegetação nativa x pastagens Estoques de C no solo Estoques de C org. sob vegetação nativa = após 23 anos sob cultivo de Brachiaria Depois de 23 anos de pastagem: 50% do C total na matéria orgânica do solo ainda era do cerrado Roscoe et al. (2001)

23 Vegetação nativa x pastagens Estoques de C no solo Pastagens tropicais bem- manejadas conservam carbono Mas... Pastagens no Cerrado degradação significativa Pastagens Degradadas = ecossistema emergente mais importante na região (cerca de 50% da área de pastagens plantadas)

24 E as emissões pelo gado? Estimativas preliminares de emissão de metano pela fermentação entérica do gado (leiteiro e corte) no Brasil = 9.4 Tg de CH 4 /ano (Lima et al., 2001) Corresponde à emissão anual de CO 2 de 36 milhões de veículos de passeio Região Centro-oeste – 30% do total (3.09 Tg CH 4 / ano ) Alternativas para mitigação devem envolver o manejo de todo o sistema de produção 1 molécula CH 4 = 25x potencial de efeito estufa de 1 molécula de CO 2

25 Culturas anuais no Cerrado Práticas agrícolas convencionais = impactos do manejo inadequado do solo Início 1980s Introdução de sistemas de plantio direto Hoje prevalência de plantio direto nas zonas agrícolas mais desenvolvidas

26 Culturas anuais no Cerrado Estoque de C no solo Estudo de longa duração: Diferentes sistemas de manejo 15 anos em Latossolo Vermelho (48 % de argila) 1.Plantio direto (PD) 2.Convencional 3.Pastagem Degradada (18 anos) PD – Maior conteúdo de C até 40 cm de profundidade, mas diferenças entre tratamentos foram mais significativas até 10 cm Resck et al. (2000)

27 CO 2 - gás efeito estufa (60 %) N 2 O – gás efeito estufa (200x mais reativo que CO 2 ), tempo de residência (~200 anos) NO – gás efeito estufa indireto, chuva ácida, precursor de O 3, efeitos fotoquímicos Fluxos de óxidos de nitrogênio para atmosfera

28 Expansão dos biocombustíveis Impactos ambientais Solo, água, atmosfera, biodiversiadade Impactos sociais e econômicos Pobreza, conflitos por terra, violações de direitos humanos, situação laboral, soberania, segurança alimentar Anos para pagar débito de C ocasionado por desmatamento para cultivo de biocombustíveis Fargione et al Science

29 CO 2 -equivalentes devido à conversão de áreas nativas de Cerrado para agropecuária – 20 anos Bustamante et al., em preparação

30 Estrutura da apresentação Mudanças de uso da terra no Cerrados Impactos sobre os ciclos do Carbono e Nitrogênio Impactos sobre os recursos hídricos Impactos sobre a Biodiversidade Medidas mitigadoras Considerações finais

31 Dosséis altos e irregulares criam mais turbulência mecânica que dosséis baixos, contínuos e regulares O ar flui através da vegetação criando turbilhões para cima e para baixo, promovendo a troca de ar entre o dossel e a atmosfera Dossel irregular – alta turbulência mecânica – turbilhões bem acoplados à atmosfera Alta condutância da camada limítrofe (baixa resistência) turbilhões vento Estrutura do dossel afeta a temperatura da superfície e a troca de energia

32 Dossel heterogêneo – alta turbulência mecânica – turbilhões bem acoplados à atmosfera Alta condutância da camada limítrofe (baixa resistência) Dossel homogêneo de pastagem ou cultivo Baixa turbulência mecânica – desacoplado da atmosfera Baixa condutância da camada limítrofe vento turbilhões vento

33 IMPACTOS CLIMÁTICOS DA CONVERSÃO... Modelos para savanas tropicais indicam (Hoffmann & Jackson,2000) : Conversão da vegetação dominada por árvores-herbáceas para pastagens ou culturas 1.Redução de ~ 10% da precipitação 2.Aumento da temperatura superficial em 0.5 o C 3.Aumento da freqüência de veranicos durante o período chuvoso

34 IMPACTOS CLIMÁTICOS E RECURSOS HÍDRICOS Processo chave no ciclo hidrológico terrestre! Reservatórios de água profunda – papel crítico solo Transferência água vegetação atmosfera

35 Perfis de resistividade do solo em floresta de transição e plantios de soja em Querência MT Floresta Perfis até 25 metros de profundidade Menos água no solo – maior resistividade elétrica do solo Cores quentes – maiores valores de resistividade Estação Seca- Agosto 2007 Soja

36 Estrutura da apresentação Mudanças de uso da terra no Cerrados Impactos sobre os ciclos do Carbono e Nitrogênio Impactos sobre os recursos hídricos Impactos sobre a Biodiversidade Medidas mitigadoras Considerações finais

37 Mudanças Climáticas e Biodiversidade Temperatura e precipitação - papéis majoritários e determinam onde espécies de plantas e animais podem – viver – crescer – reproduzir

38 Sala et al Science 287: Cenários de Biodiversidade para 2100

39 No caso do Cerrado... Nos últimos 40 anos = intensa fragmentação de habitas (Sano et al., 2008). Dificuldades de dispersão para espécies vegetais através da matriz agrícola para alcançar áreas com climas mais favoráveis. Mudança climática + perda de habitats + pequena representatividade no SNUC = efeitos catastróficos!

40 Impactos das mudanças climáticas Distribuição de árvores no Cerrado 162 espécies Presente Siqueira e Peterson, 2003

41 Impactos das mudanças climáticas Distribuição de árvores no Cerrado Cenário conservador de MC

42 Impactos das mudanças climáticas Distribuição de árvores no Cerrado Cenário menos conservador de MC

43 Estrutura da apresentação Mudanças de uso da terra no Cerrados Impactos sobre os ciclos do Carbono e Nitrogênio Impactos sobre os recursos hídricos Impactos sobre a Biodiversidade Medidas mitigadoras Considerações finais

44 Vulnerabilidade às mudanças climáticas Depende de: 1.Exposição aos riscos da mudança climática 2.Capacidade adaptativa para superar riscos

45 Interferência Humana Mudança Climática, incl. variabilidade Mitigação Via fontes e drenos de GEE Efeitos dos impactos iniciais Adaptações esperadas Efeitos líquidos ou residuais ImpactosImpactos V ul n er a bi li d a d e s Perigoso? Vulnerável? RESPOSTAS POLÍTICAS ADAPTAÇÃO PLANEJADA para impactos e vulnerabilidades

46 Estratégias de redução das emissões no Cerrado Áreas nativas 1.Ampliação das unidades de conservação, 2.Controle e monitoramento do desmatamento 3.Controle e monitoramento de queimadas Áreas agrícolas 1.Controle de queimadas de restos culturais 2.Recuperação de pastagens degradadas com incremento de cobertura arbórea 3.Manejo de nutrição animal para redução das emissões de metano 4.Manejo adequado do uso de fertilizantes nitrogenados 5.Adoção de sistemas de rotação de culturas 6.Planejamento territorial para expansão da agroenergia Sistemas multifuncionais e diversificação da paisagem agrícola

47 Adaptação às mudanças climáticas Ajustes nos sistemas ecológicos, sociais e econômicos, em resposta a estímulos das mudanças climáticas (reais ou esperadas) seus efeitos e impactos – Reduzir vulnerabilidade – Amenizar danos – Aproveitar oportunidades

48 Tipos de adaptação Mudanças na composição de ecossistemas, Localização Migração de áreas úmidas Diversificação de cultivos agrícolas Aquisição de seguros Desenho de habitações Desenvolvimento de cultivos agrícolas Mudança de atividade Reconstrução e Realocação Sistema de alertas Códigos de construção Infraestrutura Atuação para minimizar desastres Incentivos à realocação Antecipada Reativa Sistemas naturais Sistemas humanos Público Privado

49 Estrutura da apresentação Mudanças de uso da terra no Cerrados Impactos sobre os ciclos do Carbono e Nitrogênio Impactos sobre os recursos hídricos Impactos sobre a Biodiversidade Medidas mitigadoras Considerações finais

50 MUDANÇAS NO CERRADO E CLIMA: UM CAMINHO DE MÃO DUPLA... Atividades agrícolas + Aumento da freqüência de fogo Impacto direto sobre as emissões de gases de efeito estufa e clima Mudança Climática Mudanças na temperatura e disponibilidade de água

51 Assim, agricultura sustentável e conservação… Produção de: Bens = comida, fibras e materiais & Serviços = conservação de água, regulação do clima, polinização etc… Reduzir / eliminar externalidades negativas (impactos ambientais) & Maximizar a provisão de serviços (positivos) e bens.

52 Desenvolvimento sustentável requer diálogo sustentado Vetores PressãoEstado Impacto Resposta Sistemas Naturais Sociedade Políticos, economistas, Cientistas sociais Cientistas Naturais

53 A natureza do jogo … Competição por terra, determinada por: 1.Qualidades naturais 2.Potencial de ganho econômico 3.Valores intrínsecos conferidos pelos competidores

54 WE HAVE ONLY ONE GLOBE WITH WHICH TO EXPERIMENT!

55 O Homem; As Viagens Trecho poema de Carlos Drummond de Andrade (1979)... Restam outros sistemas fora Do solar a colonizar. Ao acabarem todos Só resta ao homem (estará equipado?) A dificílima dangerosíssima viagem De si a si mesmo: Pôr o pé no chão Do seu coração Experimentar Colonizar Civilizar Humanizar O homem Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas A perene, insuspeitada alegria De con-viver.

56 Conhecimento

57 Valores

58 Ética

59 Obrigada! Mercedes Bustamante


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