HABILIDADE 1 Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de aspectos da cultura..

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Transcrição da apresentação:

HABILIDADE 1 Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de aspectos da cultura..

(ENEM, 2012) Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente. ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 [adaptado]. O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427 a.C. – 346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação? Estabelecendo um abismo instransponível entre as duas. Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles. Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis. Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não. Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.

(ENEM, 2012) Não ignoro a opinião antiga e muito difundida de que o que acontece no mundo é decidido por Deus e pelo acaso. Essa opinião é muito aceita em nossos dias devido às grandes transformações ocorridas, e que ocorrem diariamente, as quais escapam à conjectura humana. Não obstante, para não ignorar inteiramente o nosso livre-arbítrio, creio que se pode aceitar que a sorte decida metade dos nossos atos, mas [o livre-arbítrio] nos permite o controle sobre a outra metade. MAQUIAVEL, N. O príncipe. Brasília: Ed. UnB, 1979 [adaptado]. Em O Príncipe, Maquiavel refletiu sobre o exercício do poder em seu tempo. No trecho citado, o autor demonstra o vínculo entre o seu pensamento político e o humanismo renascentista ao valorizar a interferência divina nos acontecimentos definidores do seu tempo. rejeitar a intervenção do acaso nos processos políticos. afirmar a confiança na razão autônoma como fundamento da ação humana. romper com a tradição que valorizava o passado como fonte de aprendizagem. redefinir a ação política com base na unidade entre fé e razão.

HABILIDADE 3 Associar as manifestações culturais do presente aos seus processos históricos.

(ENEM, 2012) Torna-se claro que quem descobriu a África no Brasil, muito antes dos europeus, foram os próprios africanos trazidos como escravos. E essa descoberta não se restringia apenas ao reino linguístico, estendia-se também a outras áreas culturais, inclusive à da região. Há razões para pensar que os africanos, quando misturados e transportados ao Brasil, não demoraram em perceber a existência entre si de elos culturais mais profundos. SLENES, R. Malungu, ngoma vem! África coberta e descoberta do Brasil. Revista USP, n. 12, dez./jan./fev. 1991-92 [adaptado]. Com base no texto, ao favorecer o contato de indivíduos de diferentes partes da África, a experiência da escravidão no Brasil tornou possível a formação de uma identidade cultural afro-brasileira. superação de aspectos culturais africanos por antigas tradições europeias. reprodução de conflitos entre grupos étnicos africanos. manutenção das características culturais específicas de cada etnia. resistência à incorporação de elementos culturais indígenas.

HABILIDADE 4 Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura.

(ENEM, 2012) Texto I Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário de tudo o que existe, existiu e existirá, e que outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar condensado. As nuvens formam-se a partir do ar por feltragem (sic) e, ainda mais condensadas, transformam-se em água. A água, quando condensada ao máximo possível, transforma-se em pedras. BURNET, J. A aurora da Filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2006 [adaptado]. Texto II Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu: “Deus, como criador de todas as coisas, está no princípio do mundo e dos tempos. Quão parcas de conteúdo se nos apresentam, em face desta concepção, as especulações contraditórias dos filósofos, para os quais o mundo se origina, ou de algum dos quatro elementos, como ensinam os Jônios, ou dos átomos, como julga Demócrito. Na verdade, dão a impressão de quererem ancorar o mundo numa teia de aranha.” GILSON, E.: BOEHNER, P. História da Filosofia Cristã. São Paulo: Vozes, 1991 [adaptado].

Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram teses para explicar a origem do universo a partir de uma concepção racional. As teses de Anaxímenes, filósofo grego antigo, e de Basílio, filósofo medieval, têm em comum na sua fundamentação teorias que eram baseadas nas ciências da natureza. refutavam as teorias de filósofos da religião. C. tinham origem nos mitos das civilizações antigas. D. postulavam um princípio originário para o mundo. E. defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas.

(ENEM, 2010) “Pecado nefando” era expressão correntemente utilizada pelos inquisido- res para a sodomia. Nefandus: o que não pode ser dito. A assembleia de clérigos reunida em Salvador, em 1707, considerou a sodomia “tão péssimo e horrendo crime”, tão contrário à lei da natureza, que “era indigno de ser nomeado” e, por isso mesmo, nefando. NOVAIS, F.; MELLO E SOUZA, L. História da Vida Privada no Brasil. V.1. São Paulo. Companhia das Letras, 1997 [adaptado]. O número de homossexuais assassinados no Brasil bateu o recorde histórico em 2009. De acordo com o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais (LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis), nesse ano foram registrados 195 mortos por motivação homofóbica no País. Disponível em: <http://www.alemdanoticia.com.br/ultimas_noticias.php?codnoticia=3871>. Acesso em: 29 abr. 2010 [adaptado].

A homofobia é a rejeição e menosprezo à orientação sexual do outro e, muitas vezes, se expressa sob a forma de comportamentos violentos. Os textos indicam que as condenações públicas, perseguições e assassinatos de homossexuais no país estão associadas A. à baixa representatividade política de grupos organizados que defendem os direitos de cidadania dos homossexuais. B. à falência da democracia no país, que torna impeditiva a divulgação de estatísticas relacionadas à violência contra homossexuais. C. à constituição de 1988, que exclui do tecido social os homossexuais, além de impedi-los de exercer seus direitos políticos. D. a um passado histórico marcado pela demonização do corpo e por formas recorrentes de tabus e intolerância. E. a uma política eugênica desenvolvida pelo Estado, justificada a partir dos posicionamentos de correntes filosófico-científicas.

HABILIDADE 5 Identificar as manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural e artístico em diferentes sociedades.

(ENEM, 2011) Em geral, os nossos tupinambás ficam bem admirados ao ver os franceses e os outros dos países longínquos terem tanto trabalho para buscar o seu arabotã, isto é, pau-brasil. Houve uma vez um ancião da tribo que me fez esta pergunta: “Por que vindes vós outros, mairs e perós (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra?” LÉRY, J. Viagem à Terra do Brasil. In: FERNANDES, F. Mudanças Sociais no Brasil. São Paulo: Difel, 1974. O viajante francês Jean de Léry (1534-1611) reproduz um diálogo travado, em 1557, com um ancião tupinambá, o qual demonstra uma diferença entre a sociedade europeia e a indígena no sentido do destino dado ao produto do trabalho nos seus sistemas culturais. da preocupação com a preservação dos recursos ambientais. C. do interesse de ambas em uma exploração comercial mais lucrativa do pau-brasil. D. da curiosidade, reverência e abertura cultural recíprocas. E. da preocupação com o armazenamento de madeira para os períodos de inverno.