ORIGENS DA SOCIOLOGIA. ORIGENS DA SOCIOLOGIA ORIGENS HISTÓRICAS DA SOCIOLOGIA A sociologia é fruto das transformações econômicas, políticas e culturais.

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Transcrição da apresentação:

ORIGENS DA SOCIOLOGIA

ORIGENS HISTÓRICAS DA SOCIOLOGIA A sociologia é fruto das transformações econômicas, políticas e culturais ocorridas no século XVIII, como as Revoluções Industrial e Francesa. Essas revoluções provocaram mudanças significativas da vida em sociedade com relação a suas formas passadas, baseadas principalmente nas tradições. A Sociologia surge no século XIX como forma de entender essas mudanças e explicá-las.

Além das Revoluções acima mencionadas, uma outra circunstância concorreria também para a formação da Sociologia. Trata-se das modificações que vinham ocorrendo nas formas de pensamento, originada pelo Iluminismo. A valorização do método científico para a investigação dos fenômenos, sejam eles naturais ou sociais, marcou profundamente o pensamento iluminista, para o qual a ciência é o único conhecimento eficaz para a compreensão da realidade (cientificismo). As transformações econômicas, associadas à emergência da ciência experimental, que se achavam em curso no ocidente europeu desde o século XVI, não poderiam deixar de provocar modificações na forma de conhecer a natureza e a sociedade.

O POSITIVISMO

O POSITIVISMO E SUAS CONCEPÇÕES SOCIAIS O Positivismo é uma corrente sociológica cujo precursor foi o francês Auguste Comte (1789-1857). Esta corrente preconizava que todos os fatos da sociedade deveriam seguir uma natureza precisa e científica , isto é, “positiva” (cientificismo). A ciência, devido à sua contribuição para a compreensão dos fenômenos naturais ou sociais, era vista como o único conhecimento capaz de levar a humanidade à ordem e ao progresso. Entre as suas concepções a respeito da sociedade, podemos destacar:

a) Darwinismo social: princípio a partir do qual as sociedades se desenvolveram de forma semelhante, segundo um mesmo modelo e que tais transformações representariam sempre a passagem de um estágio inferior para outro superior, em que o organismo social se mostraria mais evoluído, mais adaptado e mais complexo. O Darwinismo afirma a crença no Evolucionismo, ou seja, a crença de que as sociedades mais simples e de tecnologia menos avançada deveriam naturalmente evoluir em direção a níveis de maior complexidade e progresso na escala ou na lei evolução social .

b) O organicismo: parte do princípio de que existem caracteres universais presentes nos mais diversos organismos vivos, dispostos sob a forma de órgãos e sistemas – partes independentes cuja função primordial é a preservação do todo social. A sociedade é, portanto, concebida como um organismo constituído de partes integradas e coesas que funcionam harmonicamente, segundo um modelo físico ou mecânico. Procuravam, portanto, identificar leis biológicas com leis sociais.

1. O OBJETO DA SOCIOLOGIA Para Durkheim (1858-1917), o objeto da Sociologia são os fatos sociais, isto é, as maneiras coletivas e reguladas de agir, sentir e pensar, impostas coercitivamente ao indivíduo pela sociedade. Segundo Durkheim, os fatos sociais apresentam três características interligadas:

a) Coercitividade: é a força, pressão que os fatos exercem sobre os indivíduos, levando-os a se conformarem às regras da sociedade em que vivem, independentemente de sua vontade e escolha. b) Exterioridade: Os fatos sociais existem e atuam sobre os indivíduos independentemente de sua vontade ou de sua adesão consciente, sendo, assim, “exteriores aos indivíduos". Ao nascermos já encontramos regras sociais, costumes e leis que somos coagidos a aceitar por meio de mecanismos de coerção social, como a educação. Não nos é dada a possibilidade de opinar ou escolher, sendo assim independentes de nós, de nossos desejos e vontades.

c) Generalidade: o fato social se repete em todos os indivíduos ou, pelo menos, na maioria deles. Por essa generalidade, os acontecimentos manifestam sua natureza coletiva, sejam eles os costumes, os sentimentos comuns ao grupo, as crenças ou os valores. Formas de habitação, sistemas de comunicação e a moral existente numa sociedade apresentam essa generalidade.

2. MÉTODO DE ESTUDO DOS FATOS SOCIAIS 1º) Para Durkheim, os fatos sociais devem ser tratados como coisas (objetos que podem ser objetivamente observados). Para Durkheim, "é coisa tudo aquilo que é dado, e que se impõe à observação". O que não pode ser experimentalmente (cientificamente) observado, não faz sentido para o método sociológico; 2º) o sociólogo, ao estudar os fatos sociais, deveria despir-se de suas prenoções (todo o sentimento, juízos pessoais, opiniões formadas, enfim, de todo preconceito em relação ao objeto estudado);

3º) A explicação dos fatos sociais deve ser buscada na sociedade e não nos indivíduos.

3. NORMALIDADE E PATOLOGIA DOS FATOS SOCIAIS a) Fatos normais: são fatos generalizados ou que contribuem para a adaptação ou evolução da sociedade (incluindo os que provocam sanções). A generalidade dos fatos é garantia de normalidade por representar consenso ou coesão social (=solidariedade), vontade coletiva ou acordo de um grupo sobre determinada questão (refletindo valores e condutas da maioria).

b) Fatos patológicos: são fatos transitórios e excepcionais, que ameaçariam a harmonia e o consenso da sociedade, extrapolando os limites estabelecidos pela ordem social e/ou pela moral vigente. Geralmente enfraquecem os órgãos vitais de uma sociedade, levando-a a um estado de caos ou anomia. Exemplos: o atentado terrorista aos EUA, as guerras, uma revolução.

4. MORFOLOGIA SOCIAL a) Sociedades de solidariedade mecânica (tradicionais e primitivas) -Apresentam uma baixa divisão social do trabalho; Há uma relação de identificação ou semelhança entre os indivíduos, por praticarem atividades parecidas ou terem hábitos e crenças iguais; A consciência coletiva – crenças, valores e sentimentos comuns à maioria dos indivíduos – exerce forte atuação no comportamento, sendo o elo que une as pessoas (solidariedade).

b) Sociedades de solidariedade orgânica (capitalistas industrializadas) - Apresentam um elevado nível de divisão do trabalho; Ocorre entre os indivíduos uma relação de diferenciação, devido à especialidade e à diversidade de crenças e valores; A consciência coletiva se enfraquece devido à diferenciação.; O trabalho especializado torna-se o elo que aproxima ou une os indivíduos, na medida em que estes últimos tornam-se interdependentes.