Índios em Contexto Urbano

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Transcrição da apresentação:

Índios em Contexto Urbano 1ª Conferência Nacional de Política Indigenista Etapa local - São Paulo Índios em Contexto Urbano Carlos Antonio Fernandes Machado ( Doethyró Tukano) Cacique da Aldeia Maracanã e Presidente da Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM)

Fundada em 21 de Janeiro de 2015 A missão da Associação Indígena Aldeia Maracanã é preservar, valorizar e difundir a cultura e apoiar a luta pelos direitos dos povos indígenas do Brasil. A AIAM tem como principal objetivo viabilizar o restauro do prédio do antigo Museu do Índio, ao lado do Maracanã, para sua reinauguração como Centro de Referência da Cultura Viva dos Povos Indígena do Brasil, antes da Rio 2016. Este compromisso foi firmado em 18 de dezembro de 2013 pelo Governo do Estado do Rio, através de sua Secretaria de Cultura, com o coletivo Aldeia Maracanã num documento assinado pela secretária de cultura e por dezenas de lideranças tradicionais indígenas presentes ao seminário que discutiu e validou o projeto. Além disso, a AIAM tem como missão institucional a preservação, valorização e difusão da cultura indígena e o apoio total a luta pelos direitos dos povos indígenas do Brasil.

Origens do coletivo Aldeia Maracanã e o Movimento Tamoio Em outubro de 2006, um grupo de indígenas de 17 etnias, indigenistas e apoiadores da causa indígena reuniram-se num seminário no auditório da UERJ a fim de discutir o melhor caminho para dar maior visibilidade a luta pelos direitos indígenas no Rio de Janeiro e decidiu-se pela criação de um movimento indígena unificado que aglutinasse indígenas de várias etnias o que resultou na fundação do Movimento Tamoio dos Povos Originários. Foi de lá que esse grupo pioneiro de ativistas indígenas iniciou uma caminhada para ocupar o prédio do antigo Museu do Índio que, desde a mudança do museu para um casarão em Botafogo em 1977, estava há 30 anos abandonado pelo Governo. Ali passaram a desenvolver diversas atividades culturais indígenas para a população do Rio de Janeiro num movimento de resistência cultural que tornou-se mundialmente conhecido como Aldeia Maracanã. Este prédio é histórico e emblemático para os índios do Brasil. Em 1910, o Marechal Cândido Rondon instalou nele o SPI - Serviço de Proteção aos Índios e foi nele que em 1953 o antropólogo Darcy Ribeiro inaugurou no prédio o primeiro Museu do Índio das Américas, num projeto inovador que foi premiado pela UNESCO.

Primeiro Encontro do Movimento Tamoio No auditório da UERJ, cedido pelo então Reitor da UERJ na época, Um dia de debates que culminou com a decisão de ocuparmos o Prédio do Antigo Museu do Índio, na rua Mata Machado.

Negociação do Coletivo Aldeia Maracanã com O Governo DO Estado do Rio Após as manifestações populares que tomaram as ruas do Brasil em junho/13, o governador do Rio de Janeiro pressionado por altos índices de reprovação da população recuou em seu intento de derrubar o prédio do antigo Museu do Índio e indicou a então secretária de cultura do estado, Adriana Rattes, para reabrir o diálogo com o movimento Aldeia Maracanã. Com a retomada das negociações por integrantes do governo com indígenas e apoiadores da Aldeia Maracanã, várias reuniões foram realizadas no próprio prédio do antigo museu, na Secretaria de Cultura e na Fundação Darcy Ribeiro que resultaram no Tombamento do prédio pelo INEPAC/RJ em agosto/13 e na publicação em dezembro/13 do decreto do governador destinando oficialmente o imóvel para o futuro Centro de Referência da Cultura Viva dos Povos Indígenas.

Documentos de criação do Centro de Cultura Indígena - CRCVPI No final de julho/13, uma nova fase de negociações foi reaberta pelo Governo Estadual com os integrantes da Aldeia Maracanã e foram realizadas reuniões plenárias no próprio prédio nas quais foram discutidas alternativas e eleitos Grupos de Trabalho com indígenas para encaminhamento de sugestões e propostas. A partir dessa retomada do diálogo pelo Governo Estadual, importantes conquistas foram obtidas como o tombamento do prédio do antigo Museu do Índio pelo INEPAC Instituto Estadual de Patrimônio Cultural e também pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. Em dezembro/13, foi formalizado o compromisso do governo do Estado com publicação no D.O. de 16/12/13 de um decreto do governador destinando o prédio já tombado ao Centro de Referência da Cultura Viva dos Povos Indígenas.

Documentos de criação do Centro de Cultura Indígena - CRCVPI Decreto de Afetação do prédio do antigo Museu do Índio ao Centro de Referência da Cultura dos Povos Indígenas/Universidade Indígena publicado no D.O. em 16/12/2013. Decreto de Tombamento do prédio do antigo Museu do Índio pelo INEPAC - Instituto Estadual de Patrimônio Cultural, publicado no D.O. em 13/08/13

Termo de Referência elaborado pelo INEPAC/RJ para elaboração dos projetos básico e executivo de restauro do prédio do antigo Museu do Índio, divulgado pela SEC e validado pelo coletivo Aldeia Maracanã em março de 2014.

Nesta segunda versão do projeto básico de restauro, uma grande Oca ritual foi projetada para o terreno em frente ao prédio do antigo Museu do Índio, ao lado do Maracanã, a fim de ser utilizada em apresentações culturais de grupos indígenas, venda de artesanato indígena, pintura corporal, contação de histórias, espaço de convivência e outras atividades culturais indígenas. Depois de conquistar em julho/setembro de 2013 o tombamento do prédio pelo INEPAC/RJ e pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade/RIO e ver publicado no D.O. de 16/12/13 o decreto do governador que destinou o prédio tombado a criação do Centro de Referência da Cultura Viva dos Povos Indigenas, a luta do Coletivo Aldeia Maracanã agora é para que seja logo iniciado o processo de restauro do prédio para sua inauguração como espaço cultural indígena antes da Rio 2016 como ficou acordado no protocolo assinado pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro com algumas das principais lideranças indígenas tradicionais do Brasil presentes ao Seminário de Criação do Centro Cultural Indígena.

Em dezembro de 2013, reuniram-se no Rio de Janeiro algumas das principais lideranças indígenas tradicionais do país para colaborar na construção do projeto de criação do Centro de Referência da Cultura Viva dos Povos Indígenas. Depois de restaurado, o Centro Cultural Indígena funcionará no prédio do antigo Museu do Índio, ao lado do Maracanã, onde entre outubro de 2006 e março de 2013 existiu a ocupação indígena que ficou mundialmente conhecida como Aldeia Maracanã. https://youtu.be/HIqA_WdIHmU

Mensagem do cacique Raoni Metuktire Kayapó enviada às lideranças indígenas tradicionais que participaram do Seminário de Construção Coletiva do Centro de Referência da Cultura Viva dos Povos Indígenas do Brasil, realizado no Hotel Novo Mundo em 18 de dezembro de 2013. Além de apoiar o projeto de criação do Centro Cultural Indígena "na casa em que Rondon trabalhou e defendeu os índios..." e destacar a importância de dialogar com inteligência com o governo, fala da necessidade de união dos indígenas e da preservação dos nossos rios, terras indígenas e florestas.

Em março de 2014, a Secretaria de Cultura do Estado do Rio publica nota oficial no jornal O Globo ratificando os compromissos assumidos com o Coletivo Aldeia Maracanã para o restauro do prédio do antigo Museu do Índio e sua transformação em Centro de Referência da Cultura Viva dos Povos Indígenas.

RIO - O Dia do Índio, comemorado em 19 de abril, ganhou fôlego com a notícia, no final de 2013, de que o antigo museu dedicado a eles, no Maracanã, até então abandonado e com os dias contados, seria tombado e transformado num Centro de Referência da Cultura dos Povos Indígenas. O espaço, inédito no Brasil e no Rio de Janeiro, se propõe a preservar e a propagar a cultura dos diversos povos indígenas do Brasil. No entanto, a Secretaria estadual de Cultura, um ano e meio depois, ainda não deu prazos para a implantação do projeto, afirmando que estão sendo realizados estudos orçamentários e que só depois disso é que se poderá avaliar prazos de licitação e contratação de obras. De acordo com a Associação Indígena Aldeia Maracanã (Aiam), criada em março de 2014 , a meta é que o espaço fique pronto antes dos Jogos Olímpicos de 2016. — O último encontro com a secretária Eva Dóris Rosental foi no final de março. Ela afirmou que vai cobrar do governo uma aceleração no processo. Ficar pronto antes das olimpíadas seria muito bom, para nós e para a cidade, que se prepara para receber os turistas — disse Tukano, esclarecendo que o espaço será diferente de um museu, que tem um viés científico. — Pretendemos estimular atividades como artesanato, culinária, palestras, seminários. O Rio vai ser a cidade sede da representação dos povos indígenas de todo o Brasil. Cada etnia tem uma língua e um costume. Queremos misturar e dar espaço para o máximo de tribos — disse Carlos Tukano, presidente da AIAM.

AIAM conta nesta iniciativa com o apoio de várias lideranças do Movimento Indígena Nacional, instituições indigenistas e as principais organizações indígenas representativas dos povos indígenas de todo o Brasil, como a COIAB, APOINME, APIB e outras

Associação Indígena Aldeia Maracanã Reconhecimento público e indígena Parcerias institucionais consolidadas e crescentes Projetos de grande impacto e importância cultural Projetos da Associação A nível local Restauro do antigo museu do índio Dia Internacional do Índio Seminário “O Rio continua Índio! Oca Cultural no Parque Lage Oficinas indígenas nas Bibliotecas Exposição Arqueologia Fluminense Mostra de cinema indígena

Associação Indígena Aldeia Maracanã A nível estadual Educação indígena Situação Paraty, Angra e Maricá Conselho estadual de educação indígena Pontos de cultura Angra e Maricá Definição situação aldeia Maricá Energia elétrica para Araponga Sistema internet satélite 7 aldeias, inclusive AIAM A nível nacional Encontro Tamoio de lideranças indígenas e ambientais Presença do ministro Juca Ferreira no Kuarup Kamayurá Programação cultural indígena na Rio 2016 Grande exposição de arqueologia fluminense Grande exposição Projeto Séculos Indígenas

Parcerias da AIAM SEC Secretaria de estado de cultura Comissão Pró-índio UERJ IAB Instituto de Arqueologia Brasileira Fundição Progresso Museu da Justiça Museu do Índio RioCriativo Comitê Rio 450 anos Secretaria municipal de cultura

Presidente da Associação Indígena Aldeia Maracanã Carlos Antonio Fernandes Machado Doethyró Tukano Presidente da Associação Indígena Aldeia Maracanã